CREPÚSCULO E AURORA

Por Marcelo de Oliveira Souza, IWA (Salvador, BA)

 

No crepúsculo do dia

Bate uma nostalgia

A escuridão invade

Deixando-nos com saudade.


Tempos de reflexão

O anoitecer no nosso coração

Repousando a nossa alma

Transforma-nos e acalma.


O remédio para qualquer tristeza

Nessa vida que não é moleza 

Até surgir a aurora.

 

Novos desafios a atingir

Vivendo ou sofrendo

Até que no âmago do sucesso

A gente possa a missão cumprir

Para, assim, a gente poder   partir.

ENTRE CRÔNICAS E VERSOS

 Por Clarisse da Costa (Biguaçu, SC)

Reflexão: Seja feliz por você

Não fique procurando por um amor. Quanto mais a gente procura, mais a gente se magoa. Falo isso por experiência própria. Acho que o amor acontece quando tem que acontecer, de forma natural. Dê um tempo a si mesmo. Às vezes vale a pena chorar de tanta felicidade pelas nossas conquistas do que por quem sequer soube nos amar.

Vire a página e escreva uma nova história. Sentir falta de ter alguém, de deitar a cabeça no seu colo, de ter aquele apoio, faz parte, é natural. Mas não podemos nos anular e esquecer quem somos.

Deixe o tempo conduzir tudo. Em algum momento da vida vai aparecer aquela pessoa que te valorize, que te respeite, que te ame e te assuma. Caso contrário, não se abale, fique sozinha, abrace seus planos, construa novos sonhos…

Estar sozinha não é algo ruim. A solidão só é horrível quando não encontramos mais motivos para viver e lutar pelos nossos sonhos.

Faça o seguinte, dance pela sala, ouça a sua melhor música, comemore tudo que você conquistou. Tome uma bebida ou um suco. Mas seja feliz por você.

 

Carta às Mulheres Pretas

Dedicado à minha Amiga Cléo

Eu passei uma vida inteira sem ter uma amiga preta. Na escola eu me sentia perdida no meio de tantas crianças brancas. Eu era indisfarçável ao mesmo tempo que eu era isolada. Eu já vivia a tal da solidão da mulher preta. Os sentimentos se misturavam. Eu não conseguia entender tudo que me acontecia, as hostilidades, o preconceito… As palavras ditas doíam mais que a falta de amigos. Parecia que o meu maior erro foi ter nascido.

E a gente cresce, deixa de ser criança e novas realidades vêm. De repente surge aquela urgência em entender tudo.

Eu precisei perder para me encontrar. Eu perdi o berço da minha herança, do meu amor. Eu perdi a minha mãe em 2015. E aos 35 anos parei para pensar em tudo que me aconteceu na infância e adolescência.

Entender o racismo não é nada fácil, passar por todo o processo sozinha é pior ainda. Continuei sem aquela amiga preta. Sem referência, o que na escola também não tinha.

Em 2016 conheci a minha primeira amiga preta e significou muito. Podemos juntas, mesmo que à distância enfrentar nossos medos, chorar tudo que tiver que chorar, sorrir tudo que tiver que sorrir. Vi nela um pedaço de mim.

Eu busquei as minhas referências e vi em mim outra mulher. Confesso que eu tenho gostado muito. Estou lutando por mim e por todas. 

Não importa os erros, as quedas. Não somos perfeitos, assim como a vida não é perfeita e nunca será. Posso dizer que o meu lugar de paz é quando eu estou escrevendo. Eu deixo o mundo lá fora.

Ser escritora me colocar no lugar de destaque, onde toda mulher preta deve estar. O papel de mulher vitoriosa. Claro, a luta continua. Ainda há muito a se vencer. Resgatar nossa ancestralidade, nossa autonomia e autoestima é fundamental.

Somos pretas, mas temos sensibilidade e podemos sim ser doce ao mesmo tempo que somos fortes.


Cristo Pai

O maior pai é Cristo

Ele nos acolhe

E todos os dias

Nos ensina a amar

Na sua plenitude.

Ele está presente

Nas diversas face.

No preto velho

Atirado no chão

Sem nenhuma compaixão.

Na senhora mãe

Buscando o que de comer

Para seus filhos.

