Revista literária online, uma viagem cultural online pela literatura, poesia, cinema e artes. Editada, desde 2011, pelo Jornalista e escritor Paccelli José Maracci Zahler (RP/MTE nº 14402/DF; FENAJ; FIJ nº BR20943). Poemas, crônicas, contos, ensaios, e o melhor da cultura nacional e internacional. Todas as opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores. Aceitam-se colaborações. Contato: cerrado.cultural@gmail.com
DUETTO BUFFO DI DUE GATTI ( Gioachino Rossini (1792-1868))
Executado por "Les Petits Chanteurs de la Croix de Bois"(França).
Página: www.pccb.fr
Fonte: YouTube.
BAILARINA
Por Gustavo Dourado (Taguatinga, DF)
Suaveluz a bailarina voa sutil
Estrelúcida pulsa a dançarina
Em seu movimento ilumina-se
Mulher-diva de alma cristalina
Balança em seu ritmo saltitante
Nas ondas do palco trafega
A plateia su-suspira atônita
Ante a deusa que circunavega
Sereia-cisne, passos de gazela
Inspira-nos com a sua sinfonia
Encanta com o olhar luminoso
Germinamor e floresce poesia...
Suaveluz a bailarina voa sutil
Estrelúcida pulsa a dançarina
Em seu movimento ilumina-se
Mulher-diva de alma cristalina
Balança em seu ritmo saltitante
Nas ondas do palco trafega
A plateia su-suspira atônita
Ante a deusa que circunavega
Sereia-cisne, passos de gazela
Inspira-nos com a sua sinfonia
Encanta com o olhar luminoso
Germinamor e floresce poesia...
MULTIVERSOS PARA MARIELLE
Por Gustavo Dourado (Taguatinga, DF)
Marielle ecoa na gente
Tombou pela resistência
Como Lorca assassinado
Como Luther a consciência
Vitimada pelo fascismo
É dura a sobrevivência
Veio da Favela da Maré
Formou-se em Sociologia
Mestra em Administração
Deu o grito de rebeldia
Assustou a Casa Grande
Deu voz à cidadania
Milicianos do mal
De um sistema opressor
Feitores do velho tempo
Da escravidão e da dor
Que acorrentam o pensamento
Com a mídia do desamor
Que acabe a opressão
Que haja soberania
Que a voz de Marielle
Desperte nossa poesia
Que brote paz e amor
Liberdade em sinfonia
Marielle ecoa na gente
Tombou pela resistência
Como Lorca assassinado
Como Luther a consciência
Vitimada pelo fascismo
É dura a sobrevivência
Veio da Favela da Maré
Formou-se em Sociologia
Mestra em Administração
Deu o grito de rebeldia
Assustou a Casa Grande
Deu voz à cidadania
Milicianos do mal
De um sistema opressor
Feitores do velho tempo
Da escravidão e da dor
Que acorrentam o pensamento
Com a mídia do desamor
Que acabe a opressão
Que haja soberania
Que a voz de Marielle
Desperte nossa poesia
Que brote paz e amor
Liberdade em sinfonia
ONÇAS
Por Pedro
Du Bois (Balneário Camboriú, SC)
A
onça sai entre
os
arbustos
salta
sobre mim
Pergunta
o
que faço
na
beira do mato
na
beira do rio
De
paletó e gravata
e
sapatos pretos de verniz
não
sei dizer
o
que faço
na
beira do mato
na
beira do rio
Nada
respondo
e
a onça some entre as árvores.
JAGUAR
By Pedro
Du Bois (Balneário Camboriú, SC)
(Marina Du Bois, English
version)
The jaguar comes out
from the bushes
jumps over me
Asks
what do I do
at the bush border
at the riverfront
In jacket and tie
and black patent leather shoes
I don’t know what to say
at the bush border
at the riverfront
I answer nothing
and the jaguar desappears
among the trees.
PÃO
Por Pedro
Du Bois (Balneário Camboriú, SC)
Distante
a palavra não dita
árvore
não plantada
planta
não florida
flor
não frutificada
fruta
não colhida
o
silêncio assusta
os
desavisados: perturba
em espanto
no
cesto o pão percorre o último
trajeto
entre a planta e a fome saciada
no
que dizem e acrescentam.
BREAD
Por Pedro
Du Bois (Balneário Camboriú, SC)
(Marina Du Bois, English
version)
Far is the unsaid word
unplanted tree
non-flowering plant
unfertilized flower
uncollected fruit
silence scares
the ususpecting: it disturbs
in awe
in the bread’s basket goes the
last
path between the plant and the
satiated hunger
in what they say and add.
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