Por
O Sol é o astro-rei.
Mas o Sol não nasce;
desponta prá todos...
São muitos os raios.
Bem como são muitos...;
poucos os que chegam...
Tal nuvem impede.
A nuvem espessa;
nossa ignorância...
Sol...
Revista literária online, uma viagem cultural online pela literatura, poesia, cinema e artes. Editada, desde 2011, pelo Jornalista e escritor Paccelli José Maracci Zahler (RP/MTE nº 14402/DF; FENAJ; FIJ nº BR20943). Poemas, crônicas, contos, ensaios, e o melhor da cultura nacional e internacional. Todas as opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores. Aceitam-se colaborações. Contato: cerrado.cultural@gmail.com
Por
O Sol é o astro-rei.
Mas o Sol não nasce;
desponta prá todos...
São muitos os raios.
Bem como são muitos...;
poucos os que chegam...
Tal nuvem impede.
A nuvem espessa;
nossa ignorância...
Sol...
Por Lívia Lugão Oliveira (São Gonçalo, RJ)
Amanheceu...
É, ele estava lá,
Diferente.
Menos quente
Tipo Sol branco
Tentando aquecer a gente
O clima estava seco
Mais que no Deserto do Saara
E por todo o canto incêndio
É... A negligência não pára!
Ele também não...
Ele estava lá, diferente!
Resolvi o chamar assim:
Sol branco.
Menos quente
Tentando aquecer o bicho homem,
Negligente!
Betinho
de Saubara
Natural do município praieiro de
Saubara – BA. Professor, poeta, escritor, historiador, colunista social,
pesquisador e ativista cultural. Participou de inúmeras coletâneas poéticas: “Transpoema”, “Azuéla, meu povo” e “Sinfonia
poética”, “Valores literários do
Brasil” “Destaques poéticos
brasileiros”, “Nova poesia
brasileira”, “Bahia novos poetas”,
“Corpovivo” e “Pássaro de fogo” ... Livros solos: “Momentos com Jeová Deus”
(2024) e “Desejos confessados” (2024). Recebeu várias menções honrosas pela
participação em concursos de poesias, como também comendas pelos seus
destacados serviços prestados à cultura nacional: Medalha de Mérito Acadêmico Martin Luther King Jr, Monteiro Lobato... Membro das
arcádias / ACB: Academia de Cultura da Bahia, ALSA: Academia de Letras de Santo Amaro, ALCAAB: Academia de Letras, Ciências e Artes Medalha de Mérito Acadêmico, da Amazônia Brasileira, AFLAM:
Academia Feminina de Letras e Artes Mossoroense, AMLA: Academia
Metropolitana de Letras e Artes de Feira de Santana, ACLAC: Academia
Carmopolitana de Letras, Artes e Ciência, CONSAHM: Confraria
Sancristovense de História e Memória, FEBACLA: Federação Brasileira dos
Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes... É um autêntico saubarense que tem forte vínculo cultural com as
manifestações populares do município de Saubara: Chegança dos Marujos “Fragata Brasileira”, Chegança dos Mouros “Barca
Nova”, “Bailes Pastoris”, “Ternos de Reis”, “Bumba-meu-boi”, “Zé do Vale”,
“Sambas”, “As Tabaroas”, “Barquinha
de Bom Jesus” e” Caretas do
Mingau”.
Biografia: Claudenir Bunilha Caetano
Claudenir
Bunilha Caetano, natural de Arroio Grande-RS, é graduado em Engenharia
Agronômica pela Universidade Federal de Pelotas-UFPel, possui formação
pedagógica pela Universidade Católica de Pelotas-UCPel e é especialista em
Educação Ambiental pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci -UNIASSElVI-SC.
Além disso, é especialista em Educação pela Universidade Federal de
Pelotas-UFPel, mestre em Educação pela Universidade Federal do
Pampa-UNIPAMPA-Jaguarão e Dr.h.c. em Educação pelo Centro Sarmathiano de Altos
Estudos Filosóficos e Históricos - CSAEFH.
