Por Pedro Du Bois (Itapema, SC)
Revista literária online, uma viagem cultural online pela literatura, poesia, cinema e artes. Editada, desde 2011, pelo Jornalista e escritor Paccelli José Maracci Zahler (RP/MTE nº 14402/DF; FENAJ; FIJ nº BR20943). Poemas, crônicas, contos, ensaios, e o melhor da cultura nacional e internacional. Todas as opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores. Aceitam-se colaborações. Contato: cerrado.cultural@gmail.com
NELSON SARGENTO (documentário, 1997, 22 min)
Nelson Sargento
Gênero: Documentário
Diretor: Estevão Ciavatta Pantoja
Elenco: Carlos Cachaça, Nelson Sargento, Paulinho da Viola
Ano: 1997
Duração: 22 min
Cor: Colorido
Bitola: 35mm
País: Brasil
Local de Produção: RJ
Retrato biográfico do sambista Nelson Sargento no Morro da Mangueira, Rio de Janeiro.
Ficha Técnica
Produção Flávio R. Tambellini, Ana Gabriela Fotografia Dudu Miranda Roteiro Estevão Pantoja Edição Cesar Miglorin Som Direto Paulo Ricardo Nunes Direção de Arte David Bartex
Prêmios
Melhor Montagem no Festival de Gramado 1997
Prêmio Multishow no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 1997
Melhor Montagem no Rio Cine 1997
Prêmio Especial da Crítica no Rio Cine 1997
Prêmio Especial do Júri no Rio Cine 1997
EH, PAGU, EH! (documentário, 1982, 15 min)
Eh Pagu, eh!
Gênero: Documentário
Diretor: Ivo Branco
Elenco: Aldo Bueno, Clodomiro Bacellar, Edith Siqueira, Julio Calasso
Ano: 1982
Duração: 15 min
Cor: P&B
Bitola: 35mm
País: Brasil
Local de Produção: SP
O filme conta um pouco da vida e da obra de Patrícia Galvão, a Pagu. Casada com Oswald de Andrade, participou do Movimento Antropofágico. Jornalista, escritora e tradutora, entre outras coisas, ficou presa por quase cinco anos durante a ditadura Vargas por ser militante do PCB.
Ficha Técnica
Produção Rebeca Mc Mello Fotografia José Roberto Sadek Roteiro Ivo Branco Som Direto Guga Bandeira Direção de Arte Adão Pinheiro Câmera José Roberto Sadek Narração Ivo Branco, Raul Cortez, Ênio Gonçalves, Julia Pascale Assistente de Produção Claudia Andrea Fajuri, Cristina Winter Pesquisa Fotográfica Ivo Branco, Vladimir Sachetta, Paulo César De Azevedo Montagem Francisco magaldi
Prêmios
Melhor Curta no Festival de Brasília 1982
Melhor Roteiro de Curta no Festival de Brasília 1982
Prêmio Estímulo no Secretaria de Estado da Cultura/SP 1982
CARTA DE PRINCÍPIOS
Por Antônio Francisco de Paula
A Carta de Princípios
Do nosso tradicionalismo
Nasceu do idealismo
Do saudoso professor
Poeta declamador
Glaucus Saraiva da Fonseca
Que resumiu em poucas letras
Esse documento de valor.
Na cidade de Taquara
No CTG fogão gaúcho
Num galpão simples sem luxo
A mais de cinquenta janeiros
Reuniram-se os companheiros
Numa calorosa reunião
Onde se deu a aprovação
Da missiva por inteiro.
Acabando assim por vez
Com o receio e a desconfiança
Do Governo e lideranças
Que imperavam na ocasião
Restabelecendo a união
O amor e a esperança
E a recíproca confiança
Por todo o nosso torrão.
O movimento tradicionalista
Daquele momento em diante
Deu de rédeas e seguiu avante
Pelos campos e cidades
Respeitando com lealdade
As diretrizes e preceitos
Os deveres e direitos
Impostos a sociedade.
Cumprindo todos os aspectos
Éticos, cívicos, culturais,
Filosóficos e estruturais
Com afinco e seriedade
Preservando a identidade
Os costumes do gauchismo
A tradição e o nativismo
Com muita civilidade.
A Carta de Princípios
Despertou nossa memória
A cultuar a nossa história
O folclore e a tradição
Contribuindo com a formação
Dos jovens tradicionalistas
Pelas lutas e conquistas
E sua preservação.
(Poesia classificada em 1° lugar , no 19° FEGARP ,realizado na cidade de Luiz Eduardo Magalhães,BA,nos dias 15,16,e 17 de julho de 2011)
A Carta de Princípios
Do nosso tradicionalismo
Nasceu do idealismo
Do saudoso professor
Poeta declamador
Glaucus Saraiva da Fonseca
Que resumiu em poucas letras
Esse documento de valor.
Na cidade de Taquara
No CTG fogão gaúcho
Num galpão simples sem luxo
A mais de cinquenta janeiros
Reuniram-se os companheiros
Numa calorosa reunião
Onde se deu a aprovação
Da missiva por inteiro.
Acabando assim por vez
Com o receio e a desconfiança
Do Governo e lideranças
Que imperavam na ocasião
Restabelecendo a união
O amor e a esperança
E a recíproca confiança
Por todo o nosso torrão.
O movimento tradicionalista
Daquele momento em diante
Deu de rédeas e seguiu avante
Pelos campos e cidades
Respeitando com lealdade
As diretrizes e preceitos
Os deveres e direitos
Impostos a sociedade.
