Revista literária online com periodicidade mensal, uma viagem cultural pela literatura, poesia, cinema e artes. Editada, desde 2011, em Brasília, DF, pelo jornalista e escritor Paccelli José Maracci Zahler (ISNI 0000 0005 3053 7228, RP/MTE nº 14402/DF; FENAJ; FIJ nº BR20943). Poemas, crônicas, contos, ensaios, e o melhor da cultura nacional e internacional. Todas as opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores. Aceitam-se colaborações. Contato: cerrado.cultural@gmail.com
MAGMA
Sobre o
assunto
assunto o
oráculo
no feérico
instante:
sem
resposta
sou oposto
ato
reflito na
pedra
o veio
estratificado
sei da vida
inacabada
da montanha
magnífica
quando
aflora.
PAI
Por Vivaldo Terres (Itajaí, SC)
O pai não é somente,
Aquele homem que veio
Ao mundo
para garantir a espécie,
É também o amigo
que está sempre pronto
A dar a seu filho,
Amor, proteção, amparo...
E abrigo.
***
Mesmo incompreendido
Por muitos,
Por não entenderem
As suas razões,
Sofre, chora, vai à luta...
Às vezes desempregado
Não deixa que falte a família,
Um pedaço de pão.
***
Pai é este homem valoroso,
Cujo nome nem sempre
É reconhecido,
Mas que continua lutando!
Para não ficar totalmente esquecido.
PRESA NO TEMPO
Por Fabiane Braga Lima (Rio Claro, SP)
O que direi a mim mesma,
Quando meu coração cansado lhe procurar.
Talvez farei versos, onde iludida possa achá-lo.
Meu amor, ainda ficará preso no tempo!?
***
Então, contarei às horas para o reencontro,
Poder olhar nos teus olhos, e me calar.
Deixar minha alma falar...
***
Será o nosso momento!? Bom, não sei!
***
Mas, enquanto isso, quero viver cada segundo,
Quero dar imaginação aos meus rabiscos,
Quero compor e viver novos momentos.
***
Não quero, e nem mereço ficar presa no tempo…!
O que direi a minha alma!?
Fabiane Braga Lima é poetisa em Rio Claro, SP
Contato: bragalimafabiane@gmail.com
ESCRAVIDÃO NO SUL DO BRASIL
Por Clarisse da Costa (Biguaçu, SC)
A escravidão ainda não acabou, pelo menos não em
Santa Catarina sul do Brasil. A Lei Áurea, oficialmente Lei n.º 3.353 de 13 de
maio de 1888, parece apenas é um papel velho e mofado que fora assinado pela
Princesa Isabel e jogado em uma esquecida gaveta. Pois em muitas fazendas em
Santa Catarina é visivelmente a escravidão negra. O retrato cruel de quem sofre
por conta da cor da pele!
Não podemos negar e nem fechar os olhos para isto, e
os fatos não negam. E ainda há quem nos diga que não adianta falar. Não falar
então seria se omitir até mesmo aceitar as atrocidades.
O racismo existe e não vai acabar tão cedo, esta
velha chaga da humanidade. Assim como também não vai acabar a desigualdade
social. O Brasil com suas raízes escravistas, por conta de pessoas
preconceituosas e mesquinhas que por aqui aportaram, fez brotar um país não
democrático. Lutar é preciso! Desistir jamais
Clarisse da Costa é cronista e poetisa em Biguaçu,SC
Contato:
clarissedacosta81@gmail.com
PRECISAMOS DE UM JORNALISMO SÉRIO
Por Fabiane Braga Lima (Rio Claro, SP)
Assim que saí do serviço, peguei o ônibus como de costume. De repente, chega o garoto vendendo balas. Pele queimada do sol, roupa rasgada e um caderno de anotações. Sentou ao meu lado. Notei que escrevia em seu caderno. Tentando formar palavras, parecia ser tão esforçado. Assim os dias foram se repetindo.
— O que tanto escreve? — Perguntei lhe certo dia
— Eu queria poder formar palavras. — Respondeu-me tímido
— Mas porque não está na escola?
— Preciso trabalhar! Meus pais estão desempregados.
Mas era mentira! Fui até a casa dele. Uma casa bem simples. Sua mãe
estava sentada, esperando os filhos. Assim que os meninos chegavam, eles lhe
deram todo o dinheiro arrecadado das balas. Eram 3 crianças escravizadas pelos
pais. E, o dinheiro do serviço? Metade vai parar nas mãos da mãe e o restante o
pai usava para se embriagar no bar.
Assim às crianças passavam o dia, torturadas e escravizadas pelo
trabalho infantil, como muitas outras no país! Quanto ao jornalismo? Difícil um
jornalismo sério, que investigue, se aprofunde no assunto.
Precisamos de um jornalismo honesto que se empenhem em ajudar às crianças, o futuro do país, porque o sistema se cala.
O Sistema É Podre! Toda Criança Tem O Direito De Estudar!
Fabiane
Braga Lima é cronista e poetisa em Rio Claro S.P.
Contato:
bragalimafabiane@gmail.com


