domingo, 1 de março de 2026

PRECAUÇÃO

 Por Germain Droogenbroodt (Altea, Espanha)




AS MONTANHAS DE BOGOTÁ

 Por Germain Droogenbroodt (Altea, Espanha)


CADA ESTRIA MINHA EU AMO

Por Liécifran Borges Martins (Cariacica, ES)


Cada estria em meu corpo

eu amo.

Tem uma história.

Sou mulher da órbita.

 

Minhas curvas tem histórias.

Minhas marcas são de hora.

Sou poeta.

Sou mulher.

 

Minhas estrias tem valor.

Minhas curvas é amor.

Sou poeta.

Eu sou mulher.

 

Minhas estrias

linda é.

Cada estria tem

uma história.

 

Cada estria

eu a amo.

Amo demais

as minhas estrias.

 

MINHA SOLITUDE

Por Liécifran Borges Martins (Cariacica, ES)


Minha paz noturna

é inegociável.

Não troco os

meus momentos só.

 

Adoro ser sozinha.

Vivo muito bem.

Faço meus hobbies.

Como eu me amo.

 

Sozinha eu

me cuido.

Eu amo.

Eu me amo.

 

Minha solitude

é bom demais.

Amo e adoro

a minha paz.

 

Sozinha eu

sou feliz.

No mar eu

tenho paz querubim.

 

INSTAGRAM: @liecifranborgesmartins

Ó, LINDA!

Por Catarina Osoegawa (Florianópolis, SC)

 

Do beijo estrelado

Ao toque selado

Nos ares de Olinda

Em voo desvairado

Como um só em rede

Entre colunas, entrelaçados

 

Pouso paraíso do beija-flor

Voo direto e inesperado

Do primeiro ao infinito

O som do primeiro beijo

Sonho preciso e realizado

 

No mar azul de Olinda

A noite se ilumina

De mansinho se aproxima

O beijo roubado que não finda

 

Beijo doce, salgado

De leve a furioso

Sem performance, prolongado

Apenas delicioso

 

E nas ondas… que Ó Linda!

Nas marés do primeiro beijo

Leves fantasias de Carnaval

Olinda para sempre

No meu memorial

O VIAJANTE

Por Catarina Osoegawa (Florianópolis, SC)

Ele chegava sem avisar entre um e outro voo, levemente cansado, chegava faminto e adorava comer doces. Comia um atrás do outro, parecia nem respirar de tanta fome de açúcar. Eu dizia: “Olha a diabrura da diabetes!” Mas ele não estava nem aí, chamava os amigos e até brigavam pelos docinhos com medo que acabassem.

Um dia ele chegou de novo sem avisar com uma fantasia de Carnaval todo cheio de brilhos coloridos, dos azuis marinhos aos verdes escuros dos rosas aos roxos. E estava lindo demais, nunca o vi tão cheio de plumas, mas algo estava diferente naquele dia... Enxerguei algumas falhas na sua pele, fiquei preocupada. Ele me confessou finalmente:

“Amor, o pecado da gula está me fazendo mal, perdi os limites da ambição e da ânsia pelo poder.  Nem consigo mais viajar tranquilo como era antes, só fico de sobre aviso parado em um ponto fixo, pensando que alguém vai roubar os nossos doces, cuidando do território em alerta máximo, pronto para atacar qualquer um que se aproxime, parece que estou ficando louco... estou sofrendo demais!!”

“Depois de muitas batalhas inúteis, tomei uma decisão: Descobri que a doçura natural tem muito mais valor e não tem preço... é muito mais rica e traz a paz que eu sempre precisei... Mas eu não sabia, era um impulso muito irracional, quase animal...  Não preciso de mais nada nessa vida, quero a minha liberdade de volta.  De hoje em diante, abro mão de qualquer fonte artificial de néctar!”

A ARTE DIGITAL DE CLARISSE DA COSTA (BIGUAÇU, SC)