Por Raquel Naveira (Campo Grande, MS)
No
solo seco
Cresceu
o pé de amora
E
agora
O
sol se levanta entre suas ramas,
Mais
uma vez
Ele
vem
Sem
demora.
As
folhas são dentadas,
Pilosas,
Gotejam
hormônios,
Sangue
da flora,
Fibra
da seda
E
têm formato de coração.
Quando
uma amora cai
É
chuva preta
Espalhada
pelo chão.
Senhora
da sabedoria
E
da intuição,
Sou
o pássaro pousado
No
mais alto galho,
Aquele
que a adora
Que
suga seus licores
A
cada aurora.
Sobre a autora:
Raquel Naveira é escritora, comunicadora, conferencista, militante cultural, pesquisadora e professora. Pertence à Academia Cristã de Letras - ACL (Cadeira nº 07, patrono Castro Alves); à Academia Sul-Matogrossense de Letras, ao PEN Clube do Brasil e à Academia Paulista Evangélica de Letras - APEL.

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