EDITORIAL

 Revista Cerrado Cultural, Vol. 16, No. 8 (Agosto / 2026)



Por Paccelli M. Zahler, editor (Brasília, DF)

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A edição de agosto da Revista Cerrado Cultural reafirma o compromisso que orienta este projeto desde sua criação: oferecer ao leitor um espaço de circulação da literatura, da arte e da reflexão contemporânea. Em um ambiente digital marcado pela velocidade e pela dispersão, escolhemos seguir pelo caminho da consistência editorial, da curadoria cuidadosa e da valorização da produção cultural em suas múltiplas expressões.

Nesta edição, reunimos conteúdos que dialogam com temas essenciais do nosso tempo — da poesia às artes visuais, da cultura digital às questões identitárias, das narrativas breves às reflexões sobre espiritualidade e sociedade. A diversidade de vozes e perspectivas reforça nossa missão de ampliar horizontes e promover encontros significativos entre autores, leitores e artistas.

Que esta edição de agosto acompanhe você — seja na leitura breve de um poema, na contemplação de uma fotografia ou na reflexão mais profunda de um ensaio.

A Revista Cerrado Cultural segue adiante com responsabilidade editorial, respeito ao leitor e dedicação à cultura.



CRUZ

Revista Cerrado Cultural, Vol. 16, No. 8 (Agosto / 2026)



Por Raquel Naveira (Campo Grande, MS)

A cruz, assim como uma faca ou uma forca, foi instrumento de tortura e morte, usado durante o tempo do violento Império Romano. Era destinada aos condenados pelas autoridades, escravos rebeldes, criminosos perigosos, piratas, inimigos que aplicariam golpes ao Estado. Só as pessoas de condição social inferior eram crucificadas, açoitadas, obrigadas a carregar a trave horizontal da cruz no ombro até a chegada ao local de execução. Depois eram pregadas ou amarradas na cruz, deixadas expostas para morrerem lentamente. Um suplício por horas ou dias. Uma humilhação. Uma advertência pública de intimidação para quem desafiasse o poder. Aquela crueldade seria a consequência.

Imaginemos as estradas, as colinas, os montes, os portais da cidade por onde entravam viajantes e comerciantes, cheios de cruzes fincadas no solo. Que espetáculo de terror. Depois da revolta liderada por Espártaco, por exemplo, cerca de mil escravos foram crucificados ao longo da Via Ápia.

Foram cinco séculos de crucificação: desde o período da República, passando pelos reinados dos imperadores Augusto, Tibério, Calígula, Cláudio, Nero, Vespasiano e Tito. Era assim que exerciam o controle.

A cruz aparece em diversos textos da literatura latina. O filósofo Sêneca (c.

4 a. C- 65 d. C.) observa que havia formas diferentes de crucificar, como neste trecho:

“Vejo cruzes, não de um só tipo, mas feitas de diferentes maneiras, alguns têm a cabeça para baixo, outros são empalados pelas partes íntimas; outros estendem os braços no patíbulo.” Em Cartas a Lucílio, acrescenta que a cruz é o limite da dor física. Cícero (106-43 a. C) mencionou a cruz diversas vezes sem seus discursos, afirmando:

 “A própria palavra ‘cruz’ deve estar longe não apenas do corpo de um cidadão romano, mas também de seus pensamentos, seus olhos e seus ouvidos.” O historiador Tácito (c.56- 120 d. C) confirma e execução de um tal Jesus, da cidade de Nazaré, na obra Anais, ao registrar: “Cristo, de quem deriva esse nome, sofreu a pena extrema durante o reinado de Tibério, por sentença do procurador Pôncio Pilatos.”

Mas foi Petrônio (60-65 d. C.), árbitro da elegância na corte de Nero, no seu livro Satiricon, um romance picaresco, cheio de humor, erotismo, que revela os costumes e a linguagem da sociedade romana do século I, que encontramos o episódio conhecido como “A Matrona de Éfeso”. A cruz aqui não tem sentido religioso. Reflete a realidade cotidiana daquela sociedade sangrenta. A cruz como punição extrema, vergonhosa, degradante. Conta que uma viúva permanecia no túmulo do marido, decidida a morrer de tristeza. Perto dali criminosos haviam sido crucificados e um soldado vigiava os corpos para que não fossem retirados. O soldado se apaixona pela viúva e abandona o seu posto.

