Por Paccelli José Maracci Zahler
Creio ter me esquecido de Ti.
Tentei viver a vida do meu modo,
Fazer as coisas do meu jeito
E fracassei.
Hoje, volto meus olhos para Ti
Em busca de socorro.
Quase perco a esperança...
Tanto trabalho, sonhos,
Planos, anos,
Tudo desperdiçado.
Tenho me esforçado
Em fazer o melhor...
De que adianta tudo isso
Longe de Ti?
(Publicado na Revista Cerrado Cultural nº 01/2009)
Revista literária online, uma viagem cultural online pela literatura, poesia, cinema e artes. Editada, desde 2011, pelo Jornalista e escritor Paccelli José Maracci Zahler (RP/MTE nº 14402/DF; FENAJ; FIJ nº BR20943). Poemas, crônicas, contos, ensaios, e o melhor da cultura nacional e internacional. Todas as opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores. Aceitam-se colaborações. Contato: cerrado.cultural@gmail.com
CORDEL DO ANO NOVO
Por Gustavo Dourado
Festival do Ano-Novo
Desde a antiguidade...
Na velha Mesopotâmia:
Foi grande festividade...
Nos meus tempos de criança:
Festejei a novidade...
2.000 a.C:
Começou o Festival...
Na antiga Babilônia:
Foi festa primordial...
Equinócio da primavera:
Lua Nova magistral...
Festejava-se em março:
Era festa de primeira...
O povo aproveitava:
Sacudia a pasmaceira...
Saudava o Sol nascente:
Depois da noite festeira...
A 23 de setembro:
Ano-Novo celebrado...
Pérsia, Assíria, Fenícia:
No Egito... Sol adorado...
Na Grécia em dezembro:
Era bem comemorado...
Na Roma antiga o festejo:
No mês de março era dado...
Depois passou a janeiro:
Por ser Jano cultuado...
Há muito tempo o Ano-Novo:
Pelo povo é celebrado...
Em 153 a.C:
O ano-novo romano...
A festa consolidou-se:
No calendário juliano...
Dia 1º de janeiro:
Calendar gregoriano.
Em 25 de Março:
Era o ano festejado...
Chegava a primavera:
No mundo do outro lado
Até 1º de Abril:
Novo ano cultuado...
Gregório XIII instituiu:
O 1º de Janeiro...
Hoje é comemorado:
No Ocidente inteiro...
Até mesmo no Oriente:
Já é ato costumeiro...
Mudou-se o calendário:
O povo festeja a mil...
Resquício da tradição:
O 1º de Abril...
É o Dia da Mentira:
Na Europa e no Brasil...
Na noite de São Silvestre:
O povo fica acordado...
Para a virada do ano;
É preciso estar ligado...
Nessa noite não se dorme:
É costume consagrado...
O Ano Novo chinês:
É móvel no calendário...
Em janeiro ou fevereiro:
Li no Perpétuo Lunário...
Luzes...Pirotecnia:
Fluem do vocabulário...
A 19 de março:
Do calendário atual...
Ano-Novo esotérico:
De cunho espiritual...
Resgata a tradição:
Do tempo imemorial...
Hégira... Rosh Hashaná:
Buda...Moisés...Maomé...
Cristo Jesus em Belém:
Menino de Nazaré...
Harmonia para Gaza:
Menos bomba, mais café...
Pé de porco e lentilha:
Gritar, correr e dançar...
Bombons, balas e doces:
Festejos a beira mar...
Oferendas para os santos:
Fogos explodem no ar...
Pra você tudo de bom:
Saúde...Felicidade...
Novo ano de harmonia:
Luz...Solidariedade...
Paz...Amor e Alegria:
Sucesso...Fraternidade...
Espantem os maus espíritos:
Chega de insanidade...
Viva-se a comunhão:
Basta à barbaridade...
É hora de união:
Paz, amor e liberdade...
Fogos e oferendas:
E gritos de alegria...
Chega de guerra e terror:
Fome, ódio, hipocrisia...
Paz e amor para todos:
Saúde e sabedoria...
Belos fogos de artifício,
Abraços e buzinada...
Sonhos e esperança:
Nossa alma renovada...
Pelo fim da violência:
Paz e amor na jornada...
Abraçe, beije, comemore:
Faça a renovação...
Troque a roupa,os lençóis:
Alivie a tensão...
Sorria e se ilumine:
Faça uma boa ação...
10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1:
A contagem regressiva...
Um adeus ao ano velho:
Viva a vida progressiva...
Sem guerras e tormentos:
Consciência reflexiva...
Um Ano-Novo de luz:
O novo sol vai brilhar...
Que tudo se concretize:
Possa tudo melhorar
Multiverse o dia-a-dia:
O novo ano vai raiar...
Feliz Ano-Novo...
(Visite a página de Gustavo Dourado http://www.gustavodourado.com.br )
(Publicado na Revista Cerrado Cultural nº 01/2009)
O PODEROSO AMOR
Por Vânia Moreira Diniz
Falar de amor apesar de ser um tema universalmente vivido, discutido, enunciado é complexo e extremamente difícil. E isso porque esse sentimento engloba diversas categorias. Poderemos falar do amor universal então. Que carrega todas as espécies do verdadeiro amor.
