Revista Cerrado Cultural, Vol. 16, No. 8 (Agosto / 2026)
Por
Humberto Pinho da Silva (Porto, Portugal)
No intuito de informar, com
dados oficiais, difundidos em 22 de junho, deste ano, pelo Instituto Nacional
de Estatística, vou tratar matéria, que não costumo abordar, mas que considero
importante.
Receio, porém, desagradar aos
meus leitores. Digo: " meus", porque o jornalista e escritor Costa
Barreto, que ocupava cargo de relevo no matutino: " O Comércio do
Porto", costumava dizer: " O jornal não tem leitores; quem os tem
são os colaboradores".
Dito isto, vou tecer curto introito,
para indicar, em minha opinião, a causa da queda da natalidade, em Portugal:
Para mim, é devido à constante emigração de jovens, em idade fértil; e
igualmente, casamentos tardios, para concluir o curso universitário ou cuidar
devidamente, a carreira profissional.
Os casais têm, por norma – um
ou dois filhos. Para repor a falta de natalidade, é necessário recorrer à
imigração, que devia ter sido controlada, e não de " Portas Abertas".
Política que criou mal-estar na população, e atirou imigrantes para pobreza
esquálida.
Hoje, Portugal, tem 11.424.031
residentes, dos quais 1.597.539 são estrangeiros, legalizados (14,0%)
O envelhecimento demográfico
continua: 19 idosos, para 10 jovens.
Os estrangeiros residentes são:
1.507.539, sendo 913.249 homens, e 684.290 mulheres.
Sendo: 574.195 brasileiros; 103.140
angolanos; 93.683 indianos; 76.099 cabo-verdianos; 56.866 nepaleses;
56.724 cidadãos do Bangladesh; 53.555 guineenses; 53.555 ucranianos; 47.731
são-tomenses; 39.638 paquistaneses; 38.64 do Reino Unido; 32.784 italianos;
26.549 franceses; 23.439 chineses; e 21.635 alemães, segundo o INE.
Os estrangeiros residentes
começaram a declinar, desde 2024, devido a regras migratórias mais apertadas.
Recordo que muitos
estrangeiros, já adquiriram a nacionalidade portuguesa - por sangue ou por
terem resididos, em Portugal. (Cinco ou mais anos.)
Parte da população portuguesa,
por nascimento, considera que os estrangeiros só deviam ter direito à
residência, com os mesmos direitos, aos que o são, por nascimento, exceto
políticos.
Outros, pensam – que deviam
escolher a nacionalidade, e não deviam ter as duas.
Em suma: são estes os dados
oficiais, segundo o INE.
Acrescento, por curiosidade,
que em: 2025 houve 36.980 casamentos e 17.430 divórcios. A idade média do
homem, quando teve o primeiro filho é de 35,8 anos; e a idade media da mulher,
quando teve o primeiro filho, é de 30,2. Em 2021, as famílias monas parentais,
eram 579.971. E, as pessoas que viviam sozinhas, eram: 24,8% da população.