<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876</id><updated>2012-02-16T10:10:48.246-08:00</updated><title type='text'>Revista Cerrado Cultural</title><subtitle type='html'>Revista literária virtual de divulgação de escritores, poetas e amantes das letras e artes.

Editor: Paccelli José Maracci Zahler

Todas as opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores.
Aceitam-se colaborações.

Contato: cerrado.cultural@gmail.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>264</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-5818446121290830959</id><published>2012-02-08T13:03:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T13:03:28.493-08:00</updated><title type='text'>TROCANDO AS ALMAS</title><content type='html'>Por Ridamar Batista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O céu tão azul como nunca havia visto, a grama verde e ainda orvalhada mais parecia um tapete persa, muito bem feito e acabado em gotas de brilhante a cintilar o brilho do sol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Forrei o chão em baixo de uma grande árvore e me deitei serenamente com a vontade apenas de ficar em paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei ali um tempo bom. De repente ouvi os passos de um cavalo se aproximando. Parou bem perto de mim e começou a comer a grama verde e tenra, me parecia deliciosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fechei meus olhos e deixei que minha imaginação voasse. Quis fazer uma experiência muito diferente. No silencio e no sossego total daquele momento procurei captar a alma do animal que se aproximou de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Totalmente absolvida por mim mesma, relaxei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passado alguns instantes ou talvez milhões de instantes, não sei, senti que meu corpo num arrepio intenso como se sacudisse todo deixasse para trás aquilo que tem que ser jogado fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha boca tinha um gosto amargo de ferro com zinabre, minha língua estava dormente e seca e a garganta dolorida como se alguma coisa tivesse ficado lá dentro me impedindo de falar, comer ou reclamar, tudo isso num sentimento confuso, meu corpo em sudorese abundante parecia cansado,machucado e sem forças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ao mesmo tempo eu sentia como se um grande alívio tomasse conta de mim. Meu abdomen estava totalmente relaxado e meus órgãos internos começavam a funcionar sem opressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De novo uma forte sacudida me fez sentir o suor escorrer pelo corpo e eu estava totalmente inerte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus sentimentos se misturavam dentro de mim, como se eu me livrasse da opressão cruel de uma mordaça, do peso imenso de uma carga imposta e obrigatória que eu não sabia entender porque me impuseram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que eu pude sentir foi uma grande satisfação e agradecimento por aquele alimento doce que depressa limpou o gosto amargo do zinabre que eu sentia antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também meu corpo foi devagar se arrefecendo e descansando, e uma espécie de gratidão foi me invadindo aos poucos para que eu não lembrasse mais de nada e apenas pudesse viver a intensidade de ser livre e ter consciência desta verdadeira liberdade conhecida ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era a alma do cavalo se transmigrando para minha alma e me deixando vivenciar o seu sentimento natural.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tive pena. Será que ele também captou a minha alma?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alma dos homens... alma racional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dos grilhões que nos sufocam a voz e nos impedem de gritar, do livre-arbítrio totalmente desfigurado e falso no qual nem sequer acreditamos na verdade, ficando sempre aquele gosto de zinabre em nossa boca cada vez que falamos uma coisa e sentimos outra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da escravidão que nos impele ao ódio, maldade e ingratidão, dos sentimentos negativos que nos invadem e não conseguimos nunca sacudir o pelo e relinchar contentes deixando para trás o que passou e confiando alegremente naquilo que está acontecendo de bom,agora, de tudo isso tive dó. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez o cavalo ao fazer a troca comigo não tenha se sentindo bem como eu senti ao conhecer a alma do animal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia paz, saciedade e fé. Foi bom abrir de novo os olhos e ver que a vida é boa, as coisas acontecem independente de nós, o tempo se completa por si só sem que possamos manipular a roda do destino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então para que tanta ansiedade? Minha vontade é pisar no freio, sacudir o pelo, quebrar para sempre as amarras e poder me alimentar da fonte pura e simples que floresce em cada canto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De toda experiência vivida só não pude dar um belo relincho e soltar a voz num agradecimento profundo e forte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha garganta ainda está presa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palavra nem sempre é entendida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-5818446121290830959?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/5818446121290830959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/trocando-as-almas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5818446121290830959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5818446121290830959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/trocando-as-almas.html' title='TROCANDO AS ALMAS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-9074858537803066988</id><published>2012-02-02T13:19:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T12:28:04.638-08:00</updated><title type='text'>PERFIL: LUIZ DE MIRANDA</title><content type='html'>&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://1.bp.blogspot.com/-JaPCDQOwb2k/Tyr9yhRSe8I/AAAAAAAAIqM/5UQvxUrOBik/s1600/miranda03.jpg'&gt;&lt;img src='http://1.bp.blogspot.com/-JaPCDQOwb2k/Tyr9yhRSe8I/AAAAAAAAIqM/5UQvxUrOBik/s400/miranda03.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Paccelli José Maracci Zahler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para e edição de fevereiro de 2012 da Revista Cerrado Cultural, tivemos a honra de entrevistar, por correio eletrônico, o poeta Luiz de Miranda, gaúcho, natural de Uruguaiana, RS.&lt;br /&gt;O poeta Luiz de Miranda, em 20 de março de 2011, recebeu a Medalha de Ouro do Senado Francês, no Salão do Livro de Paris, onde autografou seu livro “Trilogie du Bleu”, publicado na França. Além desse galardão, recebeu também o Prêmio da Academia de Artes, Ciência e Letras daquele país. Em sua turnê pela Europa, atendendo a convite do Departamento de Filologia Moderna Latina, da Universidade das Ilhas Baleares, Palma de Mallorca, Espanha, fez palestra e recital no dia 24 de março de 2011. Em 2008, ele havia recebido o Prêmio Luso-Espanhol de Lisboa, com o apoio do Instituto Camões, de Portugal.&lt;br /&gt;Todos os seus feitos têm sido registrados pelos meios de comunicação e, a respeito dele, Juremir Machado da Silva, na coluna Opinião do Jornal CORREIO DO POVO, de Porto Alegre, RS, edição de 9 de outubro de 2011, escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Até parece aquele dita: santo de casa não faz milagre.&lt;br /&gt;Miranda brilha lá fora.&lt;br /&gt;Até a revista Caras deu-lhe espaço.&lt;br /&gt;Miranda é o grande poeta gaúcho em atividade.&lt;br /&gt;Ninguém fala do pampa como ele.&lt;br /&gt;Bota a gauchada no bolso.&lt;br /&gt;Orgulho do Rio Grande!&lt;br /&gt;E sempre maldito.&lt;br /&gt;O único que na ficha do hotel põe: poeta.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registramos o nosso agradecimento ao poeta Luiz de Miranda pela gentileza em ceder parte do seu precioso tempo para responder às nossas perguntas, as quais, certamente, permitirão aos nossos diletos leitores conhecer um pouco do seu PERFIL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. O que significou crescer na fronteira do Uruguai e da Argentina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Vivi 21 anos na rua Aquidaban, à beira do rio Uruguai, fronteira com a Argentina. Com 17 anos comprei livros do espanhol Vicente Aleixandre e de Pablo Neruda, que depois seriam Nobel. Essa vivência tornou o espanhol a minha segunda alma. Era de uma casa de analfabetos, mãe, vó e padrasto. Um dia, conversando com José Saramago, ele me disse que tínhamos algo em comum, seus pais também eram analfabetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC.&lt;/strong&gt;Foi esse contato com a cultura de uma tríplice fronteira que despertou sua vocação literária?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Sessenta por cento foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;.Qual foi o papel da Professora Domingas Faraco em sua formação literária?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Ela me ensinou o amor à Poesia. Com ela conheci a vida dos românticos. E descobri Cruz e Souza, o maior poeta do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;.O senhor sempre escreveu poemas ou teve incursões pela prosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Sempre só escrevi Poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. Entre 1963 e 1966, o senhor colaborou com o jornal A Platéia, de Santana do Livramento, RS. Sobre o que escrevia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Foi onde publiquei meus primeiros poemas e algumas crônicas de teor crítico sobre artes plásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. Em determinado momento de sua vida, mais precisamente em 1966, o senhor ingressou no curso de Zootecnia, ainda em Uruguaiana. O que o motivou a interrompê-lo e a ingressar no curso de Teologia em São Paulo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Eu sempre quis sair de casa e correr mundo e correr perigo. Em 1966, fiz um Curso de Guerrilha na China, depois fui estudar em São Paulo, a capital cultural do país, à época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. Havia alguma angústia existencial específica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Não havia angústia existencial, mas um sentido profundo de mudar o país. Estreei nessa época na luta armada com Carlos Marighella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. Em 1968, como opositor ao governo militar, o senhor sofreu perseguições políticas. Como foi esse período?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Foi o ano mais importante da minha vida. Estreei minha peça em 1 de maio de 1968 em São Paulo: "Povo, Palavra, Amor ,Liberdade", que foi censurada e retirada de cartaz. Cai na clandestinidade e voltei para o sul, Cidade de Alegrete. Com a AI5, foi decretada minha prisão. Dia 14 de dezembro de 1968, fugi para as matas densas do rio Ibicuí, onde dormi 18 dias no chão, sem saber o que acontecia do país. Dia 1 de janeiro me exili no Uruguai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. O senhor chegou a ser preso e torturado? Ou a fazer parte de alguma organização de esquerda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. [Diz o]Verbete retirado do livro "Dicionário ilustrado da Esquerda Gaúcha", de João Batista Marçal, 2008: "Miranda, Luiz de. Um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos, jornalista e intelectual. Militante socialista. Natural de Uruguaiana,cidade em que nasceu a 6 de abril de 1945. Fez curso de guerrilha na China, para onde foi encaminhado por Ulisses Vilar, em 1966. Atuando na luta armada que se contrapunha ao Golpe de 1964, foi preso em Uruguaiana, em 1969, e no Teatro de Arena, em Porto Alegre, em 1971, sendo o único ator gaúcho preso. Mesmo caçado pela polícia dos militares, participou em São Paulo de ações do POC,, da ALN, da VPRe do MTR. Em Porto Alegre, no MCR, coordenou a estratégia da última expropriação bancária, em dezembro de 1970.Segundo o poeta e crítico Gerar Melo Mourão "Luiz de Miranda é o poeta medular do Rio Grande."(Rio, 1969). Tem 27 livros publicados."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. A fronteira do RS com o Uruguai e a Argentina era considerada Área de Segurança Nacional. Como foi estar lá em pleno regime militar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Perseguido o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. Em 1969, o senhor começou a cursar Filosofia na PUCRS, ao mesmo tempo em que trabalhava como ator no Teatro de Arena e redator na Rádio Gaúcha. Entretanto, o curso foi abandonado em 1972. Por que razão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Trabalhei em vários jornais brasileiro e agências de propaganda. Fui expurgado dos Cursos de Teologia e Filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. No seu íntimo, havia aquela inquietude natural de todo o jovem que busca um caminho diferente daquele seguido pelos pais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. - Eu sempre fui um poeta revolucionário na forma e na prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. A partir de 1970, sob o governo Médici, o senhor enveredou pela área artística. Como foi essa trajetória?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Não aconteceu isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. A grande maioria dos escritores se queixa da impossibilidade de viver de literatura. A literatura sempre foi seu ganha-pão ou o senhor exercia uma outra atividade profissional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Eu vivo da minha poesia desde 1994. Antes fui Secretário de Cultura e Assessor do Governador Alceu Collares, Quando foi prefeito de Porto Alegre, fui Diretor de Cultura e idealizei a criação da Secretaria de Cultura da capital, em 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. Qual o significado da fundação da Associação Gaúcha de Escritores da qual o senhor foi eleito o primeiro presidente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Fui o idealizador e o primeiro presidente da Associação, que teve a seguinte diretoria: Luiz de Miranda, presidente- Tarso Genro, vice- Dilan Camargo, secretário- Donald Schuller, segundo secretário- Antonio Hohlfeldt, tesoureiro- Lya Luft, vice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. Que projetos foram implementados na sua gestão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Lutamos contra a censura e colocamos escritores na provas de vestibular, e participávamos diretamente do debate político-cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. Qual a sua opinião sobre a regulamentação da profissão de escritor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Já era para existir há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. Sua obra é vasta, com mais de 3.500 páginas impressas, superando Pablo Neruda e Ezra Pound. De onde vem essa verve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Desde  de 1995, escrevo todo o dia e tenho publicado livros grandes. Em 2005, publiquei o maior, :"Nunca Mais Seremos os Mesmos", um longo poema de 416 páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. Como é o seu processo de criação literária? Ela depende de inspiração ou é um hábito diário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Eu trabalho um livro com temático, e todos os dia escrevo vários poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RCC&lt;/strong&gt;. O senhor é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores poetas brasileiros, quiçá o maior. Aclamado pela crítica, imortal, premiado e reconhecido internacionalmente. Refletindo sobre a sua trajetória, o que a vida lhe ensinou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM. Eu amo meu trabalho e me dedico a ele de de corpo e ama. E a vida é o grande painel da literatura. E eu tenho vivido minha vida intensamente. Sou solteiro, não tenho filhos. A Poesia é a minha grande companheira nesta trajetória que Deus me deu.&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-9074858537803066988?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/9074858537803066988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/perfil-luiz-de-miranda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/9074858537803066988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/9074858537803066988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/perfil-luiz-de-miranda.html' title='PERFIL: LUIZ DE MIRANDA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-JaPCDQOwb2k/Tyr9yhRSe8I/AAAAAAAAIqM/5UQvxUrOBik/s72-c/miranda03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-3865619844914332493</id><published>2012-02-02T12:43:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T12:43:06.382-08:00</updated><title type='text'>AO LONGE</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapmea, SC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://1.bp.blogspot.com/-60nUH3Uq4Zo/Tyr1WU5PClI/AAAAAAAAIqA/Iu4GiseCduo/s1600/AO%2BLONGE.jpg'&gt;&lt;img src='http://1.bp.blogspot.com/-60nUH3Uq4Zo/Tyr1WU5PClI/AAAAAAAAIqA/Iu4GiseCduo/s400/AO%2BLONGE.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-3865619844914332493?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/3865619844914332493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/ao-longe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/3865619844914332493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/3865619844914332493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/ao-longe.html' title='AO LONGE'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-60nUH3Uq4Zo/Tyr1WU5PClI/AAAAAAAAIqA/Iu4GiseCduo/s72-c/AO%2BLONGE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-5748014227916739624</id><published>2012-02-02T12:41:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T12:41:18.209-08:00</updated><title type='text'>EMPRÉSTIMO</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://3.bp.blogspot.com/-3b3Kb81PepI/Tyr07VGZ2bI/AAAAAAAAIp0/_VgLsrlLhqM/s1600/Empr%25C3%25A9stimo.jpg'&gt;&lt;img src='http://3.bp.blogspot.com/-3b3Kb81PepI/Tyr07VGZ2bI/AAAAAAAAIp0/_VgLsrlLhqM/s400/Empr%25C3%25A9stimo.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-5748014227916739624?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/5748014227916739624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/emprestimo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5748014227916739624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5748014227916739624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/emprestimo.html' title='EMPRÉSTIMO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3b3Kb81PepI/Tyr07VGZ2bI/AAAAAAAAIp0/_VgLsrlLhqM/s72-c/Empr%25C3%25A9stimo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6037902610154235342</id><published>2012-02-02T12:39:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T12:39:23.150-08:00</updated><title type='text'>CRENÇAS</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://4.bp.blogspot.com/-qTMPi_Z5wTQ/Tyr0ep0Ji-I/AAAAAAAAIpo/q7Vp-4iL6HY/s1600/Cren%25C3%25A7as.jpg'&gt;&lt;img src='http://4.bp.blogspot.com/-qTMPi_Z5wTQ/Tyr0ep0Ji-I/AAAAAAAAIpo/q7Vp-4iL6HY/s400/Cren%25C3%25A7as.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6037902610154235342?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6037902610154235342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/crencas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6037902610154235342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6037902610154235342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/crencas.html' title='CRENÇAS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qTMPi_Z5wTQ/Tyr0ep0Ji-I/AAAAAAAAIpo/q7Vp-4iL6HY/s72-c/Cren%25C3%25A7as.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-7880516589751887587</id><published>2012-02-02T12:35:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T12:35:58.561-08:00</updated><title type='text'>FRONTEIRAS/FRONTERES</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SCO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na fronteira passo minha inexistência.&lt;br /&gt;Trêmulas bandeiras desencontradas&lt;br /&gt;evitam a minha mão. Desfaço os nós&lt;br /&gt;presos ao estribilho e torno o hino&lt;br /&gt;impatriótico na universalidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Espaço o caminho das ultrapassagens.&lt;br /&gt;Ao lado é estar aqui na consequência.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;FRONTERES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Pedro Du Bois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(versão em catalão de Pere Bessó)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En la frontera passe la meua inexistència.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tremoloses banderes desencontrades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;m'eviten la mà. Desfaig els nus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fets en la tornada i torne l'himne&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poc patriòtic en la universalitat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espaie el camí enllà dels passatges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al costat és restar ací en la consequència.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pedro Du Bois, inèdit, versió al català de Pere Bessó)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-7880516589751887587?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/7880516589751887587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/fronteirasfronteres.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7880516589751887587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7880516589751887587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/fronteirasfronteres.html' title='FRONTEIRAS/FRONTERES'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-3294619237869567396</id><published>2012-02-02T12:33:00.001-08:00</published><updated>2012-02-02T12:33:10.389-08:00</updated><title type='text'>PARTIR</title><content type='html'>Por Luiz Carlos Leme Franco&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vou sair um pouco.&lt;br /&gt;Vou curtir o meu espírito.&lt;br /&gt;Vou partir de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-3294619237869567396?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/3294619237869567396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/partir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/3294619237869567396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/3294619237869567396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/partir.html' title='PARTIR'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-8604984406674549991</id><published>2012-02-02T12:32:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T12:32:09.776-08:00</updated><title type='text'>O MISTÉRIO DE JESUS</title><content type='html'>Paccelli José Maracci Zahler &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará" &lt;br /&gt;João, 8:32 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só aquele que possui uma fé profunda pode se dar ao luxo do ceticismo" &lt;br /&gt;Friedrich Nietzche &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de 2.000 anos, estuda-se e discute-se a vida de Jesus Cristo. Apesar da quantidade de livros e artigos escritos a repeito estar próximo dos 100.000, nada se sabe sobre a vida do nazareno no período compreendido entre os 12 e os 30 anos de idade. &lt;br /&gt;Por serem os evangelhos um testemunho de fé ensinado a todas as crianças de forma dogmática, somando-se a isto o medo da morte e do castigo divino, fica muito difícil, depois de adultas, vencer o paradigma de que os fatos lá relatados podem não ter acontecido da forma como foram descritos. &lt;br /&gt;Hoje, a ciência e a tecnologia estão mais evoluídas e têm permitido um estudo mais aprofundado dos fatos históricos, particularmente daqueles citados na Bíblia. Assim, as pesquisas recentes têm concluído que os reis magos, o presépio e a estrela de Belém são invenções dos evangelistas para identificar o nascimento de Jesus com a vinda do Messias, anunciado no Velho Testamento; e que Jesus nasceu no ano 7 a.C. em Nazaré, na Galiléia ( e não em Belém, na Judéia), não se sabendo ao certo em qual mês pois o dia 25 de dezembro foi estabelecido pela Igreja no ano 525 d.C. para coincidir com as festas pagãs do Oriente e de Roma. &lt;br /&gt;O presente artigo tem por objetivo trazer à luz algumas pesquisas que têm indicado a passagem de Jesus pela Índia, indo de encontro com o pouco que se sabe até agora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PROFETA ISSA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou em 1887, quando o historiador russo Nicolai Notovitch visitou um mosteiro budista na Caxemira, norte da Índia. Buscando informações sobre a região, ouviu que o "Filho de Deus" dos cristãos era venerado por lá como um grande profeta de nome Issa e que havia manuscritos a respeito nos grandes mosteiros da Índia e do Nepal. &lt;br /&gt;Interessado no assunto, Notovich foi até Leh, capital de Ladakh e de lá até o mosteiro de Hemis, onde teve acesso aos documentos, encontrando incríveis semelhanças entre a vida do profeta Issa e a vida de Jesus Cristo. &lt;br /&gt;Segundo os manuscritos, o profeta Issa nasceu em Israel e foi levado para a região de Sindh (Indo) na puberdade, em companhia de mercadores, fixando-se entre os arianos. De lá, foi para Jagannath onde, através de sacerdotes brâmanes, aprendeu a ler e a interpretar os Vedas (livros sagrados indus), porém, desagradou-os ao dedicar-se a instruir as castas inferiores dos sudras. &lt;br /&gt;Durante seis anos, o profeta Issa viveu entre Puri, Rajgir e Varanasi, partindo para o Nepal onde se dedicou ao estudo das escrituras budistas, difundindo-as para os fracos e oprimidos, o que também acabou desagradando a classe sacerdotal. Passou pela Pérsia e retornou à Palestina. &lt;br /&gt;Quando perguntado sobre seu país de origem, respondeu: "Sou israelita (...). Ainda criança, deixei o lar paterno para viver entre outros povos mas, ao ter notícia do sofrimento de minha gente, retornei à casa de meus pais para reconduzí-la à fé de nossos ancestrais". &lt;br /&gt;Nicolai Notovich, ao retornar à Europa, procurou os altos dignitários da Igreja para comunicar-lhes a descoberta. Como não tinha meios para prová-la cientificamente, não foi levado a sério, entretanto, apresentou-a no livro "A vida desconhecida de Jesus Cristo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOVOS INDÍCIOS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1908, foi publicado nos Estados Unidos da América o livro "O evangelho aquariano de Jesus Cristo", de autoria do médico, pastor e pesquisador Levi H. Dowling. Este, depois de 40 anos de pesquisa, relata que o príncipe indiano Ravana de Orissa encontrou e ouviu Jesus aos 12 anos de idade no templo e levou-o para a Índia para que pudesse aprofundar seus estudos na escola do templo de Jagannath, aprendendo as leis de Manu e os Vedas. Lá, Jesus surpreende seus mestres com sua inteligência e atrai a ira dos brâmanes pela sua postura crítica. &lt;br /&gt;No livro, há referências da viagem de Jesus pelo Himalaia até chegar ao Tibete, onde estuda os manuscritos dos mestres do templo de Lhasa, retornando posteriormente à região do Sindh e ao Oriente Próximo. &lt;br /&gt;Mais tarde, em 1973, o semanário alemão Der Stern nº 16 publicou uma reportagem ilustrada com fotografias, onde um professor afirmava ter descoberto o túmulo de Jesus Cristo em Srinagar, capitar da Caxemira. Segundo ele, Jesus teria passado a sua juventude na Índia e, mais tarde, após sobreviver à crucificação, voltara àquele país para viver como guru até a sua morte em idade avançada. &lt;br /&gt;Tomando por base estes indícios, o teólogo alemão Holger Kersten foi para a Índia em 1979 com o objetivo de estudar os manuscritos encontrados por Nicolai Notovich e localizar o túmulo do profeta Issa. Percorreu ainda o Afeganistão, o Oriente Médio e Israel. Sua pesquisa foi comparada com a análise do Santo Sudário, resultando no livro "Jesus viveu na Índia", publicado na Alemanha em 1983. &lt;br /&gt;Segundo Kersten, no período em que estudou na Índia, Jesus atingiu o mais alto grau de ascetismo, o que lhe possibilitou a realização de milagres e a levitação. Devido ao controle total que possuía sobre sua mente e seu corpo, foi capaz de sobreviver ao suplício da crucificação e ir para a Índia. &lt;br /&gt;Uma coisa que chamou a atenção de Kersten foi o molde em relevo das pegadas do profeta Issa encontrado no túmulo localizado no centro da cidade antiga de Srinagar. Nelas, foram esculpidas as marcas da crucificação! &lt;br /&gt;Se tudo não passa de mera coincidência somente o tempo dirá. Os conhecimentos evoluem diariamente e aquilo que até pouco tempo se tomava como verdadeiro, hoje já está superado. Com a história de Jesus Cristo não vai ser diferente e dentro de alguns anos o mistério de sua vida estará esclarecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado na Revista BRASÍLIA nº 71, julho/ago 1996, p. 8-9)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-8604984406674549991?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/8604984406674549991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/o-misterio-de-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/8604984406674549991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/8604984406674549991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/02/o-misterio-de-jesus.html' title='O MISTÉRIO DE JESUS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-2003089598323809744</id><published>2012-01-12T09:26:00.000-08:00</published><updated>2012-01-12T09:26:06.810-08:00</updated><title type='text'>CHUVAS E MISÉRIA</title><content type='html'>Por Vânia Moreira Diniz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a época mais triste do ano em quase todo o Brasil.Milhares de pessoas estão morrendo soterradas pela avalanche das chuvas que tomam conta do país.O pior é que isso acontece todos os anos e a tristeza envolve milhares de famílias que não têm para onde ir. As autoridades anunciam que as pessoas devem sair sair de suas casas e a pergunta que não quer calar é: Para onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que depois de tantos anos não compreenderam que precisa ser feito um trabalho de prevenção? Meu Deus, será mesmo que a vida humana está banalizada a tal ponto que os responsáveis por este país não se preocupam com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será mesmo que não entendem que a vida é finita demais e precisa ser realizada alguma coisa para que nossos concidadãos não enfrentem esse desespero? E que cargo, poder e tudo mais que encanta as autoridades desse país, nada valem diante de uma vida humana? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta a miséria, a fome, a violência, o preconceito, a insegurança? Não basta que a educação e a saúde estejam num patamar tão baixo a ponto de muitas pessoas não terem acesso a elas? Até que ponto querem martirizar os cidadãos desse país, trabalhadores que procuram educar seus filhos e viver uma vida miniamente digna?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente está morrendo, outras feridas e ainda outras sofrendo pela perda de suas casas, de suas coisas e acima de tudo dos entes queridos agonizantes e desesperados ali ao seu lado e que a impotência impede de salvá-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vida humana é muito mais importante do que carnaval e Copa do Mundo. Nâo entendem isso? Não compreendem que não podemos ter paz sabendo que pessoas como nós estão desesperadas almejando pela dom mais precioso e legítimo que é a sua própria vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim vamos vibrar com a legítima festa folclórica de nossos país e com a vitória de termos conseguido a sede da Copa no Brasil. Mas antes disso precisamos olhar, lutar, gritar, pedir ajuda para essas milhares de pessoas e famílias que estão morrendo sem socorro e que interrompem nosso bem mais precioso que é a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando assisto a essas reportagens sobre o que está acontecendo em consequência das chuvas, fico imaginando como sou egoísta nesse momento em que nos divertimos enquanto  pessoas morrem e a única coisa que desejam é sua casinha para abrigar a família e da qual estão sendo enxotadas pelo mau tratamentos de condições necessárias para que permaneçam lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é uma só, todo o resto é possível reestruturar menos a presença nesse mundo depois que nossos olhos se fecharem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo inteiro está cada vez mais apaixonado pelo poder, pela fama, pelo dinheiro, esquecendo que nada vale, diante do curto espaço de vida que temos para usufuir, ser felizes e cumprirmos nossa missão e que está sendo abreviado pelo excesso de individualidade e indiferença, elementos letais que ultrapassam todos os bens do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos novamente pedir às nossas autoridades que lembrem um pouco da vida daqueles que de uma forma ou outra dependem de sua competência e dedicação. É quase utópico falar dessa maneira, mas nós que escrevemos que podemos transmitir alguma coisa ainda temos esperança que as futuras gerações possam ser tocadas pelo dom da solidariedade, do amor e do entendimento que enquanto os seres humanos não se unirem a vida será amarga e e dolorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião a corrupção, os gastos desmesurados e a exorbitância de valores gastos com propaganda seriam suficientes para a prevenção desses acidentes e naturalmente o atendimento das necessidades básicas do povo que sofre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre a autora&lt;/b&gt;: Vânia Moreira Diniz, Ph.I., é presidente da Academia de Letras do Brasil, Seccional Distrito Federal (ALB/DF)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-2003089598323809744?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/2003089598323809744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/chuvas-e-miseria.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2003089598323809744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2003089598323809744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/chuvas-e-miseria.html' title='CHUVAS E MISÉRIA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-4978841921740271903</id><published>2012-01-05T03:44:00.000-08:00</published><updated>2012-01-05T03:44:06.987-08:00</updated><title type='text'>UNIVERSIDADE</title><content type='html'>Por Luiz Carlos Leme Franco&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Universitas,&lt;br /&gt;Instituição do povo &lt;br /&gt;Universitas     povo&lt;br /&gt;universitas é universal&lt;br /&gt;Universal        povo&lt;br /&gt;Universal tem universalidade&lt;br /&gt;Universalidade   povo&lt;br /&gt;Universalidade é povo&lt;br /&gt;Povo é universal&lt;br /&gt;Povo é universalidade&lt;br /&gt;Universitas   povo  universal&lt;br /&gt;universalidade        unidade&lt;br /&gt;povo    unidade     do povo&lt;br /&gt;povo em unidade     união&lt;br /&gt;Universal     Universidade    povo&lt;br /&gt;Povo         “ Quo vadis “?&lt;br /&gt;universidade&lt;br /&gt;universidade é povo&lt;br /&gt;nulidade-universidade&lt;br /&gt;universitas -  povo&lt;br /&gt;nulidade do povo&lt;br /&gt;Povo sem universidade&lt;br /&gt;Universidade é universal&lt;br /&gt;Povo é unidade&lt;br /&gt;Nulidade&lt;br /&gt;Tudo é nulidade&lt;br /&gt;Sem unidade universal&lt;br /&gt;Igualdade&lt;br /&gt;Sem universidade&lt;br /&gt;Sem povo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-4978841921740271903?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/4978841921740271903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/universidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4978841921740271903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4978841921740271903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/universidade.html' title='UNIVERSIDADE'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-7718200850919799055</id><published>2012-01-03T02:29:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T06:54:54.911-08:00</updated><title type='text'>PRINCÍPIO</title><content type='html'>Por Luiz Carlos Leme Franco &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fartura ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pendura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empanturra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ventura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-7718200850919799055?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/7718200850919799055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/principio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7718200850919799055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7718200850919799055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/principio.html' title='PRINCÍPIO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-1011194618791671281</id><published>2012-01-02T08:09:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T08:09:49.094-08:00</updated><title type='text'>INTERESSES ESCUSOS UNEM AS TRÊS MAIORES ASSOCIAÇÕES DE MAGISTRADOS DO BRASIL</title><content type='html'>&lt;div class="MsoHeader" style="text-align: left;"&gt;Por Mário Carabajal&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoHeader" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Uma Nação não pode ser refém de uma classe. Os Tribunais “Superiores” assumiram &lt;i&gt;ipsis literis&lt;/i&gt;&amp;nbsp; a assertiva do nome Superior, colocando-se acima dos demais segmentos sociais. Delibera quem ser investigado sem antes fazer-se transparente. Não apenas o judiciário como todos os serviços públicos, em quaisquer instâncias, devem ser 100% transparentes. Sem espaços para ‘estrelismos’ e ‘autoritarismos’. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Uma Nação aberta e democrática, transparente em suas ações, auto e alo-critica, ganhará em renovação de conceitos, avançando sem retroceder. Contudo, alicerçada em um poder decisório centralizado como o Judiciário Brasileiro, representa retrocesso a evolução de todo o sistema de governo. Isto, sobretudo, pela falta de transparência, marginalizando o sentido público de administração. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O Brasil encontra-se as portas de um fazer claro, transparente, faltando apenas que os poderes, ou melhor, aqueles que, imbuídos de poderes, deixem-se visíveis aos olhos da opinião pública, afastando dúvidas e incertezas, permitindo dissiparem-se o que os coloca à margem do fazer coletivo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A transparência é a alma e a arma maior da democracia. Sem desprendimento, em busca de um bem maior, com igualdade, sem direitos ou privilégios especiais, árdua será a evolução de um povo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Sobretudo, havendo tal discriminação, a exemplo do Brasil, os privilégios não cessam jamais, estendendo-se à manutenção dos mesmos, a todo aquele que responda por parte dessa hierarquia de direitos, seus familiares e amigos diretos. Sendo exatamente o que se observa no Brasil. Alguns poucos homens, apoiados em um sistema tradicional de organização social, apropriaram-se da consciência e da razão, fazendo-se senhores da verdade, dos direitos, sem partilharem, no entanto, eles próprios, das obrigações, das dificuldades, dos imensos sacrifícios e da transparência exigida a todos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Mister o reconhecimento da importância do Sistema Judiciário, mas não como erroneamente se auto-nominaram, Superiores. &lt;st1:personname productid="Em uma Nação" w:st="on"&gt;Em uma Nação&lt;/st1:personname&gt;, este desígnio, deve ser afastado. Ninguém deve ficar à margem das obrigações exigidas à coletividade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Todos devem transparência, esclarecimentos e prestações de contas. No Judiciário, ou melhor, nos ‘Superiores’ Tribunais brasileiros, ministros auferem 100, 200, 300, 400 e até 700 mil reais, a exemplo de Peluso, no TS-SP, enquanto um trabalhador ‘brasileiro também’ nem mesmo sonha com tal quantia. A isonomia, a importância de todas as profissões, deve ser a máxima de uma Nação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Ninguém, verdadeiramente, deve ser diferente perante a Lei. E isto não deve valer apenas para o povo. Mas, sobretudo, para quem governa. A essencialidade dos serviços pode sim designar funções superiores, aí, veríamos os lixeiros, e não juízes, com maior necessidade de reconhecimento e direitos. Retirem-se os ministros dos ‘Superiores’ Tribunais e teremos um nível de problema de necessidades sociais. Contudo, se retirados os lixeiros das ruas, o caos se faria total. Magistrados, políticos, médicos, professores e demais trabalhadores, todos, se renderiam à efetiva ordem da pirâmide invertida social hoje ainda aceita por interesses e visões equivocadas de Nação e sociedade. Este segmento, não conta com verdadeira representatividade política. Entre outras distorções na organização política brasileira, os ‘representantes’ eleitos pelo povo, devem seus mandatos aos partidos e não a quem os elege. Como os Tribunais Superiores, têm privilégios distintos dos demais cidadãos. Não respondem a furtos e crimes com o mesmo rigor exigido aos demais brasileiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Observa-se, isto sim, frente a tais práticas por político, a soma dos interesses corporativistas, ganhando do judiciário, em contundente afronta à igualdade apregoada pela Constituição, fóruns privilegiados, sem jamais serem punidos. De um lado a Nação, de outro, usurpadores da Pátria, sem escrúpulos, moral, vergonha e a menor noção de direito. Apoiados e mantidos por sucessivos governos, seus interesses pessoais de manutenção do poder e uma pseudo-governabilidade, sem de fato representarem os interesses máximos da Nação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Não obstante, observa-se uma tendência de evolução atípica dos sistemas. Atípica por ser aleatória, inconstante e assistêmica, dependente de formações individuais de cidadãos que alcancem &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; e poder a altura de confrontar o anti-poder disseminado ao longo de centenas de anos, pontual, contínuo e arraigado no âmago dos sistemas de governo. Como um ‘câncer’, encontrando como cerne, os Tribunais Superiores, com seus desmandos, falta de transparência e políticas corporativistas, com nenhuma ou raríssimas exceções.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Exemplo maior, mais recente, na Ministra Eliana Calmon, chamando a transparência, centenas de anos de obscuridade e práticas soberbas, voltadas exclusivamente para si, seus familiares e grupo de amigos, como se a humanidade não fosse uma só. “Como se a lágrima da criança pobre, não fosse a mesma lágrima, dolorida e salgada da mãe do soldado que mata no cumprimento do dever” como bem disse Edgar Hudson. O medo de se deixar investigar, não representa a vontade da totalidade dos magistrados brasileiros, mas de um pequeno grupo, à frente das associações, e, certamente prepotentes, antes de manifestarem-se, não ouviram os associados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A tendência, é que em um amanhã próximo, a Ministra Eliana Calmon se faça Senadora. Um caminho natural, de necessidade humana e popular para que a esperança mantenha-se viva em um povo que acredita em um futuro glorioso para o seu País. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O sonho, certamente é comum. Nenhum corrupto o é por voluntariedade. Todos estão presos em um sistema que se lhes exigem continuidade. Como o usuário de drogas. Um círculo vicioso. Nocivo, maléfico, que inevitavelmente será confrontado. Mais cedo ou mais tarde haverão de responder por seus crimes, publicamente, como tantos já expostos por suas práticas anti-sociais, tolas e imaturas, tolhidas de uma consciência consequente. Porque se o fossem, jamais desafiariam a toda uma Nação, sedenta de justiça e verdade. Ansiosa em acertar e definir um caminho de assertivas, rumo ao axioma Ordem e Progresso, sem meias verdades e ensaios em forma de sussurros democráticos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Não é impossível que juízes e mesmo algum ministro da justiça e seus familiares, honestos e comprometidos com a história, manifestem-se publicamente, autorizando serem investigados, demonstrando transparência em suas ações, pela total segurança de nada terem a temer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Acreditamos que uma grande vontade de justiça toma os corações e consciências até mesmo daqueles mais desprovidos de condições efetivas de a promoverem. Imagine naqueles que gozam de condições, legalmente constituídos e com os instrumentos legais ao alcance de suas mãos. Faltando, tão somente um segundo de legítima vontade, ou minutos, horas, dias e anos de persistência, como a singular gota de água que perfura rochas, aparentemente invulneráveis, como vem agindo a Imortal e humana Ministra Eliana Calmon e o não menos digno Procurador Geral da República, &lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Roberto Monteiro Gurgel Santos, a quem deve-se profundo respeito pelo comprometimento por suas posturas enérgicas contra crimes de corrupção, contribuindo decisivamente à depuração dos resquícios de um sistema marginal de governo que insiste manifestar-se sobretudo nos meios políticos e agora, claramente exposto também no sistema judiciário brasileiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Qualquer cidadão, honesto e digno, trabalhador e minimamente progressista, consegue elaborar conceitos sobre aqueles que não se deixam investigar, que temem a visibilidade pública de seus atos, como o faz o sistema judicial no Brasil. Por trás de tanto receio, barreiras, impedimentos à transparência, existem abismos e lacunas, que os tornam reféns de práticas conjuntas de crimes que os levariam a responder perante a Nação, em condições de igualdade com os piores estelionatários, marginais e usurpadores do dinheiro reunido em impostos a custa do suor e lágrimas do povo brasileiro. O cidadão, mais simples o diz com a assertiva ‘quem não deve não teme’. Encerrando a assertiva diametralmente oposta ‘por deverem, temem, unem-se, obstacularizam’ e tudo farão, sem surpreender se até mesmo planejarem a morte de quem se lhes exige transparência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Mister à construção de uma Nação equânime, a exigência, para a nomeação de ministros e homens públicos, da aceitação de uma Cláusula de Transparência como base e elemento principal de combate à corrupção. Válido para os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Uma única Lei, de clarificação e comprometimento. Assim, poderão os corruptos e aqueles que não têm aptidão ‘moral, ética e honestidade’ para o Serviço Público, declinarem em assumir funções de altas finalidades administrativas, judiciais e político-governamentais. Todo cidadão, por mais estudos ou capacidades que demonstre, não estará apto às funções públicas, não seja plenamente honesto, aceitando e autorizando previamente, ser, a qualquer tempo, a si e extensões,&amp;nbsp; investigados, com quebra de sigilo bancário e patrimonial, sem receios, por estarem conscientes de ser uma função pública, em sua assertiva, pública. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Quando a Ministra Eliana Calmon solicitou levantamentos de movimentos financeiros atípicos do judiciário, não o fazia sobre a vida privada dos magistrados, mas do elemento público a que devem observância, por força de suas funções e por serem, sobretudo, empregados populares, pagos com o imposto sobre medicamentos, alimentos, água, luz, vestuário, moradia, saneamento básico e até aquele imposto sobre a fralda diária utilizada por um bebê, ou a sua chupeta. No entanto, estes funcionários, pagos com o sangue o cidadão, cegos, levantam a cabeça e escondem-se sob vidros escuros em seus carros e tratam seus senhores e empregadores sem nenhum respeito, demonstrando total despreparo e consciência de onde vêm seus altos salários. Nem se lhes passa pela cabeça que, em algum dia, alguém, uma mulher, pudesse exigir-lhes transparência, verdade e justiça efetiva. Os ministros, dos ‘Superiores’ Tribunais, maior deveriam ser suas transparências, em forma de Lei. Ou são honestos e servidores públicos, como aqueles do Executivo e Judiciário, ou, para esconder suas ações, assumam o rótulo de marginais, buscando outros seguimentos, que não o público. O público está destinado e pelo que se observa no Governo Dilma Rousseff, se fará, efetivamente, público. Ninguém deixará de prestar contas perante a Nação. Prova maior e inquestionável, viu-se, pela deposição de sucessivos ministros do próprio Executivo. Logo, um Executivo transparente, capaz de enfrentar os monstros internos, está apto para mudar a prática covarde do ‘Poder’ Judiciário, à margem de quaisquer investigações, cheio de melindres e ostentação de pseudo-poderes em benefício próprio, proibindo sob ameaças de ‘enquadramento legal’ a quem se lhes aponte a varinha de um sistema comum a todos, de transparência, investigação de ações e honestidade ‘comprovada’, não apenas pelo poder de uma ‘toga’. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Acredita-se, que o Brasil está e se fará honesto, não por temer ao judiciário, mas por curvá-lo às barras do direito coletivo, de investigá-lo e colocá-lo como parte do sistema e não acima dele, como hoje ainda insistem as alas conservadoras de um judiciário de ‘semideuses’ como se não fosse este parte da Nação, paga pela Nação, devendo prestação de contas à Nação. As próprias contas dos Tribunais ‘Superiores’, não apontam nominalmente os Ministros e assessores com benefícios que representam, isto sim, desvios ‘legais’ de recursos públicos, com salários individuais, somados os ‘desvios’ lançados como benefícios diversos, na ordem de 200, chegando até aproximados 500 mil reais. Isto, um ministro, em um único mês. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Particularmente, acredita-se que os cidadãos brasileiros, em sua maior parte não autorizam tais despesas, exigindo dos poderes constituídos, uma resposta à altura de uma Nação, de forma profunda e detalhada das contas e gastos dos Tribunais Superiores do Brasil. O mesmo ocorre nos Tribunais de Contas. Antes de analisarem a utilização dos recursos pelas prefeituras, trabalham, isto sim, como ‘marteleiros’, orientando e criando dispositivos, ilegais em sua forma, para fazer bater as contas municipais. O que se exige também, por parte da corajosa Presidente Dilma Rousseff e Roberto Gurgel, Procurador Geral da República, uma intervenção de Ordem Pública de Direitos Democráticos à Transparência, enquadramento dos criminosos e a criação de dispositivos pontuais de condução e controle do erário público. As universidades, através dos cursos de ciências da computação, podem participar deste momento histórico de assertivas ao fim da Corrupção Brasileira, criando &lt;i&gt;softwares &lt;/i&gt;impeditivos de práticas de desvios. As mesmas universidades, através destes cursos, podem fazer o controle sistêmico destes órgãos, de forma totalmente aberta e transparente, assessoradas pelos cursos das áreas de Economia e Administração. Otimizando-se, assim, os evidentes e transparentes esforços do atual governo, &lt;st1:personname productid="em um Grande Esforço" w:st="on"&gt;em um Grande Esforço&lt;/st1:personname&gt; Nacional, com o auxílio das universidades, a Câmara Especial de Qualidade de Gestão presidida pelo Nobel empresário Gerdau. Ações claras, abertas, transparentes, como tudo o que gira em torno deste honrado nome, ao longo de décadas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Não obstante, frente a este chamado da Nação, de gestões públicas cada vez mais eficientes, não é impossível sonhar-se com o enquadramento dos Crimes de Corrupção como Hediondos, sem direito a fiança. Colocando fim, definitivamente, a este mal responsável pelos desvios de recursos que se destinariam a serviços sociais emergenciais, como os enfrentados pela saúde, educação e infraestrutura a expansão da capacidade produtiva brasileira. Ainda, à elevação da capacidade média educacional, em uma perspectiva evolutiva à implementação de uma Pedagogia Executiva, transformando o conhecimento em ações, a partir das escolas como pólos gestores de recursos à aplicação em metas de desenvolvimentos locais, bairro a bairro. Ou às Universidades à expansão de pesquisas e mesmo a criação de centros executivos de gestão implementatória dos resultados doutorais de teses, com fim do bem comum e desenvolvimento dos potenciais de riqueza da Nação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Certamente a mudança e evolução esperadas devem ser conquistadas com as mãos e armas disponíveis aos cidadãos brasileiros, mas não com sangue e mortos, mas pelo poder do voto, consciente e democrático, sem representarem os corruptos e usurpadores, inimigos, mas pessoas doentes, malformadas moralmente e de índoles familiares com profundos problemas de identidade e responsabilidades sociais. O que não necessariamente se faça regra. Podem pais bons, honestos e comprometidos com a Nação, após proverem estudos aos filhos, a custos imensos de sacrifícios, terem a desventura de todos seus esforços serem utilizados, por estes filhos, em luxos desnecessários de esposas e filhos, sem de fato representar progresso pessoal e felicidade. Ao contrário, em sua maioria são infelizes, sem nenhum reconhecimento de suas companheiras e familiares, por elegerem apenas o dinheiro e poder como instrumentos de vida, sem quaisquer ou raríssimas essências humanas. Sem jamais demonstrarem ensaios sequer de bravura, honra, honestidade, altruísmo e amor. O que tomaria seus filhos, cônjuges ou pais, de um profundo sentimento de reconhecimento, orgulho e alegria. Muitos, com profundos problemas de traição conjugal nem mesmo são capazes de libertarem-se por receio do abalo em seus &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; pessoais. Inconscientes, nem mesmo sabem que não tem mais domínio sobre suas próprias vidas. Levando suas práticas de corrupção e formação de quadrilha a extremos, até serem expostos para, por uma força externa imperativa, caírem na realidade da desgraça em que de fato se encontram. Vítimas, isto sim, de valores axiológicos mal interiorizados catexicamente. Tornando-se homens vazios, de ações improfícuas. Passando ligeiramente pela vertiginosidade da existência com pseudo-poderes os quais a história haverá de redimensionar, reposicionando-os, como vermes e vilões. Pois, nenhum malfeitor resiste ao julgamento histórico, único que sobrevive, por ser objeto de interesses coletivos, e jamais aqueles imediatistas, individuais, sobretudo para a formação de riquezas a custa do sangue e suor das populações. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Dentre a tantos sonhos, consciente que os sonhos são aquilo que demais concreto o homem possui (veja-se a lâmpada de Thomas Edson), a Revista Veja constitui um dos sonhos reais que a Nação Brasileira materializou e possui, ao lado da Polícia Federal, uma Imprensa forte, livre e corajosa, uma Presidente da República e Procurador Geral também conscientes de seus papéis históricos. Cientes que aqueles que mais sonham em suas épocas marcam profundamente a história das civilizações futuras. Agora, somando-se a determinação de Eliana Calmon, uma outra mulher, ‘uma nova Princesa Isabel’ (como dito pela escritora Manuela Cacilda – Vice-presidente do Conselho da ALB), e tantos brasileiros e brasileiras, não exceções, mas regra, honestos e bem intencionados, que ocupam cargos no Judiciário, Legislativo, Executivo, empresas e serviços, de norte a sul do Brasil, haver-se-á de ultrapassar a este momento de obscuridade do ‘Poder Judiciário Brasileiro’, trazendo à luz da verdade, à evolução de nossos sistemas, o joio e o o bom trigo, expondo os maus, para que sejam publicamente conhecidos, como, sem poupar, já o fizemos com tantos outros pretensos intocáveis que passaram pelo poder. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Sonha-se também com o momento em que o Sistema Judiciário brasileiro conquiste seu próprio caminho, evoluindo, crescendo, em qualidade, transparência e representatividade, colocando-se um fim a um curso histórico de autoritarismos e incertezas. Juízes de todo o Brasil, em um novo fazer jurídico, podem compor as bases de tomada de decisões, através das modernas tecnologias, participando das decisões que hoje são tomadas por alguns poucos ministros, ultrapassados por seu próprio tempo e forma de gerirem o direito público e privado, lançando assim, para o mundo, assertivas também a um evoluir do direito internacional. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Coragem e determinação são necessárias. Um Decreto Nacional de Transparência, acima de pseudo-poderes de isenção, distinção e ‘soberbas’ que possam advir do grupo Marginal do Judiciário, contrariando as correntes progressistas, honestas e integradas a sentido de Nação, Ordem e Progresso.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ListParagraph" style="margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Sobre o autor&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;: Mário Carabajal é professor, ,jornalista, escritor e psicanalista. Especialista &lt;st1:personname productid="em Pesquisa Científica. Cientista" w:st="on"&gt;em Pesquisa Científica.  Cientista&lt;/st1:personname&gt; Social e Educacional. Mestre &lt;st1:personname productid="em Relações Internacionais. Doutor" w:st="on"&gt;em Relações  Internacionais. Doutor&lt;/st1:personname&gt; &lt;st1:personname productid="em Ciências Educacionais. Presidente" w:st="on"&gt;em Ciências  Educacionais. Presidente&lt;/st1:personname&gt; da Academia de Letras do Brasil, ALB. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-1011194618791671281?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/1011194618791671281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/interesses-escusos-unem-as-tres-maiores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1011194618791671281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1011194618791671281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/interesses-escusos-unem-as-tres-maiores.html' title='INTERESSES ESCUSOS UNEM AS TRÊS MAIORES ASSOCIAÇÕES DE MAGISTRADOS DO BRASIL'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-85409709872163443</id><published>2012-01-01T05:24:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T05:27:02.806-08:00</updated><title type='text'>PERFIL: MÁRIO ROBERTO CARABAJAL LOPES</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--mn1QJfpOYs/TwBcKhU8M6I/AAAAAAAAImY/Yx9i21yFcy8/s1600/Mario+Carabajal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/--mn1QJfpOYs/TwBcKhU8M6I/AAAAAAAAImY/Yx9i21yFcy8/s1600/Mario+Carabajal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por Paccelli José Maracci Zahler&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ao completar um ano de circulação ininterrupta na internet, a Revista Cerrado Cultural (RCC) preparou uma entrevista especial com o Prof. Dr. Mário Roberto Carabajal Lopes (MC), idealizador e fundador da Academia de Letras do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A entrevista foi concedida por correio eletrônico, como todas as demais já publicadas pela Revista Cerrado Cultural. Este procedimento permite ao entrevistado refletir sobre as perguntas e dar a resposta que melhor expresse seu pensamento, suas idéias, sem prejuízo de suas atividades laborais, ao mesmo tempo em que é estabelecida uma parceria, uma troca, com o entrevistador.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A entrevista com o Prof. Dr. Mário Roberto Carabajal Lopes (MV) iniciou em novembro de 2011 e somente foi concluída em dezembro do mesmo ano. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Manifestamos o nosso profundo e sincero agradecimento ao entrevistado pela paciência e pela gentileza no envio das respostas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Temos a certeza que nossos leitores apreciarão muitíssimo conhecer o PERFIL do bajeense Prof. Dr. Mário Roberto Carabajal Lopes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Aos três anos de idade o senhor já participava de programas de auditório. Que recordações o senhor traz daquela época?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;MC. São dispersas as lembranças de meus três anos: o cachorro, Boca Negra; eu em uma janela, abanando para o irmão que saia para o Colégio Estrela, que ficava na esquina de casa; lembro ainda de meu pai, tomando mate e operando um aparelho de telégrafo; gostava muito das viagens de trem com a mamãe. &lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="text-align: justify;"&gt;RCC&lt;/b&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;. O senhor se lembra se a poesia era tradicionalista ou de outro gênero?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;MC. &lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Eram versinhos populares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="text-align: justify;"&gt;RCC&lt;/b&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;. O programa de auditório era da Rádio Cultura ou da Rádio Difusora de Bagé?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;MC.Difusora. O programa: “Show de Domingo...”. Não lembro o nome exatamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="text-align: justify;"&gt;RCC&lt;/b&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;. Durante sua infância, o senhor participou de campeonatos “dente de leite” tanto pelo Grêmio quanto pelo Internacional de Porto Alegre. Intimamente, o senhor é torcedor de qual dos dois times?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;MC. Torcia para o Internacional, mas o Grêmio, por muito tempo, deu-me grandes alegrias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. E em Bagé? O senhor torce pelo Guarany ou pelo Grêmio Esportivo Bagé?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC. Houve o tempo que torcia para o Guarany. Hoje, ficaria feliz com qualquer um deles, o que saísse bem nos campeonatos regionais. Há muito não tenho notícias de ambos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O futebol ainda mexe com o senhor ou, dada a sua intensa atividade intelectual, faz parte do passado?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC. Quando tem Copa do Mundo assisto até mesmo os jogos onde não está a Seleção Brasileira. Fora disso, não me observo acompanhando os campeonatos Estaduais e Brasileiro. Mas, sei que o Vasco está na liderança em 2011 e o campeonato brasileiro muito complicado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Como foi a sua experiência como músico da banda “The Brazilian Band Supremes”?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-indent: -36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-indent: -36pt;"&gt;MC.&lt;/span&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman'; text-indent: -36pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="text-indent: -36pt;"&gt;Interessante. Meu irmão liderava o grupo, só por isso eu tinha espaço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Foram seis anos tocando bangô, não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC. Aproximados. Foi antes de eu ir para o Rio de Janeiro, com 17 anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. A banda fazia shows somente &lt;st1:personname productid="em Porto Alegre" w:st="on"&gt;em  Porto Alegre&lt;/st1:personname&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC. Andava muito pelo interior e litoral gaúcho. Também fez shows em Santa Catarina e uma turnê pelo Uruguai e Argentina, em contrato com a rede de hotéis ‘Parque Hotel’.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Sua carreira musical foi interrompida para prestar serviço militar?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC.De fato, o conjunto terminou quando surgiu a oportunidade de um contrato com a Odeon. O conjunto ganhou destaque nas principais revistas há época ‘Sétimo Céu e Amiga’, chegando a ser considerado pela mídia nacional ‘Conjunto Revelação Pop Gaúcha’. Foi quando gravamos pela Sociedade de Autores e Compositores da Música Popular Gaúcha. Quando surgiu a oportunidade de gravação pela Odeon. Mas, o Arilton, vocalista, sofreu grave acidente no viaduto ‘Minhocão’ em São Paulo, falecendo cinco anos depois. Os demais integrantes se desestimularam, o ‘Seleção casou’, o Carlos, meu irmão desestimulou-se por completo e, o Paulo, seguiu carreira solo. Hoje, também o Seleção toca em uma banda no RS, “Destaque”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Houve alguma razão para o senhor prestar o serviço militar no Rio de Janeiro?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC.Eu era, como ainda hoje, apaixonado pelo Rio. Objetivava servir na Brigada de Paraquedistas. Passei em todos os testes mas, por um erro qualquer, fui premiado, servindo na Fortaleza de São João, na Urca. Aproveitei a oportunidade para viver um ano na Cidade Maravilhosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Como foi a sua experiência na Fortaleza de São João, no Rio de Janeiro?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC. Muito boa. Praias dentro do complexo da Fortaleza. Também ali ficam a Escola de Educação Física do Exército e Escola Superior de Guerra. Cursei parte do 1º. ano do então segundo grau em Copacabana. Conquistei o primeiro lugar no Curso de formação de cabos, fui o primeiro classificado para o Curso de Sargento e tive a oportunidade de cursar formação de oficiais. Mas optei em dar baixa e seguir a vida civil. Na Fortaleza de São João escrevi meu primeiro Livro, com base na complexidade da vida militar. Desenvolvi conceitos sobre liberdade, comunismo, democracia, segregação social... Pelo fato de organizar a biblioteca da Bateria de Canhões, onde servia, acabei encontrando-me com centenas de títulos e autores. Acordava seguidamente com muito sono, distraia-me lendo até altas horas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Após prestar o serviço militar, o senhor optou por morar em Alegrete, RS. Como foi a sua passagem por aquela cidade?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC.Trabalhei como caixa do Bamerindus e tive minha promoção para sub-gerência assinada, sem contudo assumir a função, pois, aceitei o convite para gerenciar uma loja de móveis em Uruguaiana, de uma grande rede, cuja matriz ficava em Alegrete. O salário e comissões eram atraentes, ganhando algo próximo a 40 salários mínimos de hoje. Comprei meus primeiros carros, casa, casei. Adorava móveis estilo Luís XVI. Separei-me por volta de 1983. Não tive filhos deste casamento. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O que motivou a sua migração do RS para Roraima, em 1981?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC. Meu irmão mais velho, hoje falecido, convidou os irmãos para irmos para Roraima, e formarmos uma fazenda. Eu, há época, respondia pela gerência executiva de uma rede de agências de cobranças ‘CECOB’, em sociedade com o mano Carlos, com sede em Alegrete e filiais em Uruguaiana e São Gabriel. Também era sócio do Edgar Hudson, irmão mais velho, em Agência de Publicidade Promoções ‘Êxitus’. Foi quando escrevi meu segundo livro ‘Fonte Secreta’ – um misto de pensamentos ensaios de filosofia empresarial. Mas... acabei indo na frente para Roraima. O mano, que motivou a ida, faleceu e nem mesmo conheceu Roraima.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Roraima provocou uma revolução na sua atividade intelectual. O senhor incentivou a criação de um Centro de Tradições Gaúchas na região do Apiaú; participou da fundação da Academia Roraimense de Letras; graduou-se &lt;st1:personname productid="em Educação Física" w:st="on"&gt;em Educação Física&lt;/st1:personname&gt;; iniciou cursos de pós-graduação. Os ares de Roraima o inspiraram?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC. Minha ida para Roraima ocorreu em duas etapas. A primeira, por volta de 1981, motivado pelo irmão Edgar Hudson. Lá, fui para a região do Apiaú. Meio a mais absoluta selva, sobrevivendo com os recursos da natureza, cavando o próprio poço para saciar a sede, inspirei-me, escrevendo parte de meu terceiro livro ‘Estado de Espírito’ – poesias de reflexões existenciais, que só viria publicar tempos depois. Desisti dos sonhos de fazenda e retornei para Alegrete, quando separei-me da primeira esposa, casei novamente e retornei para Roraima. Isto,acredito, que foi em 1983. Lá cursei minha primeira faculdade ‘Educação Física’ onde conheci e convivi, entre outros pensadores, com os escritores: Adail Maduro Filho; Daniel Chaves; Francisco Cândido e, por extensões, entre outros, Dorval de Magalhães e o Imortal Mário Linário Leal, hoje falecido, escritor Membro da Academia Brasileira Maçônica de Letras, possuidor de diversos doutorados, cursados no Brasil e exterior. Idealizador da criação da Academia Roraimense de Letras. Cursei na Federal de Roraima também minha primeira especialização, em Pesquisa Científica. Fui pai, assessorei Secretários de Educação e Governadores. Roraima, inequivocamente é parte pulsante em minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Como foi seu encontro com Josué Montello, presidente da Academia Brasileira de Letras, em 1994?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC. Encontrava-me em Roraima, na vice-presidência da Academia Roraimense de Letras, acompanhando o Dorval de Magalhães como presidente. Apresentei um projeto em uma de nossas sessões, propondo realizarmos o I Encontro Brasileiro de Academias de Letras do Brasil. Momento em que iniciei o contato com diversas academias no país, dentre as quais, a Brasileira de Letras, dirigida, na oportunidade pelo Imortal Josué Montello, com quem tive o privilégio de conversar sobre diversos projetos e ideais, sendo por ele aconselhado. Também, exerceu grande influência, sobre minha vida literária, o escritor Lucas de Souza, autor de “O Raiar de Um Novo Mundo”, sociólogo, ex-prefeito de Belém. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.Foi desse encontro que surgiu a idéia da implantação do Conselho Nacional das Academias de Letras do Brasil – CONALB?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;MC.Foi uma combinação de idéias, iniciando pelo projeto do Encontro das Academias de Letras do Brasil, evoluindo a uma Organização Nacional de Cultura, de onde surgiu, também, a Academia de Letras do Brasil. O Conalb,&amp;nbsp; por considerar-se a profissão de escritor, livre, como a do jornalista, evolui-se a idéia para Organização das Academias de Letras do Brasil e não mais Conselho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Qual a importância da criação das Academias Escolares de Letras para o Brasil?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;MC.O sonho é o de conseguirmos que os jovens contem com um ambiente propício também a reflexão, transferindo para o ‘papel’ seus pensamentos profundos, contribuindo à evolução cultural, politizacional e organizacional das sociedades e do país.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Como foi a receptividade das autoridades governamentais ao tomarem conhecimento do projeto das Academias Escolares de Letras?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="text-align: justify;"&gt;MC.O Adido Cultural da França no Brasil, “Jan Pierr L’Afosse” em 1994, deu grande incentivo, ainda quando desenvolvíamos o projeto, antes mesmo da fundação ‘de fato e legal’ da Academia de Letras do Brasil, orientando-nos para conversarmos com o Presidente Fernando Henrique. Depois de algumas tentativas consegui conversar com ele, recebendo do mesmo total apoio e também incentivo. Contudo optamos em retardar um pouco a implantação do projeto, receávamos seu uso com fins político-partidários. Mas, em nenhum momento o Dr. Fernando Henrique manifestou interesses nessa linha. Foi solícito e elegante, colocando-se a nossa inteira disposição.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Mesmo estando em Roraima, o senhor não se descuidou das suas origens, participando do movimento pela criação da Academia Alegretense de Letras. Que planos o senhor tem para o desenvolvimento da cultura gaúcha?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC.A Academia Alegretense de Letras não chegou a ser implantada. Fizemos as reuniões necessárias, elaboramos os Estatutos e deixamos uma Comissão em condições de fazê-lo. O Rio Grande do Sul tem uma grande riqueza cultural. Contudo, como nada é acabado, colocamos a Academia de Letras do Brasil para somar a expansão, difusão e integração da Cultura Gaúcha com as demais culturas, das demais regiões nacionais. Se com maiores condições, disponibilizaríamos uma editora e uma gravadora, para apoiar as produções locais, com custos mínimos e até mesmo gratuita se comprovada a falta de recursos dos criadores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.Em determinado momento da sua vida, o senhor decidiu participar ativamente da política nacional e lutar contra as injustiças sociais. Como foi essa experiência?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC. De fato, em 1998 fui candidato a Deputado Estadual, depois em 2002 e 2006 a Deputado Federal, sem sucesso. A política partidária é algo muito complexo. Homens se fazem verdadeiros donos dos partidos e mandatos que deveriam pertencer ao povo, sendo os eleitos meros representantes da vontade coletiva. Contudo, a realidade é bem diferente. Não me elegi e fiquei bastante desiludido com o caminho político.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O senhor voltaria a se candidatar?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC.Nas eleições de 2010, contava com indicação do Presidente do PDT em Roraima, Mário Rocha para concorrer a uma vaga à Câmara Federal. Contudo, por não concordar com as Políticas de Carlos Lupi, na Presidência Nacional, deixei do partido, migrando para o PRP, o qual também me convidara para defender a sigla como candidato à Câmara Federal. Contudo, acabei priorizando os compromissos da ALB, não saindo candidato. Tenho muita dificuldade em encontrar um partido de verdadeiros propósitos e ideais às mudanças que o Brasil necessita. Quando criança sonhava ser Presidente da República. Mas entre o sonho e a realidade existem inúmeras barreiras. Dos sonhos, construímos a história da Humanidade. O Brasil necessita de grandes reformas, desde o Sistema Judiciário ao Eleitoral. A agricultura perde quase a metade das safras pela falta de infraestrutura portuária e da precariedade da malha rodoviária. As indústrias do fumo e do álcool geram milhares de vítimas, ocupando 80% dos leitos hospitalares, base esta, formadora do déficit na saúde, sem serem contudo responsabilizadas jurídica e economicamente. Segundo a Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, aproximados 1,3 por cento do PIB – Produto interno Bruto do Brasil, são desviados pelos crimes de corrupção. Necessitamos de uma Lei severa sobre crimes de corrupção. Os aproximados 67 a 82 bilhões, fruto da corrupção brasileira, gerariam milhares de novos empregos anuais, além de maiores condições educacionais e de saúde ao país. O sistema de governo parou, nada cria, apenas copia o modelo americano. Nossas escolas necessitam evoluir à Unidades Escolares Executivas, onde cada estabelecimento se transforme em um pólo executivo de desenvolvimento no meio em que atua. Contando com a participação direta e concreta dos professores, alunos e comunidade. Aplicando o conhecimento de forma ativa, de efetiva atuação, sob a expectativa de uma Educação Ativa através de uma Pedagogia Executiva, sistematizando e operacionalizando o progresso a partir do levantamento das realidades. Apontando prioridades a aplicação de recursos públicos. Imagine-se! Uma Escola Executiva, aplicando no real as teorias e conhecimentos acumulados ao longo da história humana civilizatória. Professores com ferramentas reais de possibilidades transformadoras. As Universidades, se executivas, gozarão de maior autonomia à aplicação e execução dos projetos que resultam de teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado e livre docência. A justiça, se descentralizado o poder, poderá contar com verdadeiros fóruns de análise e pareceres sobre processos, aproveitando-se o real dos processos ‘parados’, para debates pelos alunos em sala de aula, orientados por professores mestres e doutores. Mas, ao contrário, todo o conhecimento é condicionado a uma realidade telúrica. Nossos juízes, com as modernas tecnologias, podem participar mais ativamente das instâncias superiores da Justiça, abrindo-se os Tribunais Superiores a um maior número de pensadores da área jurídica. Como se encontra a organização da justiça brasileira, difícil se torna a evolução. Necessitamos de um novo modelo gestorial. O atual já comprovou ineficácia, além de tornar seus membros, semi-deuses – veja-se o que fez Gilmar Mendes no caso Daniel Dantas. São milhares de pontos, todos complexos, que necessitam ser pensados, redimensionados e redirecionados em busca de evoluirmos enquanto sistema de governo.&amp;nbsp; Um Sistema de Governo Científico, transformando as escolas, academias, conselhos profissionais e universidades em Extensões Executivas, Técnico-científicas à acertadas tomada de decisões. Sob este título ‘Sistema de Governo Científico’ estamos escrevendo um novo livro. Espero conseguir publicá-lo em 2012.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O que o aproximou da Psicanálise Clínica?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC.Escrevíamos sobre psicanálise. Mas, com as modernas tecnologias, através de pesquisas e buscas pessoais, aproximei-me um pouco mais, estudando e habilitando-se à práxis clínica. Chegando a clinicar 6 anos, entre 2001 e 2006.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.Como os princípios da Psicanálise Clínica podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC.A psicanálise é como uma arte, onde o ser, pela reflexão e análise de seus problemas, identificadas suas origens, pode alterar seu próprio curso, otimizando seu potenciais, livrando-se dos falsos estigmas impostos pelo passado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Em 01 de janeiro de 2001, o senhor fundou a Academia de Letras do Brasil, a primeira da ordem de Platão. Sua intenção era resgatar o Platonismo ou criar uma escola nos moldes da academia platônica?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;MC. O ideal seria chegar aos moldes da Academia Platônica, onde a oferta de conhecimento fosse diretamente ao encontro dos anseios e buscas dos acadêmicos. Como a verdadeira Academia de Platão. Contudo, isto é muito difícil. Assim, esforçamo-nos em aproximar ao máximo a ALB do Platonismo ‘concreto’, não utópico como considerado por muitos. Digo ao máximo por não validarmos todos os ideais de Platão. Grande parte de suas projeções são bem fundamentadas, merecendo atenção e respeito. Daí nossos esforços, sobretudo no tocante a necessidade de formação e otimização das produções dos Membros. Para tanto, o árduo trabalho atual, em primeiramente reunirmos os escritores em torno de uma entidade ampla e aberta. Imediatamente, multiplicá-la nos municípios de nascença, residência ou mesmo atuação direta dos Membros. Resultando em academias nacionais, estaduais e municipais segmentares: de poesias, contos e crônicas, científicas; de jornalismo, direito, educação, empresarial, história e ficcionistas, entre inúmeras outras propostas de necessidades organizacionais. O que resulta em um conjunto sistêmico, o qual, quanto mais amplo e à medida que avance no passado, idealizado por Platão, melhor localizamo-nos no presente, oportunizando-nos com maior segurança projetarmos o futuro, sob o axioma das Academias da Ordem de Platão, politicamente ativas. Mas tudo isto, com muita dificuldade. Pois, ainda hoje, mesmo alguns presidentes não entenderam os fins da Ordem de Platão. Buscamos, não o ‘verbo telúrico’. Mas, isto sim, ativo, de profundas e profícuas evoluções do sistema, sob o qual, todos somos partes, hoje, reféns.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph"&gt;&lt;b style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph"&gt;&lt;b style="text-align: justify;"&gt;RCC&lt;/b&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;.Por que o senhor prefere a grafia “Philosophia” em lugar de “Filosofia”, aceita pela comunidade acadêmica? Como o senhor diferencia as duas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;MC.Mero saudosismo. &lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph"&gt;&lt;b style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph"&gt;&lt;b style="text-align: justify;"&gt;RCC&lt;/b&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;. O senhor é presidente do Centro Nacional de Formação Superior Ibero-Americano, dedicado ao ensino superior. O objetivo da instituição é a formação de livres pensadores por meio de disciplinas complementares aos das instituições credenciadas pelo MEC?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;MC.Inicialmente pretendíamos disponibilizar à população brasileira uma instituição superior, à distância, com práticas de preços compatíveis com a realidade, não superiores a 25 reais mensais. Com o tempo, enfrentamos grandes barreiras. Hoje, oferecemos somente o curso livre de formação de psicanalistas. Mas ainda pretendemos registrar vários cursos junto ao MEC, disponibilizando-os à população.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O Instituto Pakter, de Porto Alegre, RS, ministra cursos de Filosofia Clínica. A instituição de ensino, da qual o senhor é presidente, ministra cursos de “Philosophia Clínica” e de “Literatura Clínica”. &amp;nbsp;O senhor poderia fazer uma análise comparativa entre as duas?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC.Como disse anteriormente, O CFSia [Centro Nacional de Formação Superior Ibero-Americano], na atualidade, dedica-se somente a formação de psicanalistas. Não conheço com a profundidade suficiente os conteúdos e propostas do curso de Filosofia Clínica do Instituto Pakter para tecer quaisquer comentários.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. É possível utilizar a Literatura como terapia para as doenças psicossomáticas? Como o paciente faria o tratamento?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MC.A literatura é parte indissociável de quaisquer tratamentos. Direta ou indiretamente ela se faz presente. Mas sempre necessitaremos de profissionais à orientação do que ler e para que fim. Existem, contudo, exceções. Um paciente meu, um jovem de 16 anos, ao vê-lo pela primeira vez, fiquei seu fã. Ele, sem qualquer ajuda, emagreceu 30 quilos, utilizando-se da literatura como fonte de informações. Um auto-tratamento redimensionativo alimentar e comportamental. A psicossomatologia é forma ou via de interiorização, incorporação e assimilação de ‘meias verdades’ as quais acabam por firmarem-se como se ‘verdades plenas’ fossem, resultando em desdobramentos sobre o próprio organismo. A literatura esclarecedora, por vias aferentes, poderá penetrar o ser, confrontando estes valores, com fortes registros arraigados nos neurônios associativos ou interneurônios. Quando os valores novos ou recentemente interiorizados, superem os anteriores, naturalmente inicia-se o processo de mudança, do interior ao exterior do ser.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Com entusiasmo contagiante, o senhor tem empreendido uma intensa luta contra a corrupção, contra a fome, contra as ameaças à liberdade de imprensa e contra as injustiças sociais. Como isso vem se refletindo na sociedade brasileira e junto às autoridades? É possível encontrar uma solução para tais problemas? De que maneira?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;MC.Meu nobre amigo, escritor Paccelli e seus distintos leitores. Não sabemos ou não temos retorno exatamente do resultado de nossos esforços. Apenas preocupamo-nos em priorizar estes temas, por serem aquilo que demais complexo observa-se em nossos dias. Fico feliz com sua pergunta. Soa-me como um retorno, de estarmos no caminho certo. As autoridades brasileiras, por onde temos passado, tem se manifestado positivamente. Ninguém mais suporta a corrupção. Acredito que nem mesmo os corruptos, a exemplo dos fumantes, alcoólatras e viciados em geral, suportam mais suas próprias práticas. Assim, o esforço conjunto, evidenciado, por exemplo, em espaços, como este seu, &amp;nbsp;dedicado ao tema, vão criando uma barreira tal que muito em breve nos levará a redenção sobre estas práticas, instaladas fortemente em nosso modelo governo. Particularmente acredito no fim da corrupção. Observo no desenvolvimento tecnológico informatizacional, o caminho abreviativo a este fim. Não demorará para contarmos com programas inibidores à tais práticas. O desenvolvimento de novos softwares ocorre de forma geométrica. Ao longo da história Humana temos superado grandes desafios e certamente haveremos vencer a este inimigo milenar. Estamos fechando todas as portas aos corruptos. Agora, necessitamos aprovar o projeto do nobre Senador Cristóvão Buarque, o qual enquadra a Corrupção como Crime Hediondo... um pouco mais de esforços conjuntos, algumas trocas decisivas de senadores, Ministros ‘também da Justiça’... o fortalecimento da imprensa e um maior comprometimento pelos profissionais formadores de opinião ‘onde encontram-se os escritores’... uma maior autonomia à Polícia Federal...&amp;nbsp; um melhor aproveitamento ‘executivo’ das Forças Armadas... o fim de votações secretas no Congresso... indisponibilização dos bens daqueles que encontram-se respondendo processos por corrupção... fim de privilégios parlamentares e fóruns especiais, afinal, crime é crime, independentemente de quem os cometa. A Fome e os problemas sociais são desdobramentos ou consequências do estágio maturacional administrativo porque passa o país. Concomitantemente, haveremos de avançar em conquistas sociais. Também a informática tem muito a contribuir. Pois, somente através da localização precisa dos problemas, poder-se-á melhor enfrentá-los.&amp;nbsp; Se contássemos com governos efetivamente eficientes, e os recursos públicos fossem bem aproveitados, não veríamos uma só criança jogada nas ruas ou tudo o que se vê em relação a drogas, criminalidade... De fato, o tripé de toda criminalidade e problemas sociais vividos pela população brasileira encontra-se no Executivo, Legislativo e Judiciário. Não sou petista, mas tenho observado competência e muito boa vontade na Presidente Dilma. Continuando ela neste ritmo e comprometimento, findaremos seu governo com grandes avanços. Observância especial deve-se à dívida externa. Seu crescimento, como vem ocorrendo, poderá remeter-nos à inflação descontrolada como em um passado próximo de nossa história. Aí, fica tudo bem mais complexo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-85409709872163443?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/85409709872163443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/perfil-mario-roberto-carabajal-lopes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/85409709872163443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/85409709872163443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/perfil-mario-roberto-carabajal-lopes.html' title='PERFIL: MÁRIO ROBERTO CARABAJAL LOPES'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--mn1QJfpOYs/TwBcKhU8M6I/AAAAAAAAImY/Yx9i21yFcy8/s72-c/Mario+Carabajal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-1205821936990750026</id><published>2012-01-01T04:04:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T04:04:58.643-08:00</updated><title type='text'>ESTADO DE SÍTIO</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiel ao princípio da autonomia&lt;br /&gt;entre poderes evite a intromissão&lt;br /&gt;entre as partes. Sabe&lt;br /&gt;e conhece o espectro turvo&lt;br /&gt;das cores da bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ódio intrometido entre as partes&lt;br /&gt;avança e destrói o desconhecido.&lt;br /&gt;Não retorna sobre escombros&lt;br /&gt;e se esconde em salas&lt;br /&gt;refrigeradas: poder exercido&lt;br /&gt;sobre a contingência dos amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alvo de paixões destroça corpos&lt;br /&gt;submetidos em tensão: o suplício&lt;br /&gt;descompensa a similitude do ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde repousam sonhos acorda&lt;br /&gt;em batidas milimétricas. Tacões&lt;br /&gt;ressoam pisos de concreto. É&lt;br /&gt;o que lhe permitem conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explodem fogos artificializados&lt;br /&gt;no espaço descontinuado da espera.&lt;br /&gt;Desperta e acompanha a luta&lt;br /&gt;desarmada das histórias&lt;br /&gt;melancólicas: herói na situação&lt;br /&gt;anacrônica do enredo. Ao vilão&lt;br /&gt;cabe o luxo iluminado&lt;br /&gt;dos palcos de vergonhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arremesso e arremate. Diálogo&lt;br /&gt;continuado entre surdos. Espíritos&lt;br /&gt;em testes de segunda classe.&lt;br /&gt;Bestiário revivido ao dia&lt;br /&gt;entre sinais e estacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não revê nas ruas o soldado&lt;br /&gt;de outrora. Não reconhece o uniforme&lt;br /&gt;e a uniformidade em trajes&lt;br /&gt;desconexos prova o inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amizades&lt;br /&gt;negócios&lt;br /&gt;traições&lt;br /&gt;e adultérios.&lt;br /&gt;A potencialidade da imagem transmuda&lt;br /&gt;o ser em escolhas. A destruição das pontes&lt;br /&gt;permanece receptáculo da ousadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessar o fosso e se descobrir em fósseis&lt;br /&gt;aumentados. Atravancar a saída e se cobrir&lt;br /&gt;em entradas. O final do túnel&lt;br /&gt;em notícias repetitivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bebida descontrai o ânimo&lt;br /&gt;com que a vida demonstra virtudes.&lt;br /&gt;A virtuosidade da morte engalana&lt;br /&gt;o recém chegado. O estrangeiro&lt;br /&gt;transformado em nativo se acomoda&lt;br /&gt;em estrangeirismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflete sonhos. Repete sonos. Realiza&lt;br /&gt;a introdução ao processo e se perde&lt;br /&gt;em meandros liberalizantes. A competição&lt;br /&gt;revigora a mente na escolha da testemunha&lt;br /&gt;do açodamento. diretores vicejam almas&lt;br /&gt;de apenados funcionários em desconforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clube recebe seus sócios e os distribui&lt;br /&gt;em salões de acordo com suas situações&lt;br /&gt;político-sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No portão a segurança se enreda&lt;br /&gt;em assaltos: o assassino sorri perplexidades&lt;br /&gt;na facilidade com que perpetra o crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sirenes ecoam medos. O alarme desarma&lt;br /&gt;a visão silenciosa da conquista. Não distante&lt;br /&gt;a ordem esconde contraditoriedade: para&lt;br /&gt;os efeitos da lei a escolha se faz agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifestos distribuem raivas enjauladas&lt;br /&gt;em quatro paredes. A palavra de ordem&lt;br /&gt;desordena o status do melodrama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na similitude a coragem reencontra&lt;br /&gt;sua visão feminina. A visão masculina&lt;br /&gt;desencontrada em si murmura&lt;br /&gt;juras de amor em eternizadas&lt;br /&gt;amizades&lt;br /&gt;saudades&lt;br /&gt;e lembranças juvenis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais - na afirmação contraditória -&lt;br /&gt;são reformados os presídios: punidos&lt;br /&gt;na justaposição da indigência vislumbram&lt;br /&gt;a luz penetrar janelas encadeadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar livre e gozar as prerrogativas&lt;br /&gt;da indecisão. Procurar em vão&lt;br /&gt;a responsabilidade no avesso&lt;br /&gt;do acerto minorado em almas&lt;br /&gt;desacompanhadas: o pranto&lt;br /&gt;reflui torrentes e a condição afeta&lt;br /&gt;a tradição perdida em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O canto situado como livre estivesse o cantar&lt;br /&gt;como se o cantar livrasse da desdita&lt;br /&gt;como se desdizer fosse o conteúdo maternal&lt;br /&gt;na oração primária dos dissabores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trair a atenção. Atrair a atenção em ato&lt;br /&gt;de coragem. Descontrair a tensão&lt;br /&gt;em ato covarde de agressão&lt;br /&gt;e mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sorriso da mulher que passa&lt;br /&gt;entre carros revê a mulher da vida&lt;br /&gt;recolhida na casa dos prazeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No matraquear dos recreios receia&lt;br /&gt;induzir a voz ao encontro da verdade&lt;br /&gt;e retirar do exposto a contrariedade&lt;br /&gt;das notícias não alvissareiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alvo. Seta perfurante. Bala penetrante.&lt;br /&gt;Símbolo cortante. Pedra contundente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca nos primeiros passos&lt;br /&gt;mambembes e o reluzir do ouro&lt;br /&gt;conquistado. Fosse outra a época&lt;br /&gt;e com certeza estaria preso ao passado.&lt;br /&gt;Ao futuro são oferecidos óbices&lt;br /&gt;em escaladas argutas e infiltrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a mulher se apresenta nua, dispa-se&lt;br /&gt;de sua vaidade e vá até ela. Cubra-a&lt;br /&gt;com sua vergonha. A mulher se sentirá&lt;br /&gt;devedora da sua ousadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avesso ao estardalhaço, distribua panfletos&lt;br /&gt;e torne a leitura obrigatória. Troque algumas&lt;br /&gt;palavras. Entorne o caldo. Estremeça o senso&lt;br /&gt;elementar das confusões. Aprofunde o tema&lt;br /&gt;em nada consta. A liberdade perdura&lt;br /&gt;enquanto a guarda se nacionaliza&lt;br /&gt;em combates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fraqueza dos pais é responsável&lt;br /&gt;pelo aviltamento, jogue a moeda ao mendigo&lt;br /&gt;em gritos e palavrões. Desperte a vilania&lt;br /&gt;e a destrate com fraquezas e ódios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descarregar a arma empunhada na luta&lt;br /&gt;diante da máquina fotográfica o transforma&lt;br /&gt;em notícia e no martírio do jornal escrito&lt;br /&gt;se mantem ávido de reconhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se debruce sobre a amurada: o atirador&lt;br /&gt;de elite se distrai em beijos e sua arma&lt;br /&gt;dispara na antevisão da morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-1205821936990750026?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/1205821936990750026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/estado-de-sitio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1205821936990750026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1205821936990750026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/estado-de-sitio.html' title='ESTADO DE SÍTIO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-1562744367095057635</id><published>2012-01-01T03:58:00.001-08:00</published><updated>2012-01-01T03:58:23.516-08:00</updated><title type='text'>PARÊNTESES</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ser a vida entre parênteses&lt;br /&gt;na explicação dos teores ocultos&lt;br /&gt;no desplante: mentir explicações&lt;br /&gt;de contados elementos na imagem&lt;br /&gt;modulada no limite do esgarçamento:&lt;br /&gt;conta apresentada em favores;&lt;br /&gt;desligar o som e explicar o silêncio&lt;br /&gt;do quarto entreaberto em atos.&lt;br /&gt;O sentido do rosto contra o espelho&lt;br /&gt;melancólico das imagens. Texto&lt;br /&gt;tosco das palavras sem sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-1562744367095057635?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/1562744367095057635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/parenteses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1562744367095057635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1562744367095057635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/parenteses.html' title='PARÊNTESES'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6224356380187955540</id><published>2012-01-01T03:57:00.001-08:00</published><updated>2012-01-01T03:57:38.275-08:00</updated><title type='text'>TÂNIA</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lembro de mim: menino&lt;br /&gt;a correr pela rua de conhecimentos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;jovem preso em si mesmo&lt;br /&gt;adulto na segurança&lt;br /&gt;oferecida pelo cotidiano&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;lembro de mim e lembro você&lt;br /&gt;ao meu lado: a voz calando medos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6224356380187955540?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6224356380187955540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/tania.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6224356380187955540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6224356380187955540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/tania.html' title='TÂNIA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-3460182604973147626</id><published>2012-01-01T03:56:00.001-08:00</published><updated>2012-01-01T03:56:52.106-08:00</updated><title type='text'>IRREFLETIDO</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não me reflito&lt;br /&gt;ao cobrir o vidro&lt;br /&gt;com espelhos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;metalizo a vontade&lt;br /&gt;inaudita de ser visto&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;resisto ao espaço&lt;br /&gt;e cedo o corpo&lt;br /&gt;em sacrifício.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Opaco: embaço&lt;br /&gt;a vista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-3460182604973147626?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/3460182604973147626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/irrefletido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/3460182604973147626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/3460182604973147626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/irrefletido.html' title='IRREFLETIDO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-2608296511441877937</id><published>2012-01-01T03:55:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T03:55:27.989-08:00</updated><title type='text'>TEMPOS</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://1.bp.blogspot.com/-1d0qtDI4hxg/TwBJr8M7edI/AAAAAAAAImM/F-K4WQWiLMI/s1600/Tempos.jpg'&gt;&lt;img src='http://1.bp.blogspot.com/-1d0qtDI4hxg/TwBJr8M7edI/AAAAAAAAImM/F-K4WQWiLMI/s400/Tempos.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-2608296511441877937?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/2608296511441877937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/tempos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2608296511441877937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2608296511441877937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/tempos.html' title='TEMPOS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1d0qtDI4hxg/TwBJr8M7edI/AAAAAAAAImM/F-K4WQWiLMI/s72-c/Tempos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-2616443886310693854</id><published>2012-01-01T03:53:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T03:53:28.749-08:00</updated><title type='text'>PROGRESSO</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://2.bp.blogspot.com/-LB_XABreyFc/TwBJNw74hAI/AAAAAAAAImA/cXFKdaoeriM/s1600/Progresso.jpg'&gt;&lt;img src='http://2.bp.blogspot.com/-LB_XABreyFc/TwBJNw74hAI/AAAAAAAAImA/cXFKdaoeriM/s400/Progresso.