Um dos corpos desaparece da cruz, levado, provavelmente, por familiares. O soldado entra em desespero. A falha na missão poderia custar-lhe a vida. A viúva sugere que se retire o cadáver do marido do túmulo e o pendurassem na cruz. Afinal, amava o marido e o amante.

Escritores como James Joyce, Proust e Jorge Luís Borges admiravam o Satiricon, de Petrônio. O célebre filme Fellini Satiricon dirigido por Federico Fellini (1920-1993) teve esse livro como base. Cenas de corrupção, tormentos físicos e psicológicos, intrigas palacianas, banquetes e orgias lembram o ambiente e as questões contemporâneas.

É nesse contexto que Jesus foi crucificado sob a acusação política de se apresentar como “Rei dos Judeus”. Quando aconteceu essa mudança de percepção dacruz na história do Ocidente? Que loucura, que insensatez, que impacto levaram um cidadão romano como Paulo a declarar que pregava “Cristo crucificado”? Um verdadeiro escândalo para os valores daquela nação. Um acontecimento surpreendente.

A cruz passara de infâmia a redenção, a símbolo de sacrifício, amor, esperança, salvação. O homem capaz de impor crucificação ao próprio homem poderia por esse caminho reconciliar-se com Deus? A História foi abalada em seus alicerces, partida em dois períodos: antes e depois da cruz.

Descrevi a cena da crucificação neste poema:

 

Jesus ensanguentado,

Carregando o madeiro,

A coroa de espinhos na cabeça;

Fisionomias assustadas,

Satânicas,

Nuvens de pó,

De cuspe

E suor;

Jesus suspenso na cruz

Como um fruto de carne,

Os pregos perfurando as juntas.

 

Como se pode morrer assim?

Como uma ovelha?

Como um peixe que se retalha?

Como uma criança inocente

Massacrada numa batalha?

Ah! Será que podemos ainda

Oferecer-lhe água?

Tocar em seu manto?

 

Tecer para ele uma mortalha?

 

Será que depois de tantos séculos

Ainda somos esse povo que desama?

Essa turba assassina?

Essa gentalha?

 

Carrego uma carga pesada nos ombros, em meio a tribulações. Agora cheguei a um ponto de passagem, uma encruzilhada, duas linhas que se intersectam.

Terei que fazer uma escolha, uma mudança a essa altura da vida. Dou o primeiro passo?

A ODISSEIA: O POEMA E O FILME

 Revista Cerrado Cultural, Vol. 16, No. 8 (Agosto / 2026)



Por Raquel Naveira (Campo Grande, MS)

A autoria da Odisseia, poema épico fundador da literatura ocidental, é atribuída ao poeta Homero, da Grécia Antiga (928 a. C.- 898 a. C). Há muitas polêmicas sobre sua real existência histórica, mas ele é a personificação coletiva de toda a memória dos gregos, a culminância de séculos de histórias contadas oralmente.

A Odisseia narra a perigosa jornada de dez anos do herói Odisseu, também conhecido como Ulisses, para retornar à sua casa na ilha de Ítaca, após a guerra de Tróia, enquanto sua esposa, Penélope, resiste aos pretendentes estrangeiros que não desejavam somente o seu amor, mas o poder de seu reino. Penélope não é ingênua. Ela tem um pensamento político. Não quer entregar o governo a estranhos, que, certamente, matariam o seu filho, Telêmaco. E assim, bordando um sudário, aguarda a chegada improvável de seu amado Odisseu.

A partir dessa história, “odisseia” passa a ser sinônimo de travessia longa, cheia de aventuras, provações, percalços, perigos. O homem atirado ao mar dá vida, enfrentando ciladas, tempestades noturnas, contando exclusivamente com sua inteligência e astúcia. Visando o seu autoconhecimento. Alcançando o fundo de sua consciência.

