Revista literária online, uma viagem cultural online pela literatura, poesia, cinema e artes. Editada, desde 2011, pelo Jornalista e escritor Paccelli José Maracci Zahler (RP/MTE nº 14402/DF; FENAJ; FIJ nº BR20943). Poemas, crônicas, contos, ensaios, e o melhor da cultura nacional e internacional. Todas as opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores. Aceitam-se colaborações. Contato: cerrado.cultural@gmail.com
VENTOS
Por Pedro Du Bois (Balneário Camboriú, SC)
O que traz o vento
repleto
recoberto
pela poeira
no estertor
do ocaso
o vento traduz
o tempo
rápido
em retrospectos
e revoltas
avança e retrocede
vidas escamoteadas
no corpo dolente contra a parede
onde os olhos se refletem
o sexo ligeiro como contados os versos
em recorrentes correntes: os olhos sentem
o cansaço e o corpo espera: venta.
TRAIÇÃO
Por Pedro Du Bois (Balneário Camboriú, SC)
Poderia ser o início da tempestade
insidiosa em que os amigos são trocados
por favores ignóbeis. Rochas partidas
de insípidas mensagens. O outro lado
estabelece as regras. O viés da marcha
desmanchado na estrada e o calor do corpo.
Cessam os lamentos em mentiras
e do nada - o restante - ressurgem
as glórias: por isso são brancos os panos
das entregas. Desonrosa, matemática
em centavos milimetricamente
esperados sob o agasalho. A arena
irrompe mãos apaixonadas pela justiça.
Não eram deles as vitórias em lendas
ouvidas dos mais velhos: o rancor precede
o campo de batalha na ironia do cardo
penetrado em sangue. Olhar tenso
com que se despede na vida destroçada
e a certeza - sim a certeza - do condenado
na tristeza permanente com que olha o amigo.
AMOR FIEL
Por Vivaldo Terres (Itajaí, SC)
Que
sofrimento...
Sem
a tua presença!
Que
horas vazias,
E
dias longos...
Ao
me maltratarem!
Com
a tua presença...
Eu
não percebia...
As
horas passarem,
E os
dias e meses...
Em
meu calendário.
*
Agora
sem a tua presença!
Como
custa o tempo passar.
As
horas não passam.
Os
dias e meses também.
Mas
uma coisa...
Quero
que saibas,
Que
depois de ti...
Eu
não vou amar ninguém.
*
Pois
o amor!
É
algo sublime...
Nunca
poderá ser substituído!
Pode-se
até juntarmos...
A
outro alguém,
Para
preencher espaço!
Mas
o amor fiel...
Jamais
poderá ser substituído,
Ou
esquecido.
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