Revista literária online, uma viagem cultural online pela literatura, poesia, cinema e artes. Editada, desde 2011, pelo Jornalista e escritor Paccelli José Maracci Zahler (RP/MTE nº 14402/DF; FENAJ; FIJ nº BR20943). Poemas, crônicas, contos, ensaios, e o melhor da cultura nacional e internacional. Todas as opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores. Aceitam-se colaborações. Contato: cerrado.cultural@gmail.com
MONTANHAS E PLANÍCIES
Por Vânia Moreira Diniz (Brasília, DF)
(A autora é presidente da Academia de Letras do Brasil, Seccional Distrito Federal - ALB/DF)
ARABESCO
Por Pedro Du Bois (Balneário Camboriú, SC)
O
arabesco ecoa trombetas
antigas
inimigas percorrem
muros
no estado do barulho
o
arabesco mudo
em
mudanças
na
trama não urde
o
tecido esgarçado
amigas
chegam
no
calor da noite
tocam
seus dedos
sobre
as feridas
o
arabesco desnudo
em
traços percorridos
no
silêncio do dia findo.
DETALHES
Por Pedro Du Bois (Balneário Camboriú, SC)
Busca
nos detalhes
o
ponto de apoio
anelo
anelado
dedo com que se defende dos oferecimentos
e
se esconde dos tormentos
detalhes
o mantém à salvo das estéreis horas
de
retornos fossem pedras carregadas nos bolsos
raivas
concentradas na incapacidade do espelho
enrola
o fio
o
anel cintila
no
dedo solto
em
sobressalto
não
há morte nos detalhes secos e ásperos
o
tempo ajustado
solta
as amarras
retira
o anel.
CORPOS E MARCAS
Por Pedro Du Bois (Balneário Camboriú, SC)
O
corpo marcado
no
que outros corpos
escondem
o
segredo da vida
posto
disposto
reposto
em
respostas
marcadas
palavras
silenciam
o
corpo esclarece
e
marca
o
medo cristaliza
mentiras
em verdades
e
o corpo
se
transubstancia
na
maldade
de
alguém cujo
corpo
marca.
FIM
Por Pedro Du Bois (Balneário Camboriú, SC)
Imagem
em que te enxerga
enquanto
o dia não chega
porque
o mundo acabou
antes
da alba
remoças
o corpo em que te vejo
na
idade vulgar: carinho
com
que te entrego
o
mundo antes que acabe
recomeças
a imagem
em
passado tempo
de
reflexo malfeito
e
na poça d’água pisas
o
barro molhado
de
que serias feita
refazes
o início
em
renovada imagem e reflexo
o
que vês te alucina: passas
pela
estrada em que não chegas
que
o mundo findou teu destino.
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