Nascemos de um ato de amor, crescemos e nos desenvolvemos vendo falar dele diariamente e para muitos isso pode ter parecido quase uma rotina.
Sabemos, entretanto que jamais e em tempo algum esse amor sentido, capaz de doações e carinho poderá ser confundido com uma rotina. Ao contrário, ele é inovador, vibrante e intenso. Quando abrigado ao calor do verdadeiro sentimento ou aquecido pela fagulha de um afeto profundo é capaz de dedicação e gestos até incompreensíveis. Nada é mais rico do que o autêntico amor.
Muitas vezes, porém é confundido, vilipendiado e mal compreendido. Em ocasiões inúmeras, usadas como mero artefato para sobrepujar o amor próprio (fruto do egoísmo) que se impõe altivo exigindo em sua mesquinha compleição que todos ao redor o proclamem verdadeiro senhor.
Todas as formas desse sentimento maravilhoso são tocadas de estranho e poderoso magnetismo positivo. Ele estimula, eleva e dá forças àquele que está enfraquecido por qualquer razão. Faz com que as pessoas tenham uma motivação e lenitivo para se sentirem felizes e autenticamente realizadas. Isso porque quem ama e é amado adquire uma maior força perante a vida.
Há, todavia diversas formas de amor e a maioria delas pela suas próprias características exigem reciprocidade. Uma reciprocidade sadia. Sem isso não há amor, apenas uma fixação.
A única exceção é o amor de pais para filhos e principalmente da mãe.Esse é um tipo de sentimento tão excepcionalmente profundo e oriundo da verdadeira doação que independe de como os filhos possam reagir.
O que quero enfatizar agora me referindo ao amor romântico e tão cantado é a vértice de fascinação que o encobre seja qual for o ângulo em que nos posicionemos. Analisá-lo seria difícil demais levando em conta que acabaríamos por pesquisá-lo nos mínimos detalhes. E não é isso que me proponho agora. O que desejo realçar é a fantasia também muita importante dentro do próprio sentimento que faz com que duas pessoas se sintam atraídas e totalmente deslumbradas por alguém e não lhe atribua os defeitos inerentes e naturais.
Sem isso os sonhos tão importantes no desenrolar de uma relação romântica não existiriam e ruiriam levando com eles esperanças e ideais tão necessários à própria vida.
Em meio às solicitações profissionais, aos deveres inadiáveis, ao sucesso em qualquer campo da vida e a todas às solicitações tão importantes e mensuráveis esse lado vamos dizer lúdico se impõe de uma maneira absolutamente primordial. Sem ele não teríamos a nutrição do espírito e não seríamos devidamente alimentados para conduzir o lado objetivo da existência.
Mas agora quero falar de um aspecto misto de doçura e fortaleza que faz de nossa caminhada um objetivo e uma necessidade. O amor humano pelos semelhantes, por quem está ao nosso lado ou mesmo distante por imposições geográficas e físicas. A quem precisamos amar ofertando um pouco de nós mesmos. Isso não fará bem somente a quem recebe, mas certamente e muito a quem oferta. É necessário quase como um ato de egoísmo. Egoísmo positivo e indispensável.
Um olhar de amizade, um sorriso de compreensão, um gesto ameno, uma expressão suave poderá ajudar a quem está atravessando um momento difícil como nos socorrer se isso nos for doado em um percalço inesperado e por vezes conflitante.
E uma palavra, uma idéia, um pensamento; que poder de sedução humana e necessária! A sedução que faz com que pessoas desesperadas ainda possam voltar à vida e vivê-la com a intensidade que sempre sonharam, olhos abertos, mentes positivas e alertas e a esperança que sempre deverá brilhar em qualquer caminhada.
Isso sem falar do amor do amigo que anseia para que o outro seja feliz, estimulando-o na hora certa e consciente de seu carinho necessário. O que une as pessoas independentes de sangue ou pátria é o amor e na amizade temos esse divino recurso: Podemos escolher.
Para cada tipo de amor existem demasiadas formas de sentir e nos transportarmos que se fôssemos pensar nisso talvez não houvesse tempo para a adversidade maior que a vida pode impor a alguém que é qualquer tipo de mágoa nociva. Ela aniquila, devasta e torna as pessoas frágeis e enfraquecidas. E o amor se imporá sempre vitorioso porque muito mais denso fantástico e dominador. O outro lado sempre existirá em nosso planeta para que possamos sentir o poder do verdadeiro amor: Magnânimo, irresistível, fascinante e desesperadamente poderoso.
