Por Paccelli M. Zahler (Editor, Brasília, DF)
Junho
chega como quem pousa devagar. Traz um frio leve, um silêncio bom, uma vontade
de recolher o que sentimos e deixar que a vida fale por entre as frestas.
As
matérias desta edição caminham nesse mesmo ritmo: poemas que acendem
lembranças, textos que tocam o íntimo sem alarde, imagens que parecem respirar
junto com a gente. Há algo de delicado no ar — e é essa delicadeza que queremos
partilhar.
A
Revista Cerrado Cultural segue sendo esse espaço onde a arte encontra abrigo e
onde cada leitor pode descansar um pouco do mundo. Aqui, a palavra não precisa
correr. Ela pode apenas existir, inteira, simples, verdadeira.
Que
esta edição de junho lhe chegue como um gesto de calma. Como um verso que
encontra eco. Como uma pequena luz acesa no meio da tarde.
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