Por Paccelli José Maracci Zähler
Penso comigo mesmo,
Pra que vaidade,
Orgulho,
A gente
Caminhando sobre a terra,
Se tudo termina de repente,
É deitar e apodrecer
Embaixo dela?
Pra que a vida,
Fantasmas,
Mistérios?
Pra que cidades,
Pessoas,
Fome?
Almas perdidas,
Sem destino,
Desesperançadas!
Pra que a guerra,
O sonho,
A ilusão,
Se tudo termina
Num piscar de olhos?
E eu,
O que sou
Nessa loucura toda
A que chamam Vida?
(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 4/2009)
Revista literária online com periodicidade mensal, uma viagem cultural pela literatura, poesia, cinema e artes. Editada, desde 2011, em Brasília, DF, pelo jornalista e escritor Paccelli José Maracci Zahler (ISNI 0000 0005 3053 7228, RP/MTE nº 14402/DF; FENAJ; FIJ nº BR20943). Poemas, crônicas, contos, ensaios, e o melhor da cultura nacional e internacional. Todas as opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores. Aceitam-se colaborações. Contato: cerrado.cultural@gmail.com
SE NÃO FOSSEM OS POETAS...
Por Paccelli José Maracci Zahler
Ah, se não fossem os poetas,
A vida seria amarga,
As flores não teriam cor,
Os homens não conheceriam
A sinfonia do Amor.
Ah, se não fossem os poetas,
A pena não teria forças
Pra denunciar a dor
Infligida pelas armas
De um facínora usurpador.
(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 4/2009)
Ah, se não fossem os poetas,
A vida seria amarga,
As flores não teriam cor,
Os homens não conheceriam
A sinfonia do Amor.
Ah, se não fossem os poetas,
A pena não teria forças
Pra denunciar a dor
Infligida pelas armas
De um facínora usurpador.
(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 4/2009)
Brasilíngua Por (Tu) Guesa(1979)
Por Gustavo Dourado
Laço em laço: enlace-me:
Pindoramafra: luzilázia…
A língua de Juca Pyrama:
Zumbi(u) Camoniânima
Luxafra - brasilíndia tupiguarânia
Morenua Rósea Sertântrica…
Floresce(u) Latim por tintim:
Romamor Romãe: proema
D África: Axé-Nagogô
Brasilis-flor naturativa
Antropofálica Mistura:
Frevo-fervor: Línguímã: Nheengatu…
Por tu Guesa:faço-me errantente
Trovejo-me silen cio nuniversom
Relambeijo a Língua-gen
Dos Grãs Sertons:
Lusíadas…Veredas…
BrasiLíngua! Por(tu)Guesa:
Lusídica rosa personalizada…
Experimentalizo la langue
Nas ancas filo-lógicas do verso…
Contra.passo-lhe numbigo:
Bahianauta barrococó Gregórion
Riobaldorim Casmurro Borba
Policarpideiro Caminha Drummond
Matias, Aires, Bernardim, Vieira…
Machado! Motor-serra textual
Álvaro Ricardo Alberto
Pessoa metalingual:
Santa Cecília cancioneira…
Murilo, Jorges, Sousândrade
Andrades, Campos, Bandeiras…
Serafim Ponte
Grande Mira o Mar
Bossa Nova: Tropicália…
Cobra Cabral Macunaíma…
Lima Barretom Jobim…
Rosa de Hiroshima.
Rosa das Minas:
Guímã-Rosa do Povo:
Embaixador do Ser-Tao…
(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 4/2009)
Laço em laço: enlace-me:
Pindoramafra: luzilázia…
A língua de Juca Pyrama:
Zumbi(u) Camoniânima
Luxafra - brasilíndia tupiguarânia
Morenua Rósea Sertântrica…
Floresce(u) Latim por tintim:
Romamor Romãe: proema
D África: Axé-Nagogô
Brasilis-flor naturativa
Antropofálica Mistura:
Frevo-fervor: Línguímã: Nheengatu…
Por tu Guesa:faço-me errantente
Trovejo-me silen cio nuniversom
Relambeijo a Língua-gen
Dos Grãs Sertons:
Lusíadas…Veredas…
BrasiLíngua! Por(tu)Guesa:
Lusídica rosa personalizada…
Experimentalizo la langue
Nas ancas filo-lógicas do verso…
Contra.passo-lhe numbigo:
Bahianauta barrococó Gregórion
Riobaldorim Casmurro Borba
Policarpideiro Caminha Drummond
Matias, Aires, Bernardim, Vieira…
Machado! Motor-serra textual
Álvaro Ricardo Alberto
Pessoa metalingual:
Santa Cecília cancioneira…
Murilo, Jorges, Sousândrade
Andrades, Campos, Bandeiras…
Serafim Ponte
Grande Mira o Mar
Bossa Nova: Tropicália…
Cobra Cabral Macunaíma…
Lima Barretom Jobim…
Rosa de Hiroshima.
