Por Fabiane Braga Lima (Rio Claro, SP)
Tentei olhar nas
vastidões dos teus olhos
E não consegui
poeta de ébano
Tentei ao menos
te escutar! Impossível...
Entendi, melhor
assim, libertar das sombras
Estava enganada e
esquecendo de mim.
***
Nas ausências dos
estelares
Intervalos
inaudíveis
Nas nossas
cósmicas múlti-plas pausas
Olhe para dentro
das álgidas
Imensidões
dos negros olhos meus
E me diga que
serás minha
Para todo o
sempre
***
Hoje fui te
buscar,
Vejo-te em
todos os lugares
Minha outra
metade, minha cumplicidade
E, mesmo se
quisesse te ter, seria loucura
Tocar em ti será
o evanescer
De todas as
infindas incertezas,
Infinitas e
seculares dores....
***
Busco em ti
Como um perdido
náufrago
Perdido entre as
eviternas
Estrelas da noite
Procura um seguro
paraíso insular
***
Então, melhor
transbordar de amor e viver,
Viver sem dores,
trocando conversas fúteis
Mesmo que tudo se
desfaça, tentar seguir.
***
Procuro-te...
Encontro-te...
Abrigo-te...
Nos meus
dulcíssimos
E nevoentos
estribilhos meus
Que sejam o teu
excelso arnês
Mais que
seguro
Sacrossanta
ebúrnea ninfeia minha
***
Tu és a poesia
que sempre esteve comigo
Fiz de ti o
protagonista das minhas prosas
Aparência!?
Desconheço! Minha alma gêmea!
Fragmento do livro: Duetos poéticos
Sul-Sudeste. Texto
e argumento de Fabiane Braga Lima, novelista, poetisa e contista em Rio Claro,
São Paulo. Texto e revisão de Samuel da Costa, poeta, contista e novelista em
Itajaí, Santa Catarina.
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