Cedric: a imagem atual do Brasil


Por Clarisse da Costa (Biguaçu, SC)

            Cedric de Oliveira Felipe grande crítico literário, compositor, homem ativo residente na cidade de Jacareí em São Paulo. Os anos de experiência dele no mercado de trabalho lhe trouxeram uma bagagem intelectual na área de limpeza e alimentação. Homem culto de muita cultura, Cedric tem como seu livro de cabeceira ‘’Totsi Infância Roubada’’.
            Cedric cursou produção de doces e salgados, higienização e manipulação de alimentos. Já trabalhou em restaurantes e padarias. Durante anos trabalhou como auxiliar de limpeza e ajudante de serviços gerais.
            Atualmente desempregado Cedric passa seu tempo estudando sobre diversos assuntos, tanto que por contra própria se especializou em contratos e direitos autorais.  Nas redes sociais tem sua participação como escritor, escreve desde poesias às matérias relevantes como crimes contra a mulher, desde a cultura musical e cinematográfica.
            Além disso, Cedric fala um pouco de inglês. Este homem bem qualificado está à procura de emprego há mais de um ano. E este perfil é mais uma forma de poder ajudá-lo. Mais um homem no Brasil em busca de um novo caminho e de estruturar a sua vida.

Hang Ferrero em Código 1


Por Clarisse da Costa (Biguaçu, SC)
                                                                                           
            Li certo dia em um artigo, não me pergunte onde, pois só guardei o que me chamou a atenção, ‘’a escrita nada mais é do que desenhar letras’’. Tal como fazemos quando crianças, nossos primeiros traços são ao desenhar a nossa família. O nosso contato com a arte vem desde a infância. E quem pode nos confirmar isso é Hang Ferro, autor de ‘’Apanhador de Sonhos(coletânea), Poesia à Beira-Mar(coletânea), Aos Pés do Monte Mor e Código1’’. Ao entrevistá-lo o escritor e poeta de Santa Catarina, relatou-me: - Na verdade, eu tenho o contato com a arte desde a infância. É na infância a nossa maior expressividade com a arte. Arte é a junção de conceito e definição, a formação de ideias. É a atividade humana inteiramente ligada a manifestações de ordem estética. E tudo a partir da percepção, emoções e ideias dos artistas. O objetivo é estimular o interesse de consciência.
            E para muitos a arte é presente em quase tudo que vemos. Participando desse mundo podemos dizer que ali ganhamos asas. Somos livres para expressar tudo que sentimos e vemos. O humano eleva o alto conhecimento. Conhecer o outro é uma arte nada fácil, requer paciência, olhar para além da casca e ter alguns minutos do seu tempo para isso.                                                                                                         
            Como enfermeiro Hang tem essa experiência diária. Relatou-me: - A enfermagem ela tem muito de arte e talvez isso, o fato de eu gostar de gente, pudesse no trato humano desenvolver a veia artística, na escuta, especialmente porque o paciente de modo em geral, pelas condições de saúde que nós sabemos bem, ele está muito vulnerável.
            Conhecer o outro faz parte do processo de crescimento evolutivo e pessoal do lado humano. E para o poeta esse é o meio de campo favorável para a sua escrita tanto poética como realista, embora o poético não fugir da realidade. O bom poeta traz para a escrita à sua verdade.                                                
            Diz Hang Ferrero: - Por essa vulnerabilidade a gente pode escrever o trato humano e ali desenvolver a arte, a poesia e tudo. É o todo que nos rodeia o olhar detalhista do poeta. Sua vivência com as pessoas é o inicio da sua jornada e o seu alto conhecimento uma dura batalha. O nosso humano através do outro busca entender a si mesmo. Mas muitas vezes comete o erro de se anular vivendo o outro, pois vê nele o ser ideal.
            No entanto, para muitos, como poetas e escritores, é um prato cheio para uma boa história, poesia, crônica… E alguns ambientes trazem histórias interessantes. Conforme é o ambiente e o clima tudo pode ser propício para uma boa história, seja ela dramática ou humorística. O ambiente hospitalar é um prato cheio. Para Hang Ferrero é um prato cheio, diário, para compor crônicas. Diz Hang Ferrero: - Diria até que boas! As vivências com a saúde de modo geral, especialmente do ponto de vista do leigo, são no mínimo curiosas. O tipo de crônica que eu gosto de fazer é aquele tipo de crônica com uma pitada de humor. Então é muito engraçado!
            A forma com que o leigo entende de saúde, e esse de certa forma rende histórias muito interessantes, que não precisa de um grande esforço e nem de um grande escritor para poder providenciá-las. Elas já vêm prontas. Basta ter o contato com a escrita para desenvolver.  O escritor é livre, o lado humano é visto de outras formas. De certa forma ele não se deixa se envolver. Separa o literário do humano e a sua escrita da realidade.
Como diz o escritor, de forma em geral o artista tem os seus processos para se relacionar com o ambiente que ele vive.