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-2616443886310693854?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/2616443886310693854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/progresso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2616443886310693854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2616443886310693854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/progresso.html' title='PROGRESSO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-LB_XABreyFc/TwBJNw74hAI/AAAAAAAAImA/cXFKdaoeriM/s72-c/Progresso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-1883104039159711373</id><published>2012-01-01T03:48:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T03:48:26.758-08:00</updated><title type='text'>MULHER...</title><content type='html'>Por Gustavo Dourado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homenageio à Mulher&lt;br /&gt;E faço deferimento&lt;br /&gt;A mulher é nossa luz&lt;br /&gt;Estrela do pensamento&lt;br /&gt;Uma galáxia infinita&lt;br /&gt;Nas ondas do firmamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mulher não tem História&lt;br /&gt;Nem vida nem nascimento... &lt;br /&gt;Da mulher nasceram deuses&lt;br /&gt;E o Deus do sentimento...&lt;br /&gt;Nasceu Buda, Jesus, Zeus&lt;br /&gt;E muita gente de talento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher é a semente&lt;br /&gt;Que germina a humanidade...&lt;br /&gt;Dá mulher brota o homem&lt;br /&gt;Fecunda a sociedade...&lt;br /&gt;Sem mulher não se tem graça:&lt;br /&gt;Se tem mulher... há liberdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mulher nasceu o Cristo&lt;br /&gt;Gandhi, Lennon, Maomé&lt;br /&gt;Santos Dumont, JK&lt;br /&gt;Castro Alves e Pelé&lt;br /&gt;A mulher faz a História:&lt;br /&gt;Com amor, trabalho e fé...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Mulher tudo provém:&lt;br /&gt;Até mesmo a divindade&lt;br /&gt;Desconfio que os Deuses&lt;br /&gt;Tenham feminilidade&lt;br /&gt;Na costela da mulher:&lt;br /&gt;Nasce a felicidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No umbigo da mulher&lt;br /&gt;Germina a panacéia&lt;br /&gt;No olhar da Pitonisa&lt;br /&gt;Na boca de Almathéia&lt;br /&gt;Na coração do planeta:&lt;br /&gt;Palpita a alma de Rhéa... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve a mulher todo sempre&lt;br /&gt;Todo hora, dia e ano ...&lt;br /&gt;Na mulher eu me inspiro&lt;br /&gt;Na sereia do oceano&lt;br /&gt;Nas Amazonas dos rios:&lt;br /&gt;Mulher em primeiro plano... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota 1000 às mulheres&lt;br /&gt;Por tudo o que elas são&lt;br /&gt;A Mulher é Natureza&lt;br /&gt;É a beleza em ação&lt;br /&gt;A Eternidade é Mulher:&lt;br /&gt;Num infinitom coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 06/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-1883104039159711373?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/1883104039159711373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/mulher.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1883104039159711373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1883104039159711373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/mulher.html' title='MULHER...'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' 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/&gt;&lt;br /&gt;Ave, mãe, serena, camponesa:&lt;br /&gt;Mestra, carinhosa, companheira, &lt;br /&gt;Constrói, trabalha, harmoniza:&lt;br /&gt;Professa, ensina, filosofa, ama: &lt;br /&gt;Procria, empreende, fantasia,&lt;br /&gt;Inspira, gera, sonha, realiza: &lt;br /&gt;Luz - Amor - Vida - Arte - Poesia... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 06/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6069606880065655514?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6069606880065655514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/mulheragora-e-sempre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6069606880065655514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6069606880065655514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/mulheragora-e-sempre.html' title='MULHER:AGORA E SEMPRE'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-5491121870570191872</id><published>2012-01-01T03:45:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T03:45:00.653-08:00</updated><title type='text'>NA MADRUGADA</title><content type='html'>Por Paccelli José Maracci Zahler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego em casa, &lt;br /&gt;Na madrugada. &lt;br /&gt;Teu perfume &lt;br /&gt;Em minhas roupas, &lt;br /&gt;O sabor do teu beijo &lt;br /&gt;Em minha boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor seria, &lt;br /&gt;Na madrugada, &lt;br /&gt;O calor do teu corpo &lt;br /&gt;Junto ao meu, &lt;br /&gt;O gosto de tua boca &lt;br /&gt;Em minha boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 06/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-5491121870570191872?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/5491121870570191872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/na-madrugada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5491121870570191872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5491121870570191872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/na-madrugada.html' title='NA MADRUGADA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-1903142943821333794</id><published>2012-01-01T03:44:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T03:44:03.468-08:00</updated><title type='text'>VENTAVA</title><content type='html'>Por Paccelli José Maracci Zähler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ventava... &lt;br /&gt;E naquela estrada &lt;br /&gt;Cabelos esvoaçavam, &lt;br /&gt;Folhas secas rolavam, &lt;br /&gt;Arranhando o chão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arbustos vergavam &lt;br /&gt;E a poeira subia, &lt;br /&gt;O vento assoviava, &lt;br /&gt;Saci-Pererê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ventava... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um coração &lt;br /&gt;Batia lentamente, &lt;br /&gt;A cada passo, uma dor. &lt;br /&gt;O vento arrepiava a alma, &lt;br /&gt;Mexia com o corpo, &lt;br /&gt;Como se tocasse um sino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O toque era triste &lt;br /&gt;Como no réquiem &lt;br /&gt;E ecoava campo a fora &lt;br /&gt;Dizendo: &lt;br /&gt;- Estou com saudades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 06/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-1903142943821333794?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/1903142943821333794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/ventava.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1903142943821333794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1903142943821333794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/ventava.html' title='VENTAVA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-4498714524592112819</id><published>2012-01-01T03:43:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T03:43:02.288-08:00</updated><title type='text'>MONÓLOGO DO INDOLENTE</title><content type='html'>Por Jean Narciso Bispo Moura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preguiça lambe primeiro o solado do meu calçado&lt;br /&gt;Depois os pés que não resistem à força da sua saliva.&lt;br /&gt;E se prostra no solo do descanso.&lt;br /&gt;A palavra em movimento encontra jardim&lt;br /&gt;O poeta caminha sem um só passo.&lt;br /&gt;Na vereda, no bosque divino&lt;br /&gt;Edificado com terra e areia humana..&lt;br /&gt;A peregrinação sai como um comboio de palavras do sofá&lt;br /&gt;Os olhos acompanham&lt;br /&gt;O corpo fica&lt;br /&gt;A multidão de homens de todas as cores&lt;br /&gt;Fazem parte de apenas uma folha.&lt;br /&gt;O poeta quer falar certo em língua de bêbado&lt;br /&gt;Que o vento da poesia nunca deixe de assoprar  em  seu rosto&lt;br /&gt;A palavra como um camaleão não tem cor fixa.&lt;br /&gt;Esconde-se em todos os lugares&lt;br /&gt;E às vezes nem está lá quando a imaginamos.&lt;br /&gt;A palavra é ser sem fronteira.&lt;br /&gt;Corpo simultaneamente presente e ausente&lt;br /&gt;Em grande movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 06/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-4498714524592112819?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/4498714524592112819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/monologo-do-indolente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4498714524592112819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4498714524592112819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/monologo-do-indolente.html' title='MONÓLOGO DO INDOLENTE'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-5478162895562514001</id><published>2012-01-01T03:41:00.001-08:00</published><updated>2012-01-01T03:41:57.366-08:00</updated><title type='text'>VIAGEM AO CÉU</title><content type='html'>Por Cassiane Schmidt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é vão o sofrer na terra&lt;br /&gt;Como é lindo este céu que vejo&lt;br /&gt;Daqui do alto ninguém erra&lt;br /&gt;Somos todos irmãos num único cortejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Asas que dum anjo ganhei&lt;br /&gt;Me guiaram sobre as nuvens&lt;br /&gt;Um lugar lindo que jamais em ver pensei&lt;br /&gt;Campos cobertos de magia luzem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste me parece a terra agora&lt;br /&gt;Lá embaixo todos curvados em infindável prece&lt;br /&gt;Triste é a vida para quem não aprecia as horas&lt;br /&gt;Em suas agruras, em suas benesses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero neste céu ficar&lt;br /&gt;Magia e encantos adormecidos&lt;br /&gt;Bondade acariciada na pureza do olhar&lt;br /&gt;O mal pelo bem, para sempre rendido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a hora de partir&lt;br /&gt;Devolvo as asas ao meu querido anjo&lt;br /&gt;Lágrimas inebriam o meu sorrir&lt;br /&gt;Ouço a melodia de um sagrado canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terra de provações é possível sermos felizes&lt;br /&gt;Não há justificativa para o lamento&lt;br /&gt;Filhos da terra, eternos aprendizes&lt;br /&gt;O coração revela as asas na hora certa do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 06/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-5478162895562514001?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/5478162895562514001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/viagem-ao-ceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5478162895562514001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5478162895562514001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2012/01/viagem-ao-ceu.html' title='VIAGEM AO CÉU'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-4004195259897156999</id><published>2011-12-01T12:49:00.000-08:00</published><updated>2011-12-04T13:25:00.514-08:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA: PEDRO DU BOIS</title><content type='html'>Por Paccelli José Maracci Zahler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://3.bp.blogspot.com/-UN4J4Wj7tW4/Ttfm1SAM4UI/AAAAAAAAIcU/Rtm124n_0KE/s1600/Pedro%2B-%2Bfoto.jpg'&gt;&lt;img src='http://3.bp.blogspot.com/-UN4J4Wj7tW4/Ttfm1SAM4UI/AAAAAAAAIcU/Rtm124n_0KE/s160/Pedro%2B-%2Bfoto.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O poeta Pedro Du Bois (PB) já é conhecido dos leitores da Revista Cerrado Cultural (RCC). Desde os primeiros números, ele tem colaborado sistematicamente com as nossas edições. Ele nos concedeu esta entrevista por correio eletrônico, a qual agradecemos, e, principalmente, pela oportunidade de conhecê-lo e conhecer um pouco do seu processo de criação literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.O senhor nasceu em Passo Fundo, RS. Como foi a sua infância?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. A pergunta remete-me ao final dos anos 70 quando, em entrevista situacional-psicológica, na PUC-RJ, o psicólogo inquiriu-me da mesma forma; respondi que havia sido normal e ele, sem alterar o tom, cobrou: defina normal. Minha normalidade, que ele aceitou: segundo filho entre quatro irmãos, classe média baixa, gastei minha infância jogando pedras, correndo, nadando, brincando, brigando e apanhando; aprendendo. Passo Fundo permitiu-me ir além da porta da casa, além da rua, além da esquina, desde cedo. Muita fruta no pé, muito matinê cinematográfico. Sempre tive bom círculo de amigos: rua e escola, o qual mantenho até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O talento para escrever manifestou-se naquela época?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. Sempre tive facilidade para escrever. Já talento seria outra coisa. Não tenho formação literária no sentido acadêmico. Sempre gostei de ler. Sou curioso. Outros tempos, outra formação. Morador do interior, apenas através do rádio (ondas curtas) e da leitura podia acessar o mundo. Imagens, apenas cinematográficas ou em preto-e-branco nos jornais e revistas. Sou fruto da imaginação. Fui bom em redação, mesmo que as minhas fossem curtas na avaliação dos professores. Tímido, desde sempre, não conseguia me expressar, nem através das palavras. Mesmo assim, como adolescente, pratiquei meus poemas confessionais-amorosos. Não os guardei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.Qual a sua formação e ocupação principal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. Sou bacharel em Direito desde 1971. Não sou advogado, por decisão pessoal. Bancário aposentado; trabalhei basicamente na área de organização e métodos, processamento de serviços, comunicações e recuperação de crédito. Atualmente, desamarrado de empregos, convivo prazerosamente com a literatura e suas decorrências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.O senhor sempre esteve ligado à literatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. Apenas como leitor. Faz 10 anos que escrevo sistematicamente. Sou tardio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.O senhor foi influenciado por alguns escritores? Quais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. Diversos escritores exercem influência sobre a minha formação literária. Somos frutos de nossas leituras. Quanto mais leio, mais verifico a necessidade de buscar novas fontes literárias. Entre tantos, gosto de Orides Fontela, Fernando Pessoa, Campos de Carvalho, dos irmãos Campos, Saul Bellow, Saramago, Cortázar, Borges, Dyonélio Machado, Manuel Scorza, Camus, Manoel de Barros, Quintana, Murilo Mendes, João Cabral, Leminski. Poderia citar outros tantos e mais tantos outros. A lista é infindável. Gosto de retirar o poema que entrevejo em cada texto lido, essa a influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O senhor escreve diariamente, em horário definido, ou somente quando está inspirado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. Antes conseguisse assim me organizar. A inspiração é minha busca pelo inaudito, o detalhe, o esboço, o arcabouço de algo que sei estar presente numa leitura, na paisagem, num fato relatado, enfim, em tudo que me cerca e me diz respeito. Escrevo diariamente. Escolhido o tema, busco as palavras que o signifiquem além da escolha a que me levou a inspiração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O senhor confecciona seus próprios livros. Poderia nos falar a respeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. Questão de oportunidade. Como as editoras alegam que poesia não vende e, por isso, não se responsabilizam pela distribuição dos livros, fiquei no impasse: fosse depender das editoras, além de pagar caro, ainda teria de sair vendendo os exemplares de porta em porta. Não sou vendedor, tenho a pretensão – única – de ser escritor. Optei por me registrar como escritor-autor junto ao ISBN e, assim, editar meus livros. Faço-os em casa artesanalmente. Minha mulher, Tânia, tem papel fundamental na montagem dos livros, quer selecionando os poemas quer fazendo a revisão dos mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Livros precisam de uma boa apresentação. Como são confeccionadas as capas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. Sim, precisam. Somos “vitrinistas” por criação. Sem uma boa apresentação, dificilmente encontraremos alguém que se disponha a vislumbrar o “miolo” do livro. Tânia, minha mulher, desenvolve as capas em programa específico (Print Artist), a partir da temática dos poemas, e as imprime numa HP Color Laserjet CP2025; nossas tiragens dificilmente ultrapassam 100 exemplares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Como é feito o acabamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. Uma gráfica local faz a grampagem e o refilamento (livro-barco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Como seus trabalhos são divulgados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB.  São edições mínimas que distribuo entre parentes, amigos e amantes da literatura; faço doações às bibliotecas, escolas e a leitores e escritores. Além disso, mantenho blog pessoal (http://pedrodubois.blogspot.com) e tenho trabalhos publicados em jornais, revistas, sites e blogs literários. Possuo 3 livros através de editoras: “Os Objetos e as Coisas”, Scortecci, SP; “A Criação Estética”, Corpos, Portugal e “SERES”, Sarau das Letras, Mossoró, RN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O senhor participa de concursos literários regularmente? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. Não. Participei no início. Ganhei o Prêmio Livraria Asabeça, categoria Poesia, em 2005, com o livro Os Objetos e as Coisas. Também obtive classificação no Poema no Ônibus da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. No entanto, não creio serem meus poemas peças indicadas para a participação em concursos, quer pela forma, quer pela minha temática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Na sua opinião, é importante para um escritor participar de academias e clubes literários? Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. Escrever é ato solitário. Fechado em si mesmo o escritor se torna presa fácil do alheamento. O convívio social – e literário – é, em geral, fator de renovação intelectual, mesmo que – em tese – não se concretizem aí grandes transformações. O aprendizado é recorrente. No mínimo, ficamos sabendo o que os outros estão fazendo. Com o advento da internet a participação se ampliou significativamente pela diversidade e oportunidade de novos contatos, mesmo que virtuais. Sou membro da Academia Itapemense de Letras, da qual fui presidente entre 2008/2010, e do Clube dos Escritores Piracicaba. Também participo do Projeto Passo Fundo, responsável pelo lançamento do meu próximo livro, ‘BrevIdades”, previsto para o primeiro trimestre de 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.Qual a sua opinião sobre a condição de escritor no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. Como a literatura em geral, e a leitura em particular, não são “objetos de desejo-consumista”, não só no Brasil, como na maioria dos países, o escritor é alguém descondicionado em relação à sua existência como “negócio”. Salvo raros escritores midiáticos e os clássicos (objeto de necessário conhecimento – mesmo que superficial – em função do acesso à universidade), o escritor é tratado como alguém à margem do processo. Não sobrevive como tal. Não lhe é dado espaço para que possa dedicar-se exclusivamente ao seu trabalho de escrever. Tanto que apenas agora o Congresso Nacional começa a discutir o mérito de transformar em profissão o ato de escrever. Não existimos formalmente. Mesmo as feiras, encontros e outros eventos que se dizem dedicados à literatura, mais das vezes, desconsideram o escritor em si, privilegiando a divulgação e o negócio do objeto livro. Perdemos todos, porque essa marginalização impede de a cultura (na acepção do termo) chegar aos seus cidadãos, quer pela guarda do passado, quer pela exposição do presente, quer pela possibilidade de, assim, mantermos a perspectiva do futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Pode-se viver de literatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. Não no sentido amplo e irrestrito do que entendemos por literatura. Pode-se viver (algum tempo) auto-ajudando-se, vendendo-se como subproduto de leitura descartável, deixando-se seduzir por alguns trocados (ou muitos) advindos de situações paralelas (scripts para o cinema e a televisão, por exemplo). Então, sobrevivem da literatura pouquíssimos escritores, desde que baseados em mídias negociais. Nós outros, no entanto, sobrevivemos do que a literatura, muitas vezes, não nos consome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Algumas associações e sindicatos lutam para a criação da carreira de escritor no Brasil. Qual a sua opinião a respeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PB. O escritor profissional. O escritor como profissão. Em tese a ideia é ótima. Na prática não sei como isso afetaria o trabalho e a divulgação da literatura. A não ser que, numa segunda etapa, seja criada a obrigatoriedade de só serem editadas, vendidas e negociadas obras de escritores associados ou sindicalizados. Pior a emenda, creio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-4004195259897156999?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/4004195259897156999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/entrevista-pedro-du-bois.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4004195259897156999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4004195259897156999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/entrevista-pedro-du-bois.html' title='ENTREVISTA: PEDRO DU BOIS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UN4J4Wj7tW4/Ttfm1SAM4UI/AAAAAAAAIcU/Rtm124n_0KE/s72-c/Pedro%2B-%2Bfoto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-4157478073795571041</id><published>2011-12-01T12:33:00.000-08:00</published><updated>2011-12-01T12:36:04.863-08:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA: ELIZABETH MISCIASCI</title><content type='html'>Por Paccelli José Maracci Zahler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://4.bp.blogspot.com/-JAVliCAhVYo/TtfidSpJEoI/AAAAAAAAIcI/zeZY-mQdjPQ/s1600/06_eu.jpg'&gt;&lt;img src='http://4.bp.blogspot.com/-JAVliCAhVYo/TtfidSpJEoI/AAAAAAAAIcI/zeZY-mQdjPQ/s160/06_eu.jpg' border='0' alt=''style='clear:both;float:right; margin:0 0 10px 10px;' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;div style='clear:both; text-align:RIGHT'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A jornalista Elizabeth Misciasci (EM) é também  humanista, escritora, pesquisadora. palestrante, Embaixadora Universal da Paz no âmbito do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz -(Cercle Universel Des Ambassadeurs De La Paix - Suisse/France)e presidente do Projeto zaP! E é para falar do Projeto zaP!, um trabalho voluntário e muito interessante, realizado nos presídios femininos que ela, gentilmente, concedeu esta entrevista para a Revista Cerrado Cultural (RCC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Como surgiu a idéia de criar o “Projeto zaP!” (zelo, amor e Paz!)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM. Após anos de pesquisas e contatos com sentenciadas e egressas do sistema prisional feminino, para a produção da Obra Literária Presídio de Mulheres, pude detectar diversos problemas. Entre eles, uma gritante necessidade de receberem credibilidade, atividade ocupacional e amparo em suas carências.&lt;br /&gt;O Projeto zaP! Nasceu de um concurso literário nos cárceres femininos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Por que o trabalho é feito exclusivamente com mulheres encarceradas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM.Diferentemente da condição masculina, a mulher se autopune, anseia mudar os comportamentos e hábitos que a transportaram para o cárcere. As mulheres normalmente vivem em estado inquietador, seja este expressivo ou inibido, que levam algumas pela impotência diante dos problemas a profunda depressão ou incita exageradamente a dependência química. &lt;br /&gt;Na medida em que a mulher perde a capacidade de optar, submetida a prescrições alheias que a minimizem, as suas opiniões já não são suas, já não se integra, adapta-se. Na adaptação, resta-lhe à margem tendo apenas ações débeis e defensivas.&lt;br /&gt;Algumas por serem mães, sentem um peso a mais e a pena é sempre mais dolorosa, outras, por não terem familiares próximos, sendo arrimos de família, mas, principalmente, porque estas são literalmente abandonadas, o que ocorre na grande maioria dos casos. Diferentemente do encarceramento  masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O trabalho é feito por voluntários. Quais os critérios utilizados na seleção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM. Sim! Não ter vínculos criminais, nem interesses pessoais.&lt;br /&gt;Enfim, acreditando que o momento de transito pertence muito mais ao amanhã, ao nosso tempo que se anuncia do que ao velho, é que atuamos pela ressocialização do ser humano.&lt;br /&gt;Assim sendo, necessário se faz cada vez mais, que nossos voluntários, estejam dispostos e conscientes da ressocialização, para que se ofereça oportunidade de provocar no indivíduo em condição de pessoa presa, um sistema completamente diferenciado de educação, para que com outras preocupações e interesses se desvincule da mentalidade massificada, nutrida de pessimismo, limitação, resistência, indisciplina, ceticismo, enfim, peculiares na maioria da população carcerária, principalmente dos que passam o tempo no ócio.&lt;br /&gt;O Projeto zaP! não é Uma Ong, não faz parte de nenhuma entidade Religiosa (busca sim, apoio para juntos sanarmos casos específicos) nem filantrópica, não recebe ajuda governamental, apenas complacência e consciência dos amigos do zaP! Não possuindo, portanto vínculos com instituições nem remunerações, apenas voluntários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Quantos voluntários atuam junto à população carcerária?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM.Uma média de vinte pessoas em nível de Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Costuma haver desistência entre os voluntários devido ao impacto com outra realidade, que é a vida dentro de um presídio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM. Sim, sem dúvidas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Quais os critérios utilizados para a seleção das reeducandas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM. Atualmente desenvolvemos atividades, tendo como base a arteterapia. O trabalho do zaP! Não é feito só com as apenadas, mas com filhos, familiares, egressas (ex-sentenciadas), e estrangeiras. Tendo como critério as que querem se reabilitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O trabalho com as  educandas dura quanto tempo? Equivale a um curso regular? Dura até o final do cumprimento da pena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM. Não existem prazos, mesmo porque não temos como determinar tempo, já que muitas são egressas, e não reincidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O Projeto zaP! Subdivide-se em várias atividades: Festival de Músicas, Literatura, Festas e Eventos, Zelo, Amor, Paz. A senhora poderia tecer alguns comentários sobre cada uma delas, seus objetivos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM. Hoje, em razão da falta de recursos, e, proibição em algumas unidades prisionais não se pode aplicar todas as nossas atividades. Isso em detrimento principalmente dos órgãos governamentais locais, que não acreditam em reabilitação e não permitem que sejam feitas as atividades como era de hábito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Qual a percepção das reeducandas sobre o Projeto zaP!?&lt;br /&gt;É feito algum acompanhamento das educandas após a sua saída da prisão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM. Embora seja um trabalho difícil, principalmente pela primeira abordagem, para garantir que estejamos passando a credibilidade, segurança, e as possíveis “respostas” e oportunidades que a maioria busca.  Enfim, para as que adentram as muralhas e não conhecem o zaP! o trabalho é mais lento, pois, acima de tudo, precisamos sentir a reciprocidade e a presença da vontade dessa reeducanda em se reabilitar.&lt;br /&gt;- Por quê? Porque temos no sistema prisional (em especial o feminino) os mais diferentes perfis, e, conforme citei anteriormente, a mulher é totalmente diferente do homem, enquanto pessoa na condição de presa. Para cada tipo de mulher, há uma forma diferenciada de se aproximar. &lt;br /&gt;Temos muitas que adentram os cárceres, em estado gravídico, bem como, as que foram detidas em fase de aleitamento materno, as que tiveram seus filhos atrás das cortinas de ferro, e não possuem familiares que poderão cuidar de seus bebes, as que acabaram de dar a luz na rua, e foram detidas... Isso tudo, é rotina infelizmente nos dias de hoje. E, se você, de início, não souber conversar com uma mulher nestas condições, dificilmente terá uma segunda “oportunidade”. &lt;br /&gt;Há mulheres que sofrem distúrbios, as que “surtam”, as que apresentam sintomas agressivos apenas e tão somente no período do ciclo menstrual, ou seja, as que sofrem com a TPM, e, assim por diante.&lt;br /&gt;Mais um aspecto importante a ser citado, mesmo porque é uma questão de estudos, pesquisas e respectivas estatísticas, a massa carcerária feminina, pode ser dividida em três categorias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- As que adentraram os cárceres, (o que na maioria das prisões femininas é “natural” e frequente), por terem sido levadas por companheiro ou parceiro, as que se sentiram momentaneamente motivadas, as que se arrependeram, portanto, querem recomeçar e é notório à vontade e necessidade de se reintegrar, a fim de resgatarem suas identidades pessoais, morais e sociais. Estas indubitavelmente querem se reabilitar! Eu posso dizer, que no conglomerado de mulheres prisioneiras no Brasil, deste todo o proporcional final é equivalente a 60% das mulheres em situação de prisão que possuem esse perfil, ou seja, que buscam a reabilitação e reinserção social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Outro fator que necessita de especial atenção, diz respeito à categoria de mulheres, que de fato “são do crime” e, não demonstram a mínima vontade de sair deste. O que resulta atualmente, em um percentual de 20% da população carcerária feminina.&lt;br /&gt;3- E uma terceira categoria, que denominamos “das que vão pra onde o vento soprar”... O que representa os 20% do restante do “todo” feminil encarcerado. Isso significa que, uma mulher, que não possui a menor perspectiva de vida, futuro e, torna-se apenas e de fato “um único numero a mais para apuração de quantidade” sendo que estas precisam de maior atenção, pois, se soubermos “abordá-la”, despertando confiança, parceria e motivação, com certeza, será “um numero á menos” a reincidir.&lt;br /&gt;Na grande maioria das vezes, há por parte de muitas mulheres, a desconfiança, o receio e principalmente, o medo. Uma vez que, por ser a prisão ação delituosa, e pelo abandono, não conhece as regras que regem as prisões. Sem falar que, o abandono agrava esse medo e insegurança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator predominante vem das que em detrimento de sua prisão bem propagada, principalmente quando há clamor público, (isso, independente do delito e participação ativa), quase sempre, se bloqueiam, e são muito mais vulneráveis e preocupantes. Pois, quase sempre, com o passar do tempo, estão abandonadas pelos familiares e amigos, portanto, caem no esquecimento apenas “do seu antigo meio”, contudo, jamais conseguem ser esquecidas pela sociedade.&lt;br /&gt;São raros os casos em que estas mulheres, seguem suas permanências carcerárias, acompanhadas ou amparadas, e, quando o são, o acesso se restringe a poucos. O que dificulta trabalhar com a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu particularmente, nunca tive esse problema, pois, geralmente as unidades para onde essas mulheres são recambiadas, são dirigidas por pessoas que conhecem o nosso trabalho e ética.&lt;br /&gt;Por estas razões descritas, com o tempo, aprendemos a priori, identificar as problemáticas e os diversos perfis. O que, nos permite a aproximação equilibrada, com a oferta necessária.&lt;br /&gt;Temos parcerias com psicólogos, que muito ajudam nesse sentido.&lt;br /&gt;E, por assim ser, a percepção das “nossas meninas” são extremamente positivas. Além das transformações percebidas e sentidas, nos surpreendemos em incontáveis situações, (que pareciam “perdidas” ou inviáveis), um retorno compensador, que na realidade é mais que isso! Já que ganhamos todos, principalmente a sociedade, enquanto nós, em contrapartida, perpetuamos amizades, e podemos presenciar mulheres que hoje, são marcantes em nosso trabalho, nos proporcionando continuamente orgulho e incentivos para nos motivar ininterruptamente, de verdade. &lt;br /&gt;Quanto à pergunta complementar: - “É feito algum acompanhamento das reeducandas após a sua saída da prisão?”  Sim, pois, se atuamos com reinserção e reabilitação, o principal é à saída dos cárceres, por isso nossa atuação efetiva com as egressas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. As reeducandas que passam pelo Projeto zaP!, Encontram mais facilidade de aceitação no mercado de trabalho ou ainda sofrem com o preconceito de serem ex-presidiárias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM. Ainda sofrem preconceitos, lógico! Mas, a maioria não tem enfrentado tantos problemas como antigamente. Hoje, além da credibilidade que temos também a sociedade tem uma visão diferente de outrora. Acredito que “nossas reeducandas” e “egressas” tenham mais facilidade sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Em quantos presídios o Projeto zaP! Trabalha atualmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM. Trabalhamos em qualquer local, desde que, possamos ter verbas para locomoção, e em unidades em que possamos atuar para somar positivamente e de alguma forma contribuir para que seja mantida a ordem, disciplina e necessite serem denunciados por atos “anormais”, abusos e constrangimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Qual a receptividade do Projeto zaP! Junto à direção dos presídios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM. Na grande maioria, excelente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Como a senhora avalia os resultados obtidos até agora pelo Projeto zaP!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM. Sem falta modéstia, tenho muitos casos, em que me orgulho por ter persistido, lutado e sinto-me honrada pelos retornos das meninas, dados e provados na prática e na conduta. Temos hoje, muitas mulheres que conseguiram se profissionalizar, muitas com universidade concluída, enfim, [transformaram-se em] outras pessoas indubitavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos agradecimentos à jornalista Elizabeth Misciasci pela entrevista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-4157478073795571041?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/4157478073795571041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/entrevista-elizabeth-misciasci.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4157478073795571041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4157478073795571041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/entrevista-elizabeth-misciasci.html' title='ENTREVISTA: ELIZABETH MISCIASCI'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JAVliCAhVYo/TtfidSpJEoI/AAAAAAAAIcI/zeZY-mQdjPQ/s72-c/06_eu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-724580814692552579</id><published>2011-12-01T12:23:00.000-08:00</published><updated>2011-12-01T12:23:25.853-08:00</updated><title type='text'>PROJETO zaP!</title><content type='html'>Por Elizabeth Misciasci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividades com Reeducandas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://3.bp.blogspot.com/-ysIhrMPNU-c/TtfiOJFxWQI/AAAAAAAAIbk/gAL1ryKbtas/s1600/20.jpg'&gt;&lt;img src='http://3.bp.blogspot.com/-ysIhrMPNU-c/TtfiOJFxWQI/AAAAAAAAIbk/gAL1ryKbtas/s400/20.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://3.bp.blogspot.com/-lueiaEPOVlk/TtfiOSzcW2I/AAAAAAAAIbs/tCopyfT7nBQ/s1600/reeducanda_leitura_texto_eu_com_bebe_dela_mae_no_colo.jpg'&gt;&lt;img src='http://3.bp.blogspot.com/-lueiaEPOVlk/TtfiOSzcW2I/AAAAAAAAIbs/tCopyfT7nBQ/s400/reeducanda_leitura_texto_eu_com_bebe_dela_mae_no_colo.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://4.bp.blogspot.com/-K5ahZjo-Pyc/TtfiOd0tUUI/AAAAAAAAIb8/dJrUhp4vShU/s1600/coral.jpg'&gt;&lt;img src='http://4.bp.blogspot.com/-K5ahZjo-Pyc/TtfiOd0tUUI/AAAAAAAAIb8/dJrUhp4vShU/s400/coral.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-724580814692552579?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/724580814692552579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/projeto-zap_01.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/724580814692552579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/724580814692552579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/projeto-zap_01.html' title='PROJETO zaP!'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ysIhrMPNU-c/TtfiOJFxWQI/AAAAAAAAIbk/gAL1ryKbtas/s72-c/20.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6863531933656476527</id><published>2011-12-01T12:21:00.000-08:00</published><updated>2011-12-01T12:21:34.330-08:00</updated><title type='text'>PROJETO zaP!</title><content type='html'>Por Elizabeth Misciasci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhos de Reeducandas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://2.bp.blogspot.com/-L8g5tAO3MLQ/TtfhywcZr0I/AAAAAAAAIbA/2vHUZO5BoeA/s1600/amanda_musica.jpg'&gt;&lt;img src='http://2.bp.blogspot.com/-L8g5tAO3MLQ/TtfhywcZr0I/AAAAAAAAIbA/2vHUZO5BoeA/s400/amanda_musica.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://2.bp.blogspot.com/-iae58FmI7Eo/TtfhzLzAguI/AAAAAAAAIbM/7_nZnug73ys/s1600/cintia_pg01%2B%25281%2529.jpg'&gt;&lt;img src='http://2.bp.blogspot.com/-iae58FmI7Eo/TtfhzLzAguI/AAAAAAAAIbM/7_nZnug73ys/s400/cintia_pg01%2B%25281%2529.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://4.bp.blogspot.com/-Ylvl63dSsHU/TtfhzYQlbLI/AAAAAAAAIbY/S3lKYmuZvhI/s1600/cintia_pg02.jpg'&gt;&lt;img src='http://4.bp.blogspot.com/-Ylvl63dSsHU/TtfhzYQlbLI/AAAAAAAAIbY/S3lKYmuZvhI/s400/cintia_pg02.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6863531933656476527?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6863531933656476527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/projeto-zap.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6863531933656476527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6863531933656476527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/projeto-zap.html' title='PROJETO zaP!'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-L8g5tAO3MLQ/TtfhywcZr0I/AAAAAAAAIbA/2vHUZO5BoeA/s72-c/amanda_musica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-655756275255718819</id><published>2011-12-01T12:12:00.000-08:00</published><updated>2011-12-01T12:12:43.805-08:00</updated><title type='text'>PERFIL: GUSTAVO DOURADO</title><content type='html'>Por Paccelli José Maracci Zahler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://3.bp.blogspot.com/-_zAtjLEWWDA/TtfdpB8J90I/AAAAAAAAIa0/q1L9diKUhZk/s1600/Gustavo%2BDourado.jpg'&gt;&lt;img src='http://3.bp.blogspot.com/-_zAtjLEWWDA/TtfdpB8J90I/AAAAAAAAIa0/q1L9diKUhZk/s320/Gustavo%2BDourado.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A Revista Cerrado Cultural (RCC) entrevistou, por correio eletrônico, o poeta Gustavo Dourado (GD), presidente da Academia de Letras de Taguatinga - ALT. Ele nos falou sobre suas origens, sua vinda para Brasília, DF, cultura, projetos futuros. Registramos nosso agradecimento por nos receber virtualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O senhor nasceu em Recife dos Cardosos, município de Ibititá, no coração da Bahia. Como foram os seus primeiros anos de estudos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Sim! Nasci no povoado de Recife dos Cardosos, sertão de Ibititá, região de Irecê, Baixo Médio São Francisco, no coração da Chapada Diamantina, no Estado da Bahia. Por lá passaram remanescentes de Conselheiro e da Insurreição de Canudos, cangaceiros, jagunços, os revoltosos da Coluna Prestes, bandeirantes, sertanistas, garimpeiros, aventureiros, era rota de tropeiros, vaqueiros, aventureiros, ciganos e viajantes. Foi cenário do coronel Horácio de Matos e do capitão Manoel Quirino...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Como foram os seus primeiros anos de estudos?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;GD. Aprendi a ler em minha  prima  infância, literatura oral, cordel, Bíblia, causos, contos, crônicas cotidiárias. Aos três anos, já  lia, escrevia e recitava para os trabalhadores das roças e sítios e do empório comercial do meu pai, Ulisses Marques Dourado, um  homem irrepreensível, de caráter irretocável, que tinha a  honestidade e a ática como  um valor fundamental. Aconteceu comigo parecido com o garoto de Central do Brasil. Esse aspecto de   minha vida é cinematográfico. O sertão é  um filme permanente, contínuo...&lt;br /&gt;Estudei com professores leigos, Dionísio Maia, Adelmita Cardoso, Leobina Severo. Depois estudei com Arli, Loídes Dourado, Hildete, Célia, Agnes, essas já  professoras normalistas, formadas. Mas aprendi muito com o meu pai, minha mãe e com os  professoras da rua, da universidade da vida... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. A sua vocação literária manifestou-se ainda na infância?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Sim! Ainda bem novo, infante. Já inventava palavras e improvisava versos nos primórdios da infância. Lia cordel, lia a Bíblia, almanaques, bulas de remédios e sobretudo  ouvia muito os transeuntes, os contadores de causos e  histórias, as rezadeiras, os vendedores, as parteiras e os garimpeiros, além dos parentes que habitavam o povoado de Recife dos Cardosos.       &lt;br /&gt;                           &lt;br /&gt;RCC. Sua passagem pelo Colégio Polivalente de Irecê, BA, entre 1972 e 1975, foi muito importante em sua vida. Poderia tecer comentários a respeito?       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Muito  importante. Fundamental. Ali tive contato com centenas de jovens estudantes e comecei a  minha  militância no movimento estudantil. Fui orador da escola e coordenador do clube de leitura. Participei de olimpíadas estudantis e de júris simulados. Fui vencedor em algumas disputas.  À época, a nossa sétima série venceu a  oitava. Foi  um fato extraordinário e que gerou uma  certa  popularidade, na  cidade de Irecê, para o poeta que vos fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. A economia de Ibititá, BA, é essencialmente agrícola. Foi por essa razão que o senhor veio estudar no Colégio Agrícola de Brasília? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Não necessariamente. Brasília para mim era um sonho.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Havia intenção de retornar a Ibititá, BA,  e trabalhar como técnico agrícola? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Não. Mas tinha muita saudade dos meus familiares e amigos.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.  Enquanto estudava no Colégio Agrícola de Brasília, sua vocação literária começou a falar mais alto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Sim. Foi um período de muita leitura e  descobertas interessantes.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Foi por essa razão que o senhor decidiu graduar-se em Letras na Universidade de Brasília? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Sim. Pensei fazer Agronomia. Mas com  o gosto pela poesia e pela literatura, optei por Letras, mas sempre com um viés para a Arte, a Filosofia e a Comunicação.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.  Como foi a sua passagem pela Universidade de Brasília? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD.Poética, Transformadora. Revolucionária. Transmutadora.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O senhor passou pelo período de invasões do campus da UnB por parte das forças militares? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Sim.Presenciei vários momentos da repressão e do autoritarismo no auge da Ditadura Militar. Sempre lutei pela Anistia, Direitos Humanos e pela Redemocratização do Brasil.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.  O senhor fez parte da geração de escritores de Brasília que imprimia seus livros em mimeógrafos e vendia nos bares? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. De certa forma sim, em menor escala e de forma autônoma Mas sempre fui mais independente e alternativo e até mais clássico. Trabalhei com  o cordel, posters, cartazes, postais, etiquetas e adesivos poéticos. E também atuei muito de forma oral, por meio de performances, improvisos, repentes, tiradas, sarcasmo, ironia e crítica política. Cheguei a ser detido algumas vezes  por desenvolver essa atividade cultural.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. A sua aproximação com o cordel vem da época da UnB ou dos tempos de Ibititá? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Começou em Recife dos Cardosos, em Ibititá, depois em Lapão e, por fim, na cidade de Irecê. Tudo girava em torno das feiras e da venda. Depois, em Brasília, o cordel veio com força na UnB, nas assembléias, debates, encontros, recitais, congressos e shows, sobretudo no Teatro de Arena, no Restaurante, nas entradas Sul e Norte e nos anfiteatros do ICC, além dos bares e festas...&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.  Há algum tempo, o senhor compôs o Cordel da Ufologia. Foi apenas uma homenagem aos estudiosos do assunto ou o senhor acredita em discos-voadores? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. As duas coisas...&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.  Há quem diga que os extraterrestres estão entre nós. O que o senhor pensa a respeito? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Não  é de hoje, desde tempos imemoriais. Somos nós no futuro...&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Por que razão o senhor adotou o nome literário de “Amargedom”? Tem algo a ver com o Apocalipse bíblico? Uma antevisão dos tempos amargos vividos pela humanidade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Sim. Aprendi ler na Bíblia e no Cordel. O Apocalipse sempre foi um dos meus  livros preferidos. Depois conheci outros apocalipses. Amargedom vem do Armagedon bíblico. Foi letra de música, rock, cordel e auto. Foi um dos meus poemas mais conhecidos no final dos anos 70 e idos dos anos 80. Muitas pessoas me chamavam por esse codinome, até hoje. Amargedom...Amar Já  é Dom...Amar é  um dom...O dom de amar...&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Como é a sua relação com as editoras e com os editores? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Sou independente, alternativo, sempre editei e paguei pelos meus  livros. A minha relação maior é com os gráficos. Não conheço editores e editoras em Brasília. Nem sei se existe essa categoria  por aqui. Se existe, precisam aparecer e editar de forma profissional os autores do DF. Gráficos que cobram pelo trabalho tem  muitos. Brasília carece de editores e de editoras, falta divulgação e distribuição do livro. Não há  política para o livro e para a leitura. O mercado editorial de Brasília é voltado para o que vem de fora.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Com trabalhos reconhecidos no Brasil e no exterior, prêmios e títulos literários, o senhor vive da Literatura? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Subvivo. Sobrevivo. Sou educador e gestor público. Quem vive de literatura não sobrevive no Brasil...Fica mais lá fora do que aqui. Quem sobrevive bem com literatura aqui no Brasil?&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.  De 1997 para cá, o senhor tem se utilizado da internet para publicar seus trabalhos. Como o senhor vê o advento do livro virtual (e-book)? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. É  uma ferramenta importante, mas que precisa ter o seu viés econômico. Dispus toda a  minha obra gratuitamente na internet, via sites, blogs e redes sociais. O livro real é fundamental. O virtual torna-se real. Virtureal...Revirtual...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O livro virtual não é muito frio, ou seja, tira o contato do leitor com o papel, tira o prazer de folhear páginas, marcar textos, rabiscar, meditar, sonhar, no decorrer da leitura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Sim. Mas  com o tempo ganhará mais energia e calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Recentemente, uma escola particular do DF anunciou que irá abolir os livros de papel e adotar tablets eletrônicos. Isso não vai prejudicar o aprendizado e acabar com a caligrafia? Como professor, qual a sua opinião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Creio que é  preciso evoluir e saber usar as  novas tecnologias, sem esquecer das consagradas, como o  livro e o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O senhor foi presidente e hoje é conselheiro do Sindicato dos Escritores do DF. Na sua opinião, o Sindicato tem conseguido defender adequadamente os escritores e fortalecer a categoria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Precisa se fortalecer mais. Isso só será possível com a Regulamentação da Profissão do Escritor. Mas existem  muitos interesses contrários das grandes editoras, das grandes  livrarias e distribuidoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O Sindicato vem lutando pela profissionalização do escritor. Isso não tiraria o glamour da atividade literária?