A Odisseia continua inspirando o cinema contemporâneo. O filme “A Odisseia” de Christopher Nolan (1970), diretor, roteirista e produtor britânico, é grandioso, bárbaro, melancólico. Odisseu é interpretado com força contida por Matt Damon; Anne Hathaway é uma altiva Penélope e Tom Holland, um jovem atordoado e confuso Telêmaco, em busca de sua identidade. Mas a maior controvérsia é uma Helena de Tróia negra, encarnada na pele luzidia de Lupita Nyong’o. Surge o debate: Helena sempre foi mostrada com pele e cabelos claros. Homero não a descreve fisicamente em detalhes. Deixa que cada leitor imagine o seu ideal de beleza. Uma Helena negra revelaria a presença de etíopes entre os gregos. Uma deusa de ébano incorporando as trágicas irmãs gêmeas, Helena e Clitemnestra, esposa vingativa de Agamenon. A pesquisa, no entanto, remete ao fato de que Helena era prima de Penélope. Christopher Nolan deu um toque ousado e poético com essa escolha.

Os cenários são reais, locações espalhadas pela Europa e Norte da África. E todas as fabulosas fantasias transpondo a realidade para o plano místico estão lá: os furacões que inundam e partem os navios ao meio; sereias sedutoras e fatais, com suas vozes que puxam os viajantes para a morte; ninfas que tentam manter Odisseu prisioneiro, como Calipso, ofertando-lhe a flor azul e alucinógena de lótus; Circe, a feiticeira envelhecida no ódio e na maldade, horrenda, arrancando com as próprias mãos os espíritos de porcos encravados nos homens; a alma do adivinho Tirésias, entre zumbis bebedores de sangue. Odisseu guerreiro, de instinto prático, indomável, estrategista, artesão, criatura e criador, capaz de tecer redes, de moldar armas e reconstruir navios.

Sufocando sua emoção ao rever Penélope, Odisseu usa de um ardil para combater os famigerados pretendentes instalados no seu palácio. Entra no território inimigo disfarçado de mendigo. Evita o peito aberto. Infiltra-se. Luta corpo a corpo. O final é feliz. Penélope e Odisseu embarcando num navio rumo ao sol poente. O eterno convívio do grego com o mar. Com a sede de expansão do sonho de alargamento de fronteiras geográficas e psíquicas.

Um filme como “A Odisseia” faz repensar a necessidade de nos arremessarmos ao desconhecido, aos mares e ao espaço, com coragem e esperança. Algo extraordinário, potente. A luta contra o fatalismo do Destino, tendo a razão como única bússola.

Pensando em Odisseu, escrevi um poema erótico, na voz de uma sereia:

 

Vem, Odisseu,

Detém teu barco,

Sou sereia sedutora,

Sirena suave

Que atrai para o abismo.

 

Vem, meu navegante,

Para a minha caverna,

Minha gruta secreta

Onde te devoro

E te encanto.

 

Vem, meu bravo,

Venceste Tróia

Com tua astúcia,

Descansa em minha ilha,

Entre penhascos negros

E precipícios de espumas.

 

Vem,

Sou sereia,

 

Cauda de peixe,

Toda vulva,

Estranho molusco

Que te descarna

E te sepulta

Nos baixios do mar.

CONVERSA RÁPIDA DE ELEVADOR

 Revista Cerrado Cultural, Vol. 16, No. 8 (Agosto / 2026)



Por Roberto Minadeo (Brasília, DF)

Em poucos segundos, surgiu uma rápida conversa no elevador.

Tratava-se de uma grande empresa, e um gerente começou a conversar amavelmente com uma jovem da segurança.

Falaram de muitos temas em poucos segundos: a moça falou de sua família, o gerente falou de sua coleção de relógios. Apesar do evidente desnível social e laboral, houve um ótimo relacionamento – apesar de marcado por uma natural brevidade, em função de se tratar de um passeio rápido em um elevador cheio ao início de um dia de trabalho.