Claudenir
é professor, pesquisador, escritor e poeta. É acadêmico da Academia de Letras
do Brasil – ALB/RS - ocupando a cadeira 117, e membro fundador do Núcleo
Accademico Italiano di Scienze, Lettere e Arti – NAISLA. Também é membro da
Academia Luso-brasileira de Letras do Rio Grande do Sul e acadêmico na Académie
de Lettres Et Arts Luso-suisse-ALALS. Além disso, é presidente e fundador da
Academia de Letras e Arte de Arroio Grande-ALAAG, e acadêmico da Academia São
Pedro da Aldeia-ALSPA.
Ao
longo de sua carreira, Claudenir recebeu diversas honrarias, como a Comenda Rui
Vitória – AG, Comenda Barão de Mauá-ALAAG, Comenda Machado de Assis da Academia
de Letras de Goiás - ALG, Comenda Anita Garibaldi da Academia de Belas Artes do
Rio Grande do Sul-ABARS, Troféu Mário Quintana – Melhores do Ano de 2021 pela
Associação Internacional de Escritores e Artistas – Literarte, Medalha Mérito
Literário e Cultural-Poder Legislativo de Arroio Grande 2023, Destaque em
Educação pela Associação dos Municípios da Zona Sul-AZONASUL 2023, 5º Prêmio
Metade Sul-Preta G - ONG Anjos e Querubins e o Prêmio de Literatura
Iberoamericana-ALAV, entre outros.
Como
autor, Claudenir escreveu artigos, 7 livros, E-books, organizou antologias e
coletâneas, e participou de mais de 80 coletâneas e antologias nacionais e
internacionais. Além disso, organiza seminários, participa com apresentações de
trabalhos em congressos e simpósios, e é membro do Conselho Municipal de
Cultura do Município de Arroio Grande-RS.
Atualmente,
Claudenir desenvolve os projetos Literatura na Escola e Doe um Livro em 2024-
Um livro, uma criança, renasce a esperança.
OS
AMORES DE GUILHERMINHO E HENRIQUETA
OU
O GRANDE AMOR DE
JÚLIO DINIS
Por Humberto Pinho da Silva (Porto, Portugal)
Contraíra, em 1827, casamento,
a Senhora Dona Ana Constança Potter Pereira Lopes, de ascendência inglesa, com
o Dr. José Joaquim Gomes Coelho, médico do hospital da Ordem de S. Francisco,
no Porto.
Nasceram-lhes nove filhos,
todos pereceram, vítimas da tuberculose. Por último apareceu o Guilherminho, –
Guilherme Gomes Coelho, – menininho que seria, mais tarde, famoso escritor,
usando o pseudónimo literário, de: JÚLIO DINIS.
O rapazinho nascera a 14 de
novembro de 1839. Doze anos depois de Dona Ana Constança se ter matrimoniado.
O parto deixou-a muito
debilitada, e recomendou, o médico, receando que viesse a contrair a
tuberculose, ausentar-se para a província, longe dos ares pestilentos da cidade.
Possuía Dona Ana, íntima amiga:
a Senhora Dona Maria Teodora, que morava em Grijó, Gaia, na “Quinta da
Fábrica", que prontamente se prontificou a recebê-la, assim como o
pequerrucho Guilherme.
Dona Maria Teodora, nascera em
1782, em S. Nicolau, Porto, como sua amiguinha, embora em épocas diferentes.
Dona Teodora era solteira, de
estatura meã, e senhora de vastos bens. Trajava à moda da cidade, de chapéu,
mesmo quando se deslocava á aldeia.
Receando conflitos fratricidas,
entre D. Miguel e D. Pedro, refugiou-se na sua quinta, fugindo das sarrafuscas
da cidade do Porto.
Era prima do Sr. Reitor, de
Grijó. O sacerdote, frequentemente a visitava, e ainda que Dona Teodora tivesse
procurador, orientava-a no governo do património.
Lia pouco a Senhora Dona Maria
Teodora, ou quase nada, e escrevia menos ainda. Confiava no procurador, que
segundo parecia, lapidava-lhe o património.
Como Dona Ana Constança viesse
a falecer, a 25 de novembro de 1844, o Guilherminho, ficou ao cuidado de Dona
Teodora.