Na favela condenada

E marginalizada.

Cristo preto

Do afeto e do respeito.

Cristo Pai da favela,

Das mazelas

E da senzala

Que a sociedade construiu;

Preto da periferia

Da guerra do dia a dia

Da resistência manchada

De sangue;

Do choro e

Da fome que o consome;

Da mãe com o filho morto

Condenado e abandonado,

Cristo de todas as lutas!

Pai do infinito amor.


Renascer dentro de mim

Hoje o sol não quis saber de mim, deixei a janela fechada e cá estou subscrevendo o cotidiano. Eu me vi querendo me encontrar. Renascer entre flores e sorrisos.

Eu acordei querendo um pouco mais de mim.  Ver novas flores florescerem no meu quintal, o perfume de cada uma entrando no meu quarto.

Eu vi nos meus olhos a sutileza das poesias e do amor puro que sempre quer andar pelos caminhos da felicidade.

Também vi a saudade sublinhando papéis rabiscados, traçados da vida com todos os seus segredos. Que tantos seres mal sabem o sentido de se viver na verdade. De não profanar palavras falsas.

Hoje eu decidi estar inteira para mim. Pulei alguns capítulos do livro e decidi escrever coisas novas. O engraçado é que a trilha sonora não muda. Djavan é como o pé de hibisco no meu quintal, sempre floresce.  E os sons da vida me convida a dançar pela sala.

 

 

 

EVITERNA DISPERSÃO

Por Fabiane Braga Lima (Rio Claro, SP) e Samuel da Costa (Itajaí, SC) 

___Fruto proibido, tu és a minha sidérea flor de lotus___

Deixa-me voar até a ti.

Deixa-me repousar no afago do teu meio.

Oh, deixa-me...!

Sabemos, eu sou você.

E juntos somos um.

Geane Masago

 

Mexe com a minha libido

Silêncio soturno que me embriaga

Frenesi que me enlouquece.

***

Vem ebúrnea ninfeia veneranda!

Invada o meu ser infindo

Diga que serás minha

Sacrossanta poetisa astral

***

Mil caras!!!

Tortura, que me leva a tara

Devassidão que me guia

***

És única

És bela e nebulosa 

És cândida e augusta 

Minha divinal ardea que flana

Livremente no flórido meu estribilho

****

Olho em teus olhos

Vejo a sombra e a escuridão

Veste suja e rasgada

Proibido tu és!!!

***

Maravilhoso e eufônico

É o cósmico cântico alado teu 

Invade o excelso silêncio notívago

***

Maldita demência

Eloquência

Entrego-me sem redenção

Leva-me a perdição

Homem ou bicho

Amor e medo

Fujo!….

***

Alva

Não fujas

Venha hialina

Venha pura e arcangélica

Invada-me aos sabores etéreos

De milenários mistérios

Exilamo-nos em límpidas

Águas mais que tranquilas

Do místico rio claro teu  


De todas as poesias do mundo que me consolam

 

Eu sempre vou querer saber

Como será acordar

Com o teu perfume na minha pele.

Clarisse da Costa

 

Amo-te tanto, que não cabe mais

 Nos meus versos

Faço deste amor a minha epopeia 

Noite afora minha alma se revigora,

***

Façamos do nosso cósmico amor etéreo

Os nossos multi-versos particulares

Amo-te tanto magnificente alva

Que não cabe mais nos estros meus

*** 

Só o silêncio conhece minha história.

Entristeço-me, te vejo longe daqui

Entre gemidos o coração lhe busca

Questiono-me! Por que não está aqui?

***

Dá realidade fluida atroz

Que nos separa e que nos permeia

Sinto o pranto de todos as milenares dores

Do mundo inteiro

***

Repudio toda ausência

E esta angústia, e este sentimento

Virou loucuras e vaidades

Vivo num desatino, caminho sem destino,

Fico aos prantos, sem saber o que são verdades.

E o que são mentiras

***

Não chore magnificente alva

Luz resplandecente da aurora rubra 

Caminhamos juntos

E de mãos dadas

Entre a mítica bruma que trespassa

 Os infantos versos meus

***

Entrego-me por inteiro à poesia

Só ela me consola

Vendo o luar e infinitas estrelas pela janela,

Escrevo com maestria, eternas poesias…!