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD.  Tem que saber dosar o glamour com o profissionalismo. A regulamentação não tira o glamour de outras  profissões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Profissionalizando-se e passando a trabalhar sob encomenda, o escritor não ficaria à mercê dos clientes, perdendo o idealismo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Tem que saber trabalhar e não perder o ideal. É preciso sonhar sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Como o senhor vê a política cultural do DF? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD.Qual? Existe? desconheço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. E a qualidade do ensino? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Precisa melhorar sempre. Temos boas escolas em Brasília e boas experiências dentro da Secretaria de Educação do DF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Atualmente, o senhor preside a Academia de Letras de Taguatinga. Que projetos culturais o senhor pretende implementar na sua gestão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Levar os autores para as escolas, o que em parte já realizamos, incluir os  jovens e estudantes. Profissionalizar o Jornal Alternativus. [Além disso] fazer uma Antologia dos autores e autoras acadêmicas. Temos  muitos sonhos, mas faltam recursos e apoio. Lutamos para a consecução da sede própria, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Qual a sua opinião sobre a Feira do Livro de Brasília? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Precisa ser democratizada e valorizar mais  o autor de Brasília. Não se tem apoio para o autor brasiliense. Apenas  para um grupo de amigos dos organizadores. O resto tem que pagar pelos estandes. Falta divulgação, estrutura, profissionalismo.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;RCC. Ela tem conseguido conquistar mais leitores e valorizar os escritores do DF?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD. Da forma como é feita, não consegue esse intento. Urge mudar para melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade é adequado para a realização da Feira do Livro?Não fica mais distante e difícil para a visitação do público que dependo do transporte coletivo precário da cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GD.  Se fosse feita com profissionalismo e de forma democrática, ouvindo os segmentos culturais, não teria problema com o local. Precisa mudar a  mentalidade dos organizadores e não pensar apenas no  lucro. É preciso também dar um viés cultural à Feira, com  inclusão dos jovens, estudantes, das  minorias e dos autores  locais. É preciso valorizar o livro e a leitura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-655756275255718819?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/655756275255718819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/perfil-gustavo-dourado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/655756275255718819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/655756275255718819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/perfil-gustavo-dourado.html' title='PERFIL: GUSTAVO DOURADO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_zAtjLEWWDA/TtfdpB8J90I/AAAAAAAAIa0/q1L9diKUhZk/s72-c/Gustavo%2BDourado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-408960816657105313</id><published>2011-12-01T12:02:00.001-08:00</published><updated>2011-12-01T12:04:17.096-08:00</updated><title type='text'>CORDEL DA UFOLOGIA</title><content type='html'>Por Gustavo Dourado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para Pepe Chaves, Ademar Gevaerd, &lt;br /&gt;Alonso Valdi Régis&lt;br /&gt;e Marco Antônio Petit...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Ufovia vi um Ufo&lt;br /&gt;Vi mana na Ufovia&lt;br /&gt;Ufovni na grande Rede&lt;br /&gt;Luzen Ovnilogia&lt;br /&gt;Objetos voadores:&lt;br /&gt;Além da Filosofia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li Ademar Gevaerd&lt;br /&gt;E Ataíde Ferreira&lt;br /&gt;Vi o ET de Varginha&lt;br /&gt;Oculto na cordilheira&lt;br /&gt;Marco Antônio Petit: &lt;br /&gt;É ufólogo de primeira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li Analígia Francisco&lt;br /&gt;Suenaga e Ademar&lt;br /&gt;O Guilherme de Almeida:&lt;br /&gt;Um Poeta a me lembrar&lt;br /&gt;Paulo Poian, Kelly Lima:&lt;br /&gt;Num Ufo vou navegar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arismaris B . Dias&lt;br /&gt;Universo a pesquisar&lt;br /&gt;J.A Fonseca e Pepe&lt;br /&gt;Além da Serra do Mar&lt;br /&gt;Paulo Aníbal Mesquita:&lt;br /&gt;Na noite sempre a buscar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pepe Chaves na Ufovia:&lt;br /&gt;Ufologia de primeira &lt;br /&gt;É Ufólogo respeitado&lt;br /&gt;Na Ufologia Mineira&lt;br /&gt;E segue o mesmo caminho&lt;br /&gt;Na Ufolgia Brasileira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo do Mestre Uchoa &lt;br /&gt;Grande ufólogo brasileiro&lt;br /&gt;Conhecido em todo mundo:&lt;br /&gt;Respeitado no estrangeiro&lt;br /&gt;Precursor da Ufologia:&lt;br /&gt;Um autêntico pioneiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tantos nomes de ufólogos&lt;br /&gt;Aos poucos vou recordar...&lt;br /&gt;O Ademar Gevaerd:&lt;br /&gt;Vem em primeiro lugar&lt;br /&gt;Pesquisador cientista:&lt;br /&gt;Que se deve respeitar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alonso lá na Bahia&lt;br /&gt;Bela Morro do Chapéu&lt;br /&gt;O sertão todo estrelado&lt;br /&gt;É uma sucursal do céu&lt;br /&gt;Na terra de Castro Alves&lt;br /&gt;Alonso desvela o véu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui no vasto Cerrado&lt;br /&gt;Nosso Planalto Central&lt;br /&gt;Back e Luís Gonzaga&lt;br /&gt;Alvorada universal&lt;br /&gt;Os Ufos na Esplanada:&lt;br /&gt;Relembram o "General" ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pepe Chave na Ufovia&lt;br /&gt;ViaFanzine ao luar&lt;br /&gt;Ufologia é vanguarda&lt;br /&gt;Da ciência popular&lt;br /&gt;Abram-se todos os arquivos&lt;br /&gt;Para o povo se informar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Ufos estão aí&lt;br /&gt;Aqui e no mundo inteiro &lt;br /&gt;Trafegam na Ufovia&lt;br /&gt;No Planalto Brasileiro&lt;br /&gt;SP, Minas, Bahia&lt;br /&gt;Pará - Rio de Janeiro... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de Ufologia&lt;br /&gt;Vou a banca pesquisar&lt;br /&gt;Compro a Revista Ufo&lt;br /&gt;Pra melhor me informar &lt;br /&gt;Vou de Ufo na Ufovia&lt;br /&gt;Num galope a beira mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou fazer uma viagem&lt;br /&gt;No Universo inteiro&lt;br /&gt;Vou navegar nas estrelas&lt;br /&gt;Pelo Cosmo verdadeiro:&lt;br /&gt;Vou pousar na Esplanada&lt;br /&gt;Do Planalto Brasileiro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-408960816657105313?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/408960816657105313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/cordel-da-ufologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/408960816657105313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/408960816657105313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/cordel-da-ufologia.html' title='CORDEL DA UFOLOGIA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-2114980157577361038</id><published>2011-12-01T12:01:00.001-08:00</published><updated>2011-12-01T12:01:42.754-08:00</updated><title type='text'>TRABALHO DE MINEIRO</title><content type='html'>Por Jean Narciso Bispo Moura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavo no fundo último da palavra&lt;br /&gt;O verso maior que minha cabeça&lt;br /&gt;Alguma coisa que esteja suja de polissemia&lt;br /&gt;A peneira solta a sirena&lt;br /&gt;E separa o verídico do falso.&lt;br /&gt;Mas a escavação ainda não se apodera&lt;br /&gt;Da topografia universal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-2114980157577361038?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/2114980157577361038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/trabalho-de-mineiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2114980157577361038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2114980157577361038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/trabalho-de-mineiro.html' title='TRABALHO DE MINEIRO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-8689036868131182396</id><published>2011-12-01T03:04:00.001-08:00</published><updated>2011-12-01T03:04:50.797-08:00</updated><title type='text'>E EU CHORAR</title><content type='html'>Por Fátima Cardoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me fizer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chorar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão somente gotas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de orvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que secarão quando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol surgir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Majestoso e fizer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;novamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu mundo Brilhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí enxergarás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a fantástica sinfonia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o incrível espetáculo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de um vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 05/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-8689036868131182396?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/8689036868131182396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/e-eu-chorar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/8689036868131182396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/8689036868131182396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/e-eu-chorar.html' title='E EU CHORAR'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6110178857896499785</id><published>2011-12-01T03:03:00.001-08:00</published><updated>2011-12-01T03:03:51.156-08:00</updated><title type='text'>SEM CRITÉRIO PARA VIVER</title><content type='html'>Por Fátima Cardoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tê-los&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os sinto itinerante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinha fico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite e dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueço que existo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desmotivação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perdas Existenciais –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais voltarão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditar no eterno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão terno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem razão alguma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diagnostico lento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antidepressivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sorrir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relaxante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dormir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boca amarga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida me espera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem pressa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que recomeçar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem amigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, como você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem critério&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 05/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6110178857896499785?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6110178857896499785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/sem-criterio-para-viver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6110178857896499785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6110178857896499785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/sem-criterio-para-viver.html' title='SEM CRITÉRIO PARA VIVER'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-1558689201423910899</id><published>2011-12-01T03:02:00.001-08:00</published><updated>2011-12-01T03:02:51.049-08:00</updated><title type='text'>PARA O MEU AMOR</title><content type='html'>Por Gislaine Canales&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero da noite, estrelas glamorosas,&lt;br /&gt;da natureza, eu quero toda a cor,&lt;br /&gt;dos mares, quero as ondas mais formosas&lt;br /&gt;e das neves, quero a pureza e alvor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero o perfume de todas as rosas,&lt;br /&gt;do Sol, eu quero todo o seu calor,&lt;br /&gt;quero todas as brisas perfumosas&lt;br /&gt;para te dar, agora, meu amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isto é pouco, muito pouco,&lt;br /&gt;para este amor, assim, sem dimensão,&lt;br /&gt;vem, minha musa, e inspira esse meu verso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque este amor eu sinto, de tão louco,&lt;br /&gt;quase nem cabe no meu coração!&lt;br /&gt;Peço socorro às musas do Universo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 05/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-1558689201423910899?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/1558689201423910899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/para-o-meu-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1558689201423910899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1558689201423910899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/para-o-meu-amor.html' title='PARA O MEU AMOR'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-5297087623420228306</id><published>2011-12-01T03:01:00.002-08:00</published><updated>2011-12-01T03:01:57.940-08:00</updated><title type='text'>PEDIDO</title><content type='html'>Por Gislaine Canales&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço aos irmãos, aos filhos e aos amigos,&lt;br /&gt;que no dia em que a morte me levar,&lt;br /&gt;não ponham o meu corpo nos abrigos&lt;br /&gt;cimentados, tão frios e sem ar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na solidão eterna dos jazigos&lt;br /&gt;é  lugar onde não quero ficar!&lt;br /&gt;Silêncio e solidão serão castigos&lt;br /&gt;e minha alma quer livre navegar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso eu peço aos que me querem bem,&lt;br /&gt;levem meu corpo, longe, até o mar,&lt;br /&gt;onde haja céu e água e mais ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse lugar azul, só de beleza,&lt;br /&gt;joguem ao mar, o que de mim restar,&lt;br /&gt;quero ser parte dessa natureza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 05/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-5297087623420228306?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/5297087623420228306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/pedido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5297087623420228306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5297087623420228306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/pedido.html' title='PEDIDO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-2700920892725614549</id><published>2011-12-01T03:01:00.000-08:00</published><updated>2011-12-01T03:01:03.209-08:00</updated><title type='text'>TEMPO E SOLIDÃO</title><content type='html'>Por Gislaine Canales&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo avançando devagar&lt;br /&gt;vemos crescendo sempre a solidão,&lt;br /&gt;mesmo assim, temos que continuar&lt;br /&gt;e vivermos somente de ilusão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos que amamos, não vão mais chegar,&lt;br /&gt;alagamos o nosso coração&lt;br /&gt;com lágrimas choradas e a chorar&lt;br /&gt;na saudade cheinha de emoção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo chega, assim, sempre inclemente,&lt;br /&gt;sem lógica, sem juízo, inconseqüente&lt;br /&gt;em nossa vida. Inútil, sem vaidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a juventude, antes, envolvente&lt;br /&gt;se despede, sorrindo, então, da gente&lt;br /&gt;e a nós só resta a triste realidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 05/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-2700920892725614549?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/2700920892725614549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/tempo-e-solidao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2700920892725614549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2700920892725614549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/tempo-e-solidao.html' title='TEMPO E SOLIDÃO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-4960349805309214426</id><published>2011-12-01T02:59:00.001-08:00</published><updated>2011-12-01T03:00:00.372-08:00</updated><title type='text'>DEMOCRACIA</title><content type='html'>Por Paccelli José Maracci Zahler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desabafamos, &lt;br /&gt;Fingem-se moucos; &lt;br /&gt;Falamos verdades, &lt;br /&gt;Fazem pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranha democracia... &lt;br /&gt;O povo chia &lt;br /&gt;E segue de mãos vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 05/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-4960349805309214426?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/4960349805309214426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/democracia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4960349805309214426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4960349805309214426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/democracia.html' title='DEMOCRACIA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-1557069933553240503</id><published>2011-12-01T02:58:00.000-08:00</published><updated>2011-12-01T02:58:29.920-08:00</updated><title type='text'>GERAÇÕES</title><content type='html'>Por Paccelli José Maracci Zahler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se diz a uma criança &lt;br /&gt;Nos dias atuais? &lt;br /&gt;Que ela é a nossa esperança? &lt;br /&gt;Que as coisas são assim? &lt;br /&gt;Que um dia ela mudará o mundo? &lt;br /&gt;Que ela compreenderá tudo &lt;br /&gt;Quando crescer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentiras! &lt;br /&gt;Mentiras que passam &lt;br /&gt;De geração em geração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia fomos crianças &lt;br /&gt;E, por acaso, somos esperança? &lt;br /&gt;Mudamos o mundo? &lt;br /&gt;Compreendemos tudo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, as coisas continuam &lt;br /&gt;Como sempre foram. &lt;br /&gt;E, quando se abriram os olhos, &lt;br /&gt;Era tarde demais! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 05/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-1557069933553240503?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/1557069933553240503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/geracoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1557069933553240503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1557069933553240503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/geracoes.html' title='GERAÇÕES'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6777467234787304044</id><published>2011-12-01T02:56:00.000-08:00</published><updated>2011-12-01T02:56:03.555-08:00</updated><title type='text'>UMA QUIMERA TERMINAL</title><content type='html'>Por Von Steisloff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Aquele repetido ritual prestimoso do encanecido homem ia caminhando para compor um cenário quase picaresco, bem junto às imponentes portas do Metropolitan Opera House. Ali no coração da ilha de Manhattan, em noites das temporadas dos grandes concertos, as negras limusines estacionadas eram submetidas ao ritual de limpeza discreta, quase carinhosa, por meio do enorme espanador confeccionado em penas de avestruz africano. Observadores maldosos poderiam até insistir que o ritual era mesmo de um pícaro, mas que tinha utilidade e era rendoso para o velho homem no papel de flanelinha, isso todos reconheciam como uma outra verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Cada chauffeur que aguardava o rico passageiro ao término das noites de grande gala, não se prestaria a ficar tirando o pó superficial do longo e lustroso veículo. Preferiam deixar o trabalho por conta daquele estranho homem, que, no seu mutismo, nem sequer agradecia aos centavos pagos à guisa de propina da providencial limpeza já rotineira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Eram dezenas, por assim dizer, às vezes, quase centenas de veículos que o senhor grisalho ia, na sua evidente pachorra, espanando, mesmo sem autorização ou nada pedir. Mas recebia, sempre apático, as tilintantes moedas de cinqüenta centavos de dólar colocadas em suas engelhadas mãos. Imagine-se a quantia já amealhada pelo misterioso homem das brancas barbas nas repetidas noites de ópera em New York!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Quando em vez, apenas de soslaio, o grisalho do espanador observava os esnobes casais que desciam das tentadoras, espaçosas e exclusivas limusines. Os bem trajados e elegantes ocupantes adentravam rápidos e sorridentes, sumindo na escuridão das imponentes portas do Metropolitan Opera, sem nunca olhar para o humilde serviçal que, afinal – na sua importância –, portava um espanador das Áfricas! Quando muito, os gentilhommens, de braços dados com suas damas, cumprimentavam o porteiro de libré. Este, mais parecendo general de espalhafatosa vestimenta, nos sorrisos às escâncaras, fazia entrega em contrapartida do custoso ingresso, um fino libreto para a noite de arte e encantamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Naqueles furtivos olhares oblíquos direcionados aos elegantes casais, o tira-pó de limusine não conseguia conter um certo sentimento de quase inveja pecaminosa. Mas não passava de um simples pecadilho, para alento de suas noites de trabalho. Mas, justiça se faça: a quase inveja também não passava de um estímulo para que ele se mantivesse sempre firme na busca do seu sonho, há tanto tempo anelado. “Um dia eu também consigo!” – repetia, anexando em si a  obstinação de tonalidade psicótica – “Um dia eu também consigo!” Será que o aparente pobre homem estaria desejando comprar mesmo uma limusine ao preço, por baixo, de cerca de meio milhão de dólares?! Se bem que, na verdade, um número considerável daquelas imponentes limusines eram de serviço de frete, apenas para a exibição humana e com a finalidade de ostentar, ao menos por uma noite, uma provável riqueza, ou fingir uma fineza inexistente. Isso, essa qualidade humana e suas manias, o velho limpador com espanador já tinha conhecimento. Quem sabe, por isso, ele também achasse possível e conveniente ser confundido, pelo menos por uma noite, como gente fina, de poder financeiro ou homem também das artes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  No mais das vezes, durante a tarefa do espanar as dezenas de carros por noite, o homem, no seu mutismo, ficava imaginado como tinha sido árdua a caminhada até aquele ponto para poder culminar um sonho de infância. E como tinha sido longa a viagem! “Mas – pensava com a mente ainda ágil para os quase oitenta anos – estou atingindo o grand monde!” Entretanto, o que mais o impressionava era mesmo aquele ponto no centro de Manhattan, onde agora chegara depois da viagem há meses iniciada no distante país. Nem mesmo os sofrimentos morais recém-surgidos foram capazes ou tiveram poder de sopitar-lhe a vontade para materializar-se naquele local, vestíbulo para um sonho de tempos passados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Para os chauffeurs, todos enfatiotados na demorada espera dos patrões, poderia até ser motivo de comodismo e satisfação ficar olhando as caríssimas limusines ser tão bem tratadas pelo espanar daquele homem com seu instrumento de penas de avestruz vindas da África! Sabia-se em New York que um espanador daquela categoria deveria custar uns duzentos dólares! Talvez por isso eram pródigos, dando sempre, nas repetidas sessões de limpeza, a gorjeta ao estranho e conveniente homem de todas as noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Na esperança, talvez, de uma companhia agradável para a longa viagem até o destino, o dono do caminhão tinha concordado em dar aquela carona ao estranho homem, mas ao custo combinado de vinte reais até o Rio de Janeiro. Figura impressionante pela brancura da barba e cabelos esquálidos, que quase escondiam os ombros descarnados. Ledo engano do esperançoso caminhoneiro. O ocasional acompanhante revelou-se de um mutismo irritante. Nos primeiros cem quilômetros, bem perto de Cristalina, no Estado de Goiás, apenas uma ação de concordância como resposta. O grisalho ao lado tinha concedido à guisa de atendimento ao pedido para baixar o vidro da janela. Saíram bem cedo, mas o dia estava quente e a cabine metálica apresentava o calor típico da anteporta do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O vento que fustigava a basta cabeleira tinha para o passageiro uma conotação de carinho natural que ele necessitava. Afinal, todo o seu bem querer da atribulada vida tinha ficado para trás, na capital da República. Nada mais deveria lhe prender ao passado. Só os pensamentos inevitáveis continuavam a infringir-lhe o sofrimento psicológico em patamares de terríveis angústias. Ah, as perdas! A tentativa do esquecimento dos entes queridos! A tortura das saudades! E o tão acostumado conforto do homem classe média bem superior? Não lhe doía também largar tudo? Daí o impenetrável silêncio a que se impunha. Era o calar como uma penitência pelo sofrimento impingido, também, aos seus familiares então abandonados. Entretanto, a sua mais profunda dor era a decepção com o gênero humano em geral. Na sua concepção muito pessoal, íntima e por assim dizer filosófica, o bicho homem era o único projeto inviável de Deus!&lt;br /&gt;Apenas uns três ou quatro meses tinha se afastado de tudo e como não mais podia ficar na cidade, preferia sair sem aviso; assim como se tivesse morrido para o mundo. Pretendia ser mais um anônimo entre os milhares que existem na categoria de moradores de rua; sem casa, sem bens, sem identidade; nada que o enquadrasse novamente na faixa dos cidadãos normais com renda certa e residência em local certo, sabido e determinado. Se sua vontade fosse cumprida desapareceria mesmo depois de morto; só restariam as cinzas impessoais espargidas em qualquer lugar, pouco importaria. Coitado! De passado honrado, tinha ultrapassado os limites de gastos familiares e chegara ao ponto final dos ilícitos fiscais. Estava sendo envolvido, cada vez mais, no mundo perigoso e desgraçado da delinqüência perante a tenebrosa Receita Federal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  No treinamento a que se impôs, aquele estranho ser passou pelos perigosos caminhos da despersonalização. A rejeição da identidade própria. Um alheamento proposital do concreto por não mais desejar uma realidade incômoda, sobretudo desagradável. Para isso, para alienar-se, abraçara um treinamento com disciplina na exata medida dos pontos que visava: passar por morto ou amnésico. Furtar-se dos traumas financeiros, terminar os poucos anos restantes da vida sem atropelos emocionais. E o mais importante de tudo, materializar aquela sua fixação por uma quimera invasora desde a infância e que não se apagou até na hoje distante juventude. Este desejo, antes da morte por sua cardiopatia grave, era, por assim dizer, o último objetivo que reacende, e emerge, com força e total descontrole, para o qual o velho partia agora em aventurosa conquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Além de outras esquisitices, costumava fingir para os conhecidos ser tomado por surtos de esquecimentos de fatos e ocorrências óbvias. E, mais ainda, vinha fazendo uma meticulosa série de registros mentais de cunho técnico. Algo que era de extrema significação para materializar aquele sonho mais almejado: estudar tudo que se relacionasse com as rotinas e negócios da Petrobras! Para esse propósito já tinha passado longas noites no site da daquela empresa do ramo do petróleo. Realizava, insone, passeios virtuais por dentro dos navios petroleiros, estudando os respectivos detalhes mais escondidos dos corredores, praça das armas, todos os acessos ou vias de escape e inclusive o posicionamento das centenas de câmeras de vigilância espalhadas estrategicamente nos navios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O Armazém 18 era-lhe um local mágico por especiais e antigas emoções! Afinal, naquele mesmo local, no antigo portão 18, há cerca de sessenta e seis anos, algo de fantástico tinha acontecido com o então menino, agora um claudicante senhor de cabelos nevados. Mas essa coincidência de local de atracação do Netumar não impediu que o maduro e disciplinado senhor das barbas brancas se descuidasse de aprofundar as pesquisas. Com essas salvaguardas de dados e informações objetivas, o velho homem considerava-se pronto para penetrar sorrateiramente no sofisticado petroleiro, para fazer a viagem na qualidade de passageiro clandestino. Só assim daria início aos primeiros passos para realizar a sua íntima quimera. A sua particular fantasia acalentada há tantos anos e que só poderia se efetivar em New York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Como um sorrateiro pretendente a passageiro clandestino poderá adentrar, sem ser notado, em um navio com as características de segurança do Netumar? Essa angustiosa questão vinha martelando a consciência e a tranqüilidade do futuro viajante clandestino, até que uma formidável, mas enganosa, solução surgiu como por milagre. “Ora! – imaginou com otimismo irresponsável – ”e por onde sempre subiram os ratos nos navios?" Será que um abatido homem beirando oitenta anos poderia fazer o mesmo caminho dos ratos de cais? Subir, lépido, na escuridão protetora, as grossas cordas da amarração para galgar esconderijo no Netumar? Essa crucial questão vinha sendo psicologicamente desprezada com o propósito de não melar o entusiasmo do trôpego internauta. “Cada coisa em seu momento!” – deveria ruminar em silêncio enquanto dava andamento às pesquisas fazendo verdadeiro tour virtual – “Cada coisa em seu momento!” Após muitas noites de “navegar” na Internet, expressando para si um sorriso de irônica vitória no rosto e boca encarquilhados, o velho homem conseguira localizar o ponto certo onde se daria a toca-esconderijo para a viagem de quinze dias, partindo do Rio de Janeiro até a atracação no porto de New York. Isso sem ser descoberto, com possibilidades de uma boa alimentação, duchas quentes, e até observar os tripulantes nas tratativas e conversas para troca de turnos e mais o que possa interessar a um passageiro clandestino. Sem o perigo de ser flagrado e lançado de volta na água, conforme a tradicional, embrutecida e consuetudinária Lei do Mar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Naquela tarde chuvosa do dia 19 de junho, o frio na avenida Rodrigues Alves, logo à frente, indicava que a noite não seria das mais agradáveis. Era um dia úmido típico anunciado para o Rio de Janeiro. Pararam, finalmente, bem defronte ao Armazém 18 do cais do porto! Apenas por um aceno antipático e demonstrando enfado tal como uma continência militar, o velho agradece enquanto o caminhoneiro, talvez aliviado da péssima carona concedida, continua em direção da praça Mauá. Esqueceu, ou fingiu-se desmemoriado, de pagar o preço da carona? Por isso, com muita razão, apregoam os entendidos das coisas humanas: “Como é difícil ser ético em tempos das vacas magras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ali ele espera a oportunidade da escuridão que se aproxima para entrar na área do cais. “Bem atrás do alto muro e do armazém” – imaginou com emoção contida – “deverá estar atracado o Netumar!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A noite avançava e o senhor permanecia firme encostado ao portão. Não poderia adormecer nem que quisesse. Os ruídos dos guindastes embarcando no Netumar os contêineres e suas lembranças de menino são mais poderosas que o sono. Com emoção do silêncio na alma, ele remonta a pensamentos distantes no tempo! Naquele mesmo ponto, em agosto de 1941, o então garoto tinha vivido a aventura de sua primeira viagem por mar! Era a Segunda Guerra que se aproximava e as tropas brasileiras tinham sido deslocadas para as praias do Nordeste. Não se sabia o destino; era segredo de Estado. Ao velho, agora, restava relembrar e reviver imagens do local, seus pais, alguns muitos alegres, outros angustiados com as incertezas de um mundo que anunciava entrar em convulsão. Daquele agosto de 1941 em diante, a vida arrastou os meninos de então, os jovens, e o agora provecto homem, por acidentados caminhos. O seu mundo e os sonhos ingênuos de realizações mágicas se foram desagregando no desânimo, no cansaço e na decepção com toda a humanidade na louca caminhada. “E agora?” – pensava tristonho enquanto esperava o momento para galgar o muro em busca do seu último sonho – “E agora?” Será que tudo tinha se perdido para ele? Os seus bens? Os seus queridos? O seu nome? Nada mais lhe restava? “Não!”– imaginava resoluto na friíssima escuridão na qual se escondia da cruel realidade de sua vida particular – “Não! Quero aliviar o meu anelo e estou quase em New York!” – balbuciou para si, emocionado, como um desvairado que acredita no impossível, na obstinada crença irracional diante do avassalador abandono auto-imposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Antes da aurora, ainda sob a proteção do negrume na frígida madrugada, tal como um atleta terminal em penúltimo esforço para a chegada na sua meta, eis o homem dentro do pátio do porto. A poucos metros, menos de trinta talvez, lá está atracado sob intensa luz matutina o Netumar! Mas os cabos de amarração parecem-lhe, então, de inclinação exagerada. Imaginava que seria fácil, na mesma agilidade tal como um rato, subir no costado. Em vez de desanimar-se com a decepcionante constatação que não mais conseguiria seguir o plano criteriosamente idealizado, prefere cuidar-se para não ser surpreendido à luz do dia que surge. E assim vai ficando até que uma sugestão caia do céu; como inexplicável milagre, lhe dê uma idéia de como entrar no navio sem rastejar pela íngreme corda até o topo do costado rubro do ambicionado navio. Alguns minutos se passam, até que as vozes de dentro do armazém são perfeitamente audíveis: mas uma voz diferente, plena de sotaque estrangeiro, pode ser destacada: “Vocês são uns calhordas! Isso é o mesmo que uma conjuração!” Era a voz do encarregado dos suprimentos de boca que reclamava contra a má vontade dos estivadores para levar para bordo a carga. O preocupado empresário, um turco, não se lembrava que aquele momento era sagrado para os brasileiros? A seleção brasileira estava em campo na Venezuela disputando a Copa das Américas, ora bolas! Era uma espécie de greve relâmpago por, pelo menos, noventa minutos. O turco estava desesperado e continuava gritando: “Vagabundos! Calhordas!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Aquela conjuração era o milagre dos céus que o velho homem escondido esperava. A falta de braços indicava-lhe a oportunidade para aproveitar da confusão reinante aos primeiros acordes do hino nacional, para aproximar-se do turco e oferecer seus préstimos, para ajudar carregar até o interior do Netumar a bendita carga. O turco, meio atordoado pela balburdia dos gritos de “Pra frente Brasil!”, só perguntou, sem mais delongas, se o estranho e obsequioso velho conhecia os caminhos até as duas bodegas do Netumar. Confirmado que conhecia com detalhes os caminhos para onde ia a carga de alimentos, o turco aceitou a oferta e pôs nas mãos do novo estivador um macacão cor laranja para que iniciasse, apenas os dois, a subida da carga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A um grito do turco, o marinheiro aciona o dispositivo que abre o portaló ao nível do cais por onde devem entrar. Por ali, em carrinhos de mão, vão levando as caixas das variadas carnes, as das frutas, as das dúzias de ovos. Para espanto e secreta satisfação do improvisado estivador, até caixas de finas cervejas eram embarcadas! O velho agora metido no seu macacão profissional não tinha dificuldades para localizar, em pontos extremos, as bodegas onde deveria estar cada mercadoria selecionada pelo turco. Era um daqueles turcos-brasileiros, dono da pequena empresa internacional de suprimentos para navios. Por cada corredor do complexo caminho, até a bodega principal onde se encontra o refeitório geral, o turco prefere seguir atrás, para não se perder do velho com seu carrinho abarrotado. O turco sente-se confiante, pensando que o velho é um ex-embarcadiço e presta serviços esporádicos por amor às coisas do mar. O rápido elevador vai direto ao terceiro deck sem parada. O último deck onde serão descarregadas as mercadorias fica a aproximadamente uns quinze metros do nível da água! Ninguém os segue pelos caminhos no interior do navio. A marujada e os comandos estão desviados à frente dos telões de televisão. Enfim, chegam ao destino com os últimos carregamentos. Naquele ambiente limpo, com as câmaras frigoríficas, os refrigeradores, pias, mesas e fogões, tudo em aço escovado, o velho imagina com seus botões: “Era isso mesmo que eu esperava! Nada diferente!” – não só pensou, mas sorriu, sem-cerimônia, para surpresa de um turco curioso com a atitude do seu estivador ocasional – “Ali está minha toca como um útero de aço, de onde serei parido para o meu sonho!”. O velho olha para cima da parede metálica e vê o local vazio, onde a manutenção da Transpetro deveria ter instalado um aparelho de ar condicionado e que não foi efetivado. Tudo isso, essa falha da tradicional e inescrupulosa engenharia de manutenção da empresa, o velho já sabia via Internet. Por isso, sorriu por primeira vez nos últimos cinco dias da viagem de Brasília até o Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Nas intermináveis noites daquele único isolado passageiro, o velho de magérrimo corpo tentava de ajustar inutilmente as nádegas ao apoio de ferro, para tornar menos torturante o trajeto até a meta intermediária antes da realização do sonho de tantos anos. No silêncio do imenso oceano, antes de chegar ao porto de New York, o clandestino ficava cotejando os pedaços da própria história, as razões e os porquês tinha se fixado naquele sonho absurdo: seria por que na infância, na juventude e na fase adulta sempre ouvia, em êxtase, as grandes orquestras e as óperas através da Voz da América de Washington ou a BBC de Londres? Agora não tinha mais retorno; seguia para realizar o anelo. Seria assim tão compulsiva a realização do seu desejo? Ou tinha tornado-se uma quimera inalcançável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Após ultrapassar a linha do equador, navegando no hemisfério norte, o calorento esconderijo vinha exigindo que o velho saísse com mais freqüência da penosa clausura. Só fazia escapadelas do local de resguardo obrigatório na escuridão do refeitório após o jantar e bem depois da limpeza realizada pelos taifeiros. Valia-se dos restos da farta alimentação e regava, furtivamente, suas noites com as maravilhosas cervejas para embriagar-se e desfrutar de infindáveis sonhos menores, mas sempre no aguardo e esperançoso daquele sonho maior.&lt;br /&gt;Quase em New York, percebe que pode afrouxar a guarda e aproveitar das noites embalado na cavitação, provocada pelas poderosas hélices do navio, e aproveitar muito mais das latas de cervejas geladas ao seu alcance. Doces embalos, ninando-o no útero cauteloso antes do problemático e perigoso desembarque quando chegasse no porto da sua tresloucada quimera! Mas, como entrar nos Estados Unidos sem qualquer documento? Ora, o velho planejador tinha pensado em tudo! Afinal, por que o cálculo para sair em um navio até o dia 20 de junho e aportar no dia 4 de julho; pontualmente no grande feriado americano? Velho sabido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O baque surdo no costado bombordo anunciou para o fatigado velho clandestino que o Netumar estaria sendo empurrado pelos rebocadores da capitania dos portos até encostar, seguro às amarras, no cais a estibordo Era a sua chegada tão esperada nas águas da desembocadura do rio Hudson, para atracar na ilha de Manhattan. Dali seria só um pulo até o local, para efetivar, de vez, um sonho de longínquos tempos! Como desembarcar e passar pela imigração dos Estados Unidos da América? “Vamos esperar pelo momento certo e único” – ruminou o exausto clandestino brasileiro. “Enquanto não chegar o momento exato, tenho de descansar para a empreitada, sem passar pela imigração”. Por que o velho tinha escolhido o esconderijo a bombordo? Ora! É óbvio que qualquer entendido em petroleiro sabe que a atracação e conseqüente desembarque nos portalós estão sempre localizados a estibordo; tudo bem ajustado ao cais! E o esconderijo, criteriosamente escolhido, ficou ao lado do mar, à esquerda no navio. Ponto bem discreto, para jogar-se na água à guisa de desembarque espetacular, quando chegasse no seu destino em New York. Notaram como o velho de barbas brancas é espertalhão?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Caminhando em direção ao norte, já em solo firme na ilha de Manhattan, o velho sentia-se tomado de quase euforia, pois aproximava-se cada vez mais do seu objetivo há anos perseguido. De qualquer forma, ainda ressoava em seus ouvidos o estrondo, quando jogou-se da estreita vigia do Netumar até chocar-se com a água. Os seus cálculos e estimativas foram exatos: naquela noite das comemorações do tradicional 4 de Julho americano, os indefectíveis fogos de artifícios de toda a redondeza abafariam o seu ruidoso baque noturno nas águas do rio Hudson. Quem estaria interessado em saber se aquele velho de cabelos grisalhos estaria se contorcendo para passar pela sumária vigia e depois largar-se nas alturas para entrar nos Estados Unidos da América? “Ainda bem” – imaginou passando as mãos pelas ralas e alvas melenas bem úmidas – “que o meu regime proposital de emagrecimento funcionou!” O baque foi formidável e a entrada em solo americano estabeleceu-se sem qualquer problema com a imigração. Agora era só ir antegozando os maravilhosos dias antes da meta-sonho e, por momentos, as paisagens das ruas da ilha em dia de festa. Enquanto isso, já longe do navio, do cais e de qualquer acontecimento de desagrado pela imigração ilegal, o calor da noite ia encarregando-se de secar o macacão laranja do resoluto caminhante. A única preocupação do homem, que há poucos minutos tinha surgido espetacularmente do ventre do Netumar, foi desanuviada quando verificou que nos bolsos do macacão, ainda encharcado, lá estava o dinheiro trazido para sua sobrevivência nos primeiros tempos em New York: Quinhentos dólares trocados em notas de cinco, dez e dois daquela moeda corrente nos Estados Unidos da América. Assim mesmo, com tanto dinheiro disponível, ele pára, ainda bem perto do cais, para verificar um pequeno papel sob os seus pés que tinha aparência de uma cédula de um dólar. A despeito da relativa escuridão reinante no local onde pára no sentido recolher a suposta nota de um dólar, ele pôde ler que se trata de um cartão de seguro social onde estão os dados do proprietário do valioso documento perdido. Forçando a vista cansada dos quase oitenta anos, o macróbio sortudo identifica que o perdedor do cartão é um tal de Mister Lawrence Gibson Calhoun, nascido no ano de 1927, em Wilmington, North Carolina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Passam-se os dias e o velho vai adaptando-se, pouco a pouco, com a vida e os ritmos da enlouquecida cidade. Na primeira noite foi impossível dormir com a balburdia dos desfiles, ruídos dos canhoneios festivos e, sobretudo, com o calor do novo esconderijo. Os túneis de aeração do metrô ainda não eram os lugares mais adequados e confortáveis para dormir no período de julho. Mas eram os mais seguros e ninguém, nem mesmo as autoridades, atrapalham os milhares de desabrigados da gigantesca metrópole ali alojados. Durante o dia os miseráveis, como o velho brasileiro, vagam pelo centro de cidade e arredores em busca de trabalho eventual, e à noite escondem-se, tal como os ratos e baratas, nos túneis do metrô novaiorquino. No inverno, é a única salvação para quem não consegue uma vaga junto ao aconchegante e seguro bafo quente nos milhares de quilômetros dos trens subterrâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Com algum tempo na cidade-monstro o velho de gaforinhas desbotadas sente que o seu dinheiro ia desaparecendo. No templo do consumismo, mesmo contra a vontade, eram-lhe necessárias algumas roupas para o inverno próximo e um instrumento para o trabalho escolhido. Nas centenas de brechós pelas avenidas dispunha-se, a preços ínfimos, de vestimentas variadas. Com o tempo, o barbudo foi abrindo a mão e, em um dos brechós onde já era mais conhecido, chegou a pedir que lhe fosse reservado um kit completo tipo smoking. Incluindo-se, obviamente, um par de calçados italianos Scatamachia negro-verniz em cromo alemão. E explicou, no seu duvidoso e péssimo inglês, para espanto do atendente que achou muita graça no pedido: “But I´m looking for one smoking of the same kind used by Mister Fred Astaire, well?”. Na mesma loja brechó, o barbudo já tinha adquirido, pelo preço inacreditável de dois dólares, um espanador, evidentemente bastante usado, mas de penas de avestruz africano! Esse era o seu instrumento de trabalho que o arrastou para as proximidades da vestibular chegada ao seu grande sonho! The Metropolitan Opera House of New York!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mesmo vivendo no centro das manias exorbitantes de consumismo, o velho já tinha amealhado com o seu trabalho humilde e insistente às portas do mais famoso teatro de New York, alguns milhares de dólares. Com o inverno penetrando nos seus ossos, ele sentiu que não poderia resistir mais até a realização do sonho psicótico. O bafo do metrô não estava sendo suficiente para esquentar as suas poucas carnes e poderia agravar ainda mais a insuficiência cardíaca. A solução era abrir um pouco mais a ranzinza mão avarenta e buscar uma pousada salvadora. Eis que surge à sua frente quando caminhava por perto de Times Square, ali pela 45Th West, um anúncio chamativo para a venda de peças de um centenário hotel em demolição. Ele entra no antigo lobby do Piccadilly Hotel. Quando se dispõe a sair em direção da rua, um serviçal do hotel pergunta se ele estaria interessado em desfrutar dos últimos dias do famosíssimo hotel. Explica o empregado ali no lobby que, dos antigos setecentos quartos do hotel, restam uns cem ainda intactos para locação ao preço simbólico de US$2.00 a diária. “Não temos mais os nossos elevadores.” – continua justificando o promotor do velho hotel – “Mas as acomodações ficam aqui até o sétimo andar. Para pessoas da sua idade, reservamos as unidades do segundo piso.” Não houve mais necessidade de outros convites ou justificativas. O senhor enregelado aproximou-se do balcão, estendeu o cartão do seguro social para registrar-se, e ocupou um quarto pagando US$14.00 à vista. Era a exigência costumeira por uma semana inteira de hospedagem. Todas as manhãs, quando de saída para a contínua busca de mais dinheiro em troca de espanar carros estacionados pela redondeza, sempre casmurro, a saudação naquele lobby transformado em bazar de antiguidades: “Bom dia Mister Calhoun!”. Na volta, pela madrugada, após o mesmo labor defronte do Metropolitan Opera, renovavam-se os cumprimentos do porteiro de turno, sem obter qualquer resposta do ensimesmado hóspede: ”Boa noite, Mister Calhoun, durma bem!”. Mas pelas manhãs, muito bem cedo, antes do sol acordar a ilha de Manhattan, era possível ouvir a voz daquele velho em renitente solfejar por minutos, quebrando o silêncio do hotel na sua agonia da desestruturação. Eram os longos dóooo, réeee, míiii, fáaaa, sooool, láaaa, síiii, para quem se dispusesse ouvir a única manifestação vocal do morador eventual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Eis que vem se aproximando a temporada das sessões de inverno no Metropolitan Opera e o barbudo tem de preparar o pulo final para entrar nas portas do céu: a realização plena do seu desejo! Já dispõe do dinheiro de avaro guardado e conseguido após muito sacrifício pessoal. Privações, renúncias, em um mundo de tentações e gastos não lhe faltaram. Quantas maravilhas gastronômicas e as exorbitantes vitrines ao longo das luzentes avenidas da cidade!&lt;br /&gt;Na pequena fila formada diante do guichê de venda dos ingressos para a temporada de inverno, lá está o ex-barbudo para compra da coleção de ingressos para toda a semana. Ninguém reconhece o tira-pó de limusines, pois o mesmo tinha passado por uma transformação. Irreconhecível! Submeteu-se a um ritual premeditado para estar bem conforme tinha visto a si em um espetáculo imaginário: um sonho acordado; um desejo arraigado no fundo de sua alma, como uma doença incurável. Por isso, eram necessárias as providências de transformação daquela imagem de vagabundo, barba mal-tratada, cabelos enormes e desgrenhados. Dias antes de entrar na fila do Metropolitan Opera, pediu ao barbeiro que raspasse totalmente a imunda barba e lhe acertasse a cabeleira ao modo e estilo dos famosos da Big Apple. Pelo milagre corriqueiro dos salões masculinos da cidade-tentação, o velho caquético, barbudo e enjambrado transmutara-se em outro homem. Nem de longe lembrava mais aquela figura mal-amanhada. Poder-se-ia até dizer, sem exagero, que era agora uma de estampa charmosa: magra-esguia para atlética, assim tipo Fred Astaire como queria; nem feio nem bonito; tolerável à vista sem preconceitos. Para dizer a verdade, para o velho ex-barbudo ser considerado como gente da importância do grand monde, era só imaginar-lhe metido em um completo, bom e fino traje smoking. Mas essa providência estava sendo zelosamente guardada em um decadente quarto do segundo piso do Piccadilly Hotel, para as noites de entradas nas sessões das óperas. Será que o incontrolável desejo do velho seria ficar por perto do palco e meter-se entre os tenores e barítonos? Seria um tresloucado desejo seu, também soltar a voz no palco mais famoso do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Quando chega o momento de adquirir os sete ingressos para toda a semana na frisa ao custo total de US$1,400.00, as novas medidas de segurança em toda a cidade exigem uma identificação para ser impressa nas entradas individuais do Metropolitan Opera. O atlético ex-barbudo não tem problema: exibe para o vendedor o “seu” cartão do seguro social e fica tudo resolvido.