Por Catarina Denise Rabello Osoegawa (São Paulo, SP)
O Desafio da Escolha
Diante da incerteza sobre qual caminho tomar, Jano se vê
diante de um desafio: como decidir entre o presente e o passado? Surge a
indagação sobre a eficácia de se ter duas perspectivas na tomada de decisão.
Será que duas cabeças pensam melhor do que uma, ou a divisão traz apenas mais
dúvidas?
A Conversa com o Passado
Jano, então, busca respostas em seu próprio passado. Em um
diálogo simbólico, pergunta: "O que você tem para me contar?" O
passado não oferece uma resposta direta, mas se manifesta dizendo: "Eu e
você somos como irmãos gêmeos. Nascemos das mesmas raízes, mas seguimos
caminhos opostos. Você representa o que ainda está por vir, enquanto eu sou o
espelho do que já aconteceu. Mesmo que tente me rejeitar ou afastar, estaremos
sempre ligados. Sou eu quem determina as suas escolhas, ainda que sua
consciência tente negar."
O Futuro e o Livre-Arbítrio
Diante dessa afirmação, o futuro, revoltado, questiona:
"E o meu livre-arbítrio, para que serve então?" O passado responde
apenas que essa é uma doce ilusão — alimentando a reflexão de que nossas
escolhas podem estar mais condicionadas ao que vivenciamos do que imaginamos.
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