***

Como palavra final

Ousamos apreciar o bel canto

Da sacrossanta Yara

Da mística Kianda

***

Tenho como palavra final

Ansiar adentrar na tua divinal morada

E evanescer lento e lânguido

Nas águas mais que tranquilas

Do teu límpido rio claro  


Permita-me ser somente tua

Hoje chorei.

Emocionante, cada linha um nome,

Uma história, uma vida que se foi.

Luana Santos de Oliveira

Quero abrir meu o coração,

Escuta amor meu!

Amo-te com tanta paixão

Não consigo esconder o meu desejo,

Este anseio de querer os teus beijos.

***

Venero-te alva divinal flor

Álgida e abissal

Com um devote se ergue

E vai conjurar de forma convulsa

As eviternas estrelas

Da noite

***

Do meu pensamento insano e sedento,

Tornei-me refém desta angústia,

Preciso do teu toque, minha loucura,

Posso sentir-te, me toma e transbordo.

Permita-me ser toda tua em heresias.

***

Do eflúvio sutil

Que de teu alvo corpo incorpóreo

 De bacante exala

Embriaga todo o meu ser

Mais-que-imperfeito

 ***

Então, me envolva sobre o teu corpo,

Faça amor comigo com maestria.

Deixe-me sentir teu calor, agora.

Posso descrever tudo que sinto!?

Teu cheiro impregna, desnuda-me…!

***

Façamos perdidamente

No nosso ebúrneo palácio

Das memórias perdidas

No agonizante arrebol 


Apenas sombras de um tempo que não passou

 

Seus versos, sua poesia e a beleza.!!!

Aristides Sousa Maia

 

Num porta-retratos antigo, onde te vejo...

Meus pensamentos em frenesi e languento

Sobre a escrivaninha, idolatro a tua fotografia

Empoeirada do tempo que passou

***

Ainda te tenho benfazeja

E bem resguardada

Aqui no meu palácio

Das memórias perdidas

***

Há um medo árduo de te esquecer….

Reconheço que tudo isto é sombrio

Refém do tempo, guiada por utopias

Acalentando fantasmas indecifráveis...

***

Temos o nosso tempo atemporal

Que é somente meu

E é teu

***

Com palavras amiúdes e desconexas,

Como posso deixar tudo envolver!?

Nada atrai, desconheço tal sintonia!

***

De idolatro em belas-letras mortas 

De idolatro em belas-artes plásticas

Na pós-modernidade fluída

***

Enfim, ninguém vive de mera incerteza

Num mundo ilusório! Morrer de paixão!?

Incoerente, atrair fantasmas inexistente!...


Ouça-me meu sacrossanto amor

De dias e noites, de cores e valores,

Um horizonte às vezes obscuro,

Um pedaço do céu caído,

Mas ainda com esperança.

José Luiz P. Grando

 

Meu amor, escuta meu coração.

Palpita de amor de tanta paixão.

Minha boca anseia teus beijos,

Sem medo, veja, como desejo.

***

Anseio a tua boca faminta

A circum-navegar

No corpo-incorpóreo meu

***

Anseio tua benfazeja 

A circum-navegar

No corpo-incorpóreo meu

***

Eterno! Fez-se morada aqui.

Como posso lhe amar e te querer?!

***

Quero-te ignota poetisa

Afloria magnólia casta  

Postada arcangelicamente

Na nevoenta torre de marfim

***

Meu corpo trêmulo lhe pede,

Ao mesmo tempo, se despede.

Deslumbro-me, ao vê-lo! Fica, amor meu?

***

Evolva-me

Na volúpia mítica nevoa

Outonal que te rodeia

***

És o homem que me domina,

Acalenta-me em teu corpo!

Decifro, te busco em desvarios.

Quero! Sou vasta de sentimento,

Minh’alma clama, todo momento...!

CLARISSE DA COSTA EM VERSOS

Por Clarisse da Costa (Biguaçu, SC)

Notável Mulher

Quem me quiser

Há de perceber

Nos meus olhos

Algumas tristezas e incertezas.