(Visite o Portal Vânia Diniz http://www.vaniadiniz.pro.br )
(Publicado na Revista Cerrado Cultural nº 01/2009)
DUAS CHUVAS/TRAGÉDIA EM SANTA CATARINA
Por Cassiane Schmidt
Chovem duas chuvas:
Uma de água e outra de lágrimas
Uma de água e outra de lama
Uma de água e outra de casas
Chuvas que deixam crianças sem cama
Chovem duas chuvas:
Uma de água e outra de fome
Uma de água e outra de azar
Uma de água e outra sem nome
Chuvas que levam em suas águas a paz
Chuvas de desespero, de tristeza
Chuvas de solidão
Chuvas em cima da mesa
Terra no lugar do pão
Esta chuva que não cessa
Deixando tantos ao léu
Pedidos, súplicas e promessas
Olhares aflitos esperam a ajuda do céu
Corpos engolidos pela terra
Sem tempo de se despedir
Avalanches invadem sem espera
Vidas convidadas a partir
No olhar da menina passeia uma lágrima
A chuva insolente beija-lhe a face
Pezinhos descalços no chão de lástimas
Na inocência das crianças a esperança nasce
Chega de tanta chuva!
Que reine o sol e a luz
A fé do povo se curva
Aos pés da santa cruz!
Deus!
Há muito sofrimento nestas paragens
Lança sobre os desabrigados a tua proteção
Dá para Teus filhos a coragem
Que encontrem na tristeza
A fortaleza da oração
Deus!
E aqueles que se foram
Levados pela terra e pela água
Segura-os em Tuas mãos
Que tenham no céu uma morada
E a paz eterna reine em cada coração
E para aqueles que ficaram
Muita força e coragem
Aqui por onde as águas passaram
As terras desmoronaram
A fé, agora pede passagem!
(Visite a página Encanto das Letras, http://cassianeschmidt.blogspot.com )
(Publicado na Revista Cerrado Cultural nº 01/2009)
SONHO DE NATAL
Por Cassiane Schmidt
Brilha a lua no negro céu
Crianças tecem pedidos
Esperam o Papai Noel
Anjos pela inocência rendidos
Quero um presente neste Natal
A paz e a alegria para todas as crianças
Fadas madrinhas dissipando o mal
Casas enfeitadas de esperança
Que Deus proteja as crianças
Atenda a todos os pedidos
Que a fé seja a herança
Escriturada nos corações adormecidos
Cartinhas de natal há em toda parte
Sonhos em letrinhas depositadas em papéis
A caridade é a maior obra de arte
Sejamos todos papais-noéis
Adotar um sonho é sublime missão
Antidoto contra a maldade
Jesus nascendo em cada coração
Revela a verdadeira irmandade
No céu de natal uma estrela brilha
O sorriso no lábio da criança nasce
A paz semeada nas famílias
Deus revela em nós a sua face
Crianças felizes na terra
Celebram um mundo ideal
O amor no coração impera
Tenhamos todos, um Feliz Natal!
(Publicado na Revista Cerrado Cultural nº 01/2009)
NOSTALGIA
Por Roberley Antonio
Faz tempo que não escrevo
Nem mesmo um simples bilhete
Para perguntar como vai o dia
Ou o que tem feito da vida
Descobri que tem coisas mais importantes
Como olhar para o céu,
Contar estrelas
Ou imitar o sorriso de uma criança
O melhor de tudo é que,
Pelo breve momento em que reflito,
Sei que estás bem, sua vida está tranquila,
Sou feliz e tenho esperança em dias melhores
E neste breve momento,
Sei que és tudo o que preciso
E que aqueles nossos belos dias
Serão sempre motivos da mais saudável nostalgia.
Sobre o autor:
Roberley Antonio descobriu na literatura não uma fuga da realidade, mas um refúgio para vivê-la da melhor forma possível, plena e única.Publicou seu primeiro livro em 1998, Dez Anos Escuros - Ficção Científica.Em 2001, publicou o livro de contos Ao Cair a Noite, em papel e na versão eletrônica.
Depois de alguns outros trabalhos, chegou ao seu primeiro romance, Memento Mori - Lembra-te que morrerás, ainda no prelo.Atualmente divide o tempo como Analista de Produto em uma empresa de telecomunicações e escritor, no mundo literário. Mantém o site http://www.mementomori.com.br.
(Publicado na Revista Cerrado Cultural nº 01/2009)
A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS
Por Roberley Antonio
Gostaria de não mais precisar escolher
A direção e o sentido da minha vida
Ou mesmo lidar diretamente com meus sentimentos
Que, de tão complexo, tornam-se indecifráveis
Queria que as coisas simplesmente acontecessem
Como se o bater de asas de uma borboleta
Pudesse mudar o rumo de minha história
De onde sou um mero personagem coadjuvante
Às vezes me sinto só
E é nesta solidão que a vida se revela
Misteriosa e imprevisível
Utopicamente, sempre aguardando uma decisão
E eu só não queria precisar decidir
Mas, encontrar um gabarito
Que me traga uma vida simples,
E não mais enxugar as lágrimas todos os dias
Resignado, eu escolhi até mesmo
Escrever esta pequena poesia
Na intenção de que minhas escolhas
Sejam, no futuro, alvos de minhas alegrias
(Publicado na Revista Cerrado Cultural nº 01/2009)
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