Por Fabiane Braga Lima (Rio Claro, SP)
Na solidão da noite, nada nos restou
Somente este mistério instigante
Amarra-me ao teu corpo despido
Hoje sou a vítima das tuas eloquências
Sombrio! Tu apeteces das minhas nudes...
***
Alva! Do que realmente me apetece
Na negra nebulosa noite sem fim
O que acomete abissalmente
É ter a voraz fome
E a insaciável sede de ti
Dos divinais celestes
Toques teus
A beira do álgido abismo alvaresiano
***
Conduz-me aos mistérios complexos
Leva-me a heresia, acalma o meu sexo
Já não existe palidez no meu corpo
Nem dor que afligia meu coração...
***
Alva! Se se entregue por complexo
E somente para mim
E mais ninguém
Alva! Ousamos nos amar
Antes que o mundo acabe
***
A tua sedenta língua passei
Pelo meu corpo celeste infindo.
Como serpente pecaminosa que sou.
O teu fruto proibido
Na solidão da noite, insana,
Sou somente tua
***
Alva! Quero a tua boca faminta
A explorar o labiríntico
Corpo incorpóreo meu
***
Beije com audácia, suga meus seios
Com prazer. Hoje, espero, me aqueça
Faça-me refém dos teus delírios…..!
Fragmento do livro:
Duetos poéticos Sul-Sudeste. Texto e argumento de
Fabiane Braga Lima, novelista, poetisa e contista em Rio Claro, São Paulo.
Texto
e revisão de Samuel da Costa, novelista, poeta e contista em Itajaí, Santa
Catarina.
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