Por Germain Droogenbroodt (Altea, Espanha)
Revista Cerrado Cultural
Revista literária online, uma viagem cultural. Editor: Jornalista Paccelli José Maracci Zahler (RP/MTE nº 14402/DF; FENAJ; FIJ nº BR20943) Todas as opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores. Aceitam-se colaborações. Contato: cerrado.cultural@gmail.com
domingo, 1 de março de 2026
CADA ESTRIA MINHA EU AMO
Por Liécifran Borges Martins (Cariacica, ES)
Cada estria em
meu corpo
eu amo.
Tem uma
história.
Sou mulher da
órbita.
Minhas curvas
tem histórias.
Minhas marcas
são de hora.
Sou poeta.
Sou mulher.
Minhas estrias
tem valor.
Minhas curvas é
amor.
Sou poeta.
Eu sou mulher.
Minhas estrias
linda é.
Cada estria tem
uma história.
Cada estria
eu a amo.
Amo demais
as minhas
estrias.
MINHA SOLITUDE
Por Liécifran Borges Martins (Cariacica, ES)
Minha paz
noturna
é inegociável.
Não troco os
meus momentos
só.
Adoro ser
sozinha.
Vivo muito bem.
Faço meus
hobbies.
Como eu me amo.
Sozinha eu
me cuido.
Eu amo.
Eu me amo.
Minha solitude
é bom demais.
Amo e adoro
a minha paz.
Sozinha eu
sou feliz.
No mar eu
tenho paz
querubim.
INSTAGRAM:
@liecifranborgesmartins
Ó, LINDA!
Por Catarina Osoegawa (Florianópolis, SC)
Do beijo estrelado
Ao toque selado
Nos ares de Olinda
Em voo desvairado
Como um só em rede
Entre colunas, entrelaçados
Pouso paraíso do beija-flor
Voo direto e inesperado
Do primeiro ao infinito
O som do primeiro beijo
Sonho preciso e realizado
No mar azul de Olinda
A noite se ilumina
De mansinho se aproxima
O beijo roubado que não finda
Beijo doce, salgado
De leve a furioso
Sem performance, prolongado
Apenas delicioso
E nas ondas… que Ó Linda!
Nas marés do primeiro beijo
Leves fantasias de Carnaval
Olinda para sempre
No meu memorial
O VIAJANTE
Por Catarina Osoegawa (Florianópolis, SC)
Ele chegava sem avisar entre um e outro voo, levemente
cansado, chegava faminto e adorava comer doces. Comia um atrás do outro,
parecia nem respirar de tanta fome de açúcar. Eu dizia: “Olha a diabrura da
diabetes!” Mas ele não estava nem aí, chamava os amigos e até brigavam pelos
docinhos com medo que acabassem.
Um dia ele chegou de novo sem avisar com uma fantasia de
Carnaval todo cheio de brilhos coloridos, dos azuis marinhos aos verdes escuros
dos rosas aos roxos. E estava lindo demais, nunca o vi tão cheio de plumas, mas
algo estava diferente naquele dia... Enxerguei algumas falhas na sua pele,
fiquei preocupada. Ele me confessou finalmente:
“Amor, o pecado da gula está me fazendo mal, perdi os limites
da ambição e da ânsia pelo poder. Nem
consigo mais viajar tranquilo como era antes, só fico de sobre aviso parado em
um ponto fixo, pensando que alguém vai roubar os nossos doces, cuidando do
território em alerta máximo, pronto para atacar qualquer um que se aproxime,
parece que estou ficando louco... estou sofrendo demais!!”
“Depois de muitas batalhas inúteis, tomei uma decisão: Descobri
que a doçura natural tem muito mais valor e não tem preço... é muito mais rica e
traz a paz que eu sempre precisei... Mas eu não sabia, era um impulso muito irracional,
quase animal... Não preciso de mais nada
nessa vida, quero a minha liberdade de volta.
De hoje em diante, abro mão de qualquer fonte artificial de néctar!”