NEM DEFICIENTE, NEM ET, HUMANOS


Por Clarisse da Costa (Biguaçu, SC)

            Triste ver no que o Brasil se transforma. E as pessoas vivem a me dizer que temos leis, cotas, que tudo é possível... Pura ilusão! Uma pessoa com problemas físicos não pode se divertir como qualquer pessoa? Se ela não pode pelo fato de não ter a sua mobilidade ir à praia imagine trabalhar! Namorar será que é permitido?                           
            Eu conheço pessoas que tem vergonha de andar com pessoas com problemas físicos, nem sei se é vergonha, talvez seja preconceito. Já passei por isso, a pessoa se escondeu. E o tempo todo nós temos que dizer ''EU SOU DEFICIENTE FÍSICO'' porque é assim que essas pessoas entendem.                                                            
            Ainda dizem que o Brasil é o país para todos. Não é não. Biguaçu não é. Santa Catarina não é. As pessoas te olham como se você fosse um estranho, na verdade um ET, outras oras com pena. Quem quer piedade? Piedade a gente pede para Deus, porque esse mundo é cruel.                                                      
            Se vamos ao supermercado, algumas pessoas até evitam olhar para você achando que assim você ‘’DEFICIENTE’’ vai pedir ajuda. E tem aqueles que acham isso fora do comum, só faltam aplaudir. Claro... Como ela consegue? Caramba, nós estamos vivos não mortos!                                                  


AINDA SEM RESPOSTA

Por Clarisse da Costa (Biguaçu, SC)

Não tem adequação
O meu amor
Nem menos
Ou mais,
É por inteiro
Na fração de segundos
Que eu te amo
Com todas as sensações
Que o coração pulsa
Até a alma;
Sentidos
À cada minuto;
Arrepios
À cada pensamento;
Suspiros
À cada segundo;
E cá estou
Sem o doce de sua boca,
O seu olhar tímido
E suas mãos trêmulas.

Cá estou
Sem aquela carta
Com sua resposta e sentimentos;
Cá estou
Na minha solidão,
Não morrendo de amor,
Mas me perdendo neste amor;
Sendo assim livre
Sem pesares e dores;
Apenas amor por amar você.




LITERATURA CATARINENSE: SAMUEL DA COSTA


Por Clarisse da Costa (Biguaçu, SC)

            A nossa literatura brasileira vêm de uma hierarquia branca, desde escritores renomados a diplomatas e nesse meio poucos escritores negros reconhecidos. E os que se destacam fazem um grande trabalho trazendo representatividade para toda população negra. Em destaque temos o escritor e poeta Samuel da Costa. Samuel da Costa é um grande escritor catarinense que traz na sua escrita o resgate de palavras em desuso da língua portuguesa.  Em alguns trechos de seus versos me perco entre o poeta de Itajaí e o poeta de Florianópolis Cruz e Sousa. O lado melódico, dramático, romântico, e cético é constante em seus versos.                                                     
            Uma obra neo-realista e um tanto contemporânea e simbolista.  O poeta vem para marcar a literatura brasileira do século XXI. O Catarina nasceu na cidade de Itajaí em 5 de agosto de 1975. Um dos seus livros, ‘’Uma Flor Chamada Margarida’’ traz em simplicidade a dor, a solidão, demais emoções e as mudanças da vida.                  
            Sua escrita tem uma particularidade e contrasta com a velha escrita. Os seus poemas e seus emblemáticos personagens em suas prosas fazem da sua obra uma escrita única. Uma vertente de vários cenários e sensações. O que mais marca na sua escrita são as diversas mulheres escritas por ele. Em cada uma retrata a dor, o desejo, a fantasia sem fugir da realidade. Cada trecho uma sensação de sentimentos. Muitas das vezes falou de amores fugazes em breves momentos.                         
            Em meio há tempos modernos, onde a tecnologia digital e mídia se contrastam esse amor eloqüente e sua escrita sobrevive.  Na sua bagagem literária têm em seu currículo três grandes obras, o primeiro se chama ‘’Horizonte Vermelho’’, o segundo ‘’Uma Flor Chamada Margarida’’ e em terceiro o livro Século XX. 
            Sua ligação com a literatura começa na faculdade. Em 2005 largou publicidade e propaganda na UNIVALI. Já em 2010 entrou na faculdade de publicidade e propaganda no IFSC. Por fim, entra em 2011 na UNIASELVI para fazer belas letras, onde então se formou em 2017.  Diariamente sua luta tem ganhado mais força, mostrando a resistência do povo negro e assim Samuel da Costa tem nos representado com maestria. Como ele próprio diz não é fácil ser negro, pobre e escritor no sul do Brasil.


JAMES ARTHUR BALDWIN


Por Clarisse da Costa (Biguaçu, SC)

            Vamos ao escritor James Arthur Baldwin. Confesso que eu soube de sua existência hoje, 2 de agosto de 2019, consecutivamente no mesmo dia em que nasceu. Hoje ele estaria com seus 95 anos de idade.
            Realmente nós temos que aprender muito sobre a nossa história e acho que a literatura é a melhor forma disso acontecer. E James Arthur Baldwin é o que podemos chamar de um escritor completo, romancista, ensaísta, dramaturgo, poeta e critico social sionista.
            O ano de seu nascimento é de 1924, em Harlem na cidade de Nova York. Seu falecimento deu-se em 1 de dezembro de 1987 na cidade de Saint-Paul de Vence na França. Suas obras exploram temas um tanto complexos ainda não explorados sobre a sexualidade e também sobre as distinções de classes raciais, isso já nas sociedades ocidentais.
            Para aquela época ele foi um escritor inovador na literatura afro-americana entre os anos de 1950 e 1970. Suas obras estão entre filmes, contos e formação. Na cinematografia temos os filmes ‘’Eu Não Sou Negro, Se a Rua Beale Falasse, No Lugar do Coração, Go Tell It on the Mountain’’. Obras inspiradas em muitos de seus romances.


Canto al Paraguay

Por Edgar Lorenzo Rojas (Assunción, Paraguay)

Costura

Por Maria Félix Fontele (Brasília, DF)


Mercadinho de Flores

Por Maria Félix Fontele (Brasília, DF)