Revista Cerrado Cultural, Vol. 16, No. 8 (Agosto / 2026)
Por Fabiane Braga Lima (Rio Claro, SP)
Como chorei,
Foram tantas noites em vão
Com os olhos inchados procurei por paixões
Despertei de sonhos e infindos pesadelos
Toda essa fraqueza cessei,
Agora me acalmei!
***
Ebúrnea poetisa
Que se abriga em águas tranquilas
De um límpido rio claro
Abriga-me no estre teu
Nas dulcíssimas éclogas
tuas
***
Poderia ter pensado mais, usado a razão
Mas não, ingênua dei liberdade ao coração
Entrei num labirinto de sombras e medos
E, oscilando fui muito além das incoerências.
***
Adensamos nas brancas nuvens
Adentremos de mãos dadas
Nas nossas
celestiais quimeras
Tornamo-nos um só
***
Hoje me sinto plena,
Enxerguei os meus erros
Caminho com certeza de poder recomeçar
Reconhecendo que o amor
É reciprocidade.
***
Adensamos as hialinas brancas nuvens
Flanamos livremente
No tempo atemporal
Adentremos nos nossos celestiais sonhos
Tornamo-nos um só
***
Se não tivesse exagerado
E ficasse intacta
Poderia ter colocado ponto final no início,
Mas usei reticências,
Dando voz a demências...!
Fragmento do livro: Duetos poéticos
Sul-Sudeste. Texto
e argumento de Fabiane Braga Lima, novelista, poetisa e contista em Rio Claro,
São Paulo. Texto e revisão de Samuel da Costa, poeta, contista e novelista em
Itajaí, Santa Catarina.