Rosa das Minas:
Guímã-Rosa do Povo:
Embaixador do Ser-Tao…
(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 4/2009)
ENTARDECER
Por Gislaine Canales
A paz do entardecer...Fascinação...
Com mil beijos de cor sobre o universo!
Eu sinto, bem no fundo, o coração
querer cantar essa beleza em verso.
Fazendo, dessa paz, sublimação,
inunda-se no belo, submerso,
vivendo, assim, total transmutação,
esquecendo que o mundo é tão perverso.
Vai sonhando mil sonhos coloridos,
cantando mil canções, só de alegria,
e esquece a solidão dos tempos idos.
Realizando assim sua utopia,
de posse, então, de sétimos sentidos,
contempla o pôr-do-sol em poesia!
(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 4/2009)
A paz do entardecer...Fascinação...
Com mil beijos de cor sobre o universo!
Eu sinto, bem no fundo, o coração
querer cantar essa beleza em verso.
Fazendo, dessa paz, sublimação,
inunda-se no belo, submerso,
vivendo, assim, total transmutação,
esquecendo que o mundo é tão perverso.
Vai sonhando mil sonhos coloridos,
cantando mil canções, só de alegria,
e esquece a solidão dos tempos idos.
Realizando assim sua utopia,
de posse, então, de sétimos sentidos,
contempla o pôr-do-sol em poesia!
(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 4/2009)
AMO
Por Gislaine Canales
Amo com toda a força do meu ser.
Amo a beleza, a arte, uma canção.
Amo o eterno desejo de vencer.
Amo os versos que vêm do coração.
Amo as flores, é grande meu querer.
Amo essa amarga e triste solidão.
Amo os sonhos que estou sempre a tecer.
Amo o infinito em sua imensidão.
Amo também a morte, dura e fria.
Amo na morte, toda a ausência e dor.
Amo meu mundo em meio à fantasia.
Amo a tristeza, e mais, amo a alegria.
Amo a vida e esse mundo encantador.
Amo o amor, amo a paz, amo a poesia.
(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 4/2009)
Amo com toda a força do meu ser.
Amo a beleza, a arte, uma canção.
Amo o eterno desejo de vencer.
Amo os versos que vêm do coração.
Amo as flores, é grande meu querer.
Amo essa amarga e triste solidão.
Amo os sonhos que estou sempre a tecer.
Amo o infinito em sua imensidão.
Amo também a morte, dura e fria.
Amo na morte, toda a ausência e dor.
Amo meu mundo em meio à fantasia.
Amo a tristeza, e mais, amo a alegria.
Amo a vida e esse mundo encantador.
Amo o amor, amo a paz, amo a poesia.
(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 4/2009)
HÁ A LUA
Por Delasnive Daspet
Não há borboletas voando
Ou pássaros cantando.
A superfície do lago esta calma, morta.
Nenhum mergulhão madrugador
Corta os céus.
Nenhum zumbido de inseto.
O vento não corre entre as árvores.
As folhas não farfalham.
A água não bate na praia.
A beleza, alimento d'alma,
já não existe...
Tão quieto o mundo,
Ou será só o meu?
O mais leve ruído quebraria
A camada do gelo que me cobre !
Ainda assim, há a lua.
Todas as noites.
Soturna, pálida, bela.
Só ela não muda o encanto.
É a ausência que tudo cala.
É o vazio que preenche o espaço.
É a força do nada que se avoluma.
É a mesquinhez que se agiganta
E nos apequena...
Ainda assim há a lua...
Todas as noites sento
Ao pé do salgueiro
A beira do lago
Fico em silêncio e ouço.
Escuto a vida,
Palavras lindas murmuradas
pelo vento.
Eu também te sussurro e peço
Que não demores, e que chegues
Nos raios do luar que comigo
Espera....Há a lua, sempre!
Sobre a autora:
Delasnieve Daspet é natural de Porto Murtinho, MS . É poetisa, advogada e faz trabalho social com menores carentes, em Campo Grande-MS. Publicou e preside a FALA-MS - Federação das Academias de Letras e Artes de MS. É Embaixadora Universal da Paz, Embaixadora do “Movimiento Poetas del Mundo” para o Brasil e proprietária dos sites:
www.delasnievedaspet.com.br( referendado pela UNESCO )
www.pantanalms.tur.br ( referendado pela UNESCO)
www.lunaeamigos.com.br ( referendado pela UNESCO)
www.ebooklunas.com.br
www.onlinebook.com.br
http://br.egroups.com/group/LunaeAmigos
(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 4/2009)
Não há borboletas voando
Ou pássaros cantando.