&lt;br /&gt;Aquela era a primeira noite que o misterioso hóspede, o silencioso e calado velho Mr. Calhoun, entrava em uma limusine negra estacionada bem junto da porta do Piccadilly Hotel. O paciente chauffeur já o aguardava há cerca de trinta minutos. Enfim, o elegante magriço, de ajeitada cabeleira branca, seguramente um gentilhommen, aparece da espiralada escadaria de mogno maciço. Atravessa o lobby para surpresa, quase assombro, dos porteiros. Alguns serviçais mais temerosos do que curiosos espreitam, com discrição, por trás das colunas de mármore verde-musgo, o elegante homem de smoking de largas lapelas de seda negra brilhante. Agora, todos que tinham curiosidade e se interrogavam sobre os segredos do molangueirão da distante da North Carolina tinham certeza: não se trata de um mocorongo qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mas na noite da primeira chegada para a sessão de óperas em comemoração a alguma data importante da Polônia, o novo gentleman sentia que estava, de fato, agora realizando o seu grande desejo: entrar tal como um ator de cinema para o glamouroso mundo das encenações das finas artes no The Metropolitan Opera House of New York! Logo ao desembarcar da limusine, viu-se surpreendido pela gentileza, quase ironia, do chauffeur, que sabia ser o locador do veículo nada menos que um residente de um hotel espelunca na zona mais desprestigiada da cidade. Além do mais – para seu encantamento –, logo ao desembarcar sob o toldo às portas da casa de ópera, o negro porteiro trajando libré, em largo sorriso, deu-lhe as boas vindas ao verificar o bilhete de entrada, dizendo com delicadeza subserviente: “Seja bem-vindo Mister Calhoun! Aproveite a noite!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Por todas as noites daquela semana, o elegante velho metido no seu smoking achava que estaria protegido do mundo na exclusiva frisa de mil e quatrocentos dólares. Ledo engano. Os acordes e as vibrações rompem a velha carcaça e invadem de forma impiedosa o âmago do velho. Nem mesmo os intervalos eram suficientes para acalmar a sua alma em agitada e estonteante manifestação de deslumbramento. No imenso hall, no meio da mais fina sociedade de New York, o velho, mesmo cambaleante das doses de champanhe, insistia continuar vivendo o seu sonho pueril de grandeza imaginária. Só ele, no grande hall marmóreo, no piso entre negro e róseo, desfilava isolado entre os demais casais distintos. Estava tudo correndo como ele próprio desejou por toda a vida: a materialização de um momento numinoso, personalíssimo e ímpar. Só ele, no seu mutismo e alumbramento, poderia defrontar e sentir o Self. Um deus deixando aflorar o verdadeiro Deus interno, aterrador e formidável de todo homem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Na última sessão dos desempenhos da mais pura arte, após noites de sofrimentos acompanhados de gozosos encantos, o homem não suporta mais as emoções. Escasseiam-se os medicamentos trazidos do Brasil e aproximam-se dolorosos eventos de angina pectoris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A polícia é chamada para identificar um velho e elegante senhor de dedos crispados, quase dilacerando o caríssimo delicado velvet do requintado acabamento dos braços da poltrona, na exclusiva frisa. No bolso interno do smoking, um cartão esverdeado do serviço social revela tratar-se de Mister Lawrence Gibson Calhoun. Mas, em consulta ao banco de dados do Estado do Carolina do Norte, as autoridades locais constatam imediatamente que o verdadeiro Mister Calhoun é um professor de Psicologia da North Carolina State University e, naquele instante, está ditando uma aula na longínqua instituição. O elegante homem ali pálido, transparecendo ao livor mortis, sem vida e sem nome, é um farsante. A polícia encaminha o imponderável cadáver para o crematório da cidade de New York. Do sonho vivido pelo velho de Brasília, restam apenas, para sempre congeladas, a pele das pontas de todos os dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  De alma feliz – imagina o velho flutuante – “Tudo deu certo; até minhas cinzas navegam por lugares ignotos; vagabundeiam sem destino, talvez, quem sabe, na certeza de outros retornos mais seguros na terra ou noutros planetas de maior agrado!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 05/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6777467234787304044?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6777467234787304044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/uma-quimera-terminal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6777467234787304044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6777467234787304044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/uma-quimera-terminal.html' title='UMA QUIMERA TERMINAL'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-4163563826277723801</id><published>2011-11-11T13:48:00.000-08:00</published><updated>2011-11-13T12:24:26.268-08:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA: JORGE AMÂNCIO</title><content type='html'>Por Paccelli José Maracci Zahler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://2.bp.blogspot.com/-1BTQjw03Qmg/Tr2Lorj0e0I/AAAAAAAAIW4/ibJy8UzT8tE/s1600/jorge_diplomadog.jpg'&gt;&lt;img src='http://2.bp.blogspot.com/-1BTQjw03Qmg/Tr2Lorj0e0I/AAAAAAAAIW4/ibJy8UzT8tE/s160/jorge_diplomadog.jpg' border='0' alt=''style='clear:both;float:left; margin:0px 10px 10px 0;' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;div style='clear:both; text-align:LEFT'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A data de 20 de novembro foi estabelecida pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, como o Dia Nacional da Consciência Negra, pois nesse dia, em 1695, morria Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.&lt;br /&gt;Para comemorar a data, entrevistamos o professor, poeta, acadêmico da Academia de Letras do Brasil, Seccional Distrito Federal, e ativista do movimento negro, Jorge Amâncio.&lt;br /&gt;A entrevista foi feita por correio eletrônico.&lt;br /&gt;Em nosso nome e em nome da Revista Cerrado Cultural, agradecemos ao Prof. Jorge Amâncio a gentileza de receber-nos virtualmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;: Antes de vir para Brasília, em 1976, o senhor já se dedicava à poesia ou foi o ambiente da cidade que o inspirou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JA: O interesse pela  poesia veio desde cedo. Creio que no jardim de infância, na igreja de São Sebastião do Rio de Janeiro, em Ramos , uma poesia que lembro até hoje me fisgou ...  o sapo sapinho/é nosso amiguinho/repare nas flores/ não são uns  amores /pois fique sabendo /que o sapo sapinho /é nosso amiguinho/ele cuida das flores/ dos insetos daninhos/o sapo sapinho/é nosso amiguinho.                                                                                                                                                  A paixão começou com os poemas publicadas pelo Jornal do Brasil, no caderno B, cujo redator era o poeta Reinaldo Jardim, nos anos 60, junto  com os festivais de música e a descoberta da “black music”. Arriscava alguns poemas, sem qualquer compromisso, desde a adolescência.                           Brasília me mostrou a possibilidade de todas as poesias, de todos os poemas. Os concertos Cabeça, a Hora do Arroto na UnB , a geração mimeógrafo de Brasília,  a cidade fervia em poesia e comecei  a ter acesso a novos e  “velhos”  poetas brasilienses e, quando dei por mim, a poesia era parte de mim. A primeira publicação foi no jornal do Movimento Negro Unificado do DF, chamado Raça,e optei pela poesia engajada com a vida, com a minha negritude.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;: Sua biografia é marcada por uma forte ligação com o movimento negro. Na sua opinião, tem havido avanços na luta contra o preconceito racial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JA: A queda do mito da democracia racial, a criação de um movimento negro organizado, a admissão de que, no Brasil, o negro ocupa o primeiro lugar nos cárceres, nas favelas, nos miseráveis.  &lt;br /&gt;Essas conquistas foram um grande avanço. &lt;br /&gt;Agora, as consequências trazidas dessas conquistas, ainda deixam a desejar e, nós, negros,  continuamos excluídos, herdeiros de uma fatia do bolo da escravidão,  numa sociedade  de valores escravistas.  A intolerância religiosa, o combate às ações afirmativas governamentais ou não governamentais existentes hoje, são barreiras a serem vencidas.  A busca do reconhecimento da igualdade exige educação do negro e do não negro, uma educação institucional, familiar, uma mudança de valores, uma libertação da herança do pensamento escravagista.                                                                                                                                     São 123 anos da abolição outorgada pela Lei Áurea em quase meio século de escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;: Como o negro é visto pela sociedade brasileira atualmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JA: O racismo no Brasil produziu inúmeras facetas de se mostrar e a mais cruel é a negrofobia.  Nós negros somos vítimas de negrófobos no dia a dia: ao sentarmos num ônibus e o passageiro ao lado grudar na bolsa como se guardasse a vida: ao entrarmos numa loja,somos seguidos pelo segurança; ao abrirmos a porta da nossa casa, nos perguntarem pelos patrões;quando ligamos a TV e não nos vemos.                                                                                                              O Negro é invisível na sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;: O senhor poderia nos historiar as atividades do Centro de Estudos Afro-brasileiros e do Grupo Cultural Asé Dudu dos quais é fundador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JA: O CEAB, Centro de Estudos Afro Brasileiros, foi fundado no  ano 1978, e seu primeiro presidente  foi o Dr. Carlos Moura, que mais tarde viria a ser o primeiro presidente da Fundação Palmares. O CEAB  foi o primeiro movimento negro organizado de Brasília, com sede própria no Edifício Rádio Center,  onde funcionou até os anos 90, hospedou um acervo de artes plásticas  com obras expressivas da comunidade negra ,  exerceu  influência política cultural no cenário nacional e internacional.                                                                                                                                                 O Grupo Cultural Axé Dudu surgiu em Brasília num protesto de carnaval. A música "Fuxico", um sucesso baiano, que trata a mulher negra pejorativamente. Em Brasília, um grupo de pessoas lideradas por Lecino Ferreira, criou o bloco Afro Asé Dudu  em 1986. No ano seguinte, ingressei na no bloco e fundamos o Grupo Cultural ASÉ DUDU que, na capital, com ensaios, apresentações no Bar Bom Demais, todos os sábados, tornou-se um ponto de referência para a comunidade negra do DF. O Grupo desfila nos dias de Carnaval, mostrando a cultura afro-brasileira ao DF. Hoje, o Grupo é sediado em Taguatinga, está ligado à religiosidade afro-brasileira. Apresenta-se e desfila no Carnaval brasiliense.                                                                                                                            "Asé Dudu" significa "Força Negra" em yorubá,  onde o “ésse” (s)  tem um ponto embaixo e soa como um xis .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R&lt;b&gt;CC&lt;/b&gt;: Como filiado ao Sindicato dos Escritores do Distrito Federal – SEDF, o senhor ocupou o Departamento do Negro em 2005. Poderia nos falar sobre o trabalho desenvolvido e sobre os resultados obtidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JA: Foi na gestão da Drª Meireluce Fernandes como presidente  da entidade. Realizamos três saraus na Feira do Livro de Brasília, onde um dia era dedicado â causa negra. O público prestigiava pelo desconhecido, pela surpresa.  Na atual gestão, o Departamento do Negro foi extinto sem qualquer comunicado.                                                                                                                                                                 A causa negra sofre pelo isolamento dentro de qualquer entidade que a aceita. “Dei a chance agora cabe ao negro correr atrás”.  Fato que ocorre nas esferas governamentais, nas esferas sociais, em todas as esferas onde exista o negro e o não negro.  Foi assim na abolição – “ ...declaro livre todos os escravos e descendente de escravo, agora se virem...” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;: Ocupando a cadeira nº 16 da Academia de Letras do Brasil, Seccional Distrito Federal, o senhor escolheu como patrono Solano Trindade.  O que o inspirou na escolha? Poderia nos falar sobre a importância do seu patrono na Literatura Brasileira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JA: A escolha de Francisco Solano Trindade para meu patrono na ALB- DF é por ele ter sido um Homem das Artes, que o diga a cidade de Embu das Artes, e, principalmente por sua poesia de linguagem direta, carregada de negritude,  uma poesia que mostra a cor da fome, o descaso com o ser humano, um poeta da resistência negra.  O poeta preocupava-se com o povo,  com a valorização da cultura negra e a desigualdade racial no Brasil.  Pernambucano de Recife, Solano Trindade foi um ser humano de grande carisma e visão, para quem a arte representava parte essencial da vida.  Em Embu, Solano virou nome de uma rua no centro expandido da cidade. Nesse mesmo município, sua filha Raquel criou o Teatro Popular Solano Trindade e, juntamente com ela, netos e bisnetos do artista cuidam para que a memória do Poeta do Povo permaneça viva. No Recife, cidade natal do escritor, uma estátua de Solano, em tamanho natural, feita pelo escultor Demétrio, encontra-se no Pátio de São Pedro.  No Rio de Janeiro, uma biblioteca leva seu nome e, no Museu Afro-Brasil, dentro do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, uma foto (“feia”, na opinião de Raquel) e um quadro relembram o artista. Seus poemas transpuseram fronteiras, fazendo com que ele conquistasse admiradores em países como Tchecoslováquia e Polônia.   Solano Trindade transcende a literatura brasileira foi um homem das Artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;: Sua ligação com a Umbanda transparece um desejo forte de ligação com os seus ancestrais ou uma forma de consolidar sua identidade afro-brasileira, como expressa no poema RELIGÁFRICA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JA:Cresci com a simbologia e a religiosidade da Umbanda. Quem me trouxe ao mundo é uma Yalorixá, Mãe de Santo  umbandista, na casa do Caboclo Guiné. Hoje, minha mãe está com 87 anos, em pleno exercício de sua missão.                                                                                                                           Sou filho legítimo  de Mãe de Santo,  cresci com Oxalá na imagem de Jesus Cristo,  Xangô como São João, Yansã é Santa Bárbara, Ogum é São Jorge. Cresci sabendo que a África é o útero da humanidade, que religião é religar, religar ao primo ponto, o big bang da humanidade.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;: Embora ativista do movimento negro, sua poesia MUNDO SEM FRONTEIRAS, quebra a dicotomia marcada pelo preconceito de raças, religiões, posições sociais. O senhor diria que foi o resultado de um amadurecimento do poeta por um mundo mais igualitário? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JA: A fome, a miséria, o analfabetismo têm cor nesse mundo, neste planeta dominado pela ganância, pelas armas, pela distribuição do capital.                                                                       A Paz tem no caminho a igualdade, a igualdade requer mais do que um olhar,  requer justiça.  &lt;br /&gt;Quando opto por falar em discriminação, em injustiça social, em intolerância religiosa, quero  a Paz Universal  e creio que a Paz, passa necessariamente pela igualdade, pela justiça. Somente abolindo as fronteiras (interiores e exteriores) a Paz será atingida.                                  "Mundo sem Fronteiras" é um poema para Paz, para que o homem independente de credo, cor, sexo,  veja o outro como semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;: Fale-nos sobre o evento POEMAÇÃO coordenado pelo senhor e pelo Sr. Marcos Freitas e que ocorre no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília desde 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JA: O Poemação surgiu durante a primeira Bienal Internacional de Poesia – BIP, realizada de 3 a 7 de setembro de 2008. O Poemação, projeto idealizado por Antonio Miranda, diretor da Biblioteca Nacional de Brasília e idealizador do evento, consistia em sessões de recital de poesia e de canção, além de projeções de vídeos poéticos, em sequência de apresentações, com programação pré-definida para poetas da cidade, nacionais e estrangeiros, mas abrindo também espaço a apresentações espontâneas de outros interessados em participar.  &lt;br /&gt;Na I BIP, o Poemação foi  realizado no Café do Conjunto Cultural da República, no Café Literário da Feira do Livro de Brasília, no circuito noturno da cidade, em espaços como: Café Martinica; Bistrô Bom Demais (CCBB); Rayuela Bistrô e Livraria; Café com Letras, assim como no SESC Taguatinga e na Casa do Cantador (Ceilândia), entre outros.&lt;br /&gt;No desejo de continuar o projeto, o professor Antonio Miranda convidou os poetas Marcos Freitas e Jorge Amancio para coordenar o Poemação, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília. &lt;br /&gt;Jorge Amancio e Marcos Freitas vinham da montagem do primeiro e último Sarau Ponta da Asa, um espaço para a Poesia Brasiliense, no Espaço Cultural Café Itália, abrindo suas portas na primeira terça-feira de maio, dia 5, para o 1º SARAU PONTA DA ASA, com o projeto de mostrar a poesia brasiliense na sua totalidade. Apenas o primeiro foi realizado. &lt;br /&gt;O Poemação tem presença garantida poetas de Brasília, Ceilândia, Gama, Guará, Planaltina, São Sebastião, Taguatinga e outras Brasílicas.  A poesia em suas diversas facetas é apresentada pelo Poemação. Poetas brasilienses são homenageados, com a obra revisitada. O Poemação privilegia a poesia e o poeta divulgando e revelando talentos. Está na sua vigésima quarta edição, em dezembro de 2011.  &lt;br /&gt;O primeiro Poemação foi realizado no dia 4 de agosto de 2009, terça-feira, no auditório do 2º andar, da Biblioteca Nacional de Brasília,  tendo como poeta homenageado Antonio Miranda; seguiram-no Ruiter Lima e Carlinhos Piauí, com um recital poético-musical nordestino; Cristiane Sobral com a poesia negra; Marina Andrade com uma leitura musical de Augusto dos Anjos, e ainda Ivan Monteiro, Meireluce Fernandes e Menezes y Morais.                                                                                                                                   E até hoje - no vigésimo quarto sarau videoliteromusical Poemação - inúmeros poetas mostraram seus trabalhos. Músicos, cantores, atores e atrizes também nos deram a honra de suas participações.                                                                                                                 Poetas como Nicolas Behr, Angélica Torres, Chico Alvim, Ézio Pires, Vânia Diniz, Cristiane Sobral, Anderson Braga Horta, Antonio Miranda e outros, foram homenageados pelo Poemação e José Santiago Naud será o próximo homenageado, no dia 6 de dezembro de 2011  &lt;br /&gt;Os coordenadores do Poemação Marcos Freitas e Jorge Amancio agradecem a colaboração de todos os poetas, organizadores de saraus, músicos e atores que participaram dessas vinte quatro edições do Poemação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;: Sempre se houve falar que não existe espaço para a poesia, pois ela não consegue conquistar leitores. Qual a sua opinião a respeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JA: Leitores e poetas existem aos milhares. Quem não escreveu uma poesia na vida?  Creio ter havido um movimento para colocar a poesia em um plano abaixo das outras formas literária pelas editoras. Congelando a poesia a “alguns” poetas, colocando a poesia como uma forma de difícil entendimento, estigmatizando a poesia.                                                                                                                          Em Brasília, a lei Orgânica do Distrito Federal (art 235 § 2º) recomenda o ensino da Literatura brasiliense nas escolas. Sugiro a modificação para a "obrigatoriedade", visto que pouquíssimas escolas  no DF trabalham  com os autores locais  e que esta "obrigatoriedade"  seja expandida para todos os Estados do Brasil.                                                                                                                                   A poesia não perdeu espaço. Hoje, lê-se muito mais poesia. Se ela não vende, culpo as editoras, as distribuidoras, a mídia literária, os professores que, estáticos, não perceberam que a poesia é dinâmica, é o reflexo da sociedade.  Brasília, pela sua multiplicidade, produz, hoje, uma poesia nova, interativa com o mundo atual. No último concurso do SESC, em âmbito nacional, para a escolha de 35 poetas do Brasil, 12 (doze) eram brasilienses. Um terço dos poetas é daqui e isso é significativo.                                                                                                                                                       O Poemação, nesses anos, tem conseguido lotar o auditório da Biblioteca Nacional de Brasília "Leonel de Moura Brizola", o que prova que poesia tem público, tem leitores.  A internet possui inúmeros sites, blogs, grupos, comunidades voltadas para a poesia. O que falta são novas estratégias, novos olhares, pois, espaço a poesia tem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-4163563826277723801?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/4163563826277723801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/entrevista-jorge-amancio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4163563826277723801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4163563826277723801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/entrevista-jorge-amancio.html' title='ENTREVISTA: JORGE AMÂNCIO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-1BTQjw03Qmg/Tr2Lorj0e0I/AAAAAAAAIW4/ibJy8UzT8tE/s72-c/jorge_diplomadog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-4106504466036176375</id><published>2011-11-11T08:52:00.000-08:00</published><updated>2011-11-11T08:52:28.881-08:00</updated><title type='text'>MINHAS MÃOS</title><content type='html'>Por Vânia Moreira Diniz (Brasília, DF)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformo minhas mãos em dádivas,&lt;br /&gt;Ocultando o que afaguei em silêncio,&lt;br /&gt;Libertando-me do calor que transformou&lt;br /&gt;Em brasas o que já dorme em minha alma.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sinto nelas o poder intenso da carícia,&lt;br /&gt;Que nas pontas dos dedos  escorre,&lt;br /&gt;No sangue a latejar quente e célere,&lt;br /&gt;Desenhando a escultura imaginada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Minhas mãos que ritmadas desenham,&lt;br /&gt;A imagem estranha que me transformou,&lt;br /&gt;Em artista a elaborar fantasiosas miragens,&lt;br /&gt;Já voam em busca da objetiva essência.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Encontro em seu toque o deleitoso prazer,&lt;br /&gt;Tantas vezes em sensualidade transformado,&lt;br /&gt;E a carícia simbolizada em energias,&lt;br /&gt;Elabora na natureza seu poder de criação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Minhas mãos encontram  a fortaleza,&lt;br /&gt;No simples tato doce e poderoso,&lt;br /&gt;Evocando  o vôo dos belos pássaros,&lt;br /&gt;A procurarem no espaço  a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre a autora&lt;/b&gt;: Vânia Moreira Diniz,Ph.I.,é escritora, poetisa e presidente da Academia de Letras do Brasil, Seccional Distrito Federal - ALB/DF&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-4106504466036176375?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/4106504466036176375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/minhas-maos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4106504466036176375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4106504466036176375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/minhas-maos.html' title='MINHAS MÃOS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6758933370897507385</id><published>2011-11-07T12:59:00.000-08:00</published><updated>2011-11-07T12:59:00.124-08:00</updated><title type='text'>É POSSÍVEL VIVER COMO ESCRITOR NO BRASIL? (REPORTAGEM, REDE APARECIDA)</title><content type='html'>&lt;iframe width="410" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/9aOOdFglAIk?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escritora Ruth Guimarães, eleita imortal da Academia Paulista de Letras em 2008, e o escritor José Maurício falam sobre a situação dos escritores no Brasil No programa "Et Cetera" da REDE APARECIDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: YouTube.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6758933370897507385?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6758933370897507385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/e-possivel-viver-como-escritor-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6758933370897507385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6758933370897507385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/e-possivel-viver-como-escritor-no.html' title='É POSSÍVEL VIVER COMO ESCRITOR NO BRASIL? (REPORTAGEM, REDE APARECIDA)'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/9aOOdFglAIk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-1402645262425578574</id><published>2011-11-07T12:52:00.000-08:00</published><updated>2011-11-07T12:52:36.774-08:00</updated><title type='text'>HÁBITO</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://2.bp.blogspot.com/-989XjAPStAY/TrhFFNFPo2I/AAAAAAAAIWs/JI0v59g8N4A/s1600/H%25C3%25A1bito.jpg'&gt;&lt;img src='http://2.bp.blogspot.com/-989XjAPStAY/TrhFFNFPo2I/AAAAAAAAIWs/JI0v59g8N4A/s400/H%25C3%25A1bito.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-1402645262425578574?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/1402645262425578574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/habito.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1402645262425578574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1402645262425578574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/habito.html' title='HÁBITO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-989XjAPStAY/TrhFFNFPo2I/AAAAAAAAIWs/JI0v59g8N4A/s72-c/H%25C3%25A1bito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-7983720913028672980</id><published>2011-11-07T12:50:00.000-08:00</published><updated>2011-11-07T12:50:29.157-08:00</updated><title type='text'>PERGUNTAS</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://1.bp.blogspot.com/-Sq03MOYr618/TrhElEvqTBI/AAAAAAAAIWg/Ab45gojbGYY/s1600/Perguntas.jpg'&gt;&lt;img src='http://1.bp.blogspot.com/-Sq03MOYr618/TrhElEvqTBI/AAAAAAAAIWg/Ab45gojbGYY/s400/Perguntas.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-7983720913028672980?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/7983720913028672980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/perguntas_07.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7983720913028672980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7983720913028672980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/perguntas_07.html' title='PERGUNTAS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Sq03MOYr618/TrhElEvqTBI/AAAAAAAAIWg/Ab45gojbGYY/s72-c/Perguntas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-7510457698003766330</id><published>2011-11-07T12:49:00.000-08:00</published><updated>2011-11-07T12:49:07.425-08:00</updated><title type='text'>IRRELEVANTE</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://4.bp.blogspot.com/--_2RkQ04c4o/TrhEQnMfHfI/AAAAAAAAIWU/1zhObIkUiBI/s1600/Irrelavante.jpg'&gt;&lt;img src='http://4.bp.blogspot.com/--_2RkQ04c4o/TrhEQnMfHfI/AAAAAAAAIWU/1zhObIkUiBI/s400/Irrelavante.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-7510457698003766330?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/7510457698003766330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/irrelevante_07.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7510457698003766330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7510457698003766330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/irrelevante_07.html' title='IRRELEVANTE'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--_2RkQ04c4o/TrhEQnMfHfI/AAAAAAAAIWU/1zhObIkUiBI/s72-c/Irrelavante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-7863541911180661509</id><published>2011-11-06T13:49:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T13:49:38.049-08:00</updated><title type='text'>IDEIAS DO POVO (documentário, DF, 2008, 4 min)</title><content type='html'>&lt;object width="400" height="360"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;Cod=8756&amp;exib=8899"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;Cod=8756&amp;exib=8899" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ideias do Povo &lt;/b&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gênero: Documentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Adriana de Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano: 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duração: 4 min&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cor: Colorido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bitola: HDV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;País:Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local de Produção: DF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala Povo: Qual filme você faria com 3 minutos de duração?&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ficha Técnica&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção: Nova Filmes; Fotografia: Adriana de Andrade, Jorge Pimentel; Roteiro: Adriana de Andrade; Edição: Adriana de Andrade; Som: Toth Campos; Câmera: Adriana de Andrade, Jorge Pimentel; Assistente de Câmera: Sávio Rolim; Produção Executiva: Adriana de Andrade; Finalização: Diego Cajueiro; Trilha Sonora: Meninos da Rodô  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Prêmios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor Filme Brasiliense no Festival Internacional de Filmes Curtíssimos - Brasília 2008&lt;br /&gt;Prêmio Porta Curtas no Festival Nacional de Vídeo - Imagem em 5 minutos 2008  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Festivais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostra Curta Audiovisual de Campinas 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-7863541911180661509?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/7863541911180661509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/ideias-do-povo-documentario-df-2008-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7863541911180661509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7863541911180661509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/ideias-do-povo-documentario-df-2008-4.html' title='IDEIAS DO POVO (documentário, DF, 2008, 4 min)'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-1211165712410378713</id><published>2011-11-03T14:22:00.000-07:00</published><updated>2011-11-04T13:29:46.405-07:00</updated><title type='text'>PERFIL: NAPOLEÃO VALADARES</title><content type='html'>Por Paccelli José Maracci Zahler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revista Cerrado Cultura (RCC) entrevistou o advogado,poeta, romancista, contista, cronista,Napoleão Valadares (NV), um dos pioneiros da literatura brasiliense, autor de mais de uma dezena de livros e com ativa participação na Associação Nacional de Escritores - ANE. Ele nos concedeu a entrevista por correio eletrônico. Nesta oportunidade, queremos expressar o nosso agradecimento pela gentileza de deixar-nos trazer aos nossos leitores um pouco do seu PERFIL.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://4.bp.blogspot.com/-1OJ2tXkrAlo/TrRKnwz2YxI/AAAAAAAAIWI/QORVHsDekYE/s1600/Napole%25C3%25A3o%2BValadares%2B%25281%2529.jpg'&gt;&lt;img src='http://4.bp.blogspot.com/-1OJ2tXkrAlo/TrRKnwz2YxI/AAAAAAAAIWI/QORVHsDekYE/s160/Napole%25C3%25A3o%2BValadares%2B%25281%2529.jpg' border='0' alt=''style='clear:both;float:left; margin:0px 10px 10px 0;' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;div style='clear:both; text-align:LEFT'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt; - Fale-nos da influência do senhor Louro Caçote e do velho Silvério na sua formação literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NV – Louro Caçote e o velho Silvério, contadores de histórias do sertão, chegavam às fazendas e, à noite, ficavam rodeados de meninos ansiosos por ouvi-los. Ainda hoje tenho na memória algumas histórias que eles contavam, cheias de intrigas, heróis e vilões. Isso, naturalmente, vem a nos ajudar, quando trabalhamos com ficção. Depois, acabei fazendo do velho Silvério personagem do conto “Caboclo-d’Água”, do livro Campos Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt; - O Ginásio São João, Januária, MG, teve um papel fundamental na sua vocação literária. Como foi a sua passagem por lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NV – No Ginásio São João tivemos dois professores, Geraldo Sérvulo de Araújo e Evandro Moreira, que muito nos ajudaram, incentivando-nos a ler e nos orientando no caminho da literatura. Tínhamos uma pequena biblioteca e ganhávamos um ponto em qualquer disciplina com a leitura e o relatório de um livro. Esse começo de leitura foi a faísca que acendeu minha vocação literária. Minha passagem pelo Ginásio São João foi uma das melhores coisas que aconteceram em minha juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt; - Acadêmico de Direito da Universidade de Brasília, o senhor fundou, junto com alguns colegas, o periódico CORREIO DO VALE, que circulou de maio de 1971 a dezembro de 1972, nas cidades de Arinos e Buritis, MG. Era um periódico voltado para a Literatura? Por quais razões deixou de circular?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NV – O Correio do Vale tinha também literatura, mas tinha outras coisas. Visava principalmente a levar à população as informações de que ela necessitava, mas publicava crônicas, poemas, artigos, biografias. Deixou de circular em dezembro de 1972, porque os pequenos jornais se mantêm a duras penas, geralmente com o sacrifício dos idealistas que os dirigem. E chega-se a um ponto em que isso não é mais possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt; - Sua cidade natal, Arinos, MG, fica às margens do rio Urucuia. Tempos depois, radicado em Brasília, DF, o senhor fundou a Associação dos Urucuianos em Brasília, tendo editado o JORNAL DO URUCUIA de 1984 a 1986. O objetivo da Associação foi reunir os conterrâneos ou os escritores das cidades situadas às margens do rio Urucuia? A Associação ainda existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NV – O objetivo da Associação dos Urucuianos em Brasília, que não mais existe, era promover encontros periódicos dos seus associados, visando a proporcionar-lhes integração entre si e divulgar assuntos e temas que dizem respeito ao vale do Urucuia, bem como colaborar com os órgãos competentes nos assuntos de peculiar interesse da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt; - Na língua tupi-guarani, “urucuia” significa “rio de águas vermelhas”. O senhor escreveu um romance homônimo, premiado no Concurso Petrobrás de Literatura-1988 e publicado pela Editora Thesaurus, em 1990. Gostaríamos que o senhor tecesse comentários a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NV – Nasci à beira do Urucuia. Cresci vendo o rio com suas enchentes e, no tempo da seca, com sua cor verde, encantadora para mim. Não sei por que, o Urucuia exala uma simpatia contagiante, que se encontra nos comentários de quantos o conhecem. Guimarães Rosa fala dele em todas as suas obras. Em Grande Sertão: Veredas, entre várias outras frases cheias de carinho, ele diz: “Rio meu de amor é o Urucuia.” Quando tive a ideia de escrever um romance que tinha como cenário aquele região, veio-me à cabeça o título Urucuia. E ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt; - O senhor foi presidente da Associação Nacional de Escritores – ANE nas gestões 1987-1989; 1993-1995; 2005-2007, fazendo parte, atualmente, do Conselho Administrativo e Fiscal. O senhor poderia fazer um balanço da literatura do DF da década de 1980 até agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NV – A literatura do DF tem crescido. Pena que tenham falecido grandes escritores, como Almeida Fischer, Cyro dos Anjos, José Hélder de Souza, Alphonsus de Guimaraens Filho, José Geraldo Pires de Mello Joanyr de Oliveira, Afonso Felix de Sousa, Fernando Mendes Vianna, Esmerino Magalhães Júnior, José Godoy Garcia e outros. O passamento de cada escritor é um pedaço da arte que se vai. Mas os outros vão tocando. E têm surgido escritores novos com muito talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt; - Como anda o mercado editorial em Brasília, DF?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NV – Nada bem. O mercado editorial tem que melhorar, todos sabem disso. Percebe-se que, nos últimos tempos, tem havido grandes mudanças em tudo. E nesse setor, naturalmente, as mudanças também deverão aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt; - Os escritores de Brasília têm conquistado espaço para expor e divulgar suas obras ou continuam realizando seu trabalho de forma abnegada na esperança de obterem um reconhecimento no futuro? Qual a sua opinião a respeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NV – Espaço se conquista palmo a palmo e, às vezes, milímetro a milímetro. Conquista-se, mas muito pequeno. O trabalho na área da cultura é duro. Trabalho de forma abnegada, sim. Vamos ver o que diz o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt; - O senhor tem se dedicado à atualização do Dicionário de Escritores de Brasília, iniciado em 1994. Como tem sido esse trabalho, os critérios usados para a pesquisa dos verbetes e a receptividade da comunidade acadêmica e do público leitor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NV – Como você diz, a primeira edição do Dicionário de Escritores de Brasília se seu em 1994. A segunda, em 2003. Estou preparando a terceira. O critério usado para inclusão dos autores é o de ser este publicado em livro. A receptividade tem sido excelente. Via de regra, os escritores sentem-se satisfeitos ao ter seus nomes numa obra de consulta como esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt; - Como tem sido possível conciliar as atividades de poeta, romancista, contista, cronista, com o trabalho no judiciário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NV – Parece-me que não devemos esperar que fiquemos desocupados para podermos trabalhar com literatura. Quem esperar não vai escrever nunca. Os carreiros do sertão costumam dizer que carro pesado é que canta. Então, o ideal é tocar tudo junto. Comigo foi assim. Tem dado certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt; - Que conselhos o senhor daria a um jovem escritor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NV – O conselho é leitura. Ler bons autores é o melhor início de caminho para quem pretende enveredar para a literatura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-1211165712410378713?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/1211165712410378713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/perfil-napoleao-valadares.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1211165712410378713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1211165712410378713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/perfil-napoleao-valadares.html' title='PERFIL: NAPOLEÃO VALADARES'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1OJ2tXkrAlo/TrRKnwz2YxI/AAAAAAAAIWI/QORVHsDekYE/s72-c/Napole%25C3%25A3o%2BValadares%2B%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-2383437157841659715</id><published>2011-11-03T13:57:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T13:57:48.621-07:00</updated><title type='text'>AMOR DE MÃE</title><content type='html'>Por Napoleão Valadares (Brasília, DF)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois no jipe. Julinho e Manoel Crente. Este, ao volante, conversando, contando. Julinho, também, mas ouvindo mais. Alguém já disse que quando dois mineiros estão conversando, a gente pode ter certeza de que os dois estão ouvindo. Talvez fosse o que acontecia no momento.&lt;br /&gt;O lugar, Uruana. Aliás, a saída de Uruana, numa ponta de rua, ali pelas imediações da chácara de Sinhô de Milu. Iam se encontrar com Antônio Chegante, na beira da Ilha. E a conversa variava. Era o assunto que iam tratar com Antônio Chegante, isso e aquilo e, não se sabe por quê, chegaram a falar de amor. Parece que um deles falou no amor de mãe, ou disse que amor só de mãe, com o que o outro não concordou. Contestação replicada e réplica treplicada. Numa conversa até boa para se fazer légua, iam os dois, na ponta de rua.&lt;br /&gt;E quem ia também ali era uma galinha de pinto. Uma galinha meio índia, com aquela récua: cocorocó... pipio... Os pintos não muito pequenos, catando aqui, catando acolá, quando, de repente, desceu um gavião, pegou um pinto e subiu. A galinha subiu atrás, num vôo incrivelmente vertical. Foi com o gavião lá em cima e se embolou com ele. O gavião largou o pinto, que desceu mal peneirando. E a galinha e o gavião, num rodopio, embolando-se no ar, caíram embolados no chão. Ninguém podia saber quem agarrava quem, quem bicava quem.&lt;br /&gt;Quando o rapineiro conseguiu se livrar daquela penosa esfrega, escafedeu-se, possivelmente com algumas penas do rabo entre as pernas. E a galinha, com asas protetoras, revia os filhos em vitoriosa reunião.&lt;br /&gt;Os do jipe, que vinham conversando tanto, estiveram mudos, olhando e vendo, mas sem palavras para o comentário do lance. Um olhando para o outro e este para aquele. Até que um, depois de muito entalo, conseguiu desembuchar, falando apenas: – Viu? E o outro só aí desentalou, na bucha: – Tá vendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( do livro &lt;i&gt;Passagens da Minha Aldeia&lt;/i&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-2383437157841659715?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/2383437157841659715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/amor-de-mae.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2383437157841659715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2383437157841659715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/amor-de-mae.html' title='AMOR DE MÃE'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6710358045126459581</id><published>2011-11-02T14:01:00.001-07:00</published><updated>2011-11-02T14:01:54.503-07:00</updated><title type='text'>RELIGAFRICA</title><content type='html'>Por Jorge Amâncio (Brasília, DF)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Religai,&lt;br /&gt;religar o homem a sua origem&lt;br /&gt;Com espiritualidade, sem ícones,&lt;br /&gt;sem reis, sem donos, sem opressão,&lt;br /&gt;sem medos, sem pecados ou culpas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Religar,&lt;br /&gt;aos antepassados,&lt;br /&gt;a África,&lt;br /&gt;aos tambores,&lt;br /&gt;aos Orixás&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Religar ao primo ponto&lt;br /&gt;Útero da humanidade&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Religai&lt;br /&gt;Religar o homem ao Ser&lt;br /&gt;com igualdade, sem discriminação&lt;br /&gt;sem inquérito, sem perseguição&lt;br /&gt;sem mortes, sem escravidão&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Religar&lt;br /&gt;ao hoje&lt;br /&gt;ao segredo dos tambores&lt;br /&gt;ao primo ponto&lt;br /&gt;uúero da humanidade&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Religrafrica&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6710358045126459581?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6710358045126459581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/religafrica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6710358045126459581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6710358045126459581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/religafrica.html' title='RELIGAFRICA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-7624858226299782019</id><published>2011-11-02T14:00:00.001-07:00</published><updated>2011-11-02T14:00:45.441-07:00</updated><title type='text'>MUNDO SEM FRONTEIRAS</title><content type='html'>Por Jorge Amâncio (Brasília, DF)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Muçulmano cristão&lt;br /&gt;judeu islâmico&lt;br /&gt;branco negro&lt;br /&gt;pobre rico&lt;br /&gt;Haiti Nova York&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;0 medo tem fronteiras&lt;br /&gt;marcadas pela miséria&lt;br /&gt;pela cor pelos apelos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;0 mundo é sem fronteira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-7624858226299782019?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/7624858226299782019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/mundo-sem-fronteiras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7624858226299782019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7624858226299782019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/mundo-sem-fronteiras.html' title='MUNDO SEM FRONTEIRAS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-5171934094030170464</id><published>2011-11-02T13:55:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T13:55:21.470-07:00</updated><title type='text'>REFLEXÃO</title><content type='html'>Por Luiz Carlos Leme Franco (Curitiba, PR)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O tempo é estático&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O espaço é total.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A vida (terrena) é vazia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nós passamos indelevelmente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nossa obra, porém, nos eterniza.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre o autor&lt;/b&gt;: Luiz Carlos Leme Franco é professor desde 1966 e médico desde 1973. Dedica-se à poesia. Seus trabalhos já foram publicados em inglês, espanhol, chinês e francês. Foi fundador e editor das revistas “ Poesia &amp; Cia.” e “Unindo o Brasil pela Trova”. Foi fundador da Academia de Letras de Londrina, PR, e ex-presidente da Academia Municipal de Letras, Seccional Paraná; da Casa do Poeta de Londrina; da Casa Literária “Lampião de Gás”, SP. Pertence a quatro Institutos Históricos e Geográficos. Pertenceu a academias de letras maçônicas,  clubes  e a várias instituições literárias, além de participar como jurado de concursos literários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-5171934094030170464?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/5171934094030170464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/reflexao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5171934094030170464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5171934094030170464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/reflexao.html' title='REFLEXÃO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-1760846432420042621</id><published>2011-11-02T13:54:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T13:54:25.423-07:00</updated><title type='text'>INESQUECÍVEL</title><content type='html'>Por Luiz Carlos Leme Franco (Curitiba, PR)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Era um “tipo”  todo diferente dos demais. Um homem de mais ou menos 1,70m de altura, ligeiramente gordo, moreno, com cabelos pretos já com algumas mechas esbranquiçadas. Tinha as têmporas e o farto bigode agrisalhados. Aproximando-se, embora longinquamente da calvície, tinha duas profundas entradas na testa. Seus olhos eram meigos e o nariz arredondado. Fumava aproximadamente trinta cigarros (onze letras, quase sempre) por dia. Era um beberrão  inveterado ( de café, heim !).&lt;br /&gt;Andava com trajes simples, porém de bons tecidos, que conhecia como ninguém.&lt;br /&gt;Trazia as algibeiras sempre cheias de papéis. Até parecia a filial da Companhia Melhoramentos.&lt;br /&gt;Na cinta portava uma caixinha para óculos de aumento, pois carecia deles para leitura. Falando em leitura, ele era pouco lido. Lia geralmente só, “os ossos da profissão”.&lt;br /&gt;Era bancário de respeito e por esta ocupação fazia tudo o que podia. Daí a razão do pouco tempo que lhe sobrava, e que era preenchido quase que integralmente em seu pequeno sítio rural.&lt;br /&gt;Possuia uma “ Vemaguet” e com ela caminhava para todo lugar, não andando quase a pé.&lt;br /&gt;Era calmo e brincalhão. Às vezes, saindo da rotina, mostrava-se impaciente e nervoso.&lt;br /&gt;Inteligente, tudo o que possuía era fruto de seu trabalho perseverante.&lt;br /&gt;Admirava a beleza e a simplicidade das cousas.&lt;br /&gt;Era leal, honrado, sincero e tinha por lema a honestidade.&lt;br /&gt;Gostava de conforto. Também lhe agradava a quietude e o ar campesino.&lt;br /&gt;Apesar de meia idade tinha um espírito jovem e idealizador.