INTERPRETAR...ATUAR...NA MINHA VIDA!


Por Daya Larissa (Goiânia, GO)

A arte de interpretar é Divina
É o momento de através de sua vida
Outras vidas surgirem
Quantas pessoas personagens posso ser?
Quais são as minhas possibilidades?
Diria quase infinitas…
Pois o ator é um criador contínuo…
Ele não pode ficar na zona de conforto
É preciso se desafiar o tempo todo
E o tempo todo procriar… e criar
Cada personagem, um filho
Uma vida que brota nos palcos, nos sets…
E ela surge de um texto… um roteiro…
E do papel ela ganha vida no corpo do ator…
O ator empresta sua vida para gerar outras…
E nesta simbiose louca… ele não pode se perder…
Ele tem que estar convicto que ali é temporário
E que a sua essência é única e verdadeira
Ter consciência de onde ele começa e termina
E que tudo o que for acrescentado é do outro
E não seu…
Interpretar é buscar no baú das suas emoções e vivências
O que lhe possa servir pro seu personagem
E colocar tudo o que ele pede para se fazer real
Atuar mentindo é muito triste
é deplorável
Ao atuar, somos convocados a estudar e estudar
A se entregar pra que aquele novo ser tome corpo…
E, o melhor, no seu corpo
Amo atuar!!!
Minha vida, interpretar!!!

(Daya Larissa é atriz, escritora e poetisa, membro da ALB/GO)

E SEGUE A VIDA


Por Clarisse da Costa (Biguaçu, SC)

     Ainda é tarde para se acreditar? Não. Mas talvez seja perda tempo esperar. Às o cansaço no faz pensar.A gente quer rir... Tem oras que a dor não deixa. É reflexo da perda.
     O sol entra e ilumina o seu rosto. O evento sopra no meu ouvido. É dia. Hora da despedida. Não sou mais a mesma. O tempo caminha nos segundos e minutos. Num piscar de olhos a vida se faz eu vejo cenários.
     O seu sorriso se reflete na esperança do meu sonho. São tantos contos, desencontros e muros. E segue a vida e seus cenários. Desencantos e desenganos. Versos e reversos. O meu avesso é eu e você.


O Homem e a Expectativa


Clarisse Da Costa (Biguaçu,SC)

     A vida estava muito obscura. O homem então plantou 6 flores. A vermelha acendeu o fogo, a chama da vontade de vencer. A azul mudou a expectativa que ele tinha do presente. - Se um simples tom de azul pode mudar o meu ânimo e encher meus olhos de tanta beleza eu posso mudar as coisas por aqui. - pensou. A amarela trouxe para o seu olhar atenção aos detalhes. Ele conseguiu ver as coisas como de fato são. Não se escondeu da sua realidade. A branca de princípio parecia um imenso vazio, mas lhe fez ver que mesmo no deserto pode se encontrar algo. Nenhuma pessoa vive sem um pingo de sentimento.                                                      
     A rosa que parecia uma cor tão feminina, lhe dando a visão de uma mulher frágil como sempre teve relatos na sua educação, trouxe à expectativa e a realidade do que é o amor. O amor não é apenas dar e receber. É o sentimento que acontece sem esperas e exigências. Sua base é a compreensão e o olhar atencioso para o outro. Enfim, uma partilha.
     A verde era a flor que teimava crescer. O que lhe frustrou. Mas isso lhe trouxe a vontade de persistir. Com ela aprendeu que cada pessoa tem o seu tempo e que no momento certo as coisas tendem acontecer. Viu ali que a pressa e a falta de compreensão dá para o homem um vazio existencial. Pois lá no final de tudo se vê um ser triste e sozinho!

"PÁSSARO" (2018)

Por Paccelli José Maracci Zahler  (Brasília, DF)


"BIZUNGUINHA E EU"


Lançamento do livro "Bizunguinha e eu" de autoria de Ridamar Batista, Academia de Letras do Brasil, Seccional Anápolis, GO, que aborda lições de vida em uma linguagem fácil. A ilustração foi feita por um rapaz autista que desde criança cria desenhos com lápis de cor e papel A4 comum usando as duas mãos simultaneamente.



A CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


Por Ernesto Wayne (1929-1997)

Agora terminou a Poesia!
Agora se acabaram os Poemas,
Findos terrenos e celestes temas,
Pois agora se foi quem os fazia...

Agora parou mão que os escrevia,
Agora humildes coisas e as supremas
Não têm quem tanto e tanto as entendia
Nem branco impuro, nem mais puras gemas.

Disseste ser teu coração maior
Que o mundo, Carlos, mas o teu cantar
Que agora cessa o mundo faz menor...

Carlos Drummond, Poeta, não terminas
Eis que aos céus sobes por escadas de ar:
São seus degraus os montes lá de Minas...

(Patrono da Cadeira nº 09 da Academia de Letras do Brasil, Seccional Distrito Federal - ALB/DF)



SONETERIA


Por Ernesto Wayne (1929-1997)

Se a pena não se molha no tinteiro,
Como então se fazer um bom quarteto?
Se o fraque não vai mais pro tintureiro,
Como então se fazer qualquer terceto?

Se castiçal não faz mais o funileiro,
Se às exéquias não mais se vai de preto,
Se não há bonde mais, nem motorneiro
Como fazer tão bem um bom soneto?

Se mais nas calças não se frisa o vinco
Como as dos moços de 45,
Fecham-se as portas da soneteria?

Que outro remédio, pois, que se teria
A não ser por aqui – que é Cancioneiro –
Alguns sonetos no seu soneteiro

(Patrono da Cadeira nº 09 da Academia de Letras do Brasil, Seccional Distrito Federal - ALB/DF)