domingo, 1 de março de 2026

AMOREIRA


Por  Raquel Naveira (Campo Grande, MS)

 

No solo seco

Cresceu o pé de amora

E agora

O sol se levanta entre suas ramas,

Mais uma vez

Ele vem

Sem demora.

 

As folhas são dentadas,

Pilosas,

Gotejam hormônios,

Sangue da flora,

Fibra da seda

E têm formato de coração.

 

Quando uma amora cai

É chuva preta

Espalhada pelo chão.

 

Senhora da sabedoria

E da intuição,

Sou o pássaro pousado

No mais alto galho,

Aquele que a adora

Que suga seus licores

A cada aurora.


Sobre a autora: 

Raquel Naveira é escritora, comunicadora, conferencista, militante cultural, pesquisadora e professora. Pertence à Academia Cristã de Letras - ACL (Cadeira nº 07, patrono Castro Alves); à Academia Sul-Matogrossense de Letras, ao PEN Clube do Brasil e à Academia Paulista Evangélica de Letras - APEL. 

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