&lt;br /&gt;Esse era o “Luiz Sênior”, era meu pai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-1760846432420042621?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/1760846432420042621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/inesquecivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1760846432420042621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1760846432420042621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/inesquecivel.html' title='INESQUECÍVEL'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-7036308337952724808</id><published>2011-11-02T13:50:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T13:50:18.848-07:00</updated><title type='text'>CÉU</title><content type='html'>Por Luiz Carlos Leme Franco (Curitiba, PR)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o céu é infinito&lt;br /&gt;E ocupa o espaço todo,&lt;br /&gt;Por que teu inferno?&lt;br /&gt;O céu não te basta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-7036308337952724808?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/7036308337952724808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/ceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7036308337952724808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7036308337952724808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/ceu.html' title='CÉU'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-4212278352931629372</id><published>2011-11-02T13:27:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T13:27:16.487-07:00</updated><title type='text'>ALÉM</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Além do pensamento&lt;br /&gt;riscar ao autor&lt;br /&gt;o fósforo&lt;br /&gt;incendiado&lt;br /&gt;no desafio&lt;br /&gt;de se fazer&lt;br /&gt;luz&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;incinerar a idéia&lt;br /&gt;do autor na velocidade&lt;br /&gt;antecedente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A consumação estrófica&lt;br /&gt;deixa o desejo ardente&lt;br /&gt;da febre mortal da exceção.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na luz inconsumida&lt;br /&gt;piora o desentendimento:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;rouba ao autor&lt;br /&gt;a solidez da pedra&lt;br /&gt;deslocada: a entrada&lt;br /&gt;ilumina o inexistente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-4212278352931629372?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/4212278352931629372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/alem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4212278352931629372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4212278352931629372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/alem.html' title='ALÉM'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-2901196143911209363</id><published>2011-11-02T13:21:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T13:21:23.486-07:00</updated><title type='text'>HUMANO</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na sujeição a fraqueza&lt;br /&gt;como relógio emociona.&lt;br /&gt;O choro declarado repõe&lt;br /&gt;a sensibilidade. Simplifica.&lt;br /&gt;Dignifica. Democratiza.&lt;br /&gt;A lágrima não derramada&lt;br /&gt;inunda o sentido: desanda&lt;br /&gt;a máscara. Amoldada.&lt;br /&gt;A criança ressurgente&lt;br /&gt;diz do tempo. Sujeito&lt;br /&gt;objetado à história.&lt;br /&gt;Desfeito efeito.&lt;br /&gt;Dispostos versos&lt;br /&gt;no marco do crescimento:&lt;br /&gt;trajeto e obstáculo.&lt;br /&gt;Desacompanhada sombra&lt;br /&gt;em que o vulto se certifica&lt;br /&gt;como humana forma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-2901196143911209363?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/2901196143911209363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/humano.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2901196143911209363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2901196143911209363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/humano.html' title='HUMANO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-4595003577251885948</id><published>2011-11-02T13:19:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T13:19:46.968-07:00</updated><title type='text'>TROVAS</title><content type='html'>Por Gislaine Canales&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela ponte que unia&lt;br /&gt;nossas vilas ribeirinhas&lt;br /&gt;une, ainda, por magia,&lt;br /&gt;tuas saudades e as minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou tão triste e tão sozinha,&lt;br /&gt;que o eco do meu lamento,&lt;br /&gt;desta saudade tão minha,&lt;br /&gt;escuto na voz do vento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo melhor...queria,&lt;br /&gt;para deixar aos meus netos,&lt;br /&gt;onde imperasse a alegria&lt;br /&gt;numa transfusão de afetos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de ternura o momento&lt;br /&gt;em que o Sol sorri do espaço, &lt;br /&gt;se faz vida e sentimento&lt;br /&gt;e lança ao mar seu abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar é o mais doce amante&lt;br /&gt;pois não cansa de beijar,&lt;br /&gt;num lirismo alucinante,&lt;br /&gt;toda a praia que encontrar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero cantar pelo espaço&lt;br /&gt;e, nas estrelas, rever&lt;br /&gt;todas as trovas que eu faço.&lt;br /&gt;Trova é prece em meu viver!&lt;br /&gt;A mistura de mil cores&lt;br /&gt;e toda a luz do universo,&lt;br /&gt;mais o perfume das flores,&lt;br /&gt;desejo pôr no meu verso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero poder cantar&lt;br /&gt;meus versos aos quatro cantos,&lt;br /&gt;e assim, talvez, transformar&lt;br /&gt;em risos, todos os prantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinhas nas madrugadas,&lt;br /&gt;donas do mundo e da lua,&lt;br /&gt;nossas mãos entrelaçadas&lt;br /&gt;seguem juntas pela rua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É contrastante a ironia,&lt;br /&gt;nesta verdade contida:&lt;br /&gt;lindo o entardecer do dia,&lt;br /&gt;triste o entardecer da vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos juntos, mas sós,&lt;br /&gt;nossa solidão somada,&lt;br /&gt;fez de ti, de mim, de nós,&lt;br /&gt;a soma triste do nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estou triste, alquebrada,&lt;br /&gt;sem amor, sem alegria,&lt;br /&gt;mas prossigo a caminhada...&lt;br /&gt;Amanhã é um novo dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso romance de amor&lt;br /&gt;começou bem diferente...&lt;br /&gt;Foi nosso Computador&lt;br /&gt;que aproximou mais a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais fiquei sozinha,&lt;br /&gt;pois na Internet eu namoro,&lt;br /&gt;e essa solidão que eu tinha&lt;br /&gt;não mora mais onde eu moro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutemos pela conquista &lt;br /&gt;da paz mundial no universo, &lt;br /&gt;numa guerra pacifista, &lt;br /&gt;usando as armas do verso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a autora:&lt;br /&gt;Gislaine Canales nasceu em Herval - RS - BR, em 20/04/38. É Presidente da União Brasileira de Trovadores (UBT), e Cônsul do “ Movimiento Poetas Del Mundo” em Balneário Camboriú, SC. É Bacharel  em Pedagogia e Licenciada em Didática, além de poetisa, trovadora e glosadora. Participou de 42 Antologias Poéticas e dois Dicionários de Poetas. É Acadêmica-Fundadora da  Academia Virtual de Letras Luso-Brasileira (AVLLB), ocupando a Cadeira nº 006 , cujo patrono é Adelmar Tavares. Patrona da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores (AVSPE) e membro da Academia de Letras de Balneário Camboriú, SC, ocupando a Cadeira nº 29, que tem como patrono Olavo Bilac- Publicou os livros "Glosando Trovas”  em 1987 (Esgotado) e “Tênis de Sextilhas”, em coautoria com Delcy Canalles. Em preparo: "Glosando Trovas II" e Poesias-(Em Português e Espanhol) Livros Virtuais: “Glosas Virtuais de Trovas” (34 Volumes). Glosas das Trovas classificadas nos I, II, e III Jogos Florais de Balneário Camboriú, SC, em 2004, 2006 e 2008, respectivamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 03/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-4595003577251885948?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/4595003577251885948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/trovas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4595003577251885948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4595003577251885948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/trovas.html' title='TROVAS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-8829662589538887198</id><published>2011-11-02T13:18:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T13:18:04.606-07:00</updated><title type='text'>OS PAPAGAIOS E OS GIRASSÓIS</title><content type='html'>Por Ironita Pereira Mota&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  uma  região  cercada  por  pequenas cidades, em  um   morro quase todo desmatado,  viviam   alguns  papagaios, sempre   lutando  para  encontrar     alimentos.&lt;br /&gt;Os  pés  de  frutas  campestres,  já  quase  não   existiam,   pois   os   homens cortavam e plantavam   capim   para   alimentar   o   gado, cujo rebanho   aumentava   a cada   dia. &lt;br /&gt;Os  papagaios até   que  achavam  bonito  ver  aquelas  vacas andando  pelos  pastos  para  lá  e  para cá.  Elas só  ficavam  paradas para amamentar  aos  seus  lindos  bezerrinhos ou  quando os  seus   dois  buchos  estavam  cheios.  Então,   elas  deitavam  para  descansar  e  remoer   o   capim. &lt;br /&gt;Seria  tudo  muito  bom se  os   papagaios  não   se  sentissem  a  cada   dia que passava,  sendo   expulsos   de  seu  pequeno  espaço.  As  buscas  por  alimentos   eram   constantes. Viviam  nos  quintais,  comendo  algum  mamão, uma   amora aqui, uma  manga, um  cajuzinho  ali  ou   uma   jabuticaba,  uma  goiaba  lá,   pois   os  muricis, as  mama-cadela, os  pequis  e  outros  frutos  do  cerrado   eram  cada vez  mais  difíceis  de  se  encontrar.  &lt;br /&gt;Até  que  um  dia,  após  uma  noite  chuvosa  de  janeiro,  o  amanhecer &lt;br /&gt;estava  lindo,  com   a  neblina  caindo  no   morro e os raios do  sol  brilhando   na  relva   molhada .   Aquela  manhã  estava  prometendo que o dia seria  feliz.&lt;br /&gt;Todos  os  pássaros  estavam  voando  felizes  de  árvore  em  árvore  e  sobre&lt;br /&gt;o rio,  onde  quase  todas  as  espécies  tomavam  seu  banho  matinal.&lt;br /&gt;Então, os papagaios se  reuniram  e  tomaram   uma  decisão, com  tantos  filhotes  nos  ninhos, precisavam  ir  mais  longe para  encontrar  alimentos  suficientes  para  eles  e  para   alimentar  também  seus  filhotes.  Após algum  tempo  discutindo o assunto, saíram  em  revoada,  voando   em  uma  direção  quase  reta, até  que  de  longe  avistaram  uma  bela  paisagem  amarela,   que,   com  os  reflexos dos raios solares, aparentava uma beleza infinita. Apressaram-se  na  revoada   e bem  rapidinho  chegaram  e  se  depararam  com   uma  belíssima  plantação  de  girassóis, &lt;br /&gt;Assim todos os papagaios   da  região    ficaram  muito  felizes,   pois   acabavam    de  encontrar   a   comida   de  sua   preferência  e  em  grande   quantidade.   Isto   não   era... MARAVILHOSO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 03/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-8829662589538887198?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/8829662589538887198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/os-papagaios-e-os-girassois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/8829662589538887198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/8829662589538887198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/os-papagaios-e-os-girassois.html' title='OS PAPAGAIOS E OS GIRASSÓIS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-2460970434224588289</id><published>2011-11-02T13:16:00.002-07:00</published><updated>2011-11-02T13:16:56.672-07:00</updated><title type='text'>HORIZONTE</title><content type='html'>Por Jean Narciso Bispo Moura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginar-me em miniatura no horizonte&lt;br /&gt;Afasto-me,&lt;br /&gt;Abdico na linha quase invisível&lt;br /&gt;Mais longe de que eu era&lt;br /&gt;Fico do começo&lt;br /&gt;Esqueço algum ponto vital&lt;br /&gt;A pedra angular se distancia de minha íris.&lt;br /&gt;Voltar para a palavra&lt;br /&gt;Ouvir a voz em minha ida para Damasco&lt;br /&gt;No lugar de Paulo de Tarso&lt;br /&gt;Parece eqüidistante.&lt;br /&gt;Arredio eu contemplo a pedra de Jacó e a de poeta.&lt;br /&gt;Que não são travesseiros do mesmo sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 03/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-2460970434224588289?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/2460970434224588289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/horizonte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2460970434224588289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2460970434224588289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/horizonte.html' title='HORIZONTE'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-3594143412951995596</id><published>2011-11-02T13:16:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T13:16:01.063-07:00</updated><title type='text'>ASPECTO TERRESTRE</title><content type='html'>Por Jean Narciso Bispo Moura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha alma é desse chão,&lt;br /&gt;Dessa terra.&lt;br /&gt;Que suja apenas o meu dedo&lt;br /&gt;Qualquer outro lugar é letra apócrifa.&lt;br /&gt;O jardim secreto com leões e leopardos&lt;br /&gt;Que não ignoram a minha carne&lt;br /&gt;Contentando-se com brócolis e alfaces&lt;br /&gt;Eu que não sou tratador e nem amansador de animais.&lt;br /&gt;Asas brancas&lt;br /&gt;Em homens negros&lt;br /&gt;Homens ruivos&lt;br /&gt;Homens amarelos&lt;br /&gt;Homens brancos&lt;br /&gt;Não cabe na conformação esquelética do homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 03/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-3594143412951995596?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/3594143412951995596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/aspecto-terrestre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/3594143412951995596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/3594143412951995596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/aspecto-terrestre.html' title='ASPECTO TERRESTRE'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6936169256201418488</id><published>2011-11-02T13:14:00.001-07:00</published><updated>2011-11-02T13:14:43.395-07:00</updated><title type='text'>FOGO PRESENTE</title><content type='html'>Por Jean Narciso Bispo Moura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortar o fogo pela metade&lt;br /&gt;Dividi-lo entre o teu coração e o meu.&lt;br /&gt;Fatiá-lo um pouco a cada dia&lt;br /&gt;Para que o frio&lt;br /&gt;Jamais consiga entortar&lt;br /&gt;As nossas faces e sentimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 03/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6936169256201418488?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6936169256201418488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/fogo-presente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6936169256201418488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6936169256201418488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/fogo-presente.html' title='FOGO PRESENTE'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-7404249919174880629</id><published>2011-11-02T13:13:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T13:13:37.153-07:00</updated><title type='text'>O DESAFIO DA PLURALIDADE CULTURAL NO MUNDO DA GLOBALIZAÇÃO (Cordel)</title><content type='html'>Por Gustavo Dourado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pluralidade sócio-cultural &lt;br /&gt;Com tanta diversidade&lt;br /&gt;Índios, negros e idosos &lt;br /&gt;Tônica da brasilidade &lt;br /&gt;Justiça sem preconceito &lt;br /&gt;Reclama a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diálogo-reflexão&lt;br /&gt;Respeito-discernimento&lt;br /&gt;Transversal pluralidade &lt;br /&gt;Horizontal sentimento&lt;br /&gt;Informação-democracia &lt;br /&gt;À luz do desvelamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grito dos excluídos &lt;br /&gt;Ouve-se de sul a norte &lt;br /&gt;Os sem-nada, deserdados &lt;br /&gt;Jogados à própria sorte&lt;br /&gt;Sem-escola, sem currículo &lt;br /&gt;São aprendizes da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertai o coração&lt;br /&gt;Pra solidariedade &lt;br /&gt;Pluralizai nossos sonhos&lt;br /&gt;Com amor-fraternidade &lt;br /&gt;Acordai os professores &lt;br /&gt;Pra nova realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vive-se a pluralidade &lt;br /&gt;No ensinar-aprender &lt;br /&gt;Constrói-se a cidadania &lt;br /&gt;Na luta do sobreviver &lt;br /&gt;Brota da dor do silêncio &lt;br /&gt;A flor do amanhã: ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócio-antropologia&lt;br /&gt;Ética-multiplicidade &lt;br /&gt;Cultura-raça-etnia &lt;br /&gt;Resistência-liberdade&lt;br /&gt;Estímulo-sobrevivência &lt;br /&gt;Desperta a sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caráter interdisciplinar&lt;br /&gt;Ética e meio ambiente&lt;br /&gt;Direitos de cidadania &lt;br /&gt;Pluralidade presente &lt;br /&gt;Intercâmbio cultural &lt;br /&gt;Renovação permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeito - entendimento&lt;br /&gt;Na organização social&lt;br /&gt;A busca da tolerância&lt;br /&gt;Democracia racial&lt;br /&gt;Contra a discriminação &lt;br /&gt;Democracia plural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complexa sociedade&lt;br /&gt;De ensino-aprendizagem&lt;br /&gt;Mudança de pensamento&lt;br /&gt;Reflexão e imagem &lt;br /&gt;Novo ensino inclusivo &lt;br /&gt;Nova linha de abordagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os processos são complexos, &lt;br /&gt;Fenômenos-interações &lt;br /&gt;Discussão-conhecimento &lt;br /&gt;Reformas e intenções&lt;br /&gt;Pluralismo na escola&lt;br /&gt;Sacudindo as emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valorizar a cultura&lt;br /&gt;É ação de resistência &lt;br /&gt;A cultura é vital &lt;br /&gt;Pra nossa sobrevivência&lt;br /&gt;Livro, arroz e feijão&lt;br /&gt;Alimentam a consciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da pluralidade&lt;br /&gt;Olhar o regional &lt;br /&gt;Discutir com amplitude&lt;br /&gt;Os valores do local &lt;br /&gt;Quem canta a sua aldeia&lt;br /&gt;Tem caráter universal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 03/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-7404249919174880629?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/7404249919174880629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/o-desafio-da-pluralidade-cultural-no.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7404249919174880629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7404249919174880629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/o-desafio-da-pluralidade-cultural-no.html' title='O DESAFIO DA PLURALIDADE CULTURAL NO MUNDO DA GLOBALIZAÇÃO (Cordel)'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-3874391192027278775</id><published>2011-11-02T13:11:00.001-07:00</published><updated>2011-11-02T13:11:55.980-07:00</updated><title type='text'>QUANDO A NOITE VEM</title><content type='html'>Por Paccelli José Maracci Zahler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a noite vem, &lt;br /&gt;Traz com ela o medo. &lt;br /&gt;Mistérios a noite tem, &lt;br /&gt;Guardados em segredo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fantasmas protestam: &lt;br /&gt;- É hora de trabalhar? &lt;br /&gt;Assombrar as casas? &lt;br /&gt;Aos vivos molestar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vampiros ressurgem, &lt;br /&gt;Buscando o sangue de alguém &lt;br /&gt;Pra sede e a fome saciar, &lt;br /&gt;quando a noite vem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Animais noctívagos &lt;br /&gt;Põem-se a cantar &lt;br /&gt;Acompanhando os boêmios &lt;br /&gt;Numa serenata ao luar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na solidão deste quarto, &lt;br /&gt;A insônia me domina. &lt;br /&gt;Caminho em círculos... &lt;br /&gt;-Triste sina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 03/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-3874391192027278775?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/3874391192027278775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/quando-noite-vem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/3874391192027278775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/3874391192027278775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/quando-noite-vem.html' title='QUANDO A NOITE VEM'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' 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sobriedade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se teima negando ao Amor abrigo,&lt;br /&gt;Então não sou eu, é você, amigo,&lt;br /&gt;Quem está por fora da Realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 03/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-8990457563685898567?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/8990457563685898567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/fora-da-realidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/8990457563685898567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/8990457563685898567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/11/fora-da-realidade.html' title='FORA DA REALIDADE'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-5795872134647307593</id><published>2011-10-29T12:07:00.000-07:00</published><updated>2011-10-29T12:07:40.921-07:00</updated><title type='text'>A FESTA DAS BRUXAS</title><content type='html'>Por Ridamar Batista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outono chega, trazendo a beleza de seu colorido, forrando o chão das estradas com tons multicolores, de folhas que se desprendem de seus galhos, com a majestade de quem sabe já ter cumprido sua missão é que a hora é mesmo de partir, deixando atrás de si o encanto de seu reinado.&lt;br /&gt;Como é sábia a natureza! Para morrer, faz uma festa alegre e colorida, chamada outono.&lt;br /&gt;E nesta época, quando os caminhos se vestem de mil cores, os homens criam as suas histórias, contam seus casos que serão repetidos ao longo do inverno, sentados em alguma salinha aquecida pela lareira num canto de seus lares.&lt;br /&gt;Assim foi que eu ouvi este conto, contado aqui por estas bandas, num destes dias de começo de outono, quando o frio já começa entrar pela janela, assim meio sem graça, com medo de ser rejeitado... Quando as pessoas já se reúnem nas salas, aquecida, onde se bebe um bom vinho, se come um bom queijo, fundido aqui mesmo na mesinha acolhedora e onde se conta muitos casos.&lt;br /&gt;Contaram-me que os camponeses lhe contaram.&lt;br /&gt;Aqui, a maioria das pessoas em algum momento de suas vidas, já foi camponês.&lt;br /&gt;Vive-se uma relação muito íntima com o tempo, com suas mudanças, com a mudança das estações, festas de igreja e datas pagãs, introduzidas no calendário cristão com o nome de um santo qualquer, ou de vários como é o caso do dia de todos os santos, 1º de novembro. Na verdade esta data festeja uma tradição de origem celta, dedicada ao mundo mágico das fadas, duendes, elfos, ninfas e silfos, salamandras e ondinas. Um dia consagrado aos seres que permeiam o espaço etéreo entre o mundo objetivo e o subjetivo.&lt;br /&gt;Pois então, contaram-me que neste dia, todas as bruxas teem a permissão de fazer o que quiserem com os infelizes mortais, não crentes nelas.&lt;br /&gt;Costumam festejar seu dia, junto com os humanos, que elas muito apreciam. Isso só é permitido neste dia. Claro que a grande maioria deste humanos não acreditam nesta conversa, mas um deles, este sim, jura que isso é verdade.&lt;br /&gt;Por quê? Veja lá.&lt;br /&gt;Numa tardinha, meio nublada, assim querendo chover, o dito homem saiu de sua casa para pastorear seu rebanho de ovelhas, como era fim de verão, o pasto escasso, teve que se afastar um pouco de casa, porem andou ali mesmo, por volta de sua propriedade.&lt;br /&gt;Existe ali perto, uma gruta, uma fenda aberta entre umas pedreiras, creio eu, restos do leito do velho e querido Guadiana, fenda esta muito usada para abrigar andarilhos e nômades ciganos, que passam por estas terras, desde toda a sua história.&lt;br /&gt;Tal abrigo muito usado já é de propriedade comum, pois aqui a intempérie é sempre uma realidade que nunca se sabe quando chega, temos até um adágio popular “ de Espana, nem bons tempos e nem bons casamentos”, realmente são muito temperamentais.&lt;br /&gt;Assim que o justo homem, distraído pelo caminho de sua costumeira andança, recolhendo seu rebanho que buscava um ramo verde aqui, um cardo espinhento ali, um resto de gira sol tardio acolá. Senta-se para descansar sobre uma pedra, na entrada da tal gruta, justo no dia 1º de novembro à tardinha.&lt;br /&gt;A tarde era bonita o céu desenhado em tons divinos, fazia uma coreografia maravilhosa. Olhando aquela imensidão a sua volta, se perdeu em divagações. Mal havia entrado o sol, do outro lado surgia uma linda lua cheia, trazendo consigo todo seu feitiço. Encantado, e vale toda a ambigüidade da palavra, o homem começou a ouvir sons de mil violinos que tocavam em harmonia uma linda ária cigana. Olhou para os lados e não podia ver de onde vinha aquele som tão belo cada vez mais perto de si.&lt;br /&gt;Até que pode ver pela fresta da pedra onde estava deitado, que dentro da caverna havia uma festa, e que festa! Tudo estava arrumado com luxo e beleza. Mulheres maravilhosas, jovens e velhas, todas lindíssimas, dançavam felizes, seminuas, envolta de véus multicoloridos e vibrantes, uma dança que ele jamais havia visto.&lt;br /&gt;Os homens dançavam felizes em carícias lascivas e obscenas, em beijos apaixonados. Bebiam, comiam e dançavam, e a música que vinha lá de dentro era um êxtase total. E ele ali, do lado de fora da gruta, abobalhado, porque nunca houvera visto alguém dizer que isso pudesse acontecer ali, perto de sua casa, uma festa tão luxuosa, com tanta gente bonita e rica. Mas o encantamento era tão grande que o nosso camponês nem ousou questionar nada. Parado, admirando pela brecha, as mulheres dançando e retirando aqueles véus, se desnudando aos seus olhos, dançando tão leves que mais pareciam estar fora da terra, levitando, assim um pouquinho acima do chão, de tal forma que seus pés não tocavam os belíssimos tapetes que forravam o chão da gruta.&lt;br /&gt;Encontrava-se totalmente embevecido, se assustou quando uma voz lhe falou mansamente aos ouvidos, como se fora uma voz angelical, sinfônica:&lt;br /&gt;- Vem dançar comigo?&lt;br /&gt;Imaginem só como ficou nosso amigo camponês, todo sujo, cheirando a ovelhas, mal vestido, e sendo convidado para uma festa daquelas?&lt;br /&gt;Quando se olhou, em uma fração de segundos, para avaliar as possibilidades de aceitar o convite, se viu vestido como um príncipe! Estava lindo! Muito bem posto, o traje lhe caía bem como se fora seu por toda vida, se sentia a vontade dentro daquela roupa, sem pensar muito aceitou o convite e entrou gruta a dentro e dançou e bailou e comeu e bebeu, como se fora em sonho.&lt;br /&gt;As mulheres vinham a cada momento trazer-lhe vinho, comida e carinho. O homem estava atônito, mas seguia adiante, aproveitando a festa. Num determinado momento, de lucidez talvez, guardou um daqueles bocados deliciosos, que lhe ofereciam, no bolso, para levar e mostrar para sua mulher, porque era algo incrível.&lt;br /&gt;A gruta era toda enfeitada de fitas, caiam do teto, como estalactites, gotas de ouro cintilantes como se fossem estrelas, moviam-se no ar, luas, sóis, cometas, tudo em dourado, tudo como se estivessem soltos, bailando também. No chão, os tapetes tinham a maciez de algodão recém colhido, por várias vezes quis ir embora, mas a embriagues e os carinhos daquelas mulheres iam prendendo-o ali, cada vez mais.&lt;br /&gt;O interessante é que ele não conhecia ninguém e todos lhe pareciam conhecer de muitos anos. Mal seu copo se esvaziava e estava a bebida, cada vez mais saborosa, descia por sua garganta como se fosse mel.&lt;br /&gt;Sentia certa embriaguês, porém nada que lhe causasse dano. Um sentimento luxurioso lhe invadia a alma, um que de culpa, mas que nada! Logo o sentimento ia embora. Era tudo tão insólito que continuava, para ver no que dava. Olhava de soslaio lá fora, para ver se tudo corria bem, para certificar-se de que realmente aquilo estava acontecendo.&lt;br /&gt;Enfiou a mão no bolso, sim, o doce estava lá. Para não ter dúvidas, colocou um pouco mais daqueles bons bocados no outro bolso. Queria muito mostrar aquilo para sua mulher. E neste estado de felicidade total, acabou por dormir nos braços daquela com quem bailava a ultima música. Era uma jovem bonita, cabelos longos e negros, caídos displicentes por sobre os ombros nus, alvos e perfumados de uma fragrância inesquecível, daquelas que ficam em nossa alma para sempre.&lt;br /&gt;Dormiu acariciado pelas mãos de fada daquela que o havia cuidado com tanto zelo.&lt;br /&gt;Manhã seguinte, sol a pino, ovelhas berrando a sua volta, solavancos de sua mulher aos gritos, ele totalmente embriagado e todo sujo de merda humana, com uma dor de cabeça de matar, trôpego acorda desentendido. Fedia mais que tudo, sua mulher esbravejava e lhe dava empurrões, querendo uma explicação para tamanha imundice.&lt;br /&gt;O pobre homem, em sua total ingenuidade contou-lhe o ocorrido e enfiou de novo a mão no bolso para lhe provar que não era mentira, cadê os bons bocados? Era pura merda que tinha no bolso. Enquanto tudo ia acontecendo o povo foi juntando e se fartando de rir da história do bêbado.&lt;br /&gt;Ele jurava porque jurava que havia participado de uma festa ali, bem dentro da gruta, que qualquer um podia ir certificar, porque a gruta estava toda enfeitada! Que nada! Nem sinal de vida. É que o homem tinha participado da festa das bruxas, que acontece naquele lugar, e naquele dia, sempre que é lua cheia.&lt;br /&gt;Você não acredita? Pois pode crer, elas existem e fazem sua festa com os humanos, sempre que eles dão oportunidade a elas entrarem em nosso mundo.&lt;br /&gt;             &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre a autora&lt;/b&gt;: Ridamar Batista é escritora, poetisa e Presidente da Academia de Letras do Brasil, Seccional Anápolis, GO (ALBA).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-5795872134647307593?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/5795872134647307593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/festa-das-bruxas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5795872134647307593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5795872134647307593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/festa-das-bruxas.html' title='A FESTA DAS BRUXAS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-5382786207550974240</id><published>2011-10-24T16:47:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T16:47:27.756-07:00</updated><title type='text'>DESFAZER</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://1.bp.blogspot.com/-mKYFcV7dKBU/TqX5D68-muI/AAAAAAAAIV8/yBRX3FFvY-Q/s1600/Desfazer.jpg'&gt;&lt;img src='http://1.bp.blogspot.com/-mKYFcV7dKBU/TqX5D68-muI/AAAAAAAAIV8/yBRX3FFvY-Q/s400/Desfazer.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-5382786207550974240?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/5382786207550974240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/desfazer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5382786207550974240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5382786207550974240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/desfazer.html' title='DESFAZER'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mKYFcV7dKBU/TqX5D68-muI/AAAAAAAAIV8/yBRX3FFvY-Q/s72-c/Desfazer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-5143570588723216288</id><published>2011-10-24T16:29:00.001-07:00</published><updated>2011-10-24T16:29:14.282-07:00</updated><title type='text'>POEMAS</title><content type='html'>Por Luiz Carlos Leme Franco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poemas são apenas letras dispostas&lt;br /&gt;de modo especial em algum lugar.&lt;br /&gt;Poemas são simples arranjos de idéias &lt;br /&gt;em uma forma gráfica e sonora agradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte da poesia faz só métricas e rimas.&lt;br /&gt;O coração é o poeta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-5143570588723216288?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/5143570588723216288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/poemas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5143570588723216288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5143570588723216288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/poemas.html' title='POEMAS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-1051977844249393519</id><published>2011-10-21T13:53:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T13:53:08.051-07:00</updated><title type='text'>O CAMINHAR DE OUTUBRO</title><content type='html'>&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://1.bp.blogspot.com/-xQQBR5i0Xm4/TqHbGyYeCbI/AAAAAAAAIVw/i1K8f7xw5B0/s1600/Vania.jpg'&gt;&lt;img src='http://1.bp.blogspot.com/-xQQBR5i0Xm4/TqHbGyYeCbI/AAAAAAAAIVw/i1K8f7xw5B0/s400/Vania.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Vânia Moreira Diniz&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                            &lt;br /&gt;Outubro passa levando com ela tantas datas queridas e especiais como o e de Nossa Senhora da Aparecida, Padroeira do Brasil,  dia do Mestre, do médico, das bruxas ,do professor, do poeta.E nesse caminhar a Primavera desabrocha e sentimos o aroma das flores e observamos o brilho do céu, o canto dos pássaros, a beleza do sol cada vez mais iluminado, que nos deixam extasiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 21 desse mês, há muitos anos, eu nasci, e agradeço a Deus privilégio que me faz lembrar de meus pais com mais profundidade  e um misto de saudade, emoção e fatos que se cruzam em minha memória com uma nitidez impressionante. Hoje é meu aniversário e isso não me dá tristeza pelos anos que se passam,  porém lembra-me que é o dia mais importante de minha própria história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a minha vida não teria importância sem as pessoas que me receberam aqui nesse mundo tão cheio  de aclives e declives.&lt;br /&gt;Nesse ano, em minha casa tenho conversado incessantemente com minha irmã que mora no Rio e que veio para comemorar esse dia comigo e com toda a família. Lembramo-nos de nossa mãe que se foi há relativamente pouco tempo e de nosso pai que partiu  antes ainda e ambos nos trazem o aconchego de ternura e os ensinamentos que nunca nos faltou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles tiveram oito filhos e a casa cheia e barulhenta ainda ecoa em meus ouvidos com uma força extraordinária e revemos detalhes muito nítidos. É impressionante a força de cada minuto em todos os acontecimentos de nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nascemos existe algo que nos impulsiona para a vida e que ao mesmo tempo nos faz chorar convulsivamente pelo oxigênio que se instala em nossos pulmões,  revelando –nos inconscientemente a estrada que teremos que caminhar , já sem o cordão umbilical que nos liga à pessoa que dedicou o amor mais intenso existente no mundo : nossa mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui em outubro recordando os dias que se passaram, as pessoas queridas, os exemplos  frutificados em meu coração, as pessoas que encontrei,  as realizações que o maior arquiteto da humanidade permitiu-me realizar, os amigos que  estiveram e que estão até hoje a me rodear mostrando o quanto de  generosidade e amor existem  neste planeta e felizmente entendendo a finitude da vida e a certeza que por isso mesmo devemos curtir cada minuto de  estadia  nesse mundo belíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo faço uma regressão voluntária e tenho consciência absoluta de tudo que contribuiu para esse amor que carrego em todos os estágios de minha caminhada.&lt;br /&gt;O caminhar de outubro em cada ano que se passa tem me feito agradecer de forma incisiva essa passagem e me orientado para que compreenda em suas múltiplas implicações, cada acontecimento, nunca deixando de apreciar a beleza da natureza e das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outubro para mim, é sol, luz fascinação em seus mistérios mil e me dá a certeza que até o último dia de minha vida compreenderei o que me faz vibrar quando penso o quanto esse mês me encantou tanto nos períodos de minha infância , adolescência e de que forma está me conduzindo na maturidade, ensinando-me o mistério de tentar ser sempre alguém melhor e mais humana. Esse é o meu sonho verdadeiro nessa época em que colho os frutos que plantei e procuro semear com paciência as sementes que continuo a cultivar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de tudo agradeço a todas as pessoas que passaram e que atualmente estão na minha vida, enriquecendo-a e continuando a me dar exemplos verdadeiros de amor e carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre a autora&lt;/b&gt;: Vânia Moreira Diniz é presidente da Academia de Letras do Brasil, Seccional Distrito Federal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-1051977844249393519?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/1051977844249393519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/o-caminhar-de-outubro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1051977844249393519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1051977844249393519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/o-caminhar-de-outubro.html' title='O CAMINHAR DE OUTUBRO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-xQQBR5i0Xm4/TqHbGyYeCbI/AAAAAAAAIVw/i1K8f7xw5B0/s72-c/Vania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6118772870821040353</id><published>2011-10-21T13:49:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T13:49:07.681-07:00</updated><title type='text'>TRÊS MULHERES</title><content type='html'>Por Ridamar Batista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três mulheres fazem a cabeça&lt;br /&gt;das outras todas damas presas&lt;br /&gt;nas ambiguidades de si mesmas.&lt;br /&gt;A indígena, a negra e a cigana&lt;br /&gt;mulheres tao lúcidas, fortes e grandes&lt;br /&gt;capazes de deixar no nosso sangue&lt;br /&gt;a nobreza delas exalada.&lt;br /&gt;Mulheres que souberam seu destino&lt;br /&gt;conhecedora dos destinos alheios&lt;br /&gt;sabedoras dos conselhos que davam&lt;br /&gt;tirados dos olhares, gestos e trejeitos.&lt;br /&gt;Amantes do fogo e do fogão&lt;br /&gt;sabiam as artimanhas&lt;br /&gt;das dores e dos prazeres,&lt;br /&gt;dos remédios e dos venenos&lt;br /&gt;aplicados cada qual a sua vez.&lt;br /&gt;De corpos pintados&lt;br /&gt;as tatuagens da vida e dos enfeites&lt;br /&gt;os brincos tecidos ao gosto de cada uma&lt;br /&gt;enfeitavam-se para seus homens&lt;br /&gt;seus filhos e sua tribo&lt;br /&gt;criavam a sina, benziam os caminhos&lt;br /&gt;por onde todos pisavam.&lt;br /&gt;Deitavam no leito amado&lt;br /&gt;do braço de seus maridos&lt;br /&gt;tinham orgulho dos seios fartos&lt;br /&gt;que alimentavam sua cria.&lt;br /&gt;Mulheres guerreiras e sábias&lt;br /&gt;conheciam os céus e estrelas&lt;br /&gt;toda mudança do tempo&lt;br /&gt;sabiam benzer e rezar&lt;br /&gt;aprendizes da vida&lt;br /&gt;liam no fundo dos olhos&lt;br /&gt;sorviam os conselhos dos velhos&lt;br /&gt;copiavam a insensatez dos jovens&lt;br /&gt;criando a linha do meio.&lt;br /&gt;Cada qual com tanta carga&lt;br /&gt;souberam transmutar seu viver&lt;br /&gt;e vivem hoje felizes&lt;br /&gt;no sangue das outras mulheres&lt;br /&gt;que delas puderam aprender&lt;br /&gt;a arte da feiticeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Poema selecionado nos 3ºs Jogos Florais para a antologia bilingue (português/espanhol) da aBrace no Uruguai)&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre a autora&lt;/b&gt;: Ridamar Batista é poetisa e presidente da Academia de Letras do Brasil, Seccional Anápolis, GO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6118772870821040353?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6118772870821040353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/tres-mulheres.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6118772870821040353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6118772870821040353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/tres-mulheres.html' title='TRÊS MULHERES'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6368042738442743400</id><published>2011-10-21T13:39:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T13:39:43.769-07:00</updated><title type='text'>OUTROS NOMES</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://4.bp.blogspot.com/-wJPeIUEyDhk/TqHYj4mJemI/AAAAAAAAIVk/SNdWBnIb2a8/s1600/Sobre%2Bnomes.jpg'&gt;&lt;img src='http://4.bp.blogspot.com/-wJPeIUEyDhk/TqHYj4mJemI/AAAAAAAAIVk/SNdWBnIb2a8/s400/Sobre%2Bnomes.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6368042738442743400?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6368042738442743400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/outros-nomes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6368042738442743400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6368042738442743400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/outros-nomes.html' title='OUTROS NOMES'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wJPeIUEyDhk/TqHYj4mJemI/AAAAAAAAIVk/SNdWBnIb2a8/s72-c/Sobre%2Bnomes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6479809121902159919</id><published>2011-10-19T13:12:00.000-07:00</published><updated>2011-10-19T13:12:47.870-07:00</updated><title type='text'>PRIMAVERA</title><content type='html'>Por Ridamar Batista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! quem dera&lt;br /&gt;o tempo fosse primavera&lt;br /&gt;nos dias que se vão&lt;br /&gt;levando o sonho e a ilusão&lt;br /&gt;de quem anda perdido por aí.&lt;br /&gt;Quem dera&lt;br /&gt;fosse a vida primavera&lt;br /&gt;em flores soltas pelo chão&lt;br /&gt;cobrindo os passos da estrada&lt;br /&gt;fazendo lindo este rincão.&lt;br /&gt;Fosse quem fosse aquele &lt;br /&gt;que passa em solidão&lt;br /&gt;pudesse achar abrigo&lt;br /&gt;e receber comigo&lt;br /&gt;os afagos aperto de mão.&lt;br /&gt;Fosse a tarde que pressagia&lt;br /&gt;a escuridão tamanha&lt;br /&gt;das noites mal dormidas&lt;br /&gt;assombrando almas&lt;br /&gt;solitárias e sofridas&lt;br /&gt;de uns e outros náufragos esquecidos&lt;br /&gt;em busca de um tempo bom.&lt;br /&gt;AH! quem me dera&lt;br /&gt;fosse primavera&lt;br /&gt;em roseirais de pétalas ao vento&lt;br /&gt;a perfumar desejos e quimeras&lt;br /&gt;a enfeitar madeixas juvenis&lt;br /&gt;que voam como borboletas azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Sobre a autora:&lt;/b&gt; Ridamar Batista é escritora e poetisa e Presidente da Academia de Letras do Brasil-ALB, Seccional Anápolis, GO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6479809121902159919?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6479809121902159919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/primavera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6479809121902159919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6479809121902159919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/primavera.html' title='PRIMAVERA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-2074212134132279528</id><published>2011-10-06T15:45:00.001-07:00</published><updated>2011-10-06T15:45:17.832-07:00</updated><title type='text'>FLORESTA ENCANTADA</title><content type='html'>Por Célia Lamounier de Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus fez a terra fecunda&lt;br /&gt;no meu Brasil bem amado&lt;br /&gt;e do céu todo estrelado&lt;br /&gt;jogou sementes de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo que Ele plantou&lt;br /&gt;na terra boa nasceu&lt;br /&gt;e em mil cores floresceu&lt;br /&gt;logo, logo o pau-brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pau-brasil em florestas&lt;br /&gt;transformou-se bem depressa&lt;br /&gt;misturando-se na pressa&lt;br /&gt;com ipês e sucupiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos ipês, os passarinhos&lt;br /&gt;de galho em galho a pular&lt;br /&gt;brincavam indo cantar&lt;br /&gt;por entre raios de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os raios de sol brilhando&lt;br /&gt;nas florestas encantadas&lt;br /&gt;criaram duendes e fadas&lt;br /&gt;para bem cuidar de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os bichos e aves&lt;br /&gt;todas as flores e frutos&lt;br /&gt;que hoje na mão de brutos&lt;br /&gt;sem pena são dizimados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizimados pelo homem&lt;br /&gt;que se condena egoísta&lt;br /&gt;a um futuro pessimista&lt;br /&gt;sem florestas...&lt;br /&gt;sem mais nada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-2074212134132279528?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/2074212134132279528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/floresta-encantada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2074212134132279528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2074212134132279528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/floresta-encantada.html' title='FLORESTA ENCANTADA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-2567273322794852602</id><published>2011-10-06T15:43:00.001-07:00</published><updated>2011-10-06T15:43:48.444-07:00</updated><title type='text'>GENTE E PLANTAS</title><content type='html'>Por Célia Lamounier de Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somos belas plantas... Somos gente&lt;br /&gt;E é muito especial ser bela gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plantas crescem plantadas... gente não.&lt;br /&gt;Gente cresce livre e tem coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento brinca com plantas... o vento&lt;br /&gt;amigo de todos... não tem assento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntando vento, animal, gente e plantas&lt;br /&gt;estamos cuidando de vidas... santas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que precisam de água e ar na terra.&lt;br /&gt;Gente que pensa e anda... não faz guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente CUIDA do mundo e de animais.&lt;br /&gt;Tudo junto... para viver bem mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-2567273322794852602?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/2567273322794852602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/gente-e-plantas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2567273322794852602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2567273322794852602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/gente-e-plantas.html' title='GENTE E PLANTAS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-4465306896268207313</id><published>2011-10-06T15:40:00.000-07:00</published><updated>2011-10-06T15:40:31.465-07:00</updated><title type='text'>OUTUBRO, MÊS DA MAGIA</title><content type='html'>&lt;a href='http://1.bp.blogspot.com/-Rvu3K37p79Q/To4tux_9nbI/AAAAAAAAIVc/VmIaMWjgfmE/s1600/Outubro.jpg'&gt;&lt;img src='http://1.bp.blogspot.com/-Rvu3K37p79Q/To4tux_9nbI/AAAAAAAAIVc/VmIaMWjgfmE/s400/Outubro.jpg' border='0' alt=''style='clear:both;float:right; margin:0 0 10px 10px;' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;div style='clear:both; text-align:RIGHT'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Vânia Moreira Diniz (Brasília, DF)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outubro chegou há quatro dias quase junto com a primavera e é esse o grande segredo desse mês maravilhoso e que eu amo tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As árvores se tornam mais frondosas, as flores mais lindas em suas tonalidades especiais e a natureza parece que quando a olhamos tira a respiração, tão linda e feiticeira em sua extraordinária magnitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outubro para mim é acima de tudo um estado de espírito e normalmente mergulho em sensações as mais deliciosas e procuro viver intensamente, com as recordações ou o momento presente, curtindo cada acontecimento da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando sinto que falam em utopia, sorrio feliz, lamentando que não possam entender esse momento tão extraordinário da minha vida. Prossigo certa que preciso aproveitar como se em qualquer lugar do planeta fosse o paraíso de proporções inatingíveis e ao mesmo tempo tão plausíveis e reais que admiro, cada momento dessa fase de minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outubro é o mês das crianças e as sinto tão esfuziantes como se repentinamente pudessem correr livremente pelas ruas de qualquer cidade, libertas, vivendo cada minuto de sua infância e certas que estão protegidas do mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nasci em outubro e sinto como se tivesse recebido um presente eterno, que não posso agradecer suficientemente tal a grandeza que sinto nesse mês privilegiado.Talvez por isso parece que tudo que me acontece de bom converge para essa data e realmente quase todos os momentos felizes acabaram se concretizando nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que os outros meses não tenham importância, todos eles fazem parte do contexto de nossas existências e desse caminhar fantástico que é viver... Mas para mim particularmente Outubro tem a magia dos grandes encantos, dos sonhos realizáveis, dos objetivos duradouros e dessa doçura que faz sonhar com mais intensidade e me convencer da certeza das fantasias coloridas não importando o valor cronológico, todos os anos me encontro nesse estado de espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mês de outubro de 2011 além de marcar o tempo no dia 21 que é o dia em que vim ao mundo, aspirando o oxigênio salvador, há muitos outros eventos em curso que me deixam sensibilizada na magia de comemorações importantes para minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia com poucos anos de nascida, já senti o valor intrínseco do amor e da amizade e não por normas definidas, mas porque tantos os acontecimentos tristes como alegres vieram me dizer a importância de cada momento que vivi.E por ser a vida finita essa intensidade é maior e um minuto pode valer uma eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje quando abri os olhos e ouvi o canto dos pássaros em plena capital, pude me recordar de tantos episódios enquanto apreciava o céu muito azul e o horizonte vasto e lindo que agradeci ao Senhor do Universo a mágica vivência que tem sido minha estrada e fechei os olhos sentindo o mês de outubro que não só me deu a oportunidade de nascer mas me ofertou o presente da primavera e sua beleza e encanto fascinante enquanto comemoro algumas datas gratas ao meu coração e agradeço as pessoas que encontrei nesse paraíso de diversidades infindas e especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre a autora&lt;/b&gt;: Vânia Moreira Diniz, Ph.I., é presidente da Academia de Letras do Brasil, Seccional Distrito Federal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-4465306896268207313?