Cumprindo todos os aspectos
Éticos, cívicos, culturais,
Filosóficos e estruturais
Com afinco e seriedade
Preservando a identidade
Os costumes do gauchismo
A tradição e o nativismo
Com muita civilidade.
A Carta de Princípios
Despertou nossa memória
A cultuar a nossa história
O folclore e a tradição
Contribuindo com a formação
Dos jovens tradicionalistas
Pelas lutas e conquistas
E sua preservação.
(Poesia classificada em 1° lugar , no 19° FEGARP ,realizado na cidade de Luiz Eduardo Magalhães,BA,nos dias 15,16,e 17 de julho de 2011)
“NOSSA SENHORA DA OLIVEIRA”
Poe Antonio Francisco de Paula
Nos Campos de Cima da Serra
Nos pagos de Vacaria
Um Camponês certo dia
Queimava sua invernada
Estorricada pela geada
Na mais triste judiaria
O fogo lambeu as coxilhas
Varrendo léguas e léguas
Transformando em cinzas as macegas
Com a fúria das labaredas
E se apagando de vereda
Junto a um murchão de pedra
Numa reboleira de capim
Que o fogo não queimou
O Camponês encontrou
Bem no meio da touceira
Uma imagem de madeira
Da mãe do redentor
Trazendo uma inscrição
Bem legível no pedestal
O nome celestial
Nossa Senhora da Oliveira
A santinha milagreira
Oriunda de Portugal
Aquele humilde homem
Tomado pela emoção
Prostrou-se de joelhos no chão
Com os olhos rasos d’água
E rezou pra imaculada
Com fervor e devoção
Levou a imagem pro rancho
Pra junto de sua família
Contagiando de alegria
Toda gente do povoado
Que vinha de todos os lados
Adorar a santa mãezinha
Naquele rincão bendito
Entre os dois arroios vizinhos
Uruguaizinho e Carazinho
Onde a santa foi encontrada
Uma capelinha improvisada
Foi erguida com carinho
Cobertura de capim
Barreada de chão batido
Um altar todo florido
Adornando a imagem sagrada
Da virgem imaculada
Dos pobres e desvalidos
A notícia se esparramou
Por aquele sertão afora
Das graças e muitas glórias
Concebidas aos peregrinos
Aos devotos campesinos
Da virgem Nossa Senhora
Da pequena freguesia
Encravada na coxilha
Da lendária Baqueria
Dos frondosos pinheirais
Pago santo dos ancestrais
Da nossa raça caudilha
Dos índios primitivos
De Castela e Lusitanos
De Tropeiros e Vaqueanos
E dos Patrícios do além mar
Que mais tarde vieram povoar
O sagrado chão pampeano
E aqueles valentes gaúchos
Que ali fizeram morada
Construíram pra imaculada
Junto à praça principal
Uma linda Catedral
De pedra moura entalhada
Onde repousa a imagem
Da venerada santinha
A nossa querida mãezinha
Para toda a eternidade
Abençoando a comunidade
Da cidade de Vacaria
E assim foi consagrada
Pela fé dos habitantes
Pelo seu amor irradiante
Nossa Senhora da Oliveira
A virgem Santa Padroeira
Da porteira do Rio Grande
Nos Campos de Cima da Serra
Nos pagos de Vacaria
Um Camponês certo dia
Queimava sua invernada
Estorricada pela geada
Na mais triste judiaria
O fogo lambeu as coxilhas
Varrendo léguas e léguas
Transformando em cinzas as macegas
Com a fúria das labaredas
E se apagando de vereda
Junto a um murchão de pedra
Numa reboleira de capim
Que o fogo não queimou
O Camponês encontrou
Bem no meio da touceira
Uma imagem de madeira
Da mãe do redentor
Trazendo uma inscrição
Bem legível no pedestal
O nome celestial
Nossa Senhora da Oliveira
A santinha milagreira
Oriunda de Portugal
Aquele humilde homem
Tomado pela emoção
Prostrou-se de joelhos no chão
Com os olhos rasos d’água
E rezou pra imaculada
Com fervor e devoção
Levou a imagem pro rancho
Pra junto de sua família
Contagiando de alegria
Toda gente do povoado
Que vinha de todos os lados
Adorar a santa mãezinha
Naquele rincão bendito
Entre os dois arroios vizinhos
Uruguaizinho e Carazinho
Onde a santa foi encontrada
Uma capelinha improvisada
Foi erguida com carinho
Cobertura de capim
Barreada de chão batido
Um altar todo florido
Adornando a imagem sagrada
Da virgem imaculada
Dos pobres e desvalidos
A notícia se esparramou
Por aquele sertão afora
Das graças e muitas glórias
Concebidas aos peregrinos
Aos devotos campesinos
Da virgem Nossa Senhora
Da pequena freguesia
Encravada na coxilha
Da lendária Baqueria
Dos frondosos pinheirais
Pago santo dos ancestrais
Da nossa raça caudilha
Dos índios primitivos
De Castela e Lusitanos
De Tropeiros e Vaqueanos
E dos Patrícios do além mar
Que mais tarde vieram povoar
O sagrado chão pampeano
E aqueles valentes gaúchos
Que ali fizeram morada
Construíram pra imaculada
Junto à praça principal
Uma linda Catedral
De pedra moura entalhada
Onde repousa a imagem
Da venerada santinha
A nossa querida mãezinha
Para toda a eternidade
Abençoando a comunidade
Da cidade de Vacaria
E assim foi consagrada
Pela fé dos habitantes
Pelo seu amor irradiante
Nossa Senhora da Oliveira
A virgem Santa Padroeira
Da porteira do Rio Grande
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