SOL...

Por Mauricio A. V. Duarte (Divyam Anuragi) (São Gonçalo, RJ)

 

O Sol é o astro-rei.

Mas o Sol não nasce;

desponta prá todos...

São muitos os raios.

Bem como são muitos...;

poucos os que chegam...

Tal nuvem impede.

A nuvem espessa;

nossa ignorância...

 

Sol...

 


SOL BRANCO

Por Lívia Lugão Oliveira (São Gonçalo, RJ)

 

Amanheceu...

É, ele estava lá,

Diferente.

Menos quente

Tipo Sol branco

Tentando aquecer a gente

O clima estava seco

Mais que no Deserto do Saara

E por todo o canto incêndio

É... A negligência não pára!

Ele também não...

Ele estava lá, diferente!

Resolvi o chamar assim:

Sol branco.

Menos quente

Tentando aquecer o bicho homem,

Negligente!

 


BETINHO DE SAUBARA (biografia)

 

Betinho de Saubara

 

Natural do município praieiro de Saubara – BA. Professor, poeta, escritor, historiador, colunista social, pesquisador e ativista cultural. Participou de inúmeras coletâneas poéticas: “Transpoema”, “Azuéla, meu povo” e “Sinfonia poética”, “Valores literários do Brasil” “Destaques poéticos brasileiros”, “Nova poesia brasileira”, “Bahia novos poetas”,Corpovivo” e “Pássaro de fogo” ... Livros solos: “Momentos com Jeová Deus” (2024) e “Desejos confessados” (2024). Recebeu várias menções honrosas pela participação em concursos de poesias, como também comendas pelos seus destacados serviços prestados à cultura nacional: Medalha de Mérito Acadêmico Martin Luther King Jr, Monteiro Lobato...  Membro das arcádias / ACB: Academia de Cultura da Bahia, ALSA: Academia de Letras de Santo Amaro, ALCAAB: Academia de Letras, Ciências e Artes Medalha de Mérito Acadêmico,  da Amazônia Brasileira, AFLAM: Academia Feminina de Letras e Artes Mossoroense, AMLA: Academia Metropolitana de Letras e Artes de Feira de Santana, ACLAC: Academia Carmopolitana de Letras, Artes e Ciência, CONSAHM: Confraria Sancristovense de História e Memória, FEBACLA: Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes... É um autêntico saubarense que tem forte vínculo cultural com as manifestações populares do município de Saubara: Chegança dos Marujos “Fragata Brasileira”, Chegança dos Mouros “Barca Nova”, “Bailes Pastoris”, “Ternos de Reis”, “Bumba-meu-boi”, “Zé do Vale”, “Sambas”, “As Tabaroas”, “Barquinha de Bom Jesus” e” Caretas do Mingau”.

 

CLAUDENIR BUNILHA CAETANO (biografia)

Biografia: Claudenir Bunilha Caetano

Claudenir Bunilha Caetano, natural de Arroio Grande-RS, é graduado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Pelotas-UFPel, possui formação pedagógica pela Universidade Católica de Pelotas-UCPel e é especialista em Educação Ambiental pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci -UNIASSElVI-SC. Além disso, é especialista em Educação pela Universidade Federal de Pelotas-UFPel, mestre em Educação pela Universidade Federal do Pampa-UNIPAMPA-Jaguarão e Dr.h.c. em Educação pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos - CSAEFH.

Claudenir é professor, pesquisador, escritor e poeta. É acadêmico da Academia de Letras do Brasil – ALB/RS - ocupando a cadeira 117, e membro fundador do Núcleo Accademico Italiano di Scienze, Lettere e Arti – NAISLA. Também é membro da Academia Luso-brasileira de Letras do Rio Grande do Sul e acadêmico na Académie de Lettres Et Arts Luso-suisse-ALALS. Além disso, é presidente e fundador da Academia de Letras e Arte de Arroio Grande-ALAAG, e acadêmico da Academia São Pedro da Aldeia-ALSPA.