Afeiçoou-se, de tal modo, ao
pequeno, assim como a criada, Maria Corveira, que ambas não o largavam, enchendo-o
de mimos
Dona Teodora passou a ser para
o Guilherminho, como se mãe fosse e o menino, que era amoroso, carinhosamente a
tratava por: tia.
Entretanto a criança cresceu e
foi matriculado na Escola Primária de Massarelos, Porto; depois o liceu,
concluindo o curso de medicina, em 1868, vindo a ser professor, na Escola
Médica.
Júlio Dinis, o Guilherminho,
sempre que podia, e lho permitiam, " voava" para a aprazível “Quinta
a Fábrica".
Saudades da tia Teodora? Sim;
mas também da amiguinha, inesquecível, companheira de brincadeira, de infância.
Em Grijó, sentia-se em casa e,
o local era-lhe recomendado para o tratamento do mal, que o corrompia.
Todavia, outro motivo, o levavam
a Grijó...
OS
AMORES DE GUILHERMINHO E HENRIQUETA
OU
O GRANDE AMOR DE
JÚLIO DINIS
(Continuação)
Por Humberto Pinho da Silva (Porto, Portugal)
O Prior, era primo de Dona
Maria Teodora e tinha uma sobrinha, sua pupila, chamada Henriqueta.
A menina afeiçoou-se, desde
cachopa, pelo Guilherminho, seu companheiro de folguedo, e tanto adiante foi a
amizade, que nasceu um grande amor: uma grande paixão.
O Prior gostava do estudante
(Júlio Dinis,) que descansava na "Quinta da Fábrica", e via, com bons
olhos o namoro, assim como Dona Teodora, mas temiam a doença, que já lhe
vitimara os irmãos. O rapaz era franzino, e não se descortinava melhoras, nem
cura.
Já aos dezassete anos tivera o
primeiro aviso, mandaram-no para Ovar, para casa da tia, irmã do pai, ai
permaneceu quatro longos meses.
O casamento seria, portanto,
desastroso e teria, certamente, desfecho funesto.
A Henriquinha era graciosa,
bonita, bem-educada, bondosa e meiga. Possuía belos e abundantes cabelos
castanhos, que a tornava, se possível, mais encantadora.
Com tantas qualidades seria-lhe
fácil ser requestada pelos pimpões da localidade, e até da cidade vizinha, mas
a Henriquinha recordava-se do companheiro da meninice. Ganhara-lhe amor:
admirava-lhe não a formosura, que a não tinha, Mas: a inteligência, a cultura,
e o futuro promissor. Conhecia a doença do Guilherminho, mas a paixão
toldava-lhe, quase por completo, o perigo desse amor, e ansiosamente esperava
por milagre: a cura.
Depois... sentia-se amada, não
por mero amor, mas por copiosa paixão, que conhecia ser sincera, verdadeira e
pura.
A menina, desde tenra idade,
frequentava as festas, que se realizavam, na “Quinta da Fábrica “, e todas as
semanas acompanhava o Sr. Prior, para brincar com o Guilherminho.
O Reitor, por muito que
gostasse de Júlio Dinis, não podia aceitar o enlace. Tratou, então, de a casar
com seu protegido, um tal, Monteiro de Carvalho.
Quando soube do matrimónio,
Júlio Dinis, sentiu profundo desgosto, que o deixou tísico, de vez.
Se me perguntarem: A Henriqueta
foi feliz? Não saberei responder; mas creio que não, ainda que nunca o dissesse
ou demonstrasse. Portava-se com a dignidade de mulher casada. Todavia, continuava
a ver e a conversar, embora esporadicamente, com Júlio Dinis.
Mas, quem pode ser feliz, se
casou " forçado"? Via-se,ainda, com orgulho e vaidade, que certamente
a ensoberbecia, retratada em "Célia", em: " Uma Família
Inglesa", e de forma velada, em personagens, nos romances de Júlio Dinis (seu
querido, amiguinho, Guilherme.)
O escritor, por três vezes foi
à Ilha da Madeira, em busca de cura, que nunca encontrou.
Veio a falecer a 12 de setembro
de 1871, na Rua Costa Cabral, 284, Porto, com a idade de trinta e um anos,
mergulhado de dor e tristeza, por não ter casado com a “sua” querida
Henriquinha.