Há de se perceber

A minha vontade de vencer,

O perfume de hibisco que

Às vezes eu tenho nas mãos…

A vida em detalhes

É tatuada na minha alma.

Cada sorriso tem um motivo.

Eu que tanto amei sobrevivo.

Aprendi a lidar com as desilusões.

Nas pontas dos meus dedos

Subscrevo a certeza de quem eu sou.

Visto-me de sentimentos,

Não tenho vergonha por sentir.

(do livro "Oceanos")

 

Lá vem o destino

O único problema

é deixar para depois.

Depois vem a chuva,

o vento fecha a porta

e quando se percebe é noite.

Algumas pessoas vão embora,

cartas antigas são corroídas pelas traças,

nem dá tempo de dizer adeus

e já era aquele poema de amor.

Você se esquece de olhar para si

e o mundo à sua volta.

Parece até que você não existe.

É um vazio de muitas coisas que

deixaram de acontecer.

E lá vem o destino sem rumo,

arrisco em dizer que é

como um menino brincalhão.

Provavelmente pulando

algumas etapas da vida.

(do livro "Oceanos")

 

Tu Vem

Foram nos teus olhos

Que eu vi

Uma primavera prestes a florescer.

Flores com a sutileza

De um amor sem fim,

Que abraça e resguarda

A beleza de ser verdadeiro.

Do perfume no ar…

Do toque leve das palavras

Que na sua delicadeza

Tocou o meu coração.

Tu vem e me deixa

Com saudades de ficar contigo

Sem nunca ter ficado.

Fico na vontade de te abraçar

E na sua vida ficar.

Não ouso fugir

Do que sinto,

Esses sentimentos

Conduzem a vida,

Me deixam leve.

Acho até que a vida

Fica mais bela

Com essas sutilezas.

(do livro "Oceanos")

A TI PERTENCER (DUETOS POÉTICOS EM DISPERSÃO)

 Por Fabiane Braga Lima (Rio Claro, SP) e Samuel da Costa (Itajaí, SC)

Sinta (o meu ser-mais-que-perfeito no infinito)

 

Sinta como te quero,

 E o desejo em meu corpo aflora,

E grita bem alto!

Não desdenhe do meu amor,

Nem faça dele uma repugnante demência.

Um pueril devaneio meu

***

Que o nosso eviterno amor

Trespasse o tempo atemporal

Aquieta-te ninfeia do rio claro

Eu estou aqui entre os astros-mortos 

***

Rendo-me aos teus caprichos

E inúmeros fetiches.

***

És tu!

E somente tu

Que eu desejo sibilina prima donna

Postada na pós-modernidade

Liquefeita  

***

Então, me sinta!

Ajoelhada em tua devoção,

Desnuda-me por completa.

Espero! Acalenta-me em teus braços

Eu quero provar os teus beijos

Saciando os mais intensos

Desejos libidinosos.

***

Abro em profusão as portas

Do meu negro coração mecânico

E com ardor cálido te possuo

Na mítica floresta negra 

Que arde em chamas eviternas

***

Provoca-me quero sentir 

O teu corpo impregnado de pecado,

Pesando no meu.

Tua pele e teu líquido sagrado

Descendo entre minhas pernas

***

Leva-me contigo acorrenta-me

Em teu corpo, apenas, me sinta

Quero ser a complexidade que te desatina,

Os nossos corpos despidos, amedrontados!

Submissão de ambos…

***

Amo-te à luz dos nossos tempos

Amo-te na completa imensidão astral

 

Sonhos crepusculares (cumplicidades e intimidades)

 

Tentei olhar nas vastidões dos teus olhos

E não consegui poeta de ébano

Tentei ao menos te escutar! impossível...

Entendi, melhor assim, liberta das sombras

Estava enganada e esquecendo de mim.

***

Nas ausências dos estelares

Intervalos inaudíveis 

Nas nossas cósmicas múlti-plas pausas 

Entre o nós dois

Olhe para dentro as álgidas

 Imensidões olhos meus

E diga que será minha

Para todo o sempre

***

Hoje fui te buscar,

 Vejo-te em todos os lugares

Minha outra metade, minha cumplicidade

E, mesmo se quisesse te ter, seria loucura

Tocar em ti será o evanescer

De todas as infindas incertezas,

 Infinitas e seculares dores....