Saíram quase todas as pessoas, e eles ficaram sozinhos, junto com uma colega da moça da segurança. 

O gerente observou, rindo, que uma das moças que saiu estava com atitude de nariz empinado em função da conversa, acrescentando que não havia entendido o motivo.

A jovem, sagaz apesar de seu trabalho simples, disse que é muito comum ser deixada para trás em função de seu cargo e por trabalhar de uniforme.

O gerente gostou da análise da moça. 

Enfim, por trás de cada uniforme ou terno, existe sempre uma história que merece ser ouvida e uma pessoa que merece uma chance.

ONDE SE FALA DO BRASIL E DA LÍNGUA PORTUGUESA

Revista Cerrado Cultural, Vol. 16, No. 8 (Agosto / 2026)

 

 

Por Humberto Pinho da Silva (Porto, Portugal)

 

Ainda não tinha trinta anos, quando cheguei à pauliceia; permaneci estupefacto: pela grandiosidade da cidade! Não digo: abismado.  As artérias bem rasgadas; o ruído frenético das viaturas; e os vivos pregões peculiares, que animam a agitada capital, estonteiam qualquer europeu.

Encantado fiquei, ao deambular pelo recatado “Alto de Pinheiros”, e mais ainda – ao deparar em graciosa residência, desse aristocrático bairro, a terna companhia de jornada.

Serve o introito, para exprimir a mágoa que senti ao deparar, recentemente, a seguinte notícia, no jornal: " O Globo":

Apareceu no festival: " Remexe Rio", escritor angolano, asseverando - que a língua portuguesa devia mudar de nome (!) - já que foi enxertada de vocábulos de outras línguas.

O nome sugerido foi: " Língua Geral"!!!

O desconchavo não admira – porque o palco apropriado para esses destemperos, não podia ser, senão o Brasil.

Já em 1923, mais propriamente a 7 de setembro, o " Correio do Povo" de Porto Alegre, apresentava – o parecer do Académico brasileiro, Conde de Afonso Celso, profetizando que a língua brasileira, será tão diferente da portuguesa, como esta é do latim.

Medeiros e Albuquerque, homem de letras brasileiro, afirmou, em 1913, que: " O eixo da literatura portuguesa se deslocará, em breve tempo, inevitavelmente, para o Brasil, a metrópole da nossa língua" (!)

 Portuguesa ou brasileira? Porque alguns intelectuais, chegaram a criar a: Academia de Letras da Língua Brasileira!...

Agostinho de Campos, escreveu, e bem, em: " Ler e Tresler", ao ter conhecimento de tanto disparate: " O patriotismo português esclarecido, não tem que arreliara-se, quando lê ou ouve dizer, que a língua portuguesa vai morrer no Brasil. Tem, sim, evitar que ela morra ou desapareça, por culpa dos portugueses."

Em abono da verdade, devo dizer: – a classe culta do Brasil, procura falar e escrever, o mais corretamente, que sabe - sem gíria e neologismos; a prova disso: é a carta que o Professor Rafael Correia, Lente da Universidade de S. Paulo, escreveu ao filólogo, Cândido de Figueiredo, que vem publicado em: " Falar e Escrever":

" Se os brasileiros pensassem bem, teriam mais carinho pela língua portuguesa, e tratariam de a falar melhor, visto que foi com ela, que se escreveu o maior poema do mundo: "Os Lusíadas", o único que não narra vãs façanhas, fantásticas, fingidas, mentirosas."

Já que abordo desacertos, contarei: Estando em Florianopolis – pouco antes de Portugal ter adotado o euro, – vi na lista telefónica, dessa cidade, trajada de negro, isto ou frase semelhante: Portugal roubou-nos o ouro! Não merece comentário.

