segunda-feira, 1 de junho de 2026

EDITORIAL

 Por Paccelli M. Zahler (Editor, Brasília, DF)

Junho chega como quem pousa devagar. Traz um frio leve, um silêncio bom, uma vontade de recolher o que sentimos e deixar que a vida fale por entre as frestas.

As matérias desta edição caminham nesse mesmo ritmo: poemas que acendem lembranças, textos que tocam o íntimo sem alarde, imagens que parecem respirar junto com a gente. Há algo de delicado no ar — e é essa delicadeza que queremos partilhar.

A Revista Cerrado Cultural segue sendo esse espaço onde a arte encontra abrigo e onde cada leitor pode descansar um pouco do mundo. Aqui, a palavra não precisa correr. Ela pode apenas existir, inteira, simples, verdadeira.

Que esta edição de junho lhe chegue como um gesto de calma. Como um verso que encontra eco. Como uma pequena luz acesa no meio da tarde.

 

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