***

Busco em ti

Como um perdido naufrago

Perdido entre as eviternas

Estrelas da noite

Procura um paraíso insular

***

Então, melhor transbordar de amor e viver,

Viver sem dores, trocando conversas fúteis

Mesmo que tudo se desfaça, tentar seguir.

***

Abriga-te nos meus estribilhos 

Que sejam o teu porto

 Mais que seguro sacrossanta

Ninfeia minha

***

Tu és a poesia que sempre esteve comigo

Fiz de ti o protagonista das minhas prosas

Aparência!? Desconheço! Minha alma gêmea!


Perdida no tempo atemporal

 

Como chorei, foram tantas noites em vão

Com os olhos inchados procurei paixões

Despertei de sonhos e infindos pesadelos

Toda essa fraqueza cessei, agora me acalmei!

***

Ebúrnea poetisa

Que habita as águas tranquilas

De um límpido rio claro

Abriga-me no estre teu

 Nas dulcíssimas éclogas tuas

***

Poderia ter pensado mais, usado a razão

Mas não, ingênua dei liberdade ao coração

Entrei num labirinto de sombras e medos

E, oscilando fui muito além das incoerências.

***

Adensamos as brancas nuvens

Adentremos de mãos dadas

 Nas nossas quimeras 

Tornamo-nos um só

***

Hoje me sinto plena, enxerguei meus erros

Caminho com certeza de poder recomeçar

Reconhecendo que o amor é reciprocidade.

***

Adensamos as hialinas brancas nuvens

Flanamos livremente no tempo atemporal

Adentremos nos nossos sonhos 

Tornamo-nos um só

***

Se não tivesse exagerado e ficasse intacta

Poderia ter colocado ponto final no início,

Mas usei reticências, dando voz a demências...!


 ______Mistérios______

 

Preciso

Ouvir tua voz ofegante

Dizendo que sou toda tua

Enlouquecendo-me

De carícias levianas

***

Quero-te junto a mim

Flanando entre as eviternas

Estrelas da noite

Dulcíssima maestrina

Das belas-letras

***

Preciso

Encostar minha alma junto

a tua

Como num bailar

De almas

***

Quero a tua sibilina alma

Irmanada a minha

No zênite

No nadir

***

Em êxtase!!!

Deixe-me sentir o abrasivo calor

Do teu corpo

Apetece meus desejos

Faça-me estremecer

***

Aflora magnificente poetisa

Em belas-letras mortas 

Aflora áurea prima donna

Em belas-artes plásticas 

***

Preciso

Sentir o sabor do teu beijo

Do gosto da tua pele

Do teu corpo másculo

Destes mistérios que me enlaça

Em teus titânicos braços

Desbravando horizontes

Que nos envolve.

***

Preciso

Entender o por quê...

De tantos mistérios!!!

 

Uma jornada entre um oceano de belas-letras

 

Madrugada fria chegou, silêncio aperta o peito,

A minha mente oscila,

Atrita voz silenciosa,

***

Desbravamos juntos amor meu

Um oceano infindo de eviternas estrelas

Diante de nós

***

Alma rasgando, grito calado do aflito

Saudade daquele amor antigo e amigo.

***

És tua a minha alma gêmea

Perdida entres os astros-mortos

És tu a alva ninfeia que saúdo

Em surreais versos

Em expressionistas prosas

***

No negro oceano de lamúrias, insônias

 Castigo-me

São lembranças infindas ilusões

E vulgares intrigas,

E dolorosas lágrimas caem

 No meu rosto, sob’ desgosto,

***

Seco as doloridas lágrimas

Do belíssimo rosto teu

E anseio que tudo acabe

Que tudo termine bem

No entre o nós dois

***

Entrego, vivo, amo em universos opostos.

Nítido ver, quem n’alma chorou, sofreu

Calado esperar, o amor que aflorou, viveu

***

Amo-te prima donna

Simplesmente te amo

Tu postada nos altares dos deuses

E deusas imortais

***

Do nada se calou e de amor padeceu!?

Não! Coração avisou, sofreu, revigorou,

Seguiu sua jornada, amou, não negou!

Hoje a alma silenciosa, vive, sobreviveu...!