Ramalho, nas "Farpas", refere-se a um tal Medeiros, que proferiu na Sobornne, palavras pouco lisonjeiras a D. João VI. Concluindo, que era: " Comilão, e de inteligência fraca"

Esclarece Ramalho: Se o Rio possui – tapeçarias, joias, porcelanas, prata cinzeladas, do século XV e XVI, deve ao sumptuoso recheio, dos paços: de Bemposta, de Mafra, de Sintra e de Ajuda, que o Rei e Sua nobre comitiva, levaram para Santa Cruz. - Creio, que por lá ficou; digo eu.

Acrescenta Ramalho: O Diretor da Biblioteca Nacional do Rio – criada com os livros de D. João – encontrou perdidas, preciosas gravuras de Doré – que pertenciam a D. João.

Na hipótese ridícula, de quererem acertar contas, duvido quem ficaria a ganhar...

Já que falo "de acertar contas", lembrei-me agora, que apareceu, Professor guineense da Universidade de Bristol, que pretende que a Europa repare os países africanos, do que ficaram lesados!...

Quando será, que os povos de antigas colónias, deixam de ter complexos?

A ARTE DE CLARISSE DA COSTA (BIGUAÇU, SC)

 Revista Cerrado Cultural, Vol. 16, No. 8 (Agosto / 2026)










PORTUGAL EM NÚMEROS

Revista Cerrado Cultural, Vol. 16, No. 8 (Agosto / 2026)

  

Por Humberto Pinho da Silva (Porto, Portugal)

 

No intuito de informar, com dados oficiais, difundidos em 22 de junho, deste ano, pelo Instituto Nacional de Estatística, vou tratar matéria, que não costumo abordar, mas que considero importante.

Receio, porém, desagradar aos meus leitores. Digo: " meus", porque o jornalista e escritor Costa Barreto, que ocupava cargo de relevo no matutino: " O Comércio do Porto", costumava dizer: " O jornal não tem leitores; quem os tem são os colaboradores".

Dito isto, vou tecer curto introito, para indicar, em minha opinião, a causa da queda da natalidade, em Portugal: Para mim, é devido à constante emigração de jovens, em idade fértil; e igualmente, casamentos tardios, para concluir o curso universitário ou cuidar devidamente, a carreira profissional.

Os casais têm, por norma – um ou dois filhos. Para repor a falta de natalidade, é necessário recorrer à imigração, que devia ter sido controlada, e não de " Portas Abertas". Política que criou mal-estar na população, e atirou imigrantes para pobreza esquálida.

Hoje, Portugal, tem 11.424.031 residentes, dos quais 1.597.539 são estrangeiros, legalizados (14,0%)

O envelhecimento demográfico continua: 19 idosos, para 10 jovens.

Os estrangeiros residentes são: 1.507.539, sendo 913.249 homens, e 684.290 mulheres.

Sendo: 574.195 brasileiros; 103.140 angolanos; 93.683 indianos; 76.099 cabo-verdianos; 56.866 nepaleses; 56.724 cidadãos do Bangladesh; 53.555 guineenses; 53.555 ucranianos; 47.731 são-tomenses; 39.638 paquistaneses; 38.64 do Reino Unido; 32.784 italianos; 26.549 franceses; 23.439 chineses; e 21.635 alemães, segundo o INE.

Os estrangeiros residentes começaram a declinar, desde 2024, devido a regras migratórias mais apertadas.

Recordo que muitos estrangeiros, já adquiriram a nacionalidade portuguesa - por sangue ou por terem resididos, em Portugal. (Cinco ou mais anos.)

Parte da população portuguesa, por nascimento, considera que os estrangeiros só deviam ter direito à residência, com os mesmos direitos, aos que o são, por nascimento, exceto políticos.

Outros, pensam – que deviam escolher a nacionalidade, e não deviam ter as duas.

Em suma: são estes os dados oficiais, segundo o INE.

Acrescento, por curiosidade, que em: 2025 houve 36.980 casamentos e 17.430 divórcios. A idade média do homem, quando teve o primeiro filho é de 35,8 anos; e a idade media da mulher, quando teve o primeiro filho, é de 30,2. Em 2021, as famílias monas parentais, eram 579.971. E, as pessoas que viviam sozinhas, eram: 24,8% da população.