Por Paccelli M. Zahler, editor (Brasília, DF)
Julho chega como um clarão no meio do caminho.
Um mês que não pede licença: apenas abre a porta e deixa entrar tudo o que somos — luz, sombra, memória, desejo, fé, espanto, poesia.
Há poemas que conversam com o invisível, há narrativas que tocam o espiritual com a mesma naturalidade com que tocam o humano. Há textos que brincam com a realidade, que a torcem, que a iluminam. E há, sobretudo, uma força criativa que não se explica — apenas se sente.
Julho é isso: um convite à intensidade. A olhar o mundo com mais coragem. A sentir sem pedir desculpas. A reconhecer que a arte, quando verdadeira, não se contenta em ser vista — ela quer ser vivida.
Que esta edição lhe encontre desperto. Que lhe provoque um arrepio, um sorriso, uma pergunta. Que lhe lembre que a cultura é, sim, um território de liberdade — e que aqui, neste Cerrado simbólico que construímos juntos, cada palavra é uma semente de resistência.