Sertões Distantes


Por Cedric de Oliveira Felipe (Jacareí, SP)


Sertões distantes

Pessoas sem sonhos

Sem esperanças nos olhos

Sem brilho

Sem vida

Triste sina desses bravos guerreiros

Que no berço da miséria

O ódio, a raiva, a mágoa

Prolifera;

Pessoas humildes na lida

Na roca a tarde inteira

Vidas brasileiras,

Que a terra semeia para colher os frutos

E também para ficar de luto

Quando o corpo ela recebe

Quando a matéria sobre o féretro desce

Pra morada eterna;

Amém.



(Coliveiracedric998@gmail.com)

Naquele Outono Cinzento

Por Clarisse da Costa (Biguaçu, SC)

Há momentos da vida que nos
Marcam e canções que
Trazem a tona momentos que
Marcaram o passado;
Eu ouço canções
Que para você são bucólicas
E lembro-me de cada detalhe
Dos meus momentos de desejos.
Lembro que te quis
Naquele outono cinzento
Quando as folhas caíam
Em direções opostas e eu
Querendo o calor de seu abraço;
Que te desenhei na minha vida
E te abracei como
O meu eterno amor;
Meu corpo hoje te deseja
E nem sequer posso ouvir
Seus passos subindo a minha escada;
A minha pele se arrepia;
Sinto que me aproximo de ti
Em cada nanossegundos
Dos meus pensamentos;
Sou a sua sacrossanta musa,
No meu casebre de madeira
A espera do toque dos seus beijos
E o perfume do seu corpo
A me embriagar.


Da série amor em vermelho: Qualquer coisa que faça quase sentido

Por Samuel da Costa (Itajaí, SC)

Olho para o mar
Na minha frente
E desejo perdidamente
Que qualquer coisa
Nesta vida 
 Faça quase sentido
***
Olho para o mar
E desejo desesperadamente
Que eu possa
Tirar o meu traje de civilizada
De usar somente as roupas
Que Deus me deu
E caminhar celestialmente
Pelas hialinas areias
Da praia 
***
Olho para o mar revolto
Sinto o álgido vento
Revoltar-me o cabelo
E desejar
Que qualquer coisa faça
Realmente sentido
Na minha vida
***
Olho para imensidão azul
Para o céu sem nuvens 
Na esperança vil
Que qualquer coisa faça
Quase sentido
Nesta vida apoplética 

Da série amor em vermelho: Candura( elogio a liberdade)

Por Samuel da Costa (Itajaí, SC)

Naqueles turbulentos dias
De abissais confusões inexatas
Ela decidiu quebras
Os milenares grilhões
***
Naquele entardecer sem fim
Tempo de dores infindas
Ela se rebelou por completo
***
 Naquele anoitecer sem fim
A manopla deixou de sufocá-la
Aquela negra alma sofrega
Mergulhada em infindáveis dores
***
 Naquela alvorada
Ela simplesmente sorriu para a vida


Da série amor em vermelho: Gaia ( mais profunda que o mar)

Por Samuel da Costa (Itajaí, SC)

Queria fazer amor perdidamente
Tendo o atros-mortos
Como testemunhas
E com as bençãos de Gaia
***
 Não! Não queria viver enclausurada
Em um níveo mundo
De sonhos vagos
Presa ad aeternum
Em contemplações quiméricas furtivas
***
Queria arder em chamas
Entregar-se por inteiro
Na mais profundas das fossas abissais