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/4465306896268207313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/outubro-mes-da-magia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4465306896268207313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4465306896268207313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/outubro-mes-da-magia.html' title='OUTUBRO, MÊS DA MAGIA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Rvu3K37p79Q/To4tux_9nbI/AAAAAAAAIVc/VmIaMWjgfmE/s72-c/Outubro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-5845918044000884746</id><published>2011-10-06T15:34:00.001-07:00</published><updated>2011-10-06T15:34:40.990-07:00</updated><title type='text'>REMEDIAR</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absurdo pensar remédios&lt;br /&gt;matemáticos: alegóricos&lt;br /&gt;personagens sorvidos em ânsias&lt;br /&gt;engolem as palavras e as devolvem&lt;br /&gt;em doenças terminais de invernos:&lt;br /&gt;aceito a liça e brigo&lt;br /&gt;pelo escuro. A tortura&lt;br /&gt;desmerece a lâmpada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-5845918044000884746?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/5845918044000884746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/remediar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5845918044000884746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5845918044000884746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/remediar.html' title='REMEDIAR'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-2354214911490768996</id><published>2011-10-02T12:06:00.000-07:00</published><updated>2011-10-02T12:09:57.461-07:00</updated><title type='text'>O BOI DO MAMULENGO (DOCUMENTÁRIO, 16 min)</title><content type='html'>&lt;object width="400" height="360"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;Cod=3609&amp;exib=8899"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;Cod=3609&amp;exib=8899" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Boi do Mamulengo&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gênero: Documentário&lt;br /&gt;Diretor: Jorge Rodrigues&lt;br /&gt;Ano: 2005&lt;br /&gt;Duração: 16 min&lt;br /&gt;Cor: Colorido&lt;br /&gt;Bitola: 16mm&lt;br /&gt;País: Brasil&lt;br /&gt;Local de Produção: DF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa Feira de artesanato, um fantoche de teatro mambembe conta a história do Bumba-Meu-Boi do estado do Maranhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ficha Técnica&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção: Edson Barranqueiro &lt;br /&gt;Fotografia: Waldir Pina &lt;br /&gt;Roteiro: Jorge Rodrigues &lt;br /&gt;Som Direto: Chico Bororo, Fabio Socorro, Eliezer Mota &lt;br /&gt;Direção de Arte: Ramon Abreu, Ramon Navarro &lt;br /&gt;Montagem: Leandro G. Moura &lt;br /&gt;Trilha Sonora: Toada do Boi de Maracanã - O Canto da Sereia  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Prêmios&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme/vídeo Pelo Júri Popular no Concurso da Mostra Refestança no Guarnicê de Cine e Vídeo 2006  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Festivais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festival de Brasília 2005&lt;br /&gt;Festival de Cinema Hispano-Brasileiro 2007&lt;br /&gt;LUSOCOM 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-2354214911490768996?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/2354214911490768996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/o-boi-do-mamulengo-curta-metragem-16.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2354214911490768996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/2354214911490768996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/o-boi-do-mamulengo-curta-metragem-16.html' title='O BOI DO MAMULENGO (DOCUMENTÁRIO, 16 min)'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-686687840039892490</id><published>2011-10-02T11:54:00.001-07:00</published><updated>2011-10-02T11:54:41.814-07:00</updated><title type='text'>MEU PAÍS</title><content type='html'>Por Paccelli M. Zahler - Brasília/DF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro meu país&lt;br /&gt;E sua gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente que trabalha,&lt;br /&gt;Que sofre,&lt;br /&gt;Que rala&lt;br /&gt;E ainda sorri&lt;br /&gt;Sonhando com melhores dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente que quer vencer&lt;br /&gt;Na vida,&lt;br /&gt;Nos esportes,&lt;br /&gt;Até na avenida&lt;br /&gt;Durante o carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente honesta,&lt;br /&gt;Solidária, hospitaleira,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente que se orgulha&lt;br /&gt;Da nacionalidade brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-686687840039892490?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/686687840039892490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/meu-pais.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/686687840039892490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/686687840039892490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/meu-pais.html' title='MEU PAÍS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-1920453901319390152</id><published>2011-10-01T12:16:00.000-07:00</published><updated>2011-10-23T15:42:33.303-07:00</updated><title type='text'>PERFIL: CLÁUDIO DE LEÃO LEMIESZEK</title><content type='html'>&lt;a href='http://4.bp.blogspot.com/-fkb1ZJY3GD4/TodhkC8a7EI/AAAAAAAAIVU/emZBh1nUJrM/s1600/Lemieszek%2B2.jpg'&gt;&lt;img src='http://4.bp.blogspot.com/-fkb1ZJY3GD4/TodhkC8a7EI/AAAAAAAAIVU/emZBh1nUJrM/s400/Lemieszek%2B2.jpg' border='0' alt=''style='clear:both;float:right; margin:0 0 10px 10px;' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;div style='clear:both; text-align:RIGHT'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Paccelli José Maracci Zahler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando continuidade à coluna PERFIL, neste mês de outubro a Revista Cerrado Cultural (RCC) entrevistou o Prof. Cláudio de Leão Lemieszek, advogado, professor universitário, pesquisador, historiador, apaixonado pela História de Bagé. &lt;br /&gt;Autor dos livros: Bagé , Relatos de Sua História; Bagé , Novos Relatos de Sua História; Governos e Governantes de Bagé - 1964 a 1978; Notícias da Revolução de 1923 em Bagé; e Governos e Governantes de Bagé - 1979 a 1992, ele gentilmente atendeu ao nosso pedido, enviando as respostas por meio eletrônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. O que o motivou a mergulhar na História de Bagé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que ainda adolescente a história já me fascinava. Fui aluno aplicadíssimo nesta disciplina no ensino médio. Mas indiscutivelmente foram os cordéis do destino que me aproximaram definitivamente da história de Bagé.&lt;br /&gt;Encerrada minha participação na administração universitária como Pró-Reitor de Pesquisa e Extensão da Universidade da Região da Campanha-RS., a reitoria da universidade designou-me para atuar no Museu Dom Diogo de Souza.&lt;br /&gt;Sem formação específica a missão (quase um castigo) era árdua, mas o desafio animador em função do gosto pela história.&lt;br /&gt;Dirigia o Museu Dom Diogo de Souza o eminente Dr. Tarcisio Antônio Costa Taborda, antigo juiz de direito (casualmente minha primeira audiência como advogado no já longínquo ano de 1974, foi presidida pelo Dr. Tarcisio), pesquisador e profundo conhecedor da história de Bagé, além de amigo pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Como foi a transição de professor titular da cadeira de Direito das Coisas da Universidade da Região da Campanha - URCAMP a mestre em História pela Universidade de Passo Fundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarcisio recebeu-me de braços abertos. Abriu o museu para mim. Ensinou-me a história e orientou os primeiros passos na pesquisa. Mais que isso, revelou-me a beleza e a importância da história de Bagé, ainda pouco explorada. Apaixonei-me!&lt;br /&gt;Inicialmente dividia minha carga horária na universidade entre o magistério na Faculdade de Direito e a pesquisa no Museu. Como todas as paixões- e essa é intensa e permanente- em pouco tempo a sedução e a entrega foram totais.&lt;br /&gt;Faltava,  contudo - e sempre continuará faltando- suprir das deficiências na área de formação acadêmica e no campo da pesquisa científica, o que buscamos alcançar concluindo o curso de mestrado da UPF, considerado referência na área de história regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Seus livros "Bagé, Relatos de Sua História (1997)" e "Bagé, Novos Relatos de Sua História (2000)", ambos publicados pela editora Martins Livreiro, de Porto Alegre, RS,tratam da organização e do desenvolvimento da cidade de Bagé no início do século XX. Foi muito árduo coletar informações a respeito? Foi possível encontrar pessoas que vivenciaram aquele período e que se dispuseram a colaborar para maior precisão dos fatos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idubitavelmente, Bagé teve sua fase de maior exuberância do quarto final do século XIX às primeiras décadas do século XX. Costumo referir em palestras, mesmo como desafio, que neste período não há no RS município com maior importância histórica do que Bagé. Os principais acontecimentos políticos e econômicos do Estado deram-se em Bagé. Basta citar a proclamação da República Rio-grandense, sua participação na Guerra do Paraguai, a Revolução Federalista, criação de partidos políticos. A introdução das principais raças puro sangue bovino e equino. A primeira cidade do Rio Grande do Sul a receber a energia elétrica e o automóvel, etc.&lt;br /&gt;A religiosidade e a cultura do seu  povo encanta e torna insaciável a tarefa do pesquisador. Encontrar pessoas que vivenciaram muitos dos fatos históricos acontecidos no município permitiram corrigir o olhar do historiador. Tivemos a fortuna de colher depoimentos de pessoas que participaram na Guerra Civil de 1923 e seus esclarecimentos forneceram subsídios valiosos para desvendar fatos ainda obscuros. O mesmo pode se dizer com relação à Revolução de 1930 e 1964, e ainda com relação ao fortalecimento cultural da cidade e o surgimento do ensino superior em Bagé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Como tem sido a receptividade dos seus livros junto ao público leitor, não apenas de Bagé, mas de outras paragens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois primeiros livros- Bagé Relatos de sua história- estão praticamente esgotados. Como autor não poderia ter satisfação maior. A crítica foi muito receptiva. Esporadicamente, vemo-los citados em outros trabalhos e para nossa surpresa notamos leitores de outros estados e até do exterior.&lt;br /&gt;Mas não podemos dizer o mesmo das obras mais recentes: Governos e Governantes de Bagé, que julgamos trabalho de maior envergadura e dedicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;.Além de advogar, o senhor é professor universitário e produtor rural. Diante de tantas ocupações, o senhor segue uma rotina de trabalho para escrever seus livros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a produção literária está prejudicada com ocupações no Arquivo Público, no Museu. Tento dedicar a manhã para a história e a tarde para advocacia, mas confesso dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Quais seus próximos projetos no campo da História?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fase é de fermentação em dois temas distintos: imprensa partidária e tradicionalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Poderia nos falar sobre sua experiência como diretor  do Arquivo Público Municipal de Bagé no período 1997/2000? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um período de implantação e conscientização difícil dos órgãos públicos. Hoje, o Arquivo está consolidado e tem reconhecido seu papel e importância, muito graças ao trabalho desenvolvido pelo Prof. Cláudio Boucinha. Seu acervo vem crescendo significativamente nos últimos meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCC&lt;/b&gt;. Na sua opinião, o que falta ser escrito sobre a História de Bagé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excetuando o extenso trabalho produzido por Tarcisio Taborda e Eurico Salis, recém Bagé vem escrevendo sua história. &lt;br /&gt;Há muito que pesquisar e escrever sobre Bagé urbano, sobre a educação em Bagé, etc. São escassos os trabalhos nas áreas da economia e política face a sua importância regional e estadual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expressamos o nosso agradecimento ao Prof. Cláudio de Leão Lemieszek pela entrevista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-1920453901319390152?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/1920453901319390152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/perfil-claudio-de-leao-lemieszek.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1920453901319390152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/1920453901319390152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/perfil-claudio-de-leao-lemieszek.html' title='PERFIL: CLÁUDIO DE LEÃO LEMIESZEK'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fkb1ZJY3GD4/TodhkC8a7EI/AAAAAAAAIVU/emZBh1nUJrM/s72-c/Lemieszek%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-7474586181014774490</id><published>2011-10-01T11:37:00.000-07:00</published><updated>2011-10-01T11:37:24.358-07:00</updated><title type='text'>MANIFESTAÇÃO HOMOFÓBICA EM BAGÉ</title><content type='html'>QUEM SABE A PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO HOMOFÓBICA EM BAGÉ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Cláudio de Leão Lemieszek&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A Biblioteca Pública de Pelotas guarda a coleção do jornal Correio Mercantil (assim esperamos, pois que recentemente aquela Casa de Cultura promoveu um descarte eliminando parte de seu acervo, fato que mereceu censura geral no meio cultural de todo o estado), que por muitos anos circulou naquela cidade. &lt;br /&gt;Precisamente nas edições de agosto e setembro de 1887, foram publicados cerca de treze artigos, sob o título “Bagé há trinta anos”, de autoria de um cronista anônimo, que vindo residir nesta cidade, em 1857, teve a feliz ideia de registrar e publicar suas memórias (lamentavelmente ficaram perdidas no tempo).&lt;br /&gt;Em seus comentários, aponta muitos fatos já conhecidos, tais como a fundação da Sociedade Espanhola e da Beneficência Portuguesa; o famoso caso dos terrenos de Bagé, antes pertencentes ao Barão de Bagé; a formação do 35º Batalhão de Voluntários da Pátria; a construção do Teatro 28 de Setembro, além de muitas outras interessantes e importantes passagens de nossa história, que vêm sendo apropriadamente esmiuçadas, neste ano em que se comemora o bicentenário da Rainha da Fronteira.&lt;br /&gt;Aliás, é oportuno recordar, que a data de fundação de Bagé é arbitrada. Na verdade até 1955, pairavam dúvidas sobre o momento preciso em que foi criado o povoado de Bagé. Foi justamente nos congressos organizados por Tarcísio Taborda, em 1955 e 1961, em que se reuniu grande número de estudiosos da história do Rio Grande do Sul, que se chegou ao consenso de fixar o 17 de julho como o dia do nascimento da nossa cidade.&lt;br /&gt;Ainda hoje subsistem incertezas sobre o tema. Nesse sentido, basta lembrar, por exemplo, que o centenário de Bagé foi festejado pela municipalidade em 1912. Também, naquele ano, a Associação Rural organizou sua exposição-feira em grande estilo e com extensa programação para assinalar o centenário da cidade. O estudo do assunto por certo desperta interesse, mas é tema a ser comentado em outro momento.&lt;br /&gt;Por hora aguçam nossa curiosidade, os comentários do nosso articulista anônimo publicados no mencionado jornal pelotense, em cujas edições focaliza aspectos vários de nossa cidade. O cotidiano, o lazer, a religiosidade, o ensino, os seus primeiros comerciantes e profissionais liberais, as dificuldades administrativas da municipalidade e a certa ingenuidade dos habitantes são por demais aí comentados, permitindo, dessa maneira, criarmos um imaginário das dimensões, dos costumes e do modo como se vivia, em Bagé, há aproximadamente cento e cinquenta anos atrás.&lt;br /&gt;Entre tantos curiosos assuntos que, oportunamente, voltaremos a enfocar, selecionamos o que dá título a este artigo, matéria considerada tabu para sociedades fechadas e atrasadas, mas que, felizmente, vem sendo derrubado nos dias atuais, principalmente por meio da censura pública e da criminalização da homofobia.&lt;br /&gt;Conta o anônimo cronista, que, em 1858, existia na cidade um indivíduo de nacionalidade argentina que habitava um tosco rancho de palha situado próximo à bica (primeira fonte pública de água de Bagé localizada na Rua Marcílio Dias, entre as ruas Gen. Neto e Gen. Sampaio).&lt;br /&gt;Essa pessoa, que se chamava Thomazia, mas era mais conhecida pelo seu apelido “Macho e fêmea”, vivia sozinha em seu casebre. Usava cabelos lisos e longos, sempre cobertos por um lenço preso ao pescoço.  Pouco saía de casa, a não ser para assistir à missa dominical da qual era frequentadora assídua, pois era muito religiosa.&lt;br /&gt;Procurando reproduzir, fielmente, as palavras do incógnito articulista, vejamos a história de Thomazia: “Em 1860, no dia 7 de setembro, havia parada na praça da matriz em grande gala, e Te-Deum, e, dentro da igreja a par das famílias, achava-se a célebre Thomazia ajoelhada. O finado cel. Brandão, teve a feliz lembrança de ordenar a um cabo que, quando saísse Thomazia, a prendesse e conduzisse à cadeia. O cabo cumpriu a ordem e recolheu Thomazia.&lt;br /&gt;Examinada a presa pelo falecido Dr. Freitas, já falecido, do exame resultou que, em vez de ser Thomazia era Thomaz, e ali lhe foi cortado o cabelo, fizeram-lhe vestir roupa de homem, foi processado e condenado a cumprir sentença em Porto Alegre.&lt;br /&gt;Eis aqui um fato que os leitores talvez julguem ser invenção, porém, é verdadeiro como poderão atestar os antigos que ainda existem”.&lt;br /&gt;O destino de Thomazia certamente não seria o desejado, especialmente levando em consideração o convívio e os conceitos sociais da sociedade dos nossos dias, bastando para tanto citar nossa Constituição Federal que em seu art. 3, IV estabelece, como objetivo fundamental da nossa república: “promover o bem de todos sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, e quaisquer outras formas de discriminação”, aí naturalmente compreendida a orientação sexual.&lt;br /&gt; Seguramente, Thomazia teve melhor sorte do que muitos homossexuais dos dias atuais, que, inexplicavelmente, ainda são discriminados, surrados e até vítimas da violência letal, gerando a comoção de muitos, mas também o descaso e a injustiça de poucos. É verdade que estes são poucos, mas envergonham a humanidade, principalmente se considerarmos que muitos deles têm força para fazer justiça.&lt;br /&gt;Felizmente, o Brasil, neste campo, é definitivamente um país de primeiro mundo, pois é cada vez mais visível o fortalecimento do exercício de cidadania, especialmente no que tange ao respeito à dignidade e à diferença do ser humano. Ao contrário de outras nações, que em pleno século XXI aplicam a pena de morte contra os homossexuais, em nosso país tramita, na Câmara Federal, Projeto de Lei propondo a criminalização de preconceitos movidos pela orientação sexual e pela identidade de gênero. &lt;br /&gt;Nossa sociedade está cada vez mais atenta e assim vem dando um basta à humilhação, ao ódio, e à intimidação. É hora da defesa da honra e dignidade dos discriminados.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;(Publicado também no Jornal MINUANO, ago/2011)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-7474586181014774490?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/7474586181014774490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/manifestacao-homofobica-em-bage.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7474586181014774490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7474586181014774490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/manifestacao-homofobica-em-bage.html' title='MANIFESTAÇÃO HOMOFÓBICA EM BAGÉ'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-5394881159827779772</id><published>2011-10-01T11:28:00.000-07:00</published><updated>2011-10-01T11:28:35.735-07:00</updated><title type='text'>TRAJETO</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://1.bp.blogspot.com/-W3_fzxe4WlY/Todb0wzAM4I/AAAAAAAAIVM/mNLRZvltb-w/s1600/Pedro%2Bdu%2Bbois%2B2.jpg'&gt;&lt;img src='http://1.bp.blogspot.com/-W3_fzxe4WlY/Todb0wzAM4I/AAAAAAAAIVM/mNLRZvltb-w/s400/Pedro%2Bdu%2Bbois%2B2.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-5394881159827779772?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/5394881159827779772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/trajeto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5394881159827779772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5394881159827779772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/trajeto.html' title='TRAJETO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' 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style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-7950153057310848008?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/7950153057310848008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/resultado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7950153057310848008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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JATOBÁ</title><content type='html'>Por Ironita Pereira Mota&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://4.bp.blogspot.com/-xIb2Bbsqh6g/TodaJun41CI/AAAAAAAAIU8/2M7e6OE2nlQ/s1600/P%25C3%25A9%2Bde%2BJatob%25C3%25A1.jpg'&gt;&lt;img src='http://4.bp.blogspot.com/-xIb2Bbsqh6g/TodaJun41CI/AAAAAAAAIU8/2M7e6OE2nlQ/s400/P%25C3%25A9%2Bde%2BJatob%25C3%25A1.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sobre a autora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ironita Pereira Mota &lt;/b&gt;reside em Aparecida de Goiânia, GO, e escreve sobre temas relacionados à Natureza, particularmente, sobre a fauna e a flora do Cerrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 02/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6506893274234374754?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6506893274234374754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/o-pe-de-jatoba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6506893274234374754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6506893274234374754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/o-pe-de-jatoba.html' title='O PÉ DE JATOBÁ'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-xIb2Bbsqh6g/TodaJun41CI/AAAAAAAAIU8/2M7e6OE2nlQ/s72-c/P%25C3%25A9%2Bde%2BJatob%25C3%25A1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-762392272554701596</id><published>2011-10-01T11:16:00.001-07:00</published><updated>2011-10-01T11:18:39.305-07:00</updated><title type='text'>CONFIDÊNCIA</title><content type='html'>Por Jean Narciso Bispo Moura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A provocação com amarelo&lt;br /&gt;Começou com quando vi pela primeira vez&lt;br /&gt;O seu terrível espírito de cupim&lt;br /&gt;Que come a madeira de nossos dias&lt;br /&gt;E intimida o verde.&lt;br /&gt;Que somente viverá na ausência completa do amarelo&lt;br /&gt;Enquanto isto ele decora centenas e centenas de dicionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 02/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-762392272554701596?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/762392272554701596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/confidencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/762392272554701596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/762392272554701596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/confidencia.html' title='CONFIDÊNCIA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' 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/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/831327037956039525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/questionamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/831327037956039525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/831327037956039525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/questionamento.html' title='QUESTIONAMENTO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' 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/&gt;Sobre o autor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean Narciso Bispo Moura nasceu 31 de outubro de 1980, na cidade de São Félix, Bahia. Estudou filosofia e pedagogia, em São Paulo e especializou-se em Educação. O poeta mora em São Paulo, na cidade de Itaquaquecetuba. O autor tem atualmente dois livros publicados "A lupa e sensibilidade" (2002) e "Setenta e cinco para um esqueleto poético" (2005). É co-editor da revista virtual Anedota Búlgara, que tem recebido autores nacionais e estrangeiros. Ele é casado e professor de Filosofia. Mantém as seguintes páginas pessoais:&lt;br /&gt;www.anedotabulgara.blogspot.com &lt;br /&gt;www.poetajean.zip.net &lt;br /&gt;www.poetajean.blogsot.com&lt;br /&gt;www.poeta.jean@hotmail.com&lt;br /&gt;www.poetajean@bol.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 02/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-5833498386015371015?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/5833498386015371015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/geologia-celestial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5833498386015371015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5833498386015371015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/geologia-celestial.html' title='GEOLOGIA CELESTIAL'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-8919351428832369666</id><published>2011-10-01T11:13:00.000-07:00</published><updated>2011-10-01T11:13:48.151-07:00</updated><title type='text'>MATER ET MAGISTRA</title><content type='html'>Por Von Steisloff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com quase toda certeza, aquele seria um importante dia de minha vida. O Ser Humano tem muitas vezes, algumas restrições para descobrir e encontrar o verdadeiro “ego”. Aquilo tecnicamente descrito como o Self. No meu sistema de auto-avaliação sempre me tive no melhor dos conceitos. Afinal, na realidade, eu nem me conhecia. Sempre me afastei de qualquer possibilidade de aprofundar os conhecimentos que pudessem revelar a minha verdadeira cara. Nunca permiti que se revelasse a minha real personna: a máscara íntima; das profundezas de minha alma. Sempre tive que dissimular a constante ansiedade. Justificava para mim próprio que, esse procedimento era normal em qualquer representante do gênero humano. Como é bom, e mais cômodo, ficar-se no terreno das ilusões acerca de nós mesmos! Mas agora eu estava subindo como que, a montanha para mirar a enorme planície da minha existência universal nas contínuas alternâncias ao longo do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Por isso eu considerava que, o dia seria tal como um divisor de águas entre o que eu achava que era e o que eu realmente era. Ao caminhar carregando as minhas preocupações, lembrava-me das inúmeras vezes que já tinha enfrentado – e fugido – das possibilidades de revelar-me por inteiro. Os meus fugidios enfrentamentos da realidade baseavam-se na incredulidade do que sempre me falaram as cartomantes ou os sensitivos e até mesmo alguns médiuns nas sessões espíritas a que fui conduzido por minha mãe. “Esse rapaz tem um passado muito remoto de grandes tragédias!”. Mas a curiosidade sempre foi muito maior do que os meus temores do auto-conhecimento. &lt;br /&gt;Entretanto, aquelas afirmações na infância ou juventude me conduziam para um estado de desconforto profundo, levando-me sempre a fugir do assunto. Queria ver sepultado o que eu tinha sofrido no passado; em outras vidas. Eu suava e ficava apavorado com as constatações destacadas no meu corpo físico de agora; nesta existência material “Veja as marcas da guilhotina no pescoço do menino!” – Diziam sempre para minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Para a minha decidida ascensão na montanha e poder descortinar, de vez, a verdade sobre o meu passado, estava sendo amparado por um profissional que me garantiu uma sessão tranqüila de regressão de memória. “Fique tranqüilo – sempre dizia o médico – Estará tudo sob o meu controle”. Por isso tinha aceitado, mesmo ressabiado, dirigir-me até sua casa nesse dia marcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           A única exigência, ou pedido, que, fiz ao médico era não permitir – durante o processo de regressão – que eu não escapasse do seu controle de sugestões. Tinha fortes receios que eu pudesse retornar à minha outra provável existência antes e logo depois da Revolução Francesa nos anos 1700.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Minha confiança naquele terapeuta de vidas passadas fortalecia na medida que ele me explicava, com detalhes científicos, as técnicas rotineiras utilizadas por ele para pesquisas e descobertas de males psicossomáticos da sua numerosa clientela. As longas consultas feitas durante vários dias antes do dia aprazado para a regressão, serviram para sedimentar minha confiante tranqüilidade diante da minha eterna angústia. É evidente que, eu tinha pavor de sentir-me, novamente, sob a ameaça da terrível lâmina da guilhotina nos longínquos 1700; ainda lá no século XVIII! Garantiu-me o doutor amigo que, eu seria conduzido apenas à minha existência imediata. Diante de qualquer manifestação de sofrimento de minha parte, ele tomaria as providências técnicas para meu “retorno” o mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Tudo combinado, acertou-se o dia e lá fui caminhando em direção ao consultório entre preocupado e antegozando o fim dos meus males que, diziam, tinham raízes em outras vidas. "O que seria que tinha ocorrido?". Agora não tinha mais como fugir do meu autoconhecimento. "Vou saber, afinal - imaginei no meu silêncio angustiante - Quem sou eu; de onde venho!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sentei-me confortavelmente em uma macia poltrona forrada em couro esverdeado e o doutor iniciou a sessão de terapia de vidas passadas. Começou lembrando-me, com palavras em tons graves, mas suaves e pausadas, que, eu deveria “desligar-me” de tudo o que estivesse me preocupando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           O doutor gravou o que eu ia narrando durante a regressão e, depois, fora do transe a que fui conduzido, posso lembrar-me, com extrema felicidade, de todos os detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          De repente, tal e qual um vagabundo bissexto eu ia caminhando pelas pobres ruelas do bairro humilde das periferias de Roma. As pessoas que passavam cumprimentavam-se com a alegria do italiano típico. Mas eu nem era notado. Minha pessoa deveria ser realmente de extrema insignificância. O bairro era o meu mundo querido e nada podia me ofender. Eu tinha a cabeça feita para enfrentar as tentativas das prováveis atitudes de menosprezo dos habitantes locais. Minhas lembranças agora de jovem trabalhador permaneciam ainda fixadas nos dias de tempos passados quando cheguei no bairro por vez primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Na realidade nada mais podia me ofender. Eu disse que tinha a cabeça feita, mas para ser mais exato eu deveria dizer que eu tinha bem feitos o coração e alma. Essa milagrosa transformação eu tinha a agradecer à minha querida mãezinha aqui no bairro San Lorenzo, em Roma. Eu estava muito feliz! Daquela aspereza da vida do San Lorenzo eu soube tirar um punhado de felicidade. Ia caminhando em busca e ao encontro de minha mãe e, mesmo ao longe, já podia ouvir a algazarra das crianças ricas ou pobres no casarão transbordante de alegria. Continuei em passos ansiosos para chegar logo e associar-me às homenagens de todo ano à minha velha mãe! Hoje é um dia muito especial para ela! O velho casarão vai ser reinaugurado! O prefeito de Roma também já deve ter chegado. Todas as autoridades estarão também trajando os solenes trajes negros; fraques e as refinadas cartolas de seda lustrosa! Eu estou de terno simples e gravata borboleta, mas comprados com meu próprio dinheiro! Aprendi a ser gente, deixar de ser bobo graças à minha mãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             É também a comemoração antecipada do nosso aniversário! Ela estará completando no próximo dia 31 de agosto seus trinta e sete anos! Eu completarei na mesma data – transbordante de orgulho – os meus vinte anos. Fico sempre perguntando no meu silêncio, se apenas aquela coincidência dos dias do nascimento foi suficiente para a feliz aproximação da linda senhora Maria tornar-se minha a mãe! Entretanto hoje – 6 de janeiro de 1907 – a festa é bem mais importante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Quando chego mais perto do velho casarão meu coração pulsa forte e sinto os pelos dos braços e da nuca arrepiados: há dois meses eu não passava pelo local e tudo demonstrava agora mais arrumação. Meu trabalho em uma encadernadora não me dava tempo para esses passeios. Mas hoje eu tinha permissão para –“...Largar tudo e juntar-me às homenagens à signora Maria...”– Disse-me o alegre patrão que também vinha abraçar a aniversariante e prestigiar a reinauguração das novas instalações no antigo casarão de San Lorenzo. Minha emoção tinha suas raízes na história do meu rápido aprendizado e recuperação das minhas deficiências mentais desde o nascimento. No casarão fui adotado desde os dez anos com indisfarçável preferência, para manejar os brinquedos mágicos daquela que seria minha mãe por escolha dela.   Na minha miséria infantil na Roma do século XIX, sem pai nem mãe, fui acolhido pela, ainda jovem Maria, para suas práticas de acionar o meu motor interno das minhas próprias transformações. Práticas simples e maravilhosas que, vivi ali no mundo do casarão de San Lorenzo. Por isso, por ser tão frágil, sem pai ou mãe; vilipendiado desde menino nas profundezas da debilidade mental, a signorina Maria com vinte e sete anos, adotou-me como seu filho dileto. Era a única mãe que conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Já bem defronte do casarão minha respiração quase pára de tanta surpresa e alegria. Do lado de dentro, escondida pelos enormes e pesados portões de madeira maciça, eu podia ouvir claramente a vibrante banda militar com as sincopadas tarantelas. Na parede, bem no alto do portão por onde eu devo entrar, fico parado olhando o que lá está escrito em letras góticas vermelhas enormes: “Casa dei Bambini – Direzione Dottora Maria Montessori”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Entro discretamente pois, a solenidade já começou e não quero perturbar com a minha chegada. Noto que nem seria necessária a minha preocupação. Não sou notado por quase ninguém. Sou como um fantasma; invisível. Insignificante; como sempre fui, desprezado por todos. Nada me surpreende naquele mesmo ambiente de sempre com os sorrisos de conveniência; e nem mesmo o fétido ar impregnado de naftalina que rescende das grossas fatiotas eternamente resgatadas para os muitos invernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Caminho bem discreto pelas bordas da pequena aglomeração que se forma ao redor da homenageada e fundadora da “Casa dei Bambini”. Todos ouvem com grande respeito as palavras de elogios do prefeito de Roma dirigidas à doutora Maria Montessori. Mesmo sem entender exatamente do método de auto-educação criado pela dedicada mestra, ele insiste e tenta explicar os detalhes da utilização de instrumentos de classe como os extraordinários e motivadores “materiais dourados". É evidente e constrangedora a ignorância do prefeito ao tentar “dar uma aula” na presença de Maria Montessori. Enquanto isso a mestra, minha mãe, suporta heroicamente o falatório e sorri condescendente quando me vê entrar e ficar estático diante da sua visão sublime. Sem se importar com o rígido protocolo próprio do momento, ela me olha sem-cerimônia e posso entender a pequena frase que ela tinha me dito ainda quando eu tinha dez anos. Pelos movimentos propositadamente acentuados dos lábios, ela repete as palavras que cravaram-se em minha alma infantil, transformando a criança frágil e desvalida no homem seguro e independente: “...Tu sei Mille volte piú bello Che lei...”. Aquelas doces palavras, mil vezes pronunciadas de Maria Montessori livraram-me para sempre, com bondade, dos apelidos maldosos que me aplicavam os amiguinhos da mesma idade. Minha mãe sempre me estimulava afirmando que eu era mil vezes mais bonito que eles! De qualquer maneira eu não acreditava muito no seu julgamento sobre minha beleza física. Como sempre entendi; as suas palavras elogiosas estavam direcionadas para a minha tenacidade e persistência em manter sempre ativo o próprio motor interno de constantes descobertas. Só isso; nada de beleza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Tinha chegado o momento da benção das novas instalações e o padre, representando o papa Pio XI, é o mais distinguido por sua sotaina extremamente bem talhada a moldar-lhe o corpo magérrimo. Com um tom muito solene e de cuidada pronúncia apostólica a disfarçar-lhe o timbre de forte nasalado, o místico padre inicia a sua fala em nome de Sua Santidade Achille Ratti. O padre de nariz adunco na sua palidez de sombrias capelas, olha fixo através das lentes do seu cristalino par de óculos. Para ele, só importa a pessoa da magnífica homenageada do dia! “O próprio papa! – exulto com a cena – Já conhece a minha mãe!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Enquanto isso, saio antes que notem a minha fatiota amarfanhada. Não desejo envergonhar a minha querida mãe! Antecipo-me à solenidade de reinauguração e curvo-me o necessário para passar por baixo da larga fita de seda nas cores da bandeira da Itália. Em poucos minutos a fita tricolor será cortada pela tesoura oficial do prefeito de Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Como ainda sinto-me de casa, sigo sozinho para as salas novas com as suas extensas prateleiras atulhadas com os materiais de auto-aprendizado. Tudo criado pela prodigiosa mente de minha mãe, Maria Montessori! Meu coração parece vibrar a cada peça que vou revendo: os cubinhos, os cartões com letras e números em superfícies de lixa e as caixinhas menores escondidas nas caixas maiores! As contas! Ah as dezenas de contas multicoloridas onde descortinei o mundo da aritmética! Fico estático por momentos que não contabilizo diante da fascinação dos reluzentes materiais de ouro de Maria Montessori. Eu os manipulei – idênticos – durante os encantadores dias de minha meninice!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Quase não noto que chega, bem por trás, minha mãe gentilmente acompanhada pelo padre Eugenio Paccelli. Estremeço por estar assim tão próximo do mais próximo padre junto ao papa! O sacerdote espanta-se, com a discrição que lhe convém, quando Maria Montessori – uma cientista solteirona – apresenta o seu filho ali do lado. O Padre Paccelli assim tão de perto assemelha àquelas figuras do milenar teatro Kabuki japonês: finamente assexuado; cara extremamente pálida ao giz branco e fácies absolutamente marmórea. Isenta de quaisquer sinais emotivos terrenos. Perturbo-me, para desagrado de minha mãe, quando titubeio se beijo, ou não beijo, o sagrado anel do sinistro representante do papa à minha frente! Não consigo controlar o repulsivo sentimento de nojo que me aflora toda vez que me invade as narinas, o odor enjoativo que exala dos padres das variadas hierarquias: aquele misto das fórmulas secretas e indescritíveis de ceras, incenso e mirra, bolores dos escondidos catres e indevassáveis confessionários. Por fim, para minha satisfação, o lento padre sai, não sem antes fuzilar através dos seus característicos óculos redondinhos, as minhas vestimentas prosaicas para um dia tão especial,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Minha respiração parece acelerar perigosamente quando insisto rever os materiais simples e mágicos que me ergueram do terrível poço escuro de um acidente genético; aquele menino excepcional à beira do cretinismo irrecuperável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Minha emoção vai às alturas e, por segurança, sou conduzido de volta do transe hipnótico pelo doutor que acompanhou-me e conduziu-me até uma outra vida anterior imediata. Agora sabemos das origens dos atropelos e dificuldades para o aprendizado. E as “marcas” no pescoço do menino, serão mesmo da guilhotina dos anos 1700s?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 02/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-8919351428832369666?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/8919351428832369666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/mater-et-magistra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/8919351428832369666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/8919351428832369666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/mater-et-magistra.html' title='MATER ET MAGISTRA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-7012487153574288156</id><published>2011-10-01T11:10:00.000-07:00</published><updated>2011-10-01T11:12:04.052-07:00</updated><title type='text'>CORDEL PARA RÔMULO MARINHO</title><content type='html'>Por Gustavo Dourado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rômulo Marinho é de Guaçuí:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capixaba de Celina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi criado na Tijuca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compõe e não desafina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua arte é dia.amante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quintessência cristalina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telegrafista-advogado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juiz e compositor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sindtelegrafista do Rio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi presidente-diretor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da conhecida CONTCOP:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi presidente-fundador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos Sessenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem ao Planalto Central...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Residência em Brasília:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz trabalho musical...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretário de Serviços Públicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Distrito Federal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É membro da ANACIM:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E presidente-fundador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores e Intérpretes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiam o compositor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Vinícius do Cerrado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem alma e voz de trovador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palindromista afamado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi Deputado Federal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários cargos exerceu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ética profissional...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sindescritores-Almub:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sapiência cultural...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parceiro de Evaldo Gouveia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecido cantor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem belas obras-primas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo em nome do Amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rômulo Marinho, poeta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iluminado escritor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sindicato dos Escritores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atua como Diretor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Direito Autoral:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É grande conhecedor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papalíndromo lapida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua arte é um primor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o Rei do Palíndromo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca nasceu outro igual...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como Pelé em campo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz drible fenomenal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito Garrincha na bola: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz verso monumental...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrato Coletivo de Trabalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A Tua História) é social...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(TUCANO NA CUT) um marco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poética palindromal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palindromagia zen:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verve do transcendental...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez o mais longo palíndromo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do idioma português...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;478 letras,173 palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio sempre todo mês...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mestre n`arte da poesia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mago palindromês...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprecia a amizade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já curtiu a bhoemia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permanece na ativa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na arte da poemia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito Noel do Cerrado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tece a sua fantasia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília muito lhe deve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez verso para a cidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admira JK:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Age com fraternidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É crítico da coisa errada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busca ética-verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicado à Família:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E à solidariedade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ama os filhos,curte os netos/as:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultiva a liberdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua poesia resplandece:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flui a luminosidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma Usina de Letras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Multiartista-criator...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritores e Poetas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm apreço, dão valor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília homenageia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mestre compositor... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internauta concriativo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É vate navegador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos mares da Web:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Critica o mal.feitor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eles tão metendo a mão"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Pacotão, ganhador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi matéria no Correio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu na tela global...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantém a simplicidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seu toque natural...