Ao longo de sua carreira, Claudenir recebeu diversas honrarias, como a Comenda Rui Vitória – AG, Comenda Barão de Mauá-ALAAG, Comenda Machado de Assis da Academia de Letras de Goiás - ALG, Comenda Anita Garibaldi da Academia de Belas Artes do Rio Grande do Sul-ABARS, Troféu Mário Quintana – Melhores do Ano de 2021 pela Associação Internacional de Escritores e Artistas – Literarte, Medalha Mérito Literário e Cultural-Poder Legislativo de Arroio Grande 2023, Destaque em Educação pela Associação dos Municípios da Zona Sul-AZONASUL 2023, 5º Prêmio Metade Sul-Preta G - ONG Anjos e Querubins e o Prêmio de Literatura Iberoamericana-ALAV, entre outros.

Como autor, Claudenir escreveu artigos, 7 livros, E-books, organizou antologias e coletâneas, e participou de mais de 80 coletâneas e antologias nacionais e internacionais. Além disso, organiza seminários, participa com apresentações de trabalhos em congressos e simpósios, e é membro do Conselho Municipal de Cultura do Município de Arroio Grande-RS.

Atualmente, Claudenir desenvolve os projetos Literatura na Escola e Doe um Livro em 2024- Um livro, uma criança, renasce a esperança.

 


 

Soy Luna - Eres (Audio COVER)

Por Carmen Etsuko (Assunção, Paraguai)

OS AMORES DE GUILHERMINHO E HENRIQUETA (PARTE 1)

                    

OS AMORES DE GUILHERMINHO E HENRIQUETA

OU

O GRANDE AMOR DE JÚLIO DINIS


                   Por Humberto Pinho da Silva (Porto, Portugal)

 

Contraíra, em 1827, casamento, a Senhora Dona Ana Constança Potter Pereira Lopes, de ascendência inglesa, com o Dr. José Joaquim Gomes Coelho, médico do hospital da Ordem de S. Francisco, no Porto.

Nasceram-lhes nove filhos, todos pereceram, vítimas da tuberculose. Por último apareceu o Guilherminho, – Guilherme Gomes Coelho, – menininho que seria, mais tarde, famoso escritor, usando o pseudónimo literário, de: JÚLIO DINIS.

O rapazinho nascera a 14 de novembro de 1839. Doze anos depois de Dona Ana Constança se ter matrimoniado.

O parto deixou-a muito debilitada, e recomendou, o médico, receando que viesse a contrair a tuberculose, ausentar-se para a província, longe dos ares pestilentos da cidade.

Possuía Dona Ana, íntima amiga: a Senhora Dona Maria Teodora, que morava em Grijó, Gaia, na “Quinta da Fábrica", que prontamente se prontificou a recebê-la, assim como o pequerrucho Guilherme.

Dona Maria Teodora, nascera em 1782, em S. Nicolau, Porto, como sua amiguinha, embora em épocas diferentes.

Dona Teodora era solteira, de estatura meã, e senhora de vastos bens. Trajava à moda da cidade, de chapéu, mesmo quando se deslocava á aldeia.

Receando conflitos fratricidas, entre D. Miguel e D. Pedro, refugiou-se na sua quinta, fugindo das sarrafuscas da cidade do Porto.

Era prima do Sr. Reitor, de Grijó. O sacerdote, frequentemente a visitava, e ainda que Dona Teodora tivesse procurador, orientava-a no governo do património.

Lia pouco a Senhora Dona Maria Teodora, ou quase nada, e escrevia menos ainda. Confiava no procurador, que segundo parecia, lapidava-lhe o património.

Como Dona Ana Constança viesse a falecer, a 25 de novembro de 1844, o Guilherminho, ficou ao cuidado de Dona Teodora.

Afeiçoou-se, de tal modo, ao pequeno, assim como a criada, Maria Corveira, que ambas não o largavam, enchendo-o de mimos

Dona Teodora passou a ser para o Guilherminho, como se mãe fosse e o menino, que era amoroso, carinhosamente a tratava por: tia.

