quinta-feira, 7 de abril de 2011

MÃOS DESUNIDAS

Por Luiz Otávio Oliani

não serei o poeta do passado
embora dele me alimente

canto o presente
que Drummond não vê

nada de serafins
cartas de suicida
- os homens aterraram
a palavra amor
num canteiro de obras

as mãos desunidas
traduzem: os espinhos
inda sufocam as flores

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