segunda-feira, 1 de junho de 2026

TESSITURAS ASTRAIS (RÉQUIEM AETERNAM)



                                         Por Fabiane Braga Lima (Rio Claro, SP)

 

Na solidão da noite, nada nos restou

Somente este mistério instigante

Amarra-me ao teu corpo despido

Hoje sou a vítima das tuas eloquências

Sombrio! Tu apeteces das minhas nudes...

***

Alva! Do que realmente me apetece

Na negra nebulosa noite sem fim

O que acomete abissalmente 

É ter a voraz fome

E a insaciável sede de ti

Dos divinais celestes

 Toques teus

A beira do álgido abismo alvaresiano  

***

Conduz-me aos mistérios complexos

Leva-me a heresia, acalma o meu sexo

Já não existe palidez no meu corpo

Nem dor que afligia meu coração...

***

Alva! Se se entregue por complexo

E somente para mim

E mais ninguém 

Alva! Ousamos nos amar

Antes que o mundo acabe

***

A tua sedenta língua passei

Pelo meu corpo celeste infindo.

Como serpente pecaminosa que sou.

O teu fruto proibido

Na solidão da noite, insana,

Sou somente tua

***

Alva! Quero a tua boca faminta

A explorar o labiríntico

 Corpo incorpóreo meu

***

Beije com audácia, suga meus seios

Com prazer. Hoje, espero, me aqueça

Faça-me refém dos teus delírios…..!

 

Fragmento do livro: Duetos poéticos Sul-Sudeste. Texto e argumento de Fabiane Braga Lima, novelista, poetisa e contista em Rio Claro, São Paulo.

Texto e revisão de Samuel da Costa, novelista, poeta e contista em Itajaí, Santa Catarina. 

 

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