Entretanto a criança cresceu e foi matriculado na Escola Primária de Massarelos, Porto; depois o liceu, concluindo o curso de medicina, em 1868, vindo a ser professor, na Escola Médica.

Júlio Dinis, o Guilherminho, sempre que podia, e lho permitiam, " voava" para a aprazível “Quinta a Fábrica".

Saudades da tia Teodora? Sim; mas também da amiguinha, inesquecível, companheira de brincadeira, de infância.

Em Grijó, sentia-se em casa e, o local era-lhe recomendado para o tratamento do mal, que o corrompia.

Todavia, outro motivo, o levavam a Grijó...

OS AMORES DE GUILHERMINHO E HENRIQUETA (PARTE 2)

 

OS AMORES DE GUILHERMINHO E HENRIQUETA

OU

O GRANDE AMOR DE JÚLIO DINIS

 

(Continuação)

 

  Por Humberto Pinho da Silva (Porto, Portugal)

 

 

O Prior, era primo de Dona Maria Teodora e tinha uma sobrinha, sua pupila, chamada Henriqueta.

A menina afeiçoou-se, desde cachopa, pelo Guilherminho, seu companheiro de folguedo, e tanto adiante foi a amizade, que nasceu um grande amor: uma grande paixão.

O Prior gostava do estudante (Júlio Dinis,) que descansava na "Quinta da Fábrica", e via, com bons olhos o namoro, assim como Dona Teodora, mas temiam a doença, que já lhe vitimara os irmãos. O rapaz era franzino, e não se descortinava melhoras, nem cura.

Já aos dezassete anos tivera o primeiro aviso, mandaram-no para Ovar, para casa da tia, irmã do pai, ai permaneceu quatro longos meses.

O casamento seria, portanto, desastroso e teria, certamente, desfecho funesto.

A Henriquinha era graciosa, bonita, bem-educada, bondosa e meiga. Possuía belos e abundantes cabelos castanhos, que a tornava, se possível, mais encantadora.

Com tantas qualidades seria-lhe fácil ser requestada pelos pimpões da localidade, e até da cidade vizinha, mas a Henriquinha recordava-se do companheiro da meninice. Ganhara-lhe amor: admirava-lhe não a formosura, que a não tinha, Mas: a inteligência, a cultura, e o futuro promissor. Conhecia a doença do Guilherminho, mas a paixão toldava-lhe, quase por completo, o perigo desse amor, e ansiosamente esperava por milagre: a cura.

Depois... sentia-se amada, não por mero amor, mas por copiosa paixão, que conhecia ser sincera, verdadeira e pura.

A menina, desde tenra idade, frequentava as festas, que se realizavam, na “Quinta da Fábrica “, e todas as semanas acompanhava o Sr. Prior, para brincar com o Guilherminho.

O Reitor, por muito que gostasse de Júlio Dinis, não podia aceitar o enlace. Tratou, então, de a casar com seu protegido, um tal, Monteiro de Carvalho.

Quando soube do matrimónio, Júlio Dinis, sentiu profundo desgosto, que o deixou tísico, de vez.

Se me perguntarem: A Henriqueta foi feliz? Não saberei responder; mas creio que não, ainda que nunca o dissesse ou demonstrasse. Portava-se com a dignidade de mulher casada. Todavia, continuava a ver e a conversar, embora esporadicamente, com Júlio Dinis.

Mas, quem pode ser feliz, se casou " forçado"? Via-se,ainda, com orgulho e vaidade, que certamente a ensoberbecia, retratada em "Célia", em: " Uma Família Inglesa", e de forma velada, em personagens, nos romances de Júlio Dinis (seu querido, amiguinho, Guilherme.)

O escritor, por três vezes foi à Ilha da Madeira, em busca de cura, que nunca encontrou.

Veio a falecer a 12 de setembro de 1871, na Rua Costa Cabral, 284, Porto, com a idade de trinta e um anos, mergulhado de dor e tristeza, por não ter casado com a “sua” querida Henriquinha.