A superfície do lago esta calma, morta.
Nenhum mergulhão madrugador
Corta os céus.
Nenhum zumbido de inseto.
O vento não corre entre as árvores.
As folhas não farfalham.
A água não bate na praia.
A beleza, alimento d'alma,
já não existe...
Tão quieto o mundo,
Ou será só o meu?
O mais leve ruído quebraria
A camada do gelo que me cobre !
Ainda assim, há a lua.
Todas as noites.
Soturna, pálida, bela.
Só ela não muda o encanto.
É a ausência que tudo cala.
É o vazio que preenche o espaço.
É a força do nada que se avoluma.
É a mesquinhez que se agiganta
E nos apequena...
Ainda assim há a lua...
Todas as noites sento
Ao pé do salgueiro
A beira do lago
Fico em silêncio e ouço.
Escuto a vida,
Palavras lindas murmuradas
pelo vento.
Eu também te sussurro e peço
Que não demores, e que chegues
Nos raios do luar que comigo
Espera....Há a lua, sempre!
Sobre a autora:
Delasnieve Daspet é natural de Porto Murtinho, MS . É poetisa, advogada e faz trabalho social com menores carentes, em Campo Grande-MS. Publicou e preside a FALA-MS - Federação das Academias de Letras e Artes de MS. É Embaixadora Universal da Paz, Embaixadora do “Movimiento Poetas del Mundo” para o Brasil e proprietária dos sites:
www.delasnievedaspet.com.br( referendado pela UNESCO )
www.pantanalms.tur.br ( referendado pela UNESCO)
www.lunaeamigos.com.br ( referendado pela UNESCO)
www.ebooklunas.com.br
www.onlinebook.com.br
http://br.egroups.com/group/LunaeAmigos
(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 4/2009)
"MEA CULPA"
Por Delasnieve Daspet
Na sucessão de erros que fiz na vida,
Em alguns, por sugestões,
Medo, passividade, me perdi.
Perdi meus sonhos;
Perdi os amigos...
Pois o medo retrai.
Não sei quanto tempo fiquei
Sem acreditar nas coisas e nas pessoas...
Deixei teu mal querer
Me contagiar e vivi em nebulosas.
Preciso reencontrar a fé
Nas coisas simples do ser e de ser...
Minhas alegrias...
Já não as lembro.
Não lembro o imenso amor,
As esperanças e mágoas,
Toldaram-se, todos, de cinza
Das tristezas que acumulei...
Eu nem percebi que me perdi,
Que nos perdemos há tanto tempo!
Não percebi que ser feliz, amar e sonhar
Não é apenas um tempo
Mas um processo a se cultivar.
Um sentimento afetivo e efetivo
Da nossa presença no mundo.
Fiquei tão longe que não ouvia
O eco de minhas palavras.
É esta a " mea culpa".
Deixei que me mudasse...
Deixei que moldasse meu querer,
Fui sonhar o teu gosto e sonhos...
Olvidei minhas lutas , lutas, pelas quais,
Já houvera traçado caminhos
Noutro porvir...
(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 4/2009)
Na sucessão de erros que fiz na vida,
Em alguns, por sugestões,
Medo, passividade, me perdi.
Perdi meus sonhos;
Perdi os amigos...
Pois o medo retrai.
Não sei quanto tempo fiquei
Sem acreditar nas coisas e nas pessoas...
Deixei teu mal querer
Me contagiar e vivi em nebulosas.
Preciso reencontrar a fé
Nas coisas simples do ser e de ser...
Minhas alegrias...
Já não as lembro.
Não lembro o imenso amor,
As esperanças e mágoas,
Toldaram-se, todos, de cinza
Das tristezas que acumulei...
Eu nem percebi que me perdi,
Que nos perdemos há tanto tempo!
Não percebi que ser feliz, amar e sonhar
Não é apenas um tempo
Mas um processo a se cultivar.
Um sentimento afetivo e efetivo
Da nossa presença no mundo.
Fiquei tão longe que não ouvia
O eco de minhas palavras.
É esta a " mea culpa".
Deixei que me mudasse...
Deixei que moldasse meu querer,
Fui sonhar o teu gosto e sonhos...
Olvidei minhas lutas , lutas, pelas quais,
Já houvera traçado caminhos
Noutro porvir...
(Publicado originalmente na Revista Cerrado Cultural nº 4/2009)
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