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialista em vinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transmuta o hominal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pós-aposentadoria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedica-se a criação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultua a dona Mirtes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amada do coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um amante da noite:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz sua Revôolução...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rômulo Marinho, parabéns:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poeta, mestre, criador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Advogado respeitado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem de grande valor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem nossa admiração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batam palmas, por favor... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Visite a página de Gustavo Dourado http://www.gustavodourado.com.br  )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 02/1009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-7012487153574288156?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/7012487153574288156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/cordel-para-romulo-marinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7012487153574288156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7012487153574288156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/cordel-para-romulo-marinho.html' title='CORDEL PARA RÔMULO MARINHO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-4067254767410415720</id><published>2011-10-01T11:05:00.000-07:00</published><updated>2011-10-01T11:05:27.428-07:00</updated><title type='text'>DONO DA TERRA</title><content type='html'>Por Maria Moraes Miranda (1921-2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele habita onde seus olhos alcançam,&lt;br /&gt;vivendo feliz no Planeta Terra.&lt;br /&gt;É dono de campinas multicores,&lt;br /&gt;de florestas que terminam na serra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando embevecido na praia,&lt;br /&gt;ou encantado num barco a vogar,&lt;br /&gt;Sente-se dono dessas maravilhas:&lt;br /&gt;do firmamento, da terra e do mar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Age honestamente, com sobriedade,&lt;br /&gt;tem o trabalho como companheiro.&lt;br /&gt;Não teme as encruzilhadas da vida,&lt;br /&gt;crê que Deus ilumina seu roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendendo a mão, querendo ajudar,&lt;br /&gt;vai cumprindo jornadas com prazer.&lt;br /&gt;Segue sereno aguardando a chamada&lt;br /&gt;pra sua herança no Céu receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 02/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-4067254767410415720?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/4067254767410415720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/dono-da-terra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4067254767410415720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4067254767410415720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/10/dono-da-terra.html' title='DONO DA TERRA'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-5399685449193066983</id><published>2011-09-17T12:40:00.000-07:00</published><updated>2011-09-17T12:40:54.232-07:00</updated><title type='text'>S. O. S. - TRAGADO PELA ILUSÃO</title><content type='html'>(para um pai chamado José) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Manoel Ianzer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você nasceu nos anos noventa&lt;br /&gt;parece que foi ontem&lt;br /&gt;veio para minha alegria&lt;br /&gt;minha realização&lt;br /&gt;e para ser o meu segmento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tronou-se um homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na minha correria&lt;br /&gt;não percebi&lt;br /&gt;o seu crescimento&lt;br /&gt;pouco me envolvi&lt;br /&gt;no seu desenvolvimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imaginei o seu sucesso&lt;br /&gt;você determinou&lt;br /&gt;o seu insucesso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tudo foi tão rápido &lt;br /&gt;e sorrateiro&lt;br /&gt;levei uma rasteira&lt;br /&gt;senti a dor da desilusão&lt;br /&gt;e o amargor da minha alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois que provou a droga&lt;br /&gt;pela primeira vez&lt;br /&gt;sentiu-se realizado&lt;br /&gt;sem medo&lt;br /&gt;de ser infeliz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com satisfação&lt;br /&gt;jogou-se de corpo inteiro&lt;br /&gt;pelo prazer&lt;br /&gt;da fascinação do agito&lt;br /&gt;do barulho&lt;br /&gt;e do estrago&lt;br /&gt;que fez a si mesmo&lt;br /&gt;e aos que estavam a sua volta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a sua vontade era pura&lt;br /&gt;beleza&lt;br /&gt;sentia enorme alucinação&lt;br /&gt;que o tornava&lt;br /&gt;mais dependente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você escapava das minhas &lt;br /&gt;mãos&lt;br /&gt;escorregando como um peixe&lt;br /&gt;simulado&lt;br /&gt;jogando fora a ajuda&lt;br /&gt;do seu amado pai&lt;br /&gt;que era o seu respaldo&lt;br /&gt;a sua degurança&lt;br /&gt;o seu suporte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;traiu o seu único amigo&lt;br /&gt;fui tragado pela ilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tudo ficou curto&lt;br /&gt;a grana&lt;br /&gt;a paz&lt;br /&gt;e aquele sentimento&lt;br /&gt;de alegria&lt;br /&gt;foi desmoronando&lt;br /&gt;virando escuras mágoas&lt;br /&gt;e refinado fel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não foi fiel aos princípios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os seus gastos&lt;br /&gt;um rombo&lt;br /&gt;um estouro&lt;br /&gt;um tombo&lt;br /&gt;me derrubou financeiramente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os seus gestos&lt;br /&gt;um estrondo&lt;br /&gt;a sua mente&lt;br /&gt;um assombro&lt;br /&gt;me arrasou sentimentalmente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;portas trancadas&lt;br /&gt;caminhos fechados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem calor humano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saudade da sua infância&lt;br /&gt;que vontade de te abraçar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tive minhas falhas&lt;br /&gt;meus erros&lt;br /&gt;mas nunca deixei de amá-lo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto sonhava &lt;br /&gt;para o seu bem&lt;br /&gt;você navegava&lt;br /&gt;para o seu mal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alucinado pelas farras&lt;br /&gt;de entorpecentes&lt;br /&gt;continuava com os seus&lt;br /&gt;deslizes e subtrações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;te procurei dia e noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não reagiu&lt;br /&gt;faltou dignidade&lt;br /&gt;faltou caráter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;usou maconha&lt;br /&gt;colheu vergonha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;comprou erva&lt;br /&gt;vendeu merda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sofri...&lt;br /&gt;...sofri&lt;br /&gt;MUITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quase não aguentei&lt;br /&gt;esse tormento cruel&lt;br /&gt;que abalou minha base&lt;br /&gt;minha estrutura&lt;br /&gt;fui derrotado&lt;br /&gt;e por pouco não sucumbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S.O.S.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acabou&lt;br /&gt;pelos desvios da vida&lt;br /&gt;em desvairados&lt;br /&gt;caminhos de delírios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chorei...&lt;br /&gt;...chorei&lt;br /&gt;MUITO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-5399685449193066983?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/5399685449193066983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/s-o-s-tragado-pela-ilusao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5399685449193066983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/5399685449193066983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/s-o-s-tragado-pela-ilusao.html' title='S. O. S. - TRAGADO PELA ILUSÃO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-3141991165537449462</id><published>2011-09-12T16:08:00.000-07:00</published><updated>2011-09-12T16:08:15.658-07:00</updated><title type='text'>OBSÉQUIO</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Obsequio o soneto: digo em versos,&lt;br /&gt;o muro erguido em tijolos diversos&lt;br /&gt;guarda espaços inatingíveis, empilha&lt;br /&gt;frutos ao relento. Recubro o soneto em ventos&lt;br /&gt;soprados na expressão do verbo. Realizo&lt;br /&gt;em sons o tormento do mar sobre as pedras.&lt;br /&gt;Sobre as pedras ergo o muro: tijolo&lt;br /&gt;resultante do cozimento do barro; início&lt;br /&gt;cristalizado separa mundos: declamo&lt;br /&gt;obsequioso o soneto. Silencio&lt;br /&gt;paredes e portas em adjetivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-3141991165537449462?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/3141991165537449462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/obsequio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/3141991165537449462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/3141991165537449462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/obsequio.html' title='OBSÉQUIO'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6462726438143171624</id><published>2011-09-11T12:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-11T12:00:40.617-07:00</updated><title type='text'>SECA INCANDESCENTE</title><content type='html'>Por Sandra Fayad&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Choro por ti, rastejante Tamanduá!&lt;br /&gt;Queimado vivo sob os olhos do Poder.&lt;br /&gt;Choro por ti , pequeno Preá!&lt;br /&gt;Não tiveste chance de amanhecer.&lt;br /&gt;Choro por ti, dourada mãe Sabiá!&lt;br /&gt;Sem asas para teus filhotes acolher.&lt;br /&gt;Choro por ti, esperto Lobo Guará!&lt;br /&gt;Sem  Lobeira,  não podes sobreviver.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Choro por ti, Ipê roxo... rosa...verde... amarelo...&lt;br /&gt;Faixas de luto na minha bandeira ambiental.&lt;br /&gt;Choro por ti, Pau d’alho... Pau terra...Marmelo...&lt;br /&gt;Soldados feridos,  combalidos,  tombados.&lt;br /&gt;Choro por ti, Buriti... Pequi... Murici...&lt;br /&gt;Óleo negro, incandescente, chamuscado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Minhas lágrimas – gel petrificado;&lt;br /&gt;Meu ar - fuligem da grande chaminé;&lt;br /&gt;Meu consolo  – respirares o mesmo ar;&lt;br /&gt;Minha vingança - saber-te intoxicado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quem sabe agora te mexes, “Consommé”?&lt;br /&gt;Quem sabe proteges o cerrado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Visite a página da poetisa Sandra Fayad:http://sandrafayad.prosaeverso.net)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6462726438143171624?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6462726438143171624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/seca-incandescente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6462726438143171624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6462726438143171624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/seca-incandescente.html' title='SECA INCANDESCENTE'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-633483241974520797</id><published>2011-09-10T15:03:00.000-07:00</published><updated>2011-09-10T15:51:09.461-07:00</updated><title type='text'>HOJE ACORDEI RECORDANDO...</title><content type='html'>Por Vânia Moreira Diniz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://3.bp.blogspot.com/-0oYyCwkbLS0/TmvpQid_8JI/AAAAAAAAITs/IPIggUkIdQo/s1600/Casa%2BVania.jpg'&gt;&lt;img src='http://3.bp.blogspot.com/-0oYyCwkbLS0/TmvpQid_8JI/AAAAAAAAITs/IPIggUkIdQo/s320/Casa%2BVania.jpg' border='0' alt=''style='clear:both;float:left; margin:0px 10px 10px 0;' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;div style='clear:both; text-align:LEFT'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei propensa  às reminiscências. Sentindo vontade de percorrer o quintal da minha casa na Rua Barata Ribeiro em Copacabana, onde na infância eu apostava corridas,  tentando um campeonato de patins com minhas amigas e caindo da gangorra enquanto meu irmão pulava antes do tempo.&lt;br /&gt;A bola não parava levando-se em conta que nessa época minhas irmãs não haviam nascido, os da minha idade eram apenas homens e eu gostava de disputá-la com eles , deixando muitas vezes que ela caísse na vizinha que não estava disposta a participar das brincadeiras e imediatamente fazia queixas à minha mãe.&lt;br /&gt;Quando estava cansada de brincar com meus irmãos  ou primos corria para dentro de casa e sentada no escritório de meu pai, procurava  livros naquela biblioteca imensa e acabava descobrindo  um mundo que sempre adorei,imergindo nas páginas que me deixava concentrada , esquecendo por vezes  os deveres da escola. Ler era meu mundo encantado e esquecia tudo que me cercava  para fazer parte do conteúdo dos livros que eu curtia compulsivamente.&lt;br /&gt;Escrevia com prazer imenso em qualquer momento da minha vida. E deixava que as palavras saíssem sem censuras espargindo meu coração que precisava transmitir com veemência. Parecia que eu só tomava consciência do que escrevera algum tempo depois de concluir o texto e aí sim, entendia o que quisera dizer.&lt;br /&gt;Quando estava entediada ou queria ficar sozinha ia até à praia que era pertinho da minha casa e deixava que meus pés ou meu corpo fossem molhados pelas ondas brancas e nem sempre mansas. Falava com o mar, contava meus desejos e sonhava inexplicavelmente com o infinito que se me apresentava inatingíveis .como as faixas coloridas do horizonte e sabendo da impossibilidade de alcançá-las deixava que o sol  queimasse devagarzinho  minha pele clara.&lt;br /&gt;Muitas vezes alguém da minha casa vinha me buscar sabedoras desse passeio quase constante nos dias de sol  intenso. O mar, a areia clara,  e o horizonte distante sempre foram as mais encantadoras formas de poder transmitir minhas emoções. E continua a ser , só que parece-me que  esse mesmo horizonte está mais perto e sinto-o como algo que se aproximou em dias subseqüentes  em que aprendi a conhecer a vida e a forma de procurar sobrepujar os obstáculos.  Será isso que nos faz mais compreensivos em relação à passagem do tempo?&lt;br /&gt;Quando eu tinha dez anos soube que minha mãe esperava outra criança e tive certeza que seria uma menina. Estava cansada de compartilhar as brincadeiras   de cinco irmãos sempre em discussão constante  e sentia necessidade de olhar e amar uma irmãzinha e foi o que aconteceu. Nasceu uma  mulher e fiquei entusiasmada  com o rosto delicado e bonito  amei-a instantaneamente , compreendi mesmo ainda muito cedo a necessidade de defendê-la levando em conta que era mais frágil do que eu. Em seguida nasceu  outra menina  que também foi algo muito importante para mim, mas Cristina e eu estávamos sempre juntas e apesar da diferença de idade nos compreendíamos muito. Até hoje  estamos profundamente ligadas e somos confidentes inseparáveis.&lt;br /&gt;Ainda revejo os tempos de criança há muitos anos quando olhava deitada num canto do jardim minhas estrelas brilhantes algumas das quais eu e meu irmão mais velho nomeávamos à noite nos dias de verão&lt;br /&gt;O colégio Sacré Coeur de Marie onde estudei, foi algo que marcou tanto que até hoje me revejo  e jamais poderei deixar de lembrar cada dia  que passei lá. E olhe que foi um longo período desde muito pequenina.&lt;br /&gt;O tempo passou, tive uma adolescência conturbada, mas o que me incentivou profundamente foram  as   lições que aprendi nesse caminho e a certeza que a única forma de sermos realmente felizes é  saber estender a mão sempre e entender que por vezes as coisas que nos perturbam nos fazem compreender a vida , ser feliz e desenvolver um amadurecimento  sadio e compreensivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-633483241974520797?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/633483241974520797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/hoje-acordei-recordando.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/633483241974520797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/633483241974520797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/hoje-acordei-recordando.html' title='HOJE ACORDEI RECORDANDO...'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0oYyCwkbLS0/TmvpQid_8JI/AAAAAAAAITs/IPIggUkIdQo/s72-c/Casa%2BVania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6482497874992222250</id><published>2011-09-10T14:53:00.000-07:00</published><updated>2011-10-23T15:37:18.117-07:00</updated><title type='text'>PERFIL: PEDRO SILVA (PORTUGAL)</title><content type='html'>&lt;a href='http://2.bp.blogspot.com/-cYg2OIeViAo/TmvpGVobPRI/AAAAAAAAITk/CZVHsNoSZyo/s1600/Pedro%2BSilva.jpg'&gt;&lt;img src='http://2.bp.blogspot.com/-cYg2OIeViAo/TmvpGVobPRI/AAAAAAAAITk/CZVHsNoSZyo/s320/Pedro%2BSilva.jpg' border='0' alt=''style='clear:both;float:left; margin:0px 10px 10px 0;' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;div style='clear:both; text-align:LEFT'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Paccelli José Maracci Zahler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revista Cerrado Cultural inaugura a coluna PERFIL entrevistando o escritor português Pedro Silva, autor de mais de cinquenta livros publicados em Portugal, Brasil, Espanha e Chile, abrangendo diversas áreas como o ensaio histórico a ficção, o conto e o roteiro turístico.&lt;br /&gt;Pedro Silva, 34 anos, reside na cidade de Tomar, Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)Onde nasceu Pedro Silva, onde vive atualmente, qual a sua formação e sua ocupação principal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci na cidade templária de Tomar (Portugal), onde ainda hoje resido. Neste momento, a minha ocupação principal é a escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)Como foi o seu início na Literatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu início na literatura aconteceu quando eu tinha apenas cinco anos, ou seja, quando aprendi a escrever. Já na altura, tive mais força de vontade para aprender a arte da escrita, pois queria muito redigir pequenos textos, o que veio a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)Alguns escritores o influenciaram? Quais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha geração é normal que a influência seja europeia, no caso Enid Blyton (infância), Sue Townsend (adolescência) e Franz Kafka (fase adulta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4)O senhor segue uma rotina diária para escrever?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso, não sigo uma rotina de escrita, até porque, paralelamente, desenvolvo outras atividades dentro da área da escrita (como cronista ou consultor literário), assim como fora desta área (parte acadêmica, por exemplo). Mas, sempre que estou embrenhado num projeto literário, todas as oportunidades são passadas de volta do original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5)O que costuma fazer em suas horas livres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além do (inevitável) tempo passado a ler (por distração, ficção e por razões profissionais, ensaio), também aprecio sobremaneira passear (no caso, visitar os múltiplos monumentos históricos do meu país) e, claro, assistir a uma boa partida de futebol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6)Como o senhor se autodefine? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos profissionais/literários, considero-me um Escritor e Historiador, que são as minhas principais competências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7)Fale-nos sobre sua obra e sobre a receptividade dela entre editores e leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente do fato de ter publicado mais de cinquenta livros em onze anos de atividade literária, a grande verdade é que continuo a ser um autor medianamente conhecido, até porque a minha área (ensaio histórico) não permite grandes destaques na mídia. Felizmente, e apesar desse silêncio da grande imprensa sobre a minha pessoa literária, tenho granjeado amizades junto de leitores e editores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8)Grande parte de sua obra trata de estudos sobre a Ordem dos Templários. De onde surgiu o interesse sobre o tema? Foi de alguma iniciação mística?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a resposta sobre o interesse pelos Templários surge pela minha cidade-natal, no caso Tomar, que foi a principal sede da Ordem em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Rapidinhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Um livro: “A Metamorfose”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Um autor: Franz Kafka&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Um ator: Ruy de Carvalho (Portugal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Uma atriz: Fernanda Montenegro (Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) Um filme: Os Pássaros (Alfred Hitchcok)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;f) Um cantor: Brett Anderson (Suede)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;g) Uma cantora: Teresa Salgueiro (ex-Madredeus)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h) Uma canção: Next Life (Suede)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i) Um dia especial: Qualquer um, desde que na companhia dos meus entes queridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;j) Um desejo: Ser feliz, em saúde, na companhia dos meus, e poder escrever muitos livros. Sim, é mais do que um desejo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10)Quais seus próximos projetos literários?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo, a médio prazo, criar um novo ensaio histórico na temática Idade Média. Encontro-me, atualmente, na fase inicial, momento de pesquisa e análise dos dados para depois partir para a redação propriamente dita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revista Cerrado Cultural manifesta seu agradecimento pela entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amostra da bibliografia do escritor Pedro Silva:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-"Ordem do Templo: Em Nome da Fé Cristã" (Ulmeiro, Portugal, 2000)&lt;br /&gt;- "História e Mistérios dos Templários" 2ª Edição Esgotada (Ediouro, Brasil, 2001)&lt;br /&gt;- "Escritos Errantes (histórias leves como o vento mas tocantes como a tempestade)" (Senso, Portugal, 2002)&lt;br /&gt;- "Ku Klux Klan: Pesadelo Branco" (Magno, Portugal, 2003)&lt;br /&gt;- "Tripla Imparável I: Juventude em Acção" (Magno, Portugal, 2005)&lt;br /&gt;- "Os Templários e o Brasil" (Flâmula, Brasil, 2005)&lt;br /&gt;- "Templários em Portugal (a verdadeira história)" (Ícone, Brasil, 2005)&lt;br /&gt;- "Templários (Ordem Militar e Religiosa)" (Catedral das Letras, Brasil, 2005)&lt;br /&gt;- "Confraria Mística Brasileira: a História" (Câmara Brasileira de Jovens Escritores, Brasil, 2005)&lt;br /&gt;- "Símbolos e Mitos Templários" (Centauro Editora, Brasil, 2006)&lt;br /&gt;- "Roteiro Místico de Portugal" (Editora Leitura, Brasil, 2006)&lt;br /&gt;- "Mistérios da Humanidade" (Editora Via Occidentalis, Portugal, 2006)&lt;br /&gt;- "O Sol de Rita" (Corpos Editora, Portugal, 2006)&lt;br /&gt;- "Os Grandes Mistérios da Humanidade" (Editora Axcel Books, Brasil, 2006)&lt;br /&gt;- "Assassini - uma Seita Esotérica" (Via Occidentalis, Portugal, 2006)&lt;br /&gt;- "História dos Lusitanos" (Editora Prefácio, Portugal, 2006)&lt;br /&gt;- "Assassinos" (Pulso Editorial, Brasil, 2006)&lt;br /&gt;- "A vida portuguesa como ela é" (Matrix Editora, Brasil, 2006)&lt;br /&gt;- "Romance na Net - Conectando emoções" (Idea Editora, Brasil, 2006)&lt;br /&gt;- "Já Passou" (Corpos Editora, Portugal, 2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6482497874992222250?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6482497874992222250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/perfil-pedro-silva-portugal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6482497874992222250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6482497874992222250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/perfil-pedro-silva-portugal.html' title='PERFIL: PEDRO SILVA (PORTUGAL)'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-cYg2OIeViAo/TmvpGVobPRI/AAAAAAAAITk/CZVHsNoSZyo/s72-c/Pedro%2BSilva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-7353291955982119181</id><published>2011-09-05T15:42:00.001-07:00</published><updated>2011-09-05T15:42:38.165-07:00</updated><title type='text'>MEDITAÇÃO II</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Por Paccelli José Maracci Zahler &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me afastei de Ti, &lt;br /&gt;Talvez tenha pensado &lt;br /&gt;Que podia tudo &lt;br /&gt;Como Tu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofro tanto... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha solidão aumenta a cada dia &lt;br /&gt;Amigos foram-se embora &lt;br /&gt;Minha Fé se perdeu &lt;br /&gt;Eu me perdi &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho identidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou sem a Tua mão me amparando? &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-7353291955982119181?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/7353291955982119181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/meditacao-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7353291955982119181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7353291955982119181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/meditacao-ii.html' title='MEDITAÇÃO II'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-7653599212109278068</id><published>2011-09-05T15:38:00.001-07:00</published><updated>2011-09-05T15:38:39.429-07:00</updated><title type='text'>RECOBRAR</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Recobro a razão aos tantos anos&lt;br /&gt;deixo de lado o esbulho&lt;br /&gt;trabalhoso dos horários&lt;br /&gt;e me solto em meses&lt;br /&gt;antes naufragados.&lt;br /&gt;Retorno ao horizonte&lt;br /&gt;observável das promessas.&lt;br /&gt;Abdico do direito&lt;br /&gt;de ser a sociedade&lt;br /&gt;concentrada em gestos.&lt;br /&gt;Palmilho espaços descompassados&lt;br /&gt;e me aproprio do caminho.&lt;br /&gt;Devolvo cada pedra ao desenho anterior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-7653599212109278068?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/7653599212109278068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/recobrar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7653599212109278068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/7653599212109278068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/recobrar.html' title='RECOBRAR'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-8087354847726995115</id><published>2011-09-04T11:47:00.000-07:00</published><updated>2011-09-04T11:47:24.941-07:00</updated><title type='text'>HORIZONTE</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter ficado fechado não me fez ausente.&lt;br /&gt;Amante e amado recobro o inconsentido&lt;br /&gt;da partida. Barco ancorado, desço&lt;br /&gt;à terra e afirmo os pés sobre a areia.&lt;br /&gt;Arenosa forma de ser seduzido ao encontro&lt;br /&gt;da mulher transitada em imóveis pernas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Apelo ao vão da porta onde trancafio&lt;br /&gt;espias. Na apologia remanescente&lt;br /&gt;sinto o encadear dos sinos desabalados.&lt;br /&gt;Não saio de mim: resisto à voz metálica&lt;br /&gt;dos avisos. Avisto o barco derivado&lt;br /&gt;em águas inauditas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Encerro o texto e retorno ao convívio.&lt;br /&gt;Ao escurecer o galo cessa a cantoria.&lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-8087354847726995115?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/8087354847726995115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/horizonte.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/8087354847726995115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/8087354847726995115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/horizonte.html' title='HORIZONTE'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-4019633688933786357</id><published>2011-09-04T11:44:00.001-07:00</published><updated>2011-09-04T11:47:36.555-07:00</updated><title type='text'>TRAJETOS</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro na carteira&lt;br /&gt;exponencia o uso&lt;br /&gt;do poder. A utilização&lt;br /&gt;da vaidade. A raiva&lt;br /&gt;concentrada reúne&lt;br /&gt;a oposição deixada&lt;br /&gt;ao relento. O dinheiro no bolso&lt;br /&gt;consome distâncias e ilusoriamente&lt;br /&gt;engana a certeza do trajeto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-4019633688933786357?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/4019633688933786357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/trajetos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4019633688933786357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4019633688933786357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/trajetos.html' title='TRAJETOS'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-4783519917881957613</id><published>2011-09-04T11:42:00.000-07:00</published><updated>2011-09-04T11:42:03.562-07:00</updated><title type='text'>Cordel para Ariano Suassuna</title><content type='html'>&lt;br /&gt;(80 anos do mestre de o Auto da Compadecida...)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Gustavo Dourado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariano Villar Suassuna : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em João Pessoa nasceu... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Senhora das Neves: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua bênção lhe deu... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de João Suassuna : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Cássia o concebeu... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 16 de junho: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1927, o ano... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por graça da divindade: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio ao mundo Ariano... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasileiro por excelência: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido paraibano... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colégio Americano Batista: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ginásio Pernambucano... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colégio Oswaldo Cruz: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formadores de Ariano... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Castigo da Soberba:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flui poeta soberano... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabras e iluminuras: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimento teatral... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretário de Cultura: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alquimista romançal... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariano hierofante: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso guia cultural... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 décadas de Ariano : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quintessência social... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por justiça e liberdade: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua arte é vital... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariano é um luzeiro: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da cultura nacional... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultura Popular Brasileira: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimento Armorial... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estética e erudição: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sapiência cultural... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamulengo e Cordel: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariano é sem-igual... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parceria com Capiba: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com Ascenso Ferreira... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirou-se no Cordel: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na cultura brasileira... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Hermilo Borba Filho: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez teatro de primeira... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem da Vaca e O Poder da Fortuna: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infância em Paulista e Taperoá... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazenda Acauhan(Sousa) ...Fazenda Saco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mágica Pedra do Ingá... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Conchambranças de Quaderna: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cante lá que eu canto cá"... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Casamento Suspeitoso: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Departamento de Extensão Cultural... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universidade Federal de Pernambuco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verve educacional... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselheiro Federal de Cultura: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presença fundamental... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romance d´A Pedra do Reino: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prêmio Nacional de Ficção... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao Sol da Onça Caetana: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sedutor do Sertão... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Infâncias de Quaderna: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torturas de um Coração... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A História de Amor de Fernando e Isaura: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Caseira e a Catarina... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Onça Castanha e a Ilha Brasil:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luz  cultura nordestina... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Santo e a Porca...A Pena e a Lei: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suassuna nos ensina... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Desertor de Princesa: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantam as Harpas de Sião... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noturno no Jornal do Commercio: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte, poesia, emoção... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Mulher Vestida de Sol: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Grilo, Chicó, Cancão... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Auto da Compadecida: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rico Avarento, O Arco Desolado... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Farsa da Boa Preguiça: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Homens de Barro...O Rei Degolado... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auto de João da Cruz: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zélia Villar ao seu lado... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Clássico ao Popular: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Cervantes ao Cordel... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Euclides da Cunha  e  Dante: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De jogral a menestrel... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shakespeare e Dostoiévski: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gil Vicente e Rafael... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela poesia começou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conto é experiente... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro é sua glória: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No romance é sapiente... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teatro dos Estudantes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz do povo presente... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aleijadinho e Leonardo Mota: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unamuno e Conselheiro... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eça, Gautier, Villa-Lobos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamulengo presepeiro... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romance e cantoria: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariano é candeeiro...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Saga e labirinto:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De um reino encantado...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Misticismo e chacina:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O segredo desvelado ...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Canudos, Cariri-Pajeú:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Deus-diabo lado-a-lado...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Viagens e Utopias:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Romance e Xilogravura...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;TV e Nacionalismo:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gráfico...Transluminura...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pensamento do Sertão:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mitos da Literatura...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Paródia e picaresco:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Caleidoscópio, alquimagia...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fábula, arte-carnaval:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Armorial fantasia...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Taperoá é Macondo:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em noites de aleivosia...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quinto Império do Brasil:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vôo de Dom Sebastião...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pedra Bonita do Reino:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vai-e-volta no Sertão...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Epicomicidade, teatro:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Artê e cosmovisão...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Rapaz do Cavalo Branco:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Seca o Reino Literário...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nos castelos da poesia:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Som do Perpétuo Lunário...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Universol sertanejo:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Que transcende o dicionário...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Erotismo,  tragicomédia:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sátira  e epopéia... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Maravilha e magismo...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Artesanato, panacéia...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dom Quixote no Sertão:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Suassuna em Paidéia...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os Clássicos sempre presentes:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Plauto, Molière, Machado...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gógol, Melville, Goldoni:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Camões, O Livro Sagrado...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Prosa, poesia e gravura:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ariano iluminado...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tolstói e Thomas Mann:&lt;br /&gt;Hesse, Lorca e Apuleio...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Mestre Gregório de Matos:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pesquiso, vejo e folheio...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Calderon, Lope da Vega:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com Ariano no meio....&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dez versos de sete sílabas:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Teatro Santa Isabel...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cantadores - repentistas:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lumiverso do Cordel....&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;João Urbano Pessoa Suassuna:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Infância do Menestrel...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Poeta Albano Cervonegro:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Rita de Cássia Villar...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lampião imperador:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A caatinga é o seu lar...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dom Ariano Suassuna :&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fidalgo do Além-Mar...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A morte do touro Mão de Pau:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sacrifício, assassinato...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Desencanto, simbiose:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A aventura no mato...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na Fazenda Acauhan:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pinta o auto-retrato...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sangue, riso, angústia, sonho:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Matéria da humanidade...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Rebelião e anseio:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Morte e deformidade...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vida cósmica transcendência:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Busca da imortalidade...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os caminhos do destino:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fé, religiosidade...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Crença e Simbolismo:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ética, inconformidade...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esperança, dor, desejo:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A irreversibilidade... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cultura popular nordestina:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Repente, xote, baião...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Zumbi dos Palmares, Canudos...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As formas da Tradição...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em São José do Belmonte:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;El Rei Dom Sebastião...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na estética da escrita:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cordela por opção:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cordeluz verso reverso:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Universa a criação...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aula-espetáculo na vida:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Apocalipse no Sertão...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cristo, Maria, José :&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lucas, Marcos, Saulo, João...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Foi Pedro e quase-Mateus:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;São Francisco no Sertão...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O nome Santo Ariano:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não livrou da inundação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariano romancista: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poeta e professor... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dramaturgo e filósofo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luminoso pensador... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultivador da estética: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universer criator...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-4783519917881957613?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/4783519917881957613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/cordel-para-ariano-suassuna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4783519917881957613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/4783519917881957613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/cordel-para-ariano-suassuna.html' title='Cordel para Ariano Suassuna'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-6831415122534493827</id><published>2011-09-01T17:39:00.000-07:00</published><updated>2011-09-06T09:46:13.345-07:00</updated><title type='text'>Zé[s] (documentário, 2010, 15 min)</title><content type='html'>&lt;object width="400" height="360"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;Cod=9747&amp;exib=8899"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;Cod=9747&amp;exib=8899" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Zé[s]&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gênero: Documentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Piu Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Eliana Carneiro, Zé Celso, Zé Perdiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;Duração: 15 min&lt;br /&gt;Cor: Colorido&lt;br /&gt;Bitola: 35mm&lt;br /&gt;País: Brasil&lt;br /&gt;Local de Produção: RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coincidência cósmico-semântica. Zé, Teatro, Oficina. Zé Celso Martinez Corrêa, diretor do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, de São Paulo. Zé Perdiz, mecânico de Brasília cuja oficina se transforma em teatro. Vidas paralelas. Encontro cinematográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ficha Técnica&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção Kátia Oliva, Luiz Antônio Gomes Fotografia Dizo dal Moro Roteiro Luiz da Silva Som Direto Acácio Campos Direção de Arte Pedro Daldegan Edição de som Dirceu Lustosa Produção Executiva Kátia Oliva, Luiz Antônio Gomes Montagem Piu Gomes  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Prêmios&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menção Honrosa no Cine PE 2010&lt;br /&gt;Melhor Documentário no Festival de Brasília 2010&lt;br /&gt;Melhor Som no Curta Canoa 2010&lt;br /&gt;Melhor Curta - Júri Popular no Curta-se - Festival Luso-Brasileiro de Curtas Metragens de Sergipe 2010&lt;br /&gt;Melhor Documentário no Curta-se - Festival Luso-Brasileiro de Curtas Metragens de Sergipe 2010&lt;br /&gt;Prêmio Aquisição Porta Curtas no Curta-se - Festival Luso-Brasileiro de Curtas Metragens de Sergipe 2010  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Festivais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festival do Rio 2010&lt;br /&gt;Goiânia Mostra Curtas 2010&lt;br /&gt;Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2010&lt;br /&gt;CineFest Votorantim 2010&lt;br /&gt;Curta-se: Festival de Curtas-Metragens de Sergipe 2010&lt;br /&gt;Fenart - Festival Nacional de Artes da Paraíba 2010&lt;br /&gt;Festival Amadis du Film 2010&lt;br /&gt;Goiânia em Cena - Festival Internacional de Teatro de Goiânia 2010&lt;br /&gt;Mostra Cinema Conquista 2010&lt;br /&gt;Mostra Outros Cinemas 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-6831415122534493827?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/6831415122534493827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/braxilia-documentario-2010-17-min.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6831415122534493827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/6831415122534493827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/braxilia-documentario-2010-17-min.html' title='Zé[s] (documentário, 2010, 15 min)'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3064048500852345876.post-161046345483079748</id><published>2011-09-01T15:57:00.000-07:00</published><updated>2011-09-01T15:57:42.629-07:00</updated><title type='text'>RESPONDER</title><content type='html'>Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='text-align:center;margin:0px auto 10px;'&gt;&lt;a href='http://4.bp.blogspot.com/-QBBGJisPltw/TmAN5T3ouNI/AAAAAAAAITc/-hP2jSBGfRA/s1600/Resposta.jpg'&gt;&lt;img src='http://4.bp.blogspot.com/-QBBGJisPltw/TmAN5T3ouNI/AAAAAAAAITc/-hP2jSBGfRA/s400/Resposta.jpg' border='0' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3064048500852345876-161046345483079748?l=revistacerradocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/feeds/161046345483079748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/responder.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/161046345483079748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3064048500852345876/posts/default/161046345483079748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistacerradocultural.blogspot.com/2011/09/responder.html' title='RESPONDER'/><author><name>Paccelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03703617248507061248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_oQNP_zeC2Iw/R3Asl-lp4bI/AAAAAAAAA-g/cuPmqe0_6Cc/S220/Digitalizar0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-QBBGJisPltw/TmAN5T3ouNI/AAAAAAAAITc/-hP2jSBGfRA/s72-c/Resposta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
